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Conte�do

  1. Pr�logo da Ordem Final
  2. Pref�cio da Quinta Edi��o
  3. Introdu��o
  4. A Evid�ncia
  5. Obje��es diretamente relacionadas com a forma e as circunst�ncias da ordem final
    1. 1.  “A carta, 9 de Julho claramente insinua que somente se aplicava enquanto �r�la Prabhup�da estivesse presente.”
    2. 2.  “A carta n�o diz especificamente que ‘este sistema dever� continuar ap�s a partida de �r�la Prabhup�da’; portanto, foi correto parar o sistema �tvik quando �r�la Prabhup�da partiu.”
    3. 3. “Certas instru��es obviamente n�o podem continuar depois da partida de �r�la Prabhup�da, e assim est� entendido que a inten��o de �r�la Prabhup�da era que fossem seguidas somente durante  a sua presen�a; por exemplo, algu�m podia  ter sido apontado para dar a �r�la Prabhup�da sua massagem cotidiana “daqui para frente”. Pode ser que a ordem �tvik seja do mesmo tipo?”
    4. 4. “O fato de que a ordem fora ‘apenas’ emitida  numa carta, e n�o num livro, nos d� a licen�a para interpret�-la  indiretamente.”
    5. 5. “Talvezhouvesse alguma condi��o especial envolvendo a emiss�o da ordem que prevenha sua aplica��o depois da partida de �r�la Prabhup�da?
    6. 6. “A ‘fita da nomea��o’ cont�m informa��o relevante que claramente estabelece que a ordem do dia 9 de Julho seria aplicada somente enquanto �r�la Prabhup�da estivesse fisicamente no planeta, n�o?”
    7. 7. “�r�la Prabhup�da declarou muitas vezes que todos os seus disc�pulos deveriam se tornar gurus. Certamente isso prova que �r�la Prabhup�da n�o tinha a inten��o que o sistema �tvik fosse permanente.”
    8. 8. “N�o haver�  algum princ�pio  s�strico, nos livros de �r�la Prabhup�da que pro�ba a concess�o de d�k�� quando o guru n�o est� no mesmo planeta do disc�pulo?”
    9. 9. “Uma vez que esta instru��o levaria a um sistema que n�o tem precedente nem base hist�rica, ela deve ser rejeitada.”
    10. 10. “Uma vez que n�o h� men��o especifica do sistema �tvik antes do dia 9 de Julho de 1977, n�o � poss�vel ter sido a inten��o de �r�la Prabhup�da que tal sistema continuasse depois do desaparecimento de seu desaparecimento.”
  6. “A Fita da Nomea��o”
  7. Obje��es Relacionadas
    1. 1. “�r�la Prabhup�da n�o mencionou o uso de �tviks em seus livros.”
    2. 2. “Como  pode parik�� (m�tua an�lise entre o guru e o disc�pulo), um elemento essencial em d�k��, ser poss�vel sem contato f�sico?”
    3. 3. “N�s poderemos aceitar �r�la Prabhup�da, mas como n�s saberemos que ele nos aceitou como seus disc�pulos, mesmo na sua aus�ncia f�sica?”
    4. 4. “Somente se a inicia��o, d�k��, tiver ocorrido antes de o guru deixar o planeta � poss�vel continuar aproximando-se, inquirindo  e servindo-o em sua aus�ncia f�sica.”
    5. 5. “O que voc�s est�o propondo soa suspeitosamente como Cristianismo!”
    6. 6. “Os �tviks d�o um tipo de d�k���r�la Prabhup�da � apenas nosso siksa guru.
    7. 7. “Se �r�la Prabhup�da � o s�k�� guru de todos, ent�o como ele pode tamb�m ser o d�k�� guru?”
    8. 8. “Voc�  est� dizendo que �r�la Prabhup�da n�o fez nenhum devoto puro?”
    9. 9. “Enquanto um guru estiver seguindo estritamente, n�o importa qu�o  avan�ado ele seja, eventualmente ele ir� se tornar qualificado e levar disc�pulos de volta para o Supremo.”
    10. 10. “O sistema �tvik por defini��o significa o final da sucess�o discipular.”
    11. 11. “O sistema �tvik significa o fim da rela��o guru-disc�pulo, a qual tem sido a tradi��o  por milhares de anos.”
    12. 12. “�tviks n�o s�o o meio  regular para conduzir se a sucess�o discipular. A maneira apropriada  para fazer isso � ter um guru ensinando o disc�pulo tudo o que ele necessite para saber sobre K���a, enquanto fisicamente presente. Uma vez que o guru abandone o planeta, � deverde todos os seus disc�pulos estritos imediatamente come�ar a iniciar seus pr�prios disc�pulos, assim levando adiante a sucess�o discipular. Este � o modo regular de fazer as coisas.”
    13. 13. “Se n�s adotarmos o sistema �tvik, o qu� iria imperdir-nos de aceitar inicia��o de qualquer �c�rya anterior, como por exemplo �r�la Bhaktisiddhnta?”
    14. 14. “Para algu�m ser o elo corrente ele deve estar presente fisicamente.”
    15. 15. “Todos os irm�os espirituais de �r�la Prabhup�da se tornaram �c�ryas iniciadores ap�s o desaparecimento de �rila Bhaktisiddhnta, ent�o o que est� errado se os disc�pulos de �r�la Prabhup�da fazem o mesmo?”
    16. 16. “Quando  �r�la Prabhup�da disse que eles n�o deveriam ser �c�ryas, ele quis dizer com  um “A” mai�sculo. Ou seja, um �c�rya que dirija uma institui��o.”
    17. 17. “� comumente compreendido que h� tr�s tipos de �c�ryas. Todos na ISKCON aceitam isso.”
    18. 18. “Isso parece um pequeno ponto, ent�o como estas id�ias sobre os �c�ryas poderiam ter causado algum significativo efeito adverso na ISKCON?”
    19. 19. “De acordo com  o Jornal da ISKCON de 1990, alguns irm�os espirituais de �r�la Prabhup�da eram de fato �c�ryas.”
    20. 20. “�r�la Prabhup�da algumas vezes falou bem de seus irm�os espirituais.”
    21. 21. “N�s sabemos que os �c�ryas fidedignos n�o t�m que ser t�o avan�ados, porque algumas vezes eles caem.”
    22. 22. “Mas �c�ryas anteriores inclusive descrevem o que algu�m deve fazer quando o mestre espiritual se desvia.”
    23. 23. “Mas o que est� errado em consultar �c�ryas anteriores?”
    24. 24. “Por que �r�la Prabhup�da n�o explicou o que fazer quando um guruse desvia?”
    25. 25. “Assim que os disc�pulos de �r�la Prabhup�da alcan�arem a perfei��o, o sistema �tvik se tornar� redundante”.
    26. 26. “Os proponentes do sistema �tvik apenas n�o querem se render a um Guru.”
    27. 27. “Mas quem  ir� oferecer orienta��o e dar servi�o para os devotos se n�o houver d�k�� gurus?”
    28. 28. “Em tr�s ocasi�es �r�la Prabhup�da disse que voc� precisa de um guru f�sico, e ainda assim toda a sua posi��o baseia-se da id�ia de que n�o.”
    29. 29. “N�o pode o d�k�� guru ser uma alma condicionada?”
    30. 30. “�r�la Prabhup�da colocou o GBC na cabe�a da Sociedade para administrar tudo e essa � a forma que eles escolheram para as inicia��es .”
  8. Conclus�o
  9. O Que � Um �tvik?
  10. D�k��
  11. O Guru Deve Estar Fisicamente Presente?
  12. Siga As Instru��es, N�o o Corpo 
  13. Os Livros S�o o Suficiente
  14. O �r�la Prabhup�da � o Nosso Guru Eterno
  15. AP�NDICES
    1. 09 de Julho, 1977 Carta: “Para Todos GBC e Presidentes de Templo”
    2. 10 de Julho, 1977 Carta 
    3. 11 de Julho, 1977 Carta 
    4. 21 de Julho, 1977 Carta 
    5. 31 de Julho, 1977 Carta
    6. Declara��o de testamento de �r�la Prabhup�da (4 de Junho, 1977) & Codicilo (5 de Novembro, 1977)
    7. Conversa no Quarto, dia 22 de Abril, 1977, Bombay
    8. Conversa no Quarto, dia 27 de Maio, 1977, V�nd�vana
    9. Conversa no Quarto, dia 28 de Maio, 1977, V�nd�vana*
    10. Conversa no Quarto, dia 7 de Julho, 1977, V�nd�vana
    11. Conversa no Quarto, dia 19 de Julho, 1977, V�nd�vana
    12. Conversa no Quarto, dia 18 de Outubro, 1977, V�nd�vana
    13. Conversa no Quarto, dia 2 de Novembro, 1977, V�nd�vana
    14. Confiss�es de Tam�la K���a na Casa da Pir�mide, 3 de Dezembro de 1980





Pr�logo da Ordem Final

Dr. Kim Knott, Conferencista S�nior em Estudos Religiosos, Universidade de Leeds, Reino Unido.

Equanto pesquisava para um artigo recente sobre ‘Percep��es internas e externas de �r�la Prabhup�da’, euencontrei a mim mesma tentando fazer justi�a �s diferentes vis�es mantidas pelos devotos com o que diz respeito � sucess�o discipular eo papel dos gurus depois do desaparecimento de Prabhup�da em 1977. Naturalmente, antes disso eu estava ciente desse per�odo de crises envolvendo a queda dos gurus e das ondas de choque e tristeza experimentadas pelos irm�os e irm�s espirituais bem como pelos disc�pulos iniciados por eles . Eu tive a esperan�a, como muitos, de que a reforma dos gurus no final dos anos 80 iria solucionar a lideran�a da ISKCON e as dificuldades com asinicia��es. Olhando novamente o assunto enquanto preparava o artigo, eu li alguns argumentos a favor e contra o sistema atual, bem como o trabalho de outros estudiosos em quest�es sobre o guru e sucess�o. Claramente este ainda era um assunto atual. No �ltimo estudo sobre “A Institui��o Parampara”, no volume 5 do Journal of Vaisnava Studies, Jan Brzezinski discute s�rios aspectos sobre isso, dando grande import�ncia � lideran�a carism�tica e qualificada para o futuro da ISKCON. � apenas um ponto de vista dele, mas � indicativo do poder deste assunto em motivar interesses dentro e fora do Movimento.

No final de 1996, eu fui convidada para ler A Ordem Final para dar a minha opini�o e discutir sobre as quest�es apresentadas nela. Lendo o texto eu n�o tive d�vidas de que era uma mat�ria de grande significado para a ISKCON, sobre a qual muitos devotos sentiriam profundamente. Pareceu-me que ele levantava importantes quest�es teol�gicas concernentes � autoridade espiritual e sua transmiss�o; o relacionamento do disc�pulo e o representante de K���a; o guru e os objetos adequados de adora��o devocional. Sendo algu�m do lado de fora, eu sou totalmente incapaz de julgar a mat�ria (e incapaz de medir a evid�ncia apresentada aqui contra a evid�ncia do atual sistema de �c�ryas). Contudo, sou capaz de recomendaro que � apresentado aqui como uma s�ria tentativa de discutir o caso, uma vez que �r�la Prabhup�da estabeleceu um sistema de gurus �tviks, que ele pretendia que iniciassem os disc�pulos em seu nome. Eu espero que este texto seja lido cuidadosamente e discutido amplamente, n�o porque eu ap�ie ou condene  esta posi��o, mas porque a profundidade do assunto abordado demanda considera��es em todos os n�veis. Cada devoto tem um verdadeiro desafio nesta mat�ria.

N�o h� d�vidas que n�o � aconselh�vel que um estranho envolva-se pessoalmente escrevendo tal pr�logo, mas meus motivos permanecem sendo o meu interesse no Movimento e benquerer para com todos seus devotos.

Kim Knott, Fevereiro de 1997


Pref�cio da Quinta Edi��o


Faz agora uma d�cada que a primeira edi��o de A Ordem Final foi publicada em 1996. Originalmente, eu descrevi A Ordem Final como um “texto de discuss�o sobre as instru��es de �r�la Prabhup�da para inicia��o dentro da ISKCON”. Ningu�m que conhece o Movimento pode negar que o texto provocou muita “discuss�o”, e assim foi bem sucedido na sua meta trazendo este assunto � luz.

Seria dif�cil para a lideran�a da ISKCON agora validamente ignorar os documentos legais pessoalmente assinados por �r�la Prabhup�da que claramente estabelecem sua inten��o de permanecer como o d�k�� guru para o movimento espiritual por ele fundado. S�o estes documentos legais que constituem a ess�ncia de A Ordem Final, que agora est� sendo distribu�do ao redor de todo o mundo e que tamb�m est� dispon�vel na web. Em v�riospa�ses A Ordem Final j� foi ou est� sendo traduzida (emfevereiro de 2006 as seguintes tradu��es j� estavam dispon�veis: Franc�s, Espanhol, Alem�o, Russo, Chin�s, Hindi, Bengali, Kannada; com tradu��es em Checo, Holand�s, Tamil e italiano a caminho). Al�m disso, os l�deres da ISKCON abertamente proibiram a sua distribui��o em todos os centros da ISKCON. Por esta raz�o, h� um grande n�mero demembros da ISKCONem geral que ainda n�o leram o texto, apesar de toda a cobertura da m�dia e controv�rsia. Mas pelo menos para os l�deres executivos da ISKCON e gurus,falta de conhecimento sobre a ordem que �r�la Prabhup�da deu para inicia��o espiritual n�o � mais uma desculpa. Na introdu��o de A Ordem Final n�s declaramos que:

“N�s consideramos muito improv�vel que algu�m esteja deliberadamente desobedecendo ou fazendo com  que outros desobede�am uma ordem direta de nosso Fundador-�c�rya”.

Devido � evas�o do GBC, obfusca��o, violenta supress�o e clara desonestidade sobre A Ordem Final, o que dissemos acima precisa ser revisado.

Agora existe uma organiza��o mundial chamada  ISKCON Revival Movement (IRM) [Movimento de renascimento da ISKCON] que toma A Ordem Final como seu fundamento, e que foi estabelecida especificamentepara difundir suas conclus�es. O Movimento possui um website (www.iskconirm.com) com mais de 100 artigos publicados pelo mesmo autor, e tamb�m publica uma revista colorida trimestral chamada Back to Prabhupada (De Volta a Prabhupada), a qual �distribu�da gratuitamente para milhares de assinantes pelo mundo. H� cobertura mundial das atividades do IRM pela m�dia , incluindo numerosos artigos e �tens na BBC. O IRM tem tamb�m feito apresenta��es em grandes confer�ncias acad�micas incluindo a Associa��o de Estudos sobre Cultos (CESNUR) e a Academia Americana de Religi�o. Al�m disso, o autor de A Ordem Final tem artigos publicados por v�rios publicantes acad�micos e educacionais, incluindo: Columbia University Press, Firma KLM, Continuum International Publishing e Facts on File. Atrav�s desta m�dia, o IRM tem ganhado vasta aceita��o entre a comunidade culta como uma for�a para a reforma dentro da ISKCON. Desde a forma��o do IRM um crescente n�mero de devotos da ISKCON e centros ao redor do mundo t�m agora aceitado as conclus�es de A Ordem Final.

Perguntas freq�entes sobre Movimento de Renascimento da ISKCON (IRM)

1. O que � o IRM?

O IRM � um corpo composto de devotos da ISKCON ao redor de todo o mundo que querem ver a Sociedade colocada no caminho certo, de acordo com as diretrizes do seu fundador, �r�la Prabhup�da

2. Por que existe o IRM?

A pureza original e o prestigio geral da ISKCON experimentou uma maci�a deteriora��o desde a partida f�sica do seu fundado no dia 14 de novembro de 1977. �r�la Prabhup�da sozinho estabeleceu a ISKCON em 1966 como um grande presente para o mundo, e ao partir ele deixou-a comouma for�a din�mica,um farol de luz para a humanidade. Tristemente, hoje ela est� se desintegrando- um fatoadmitido numa nota enviada em maio de 2000 pelo ent�o presidente do GBC, Ravindra Svarupa Das:

“Portanto  a quest�o permanece: o que, ent�o, iremos fazer?  Como  iremos lidar com  nossa Sociedade polarizada e desintegrante?”

Este decl�nio pode ser remontado aos v�rios desvios das instru��es e padr�es dados por �r�la Prabhup�da, dentre os quais o principal � t�-lo destitu�do do posto de �nico d�k�� guru da ISKCON. O Movimento de Renascimento da ISKCON procura restaurar a ISKCON � sua gl�ria,pureza e castidade filos�fica anterior atrav�s da reinstitui��o de todas as instru��es e padr�es que �r�la Prabhup�da deu, iniciando com o seu papel de �nica autoridade e d�k�� guru na ISKCON. A posi��o do IRM est� estabelecida nos textos ‘The Final Order’ (A Ordem Final) e ‘No Change in ISKCON Paradigm’ (N�o h� modifica��es no paradigma da ISKCON). Ambos os textos est�o dispon�veis tamb�m no website: www.iskconirm.com

3. O IRM � separado da ISKCON?

Ele � um Movimento dentro do Movimento, composto por membros da ISKCON que querem reformar e reviver a Sociedade.

4. A meta do IRM � formar um novo movimento?

N�o. � de restabelecer a ISKCON original que �r�la Prabhup�da nos deixou. Portanto, t�o logo isto seja alcan�ado, o IRM ser� dissolvido.

5. Que diferen�a faria a restaura��o de �r�la Prabhup�da como o �nico d�k��  guru?

Primeiramente, � o mais b�sico axioma da vida espiritual, que n�s podemos avan�ar somente quando seguimos de forma apropriada �s ordens do guru. Se o guru pede leite e n�s trazemos �gua, como Ele poder� ser agradado? E se o guru n�o � agradado, como ent�o poderemos nos aproximar de K���a?
 
Por cerca de tr�s d�cadas a ISKCON n�o est� fazendo o que �r�la Prabhup�da ordenou. Uma vez que �r�la Prabhup�da abandonou o planeta fisicamente, n�s n�opermitimos que ele iniciasse mesmo uma pessoa via �tvik, ou sistema de representantes. Este � o �nico sistema de inicia��o que Ele autorizou para dar continuidade dentro da Sociedade. Se os membros da ISKCON come�arem mais uma vez a seguir as suas ordens, ent�o naturalmente eles ir�o agradar o Senhor K���a, e todo o progresso espiritualseguir� naturalmente. E tamb�m, se todos tiverem a mesma rela��o direta como disc�pulos de �r�la Prabhup�da, o faccionalismo ser� eliminado. Pela primeira vez em quase trinta anos haver� uni�o em esp�rito de equipe, com todos trabalhando pela mesma meta – o servi�o e glorifica��o de �r�la Prabhup�da�ri K���a. Muitos “gurus”da ISKCON t�m sido v�timas de grosseiras atividades pecaminosas; e quando eles deixam a Sociedade, levam consigo centenas de milhares de d�lares e muito dos seus seguidores. Esta cont�nua perda de propriedades, f� e pessoal ser� eliminada uma vez que a f� seja colocada apenas em �r�la Prabhup�da, e n�o em substitutos fal�veis. O dinheiro sugado de seus disc�pulos pelos 80 “gurus” na forma de daksin (doa��o em dinheiro) ir� para os templos, fazendo-os saud�veis e fortes.

6. Como  pode o IRM estar certo  de que a sua posi��o � correta  e que a do GBC n�o?

O IRM considera a sua posi��o correta uma vez que est� baseada em documentos legais assinados que foram dirigidos a todo o Movimento. Por outro lado, o GBC j�apresentou pelo menos tr�s posi��es oficiais contradit�rias (nenhuma das quais t�m o suporte de documentos legais), e assim n�o possue tecnicamente uma posi��o, o que dizer de uma posi��o correta. Devemos assinalar que n�o apenas estes v�rios fatores se contradizem uns aos outros, mas eventualmente tamb�m contradizem a si mesmos. Por exemplo, se n�s tomarmos a simples pergunta sobre quando �r�la Prabhup�da autorizou a sua substitui��o como d�k�� guru para a ISKCON, n�s encontramos as seguintes respostas oficiais do GBC:

a) ‘On My Order Understood’ ( ‘Sob Minha Ordem’ compreendido, GBC, 1995): �r�la Prabhup�da deu a ordem para os gurus ao mesmo tempo que a ordem que os devotos deveriam atuar em seu nome, e isso ocorreu no dia 7 de Julho de 1977  (p. 28, em Gurus and Initiation in ISKCON  GBC, 1995).

b) ‘Disciple of My Disciple’ (Disc�pulo de Meu Disc�pulo), (H. H. Umapati Swami,  1997): onze d�k�� gurus foram indicados e preparados no dia 28 de Maio de 1977, uma vez que “ �tvik” quer dizer “oficiante  �c�rya”, que significa “d�k�� guru”.

c) Prabhupda’s Order’ (A Ordem de Prabhupda, Badrinarayan das, 1998): no dia 9 de Julho de 1977, os onze estavam plenamente atuando como gurus, mas simplesmente observando a etiqueta na presen�a de �r�la Prabhup�da.

Como vimos acima, o GBC forneceu tr�s diferentes datas para quando �r�la Prabhup�da aparentemente sancionou sua substitui��o: a) referindo-se a uma conversa no jardim; b) referindo-se a uma reuni�o entre �r�la Prabhup�da e alguns disc�pulos seniores, enquanto que c) refere-se a uma diretriz assinada sobre inicia��o, pela qual este livreto � chamado (A Ordem Final). Deste modo, cada texto do GBC nos conta uma est�ria muito diferente. Mas para piorar:

Em mar�o  de 2004, na reuni�o anual em Mayapur, o GBC oficialmente retirou o texto  “Under My Order Understood”, e de maneira  velada admitiram que continha “mentiras” e “exagerava os fatos”. A Ordem Final  havia sido originalmente escrita em desafio �quele mesmo texto  (ver a introdu��o), e o fato de que ele agora  foi retirado de forma desonrosa apenas confirma  a posi��o do IRM.

De forma muito clara, o GBC est� confuso sobre quando os d�k�� gurus sucessores foram autorizados. O IRM argumenta que isso � inevit�vel, uma vez que �r�la Prabhup�da jamais criou quaisquer d�k�� gurus substitutos, apenas �tviks; este sistema �tvik foi o que ele deixou em andamento, com nenhuma ordem para par�-lo. Baseados nisso, n�s argumentamos que o GBC deve primeiramente decidir-se por uma posi��o, e apenas ent�o seremos capazes de julgar sua efic�cia.

� uma l�stima que mesmo hoje em dia qualquer um que questione sobre este miasma de testemunhos discordantes do GBC � rudemente perseguido na Sociedade.

Krishnakant
Setembrode 2008

Se voc� deseja mais informa��es sobre o IRM, incluindo assinatura gratuita da nossa revista, ou deseja perguntar a respeito de A Ordem Final, ent�o, por favor, envie um e-mail para o autor:
irm@iskconirm.com
ou
visite nosso website e:
www.iskconirm.com


Introdu��o


Este livreto � uma humilde tentativa para apresentar as instru��es que �r�la Prabhup�da deixou para a Comiss�o do Corpo Governamental (GBC) sobre como ele pretendia que as inicia��es continuassem dentro da Sociedade Internacional para a Consci�ncia de K���a (ISKCON). Apesar de referirmos a muitos textos e artigos que foram publicados por devotos seniores da ISKCON sobre esta mat�ria, os pontos principais referem-se ao mais recente livreto do GBC sobre inicia��o intitulado “Gurus and Initiation in ISKCON” (Gurus e Inicia��o na ISKCON)-que ser� referido daqui para a frente como GII-e o texto “On my order understood”, o qual � mencionado sob a se��o 1.1 das “Leis da ISKCON”:

“O GBC aprova  o texto  intitulado  ‘Under My Order Understood’, o qual estabelece como a lei da ISKCON o Siddhanta finalsobre o desejo de �r�la Prabhup�da para continuar com  a sucess�o discipular ap�s a partida de Sua Divina Gra�a” [ver parte II: Textos da posi��o do GBC neste volume]. (GII, p.1)

No texto GII o GBC claramente afirmou a inten��o de remover a incoer�ncia e a contradi��o nos c�digos e leis da ISKCON no que envolve gurus, disc�pulos e guru-tattva em geral, assim estabelecendo um Siddhanta final (conclus�o filos�fica). N�s sinceramente oramos para que este texto seja de acordo com esses mesmos objetivo.

Com um prop�sito de alcan�ar maior consist�ncia e castidade filos�fica, n�s sentimos que permanecem uma ou duas discrep�ncias que n�o foram plenamenteabordadas no texto GII, as quaispoderiam ser clarificadas com investiga��es e discuss�es mais profundas. Apesar de alguns dos t�picos levantados ao confrontar estas discrep�ncias talvez pare�am radicais, ou mesmo dif�ceis de lidar , n�s sentimos que confrontar com eles agora ir� minimizar grandementefuturas confus�es e poss�veis desvios. N�o � sem precedentes que o sistema de gurus da ISKCON tem sofrido uma revis�o bastante radical. No passado, s�mbolos foram removidos, cerim�nias cortadas e paradigmas substitu�dos – tudo isso sem prolongada ruptura.

Em todo o seu esquema, ISKCON � indubitavelmente a mais importante Sociedade no Planeta. Portanto, � imperativo que uma constante vigil�ncia seja mantida para assegurar que n�o se desvie nem sequer uma milion�sima parte da espessura de um fio cabelo dos seus par�metros filos�ficos e administrativos estabelecidos pelo nosso Fundador-�c�rya�r�la Prabhup�da constantemente enfatizava que n�s n�o devemos mudar, inventar ou especular, mas simplesmente continuar expandindo o que ele cuidadosa e laboriosamente estabeleceu. Que momento seria melhor do que este, o ano de seu centen�rio (1996), para examinar de perto a maneira como estamos continuando a miss�o de �r�la Prabhup�da?

� nossa forte convic��o que o presente sistema de gurus dentro da ISKCON dever� alinhar-se completamente com a �ltima diretriz assinada por �r�la Prabhup�da sobre este assunto- sua ordem final sobre inicia��o, datada de 9 de Julho de 1977 (por favor veja o ap�ndice). Algumas vezes as pessoas questionam a import�ncia colocada nesta carta acima de outros textos, cartas e ensinamentos. Em nossa defesa, n�s iremos simplesmente repetir um axioma que o pr�prio GBC usa no seu livreto GII:

“Em l�gica, enunciados posteriores sobrep�em os anteriores em import�ncia” (GII, p.25).

Uma vez que a carta do dia 9 de julho � na realidade a instru��o final sobre as inicia��es dentro da ISKCON, endere�ada como foi a todo o Movimento, ela deve ser vista como uma categoria pr�pria. Ser� mostrado que a plena aceita��o e implementa��o daquela ordem de modo algum colide com os ensinamentos de �r�la Prabhup�da.

N�s n�o temos interesses em teorias conspiradoras, nem pretendemos entrar em detalhes sobre infort�nios e dificuldades espirituais pessoais. O que est� feito est� feito. Com certeza, n�s podemos aprender com os erros anteriores, e n�spreferimos ajudar a pavimentar o caminho para um futuro positivo de reunifica��o e perd�o do que nos reter por muito tempo em esc�ndalos passados. Com respeito aos autores, a grande maioria dos devotos da ISKCON est� sinceramente se esfor�ando para agradar �r�la Prabhup�da; desta forma, n�s consideramos muito improv�vel que algu�m esteja deliberadamente desobedecendo oufazendo com que outros desobede�am uma ordem direta de nosso Fundador-�c�rya. N�o obstante, de alguma forma ou outra, parece que certas aberra��es de epistemologia e detalhes administrativos se infiltraram dentro do sistema geral da ISKCON nos �ltimos dezenove anos. Identificando estas �reas manchadas, n�s oramos para que possamos dar alguma ajuda na tarefa de desraigar obstru��es desnecess�rias no nosso servi�o devocional a �r�la Prabhup�da�ri K���a.

Neste livreto iremos apresentar como evid�nciadocumentos pessoalmente assinados e emitidos por �r�la Prabhup�da, bem como transcri��es de conversas- tudo aceito como aut�ntico pelo GBC. N�s ent�o analisaremos de forma cuidadosa tanto o contexto quanto o conte�do destes materiais, e ver se devem ser levados literalmente ou se existem outras instru��es quepossam alterar de forma razo�vel o seu significado ou aplica��o. Tamb�m debateremos todos os t�picos filos�ficos relevantes levantados em conex�o  com esta evid�ncia, e iremos responder a todas as obje��es mais comuns levantadas contra a aceita��o literal do documento do dia 9 de julho no que se refere as inicia��es no futuro. E, finalmente, n�s analisaremos como o sistema de �c�rya oficiante, conforme delineado na ordem do dia 9 de julho, pode ser implementado sem muita perturba��o.

Todos os nossos argumentos est�o fundamentados exclusivamente na filosofia e instru��es dadas por �r�la Prabhup�da em seus livros, cartas, aulas e conversas. Humildemente pedimos a miseric�rdia de todos os Vaisnavas para que n�o sejemos ofensivos a ningu�m ou de forma alguma causemos ruptura na miss�o de Sua Divina Gra�a A. C. Bhaktivedanta Swami �r�la Prabhup�da.


Evid�ncia

Qualquer um que tenha conhecido �r�la Prabhup�da geralmente notava a sua natureza meticulosa. Sua meticulosa aten��o em cada detalhe no seu servi�o devocionalera uma das mais distintas caracter�sticas de �r�la Prabhup�da; e para aqueles que o serviram pessoalmente, era grande evid�ncia de seu profundo amor pelo Senhor �ri K���a. Toda a sua vida foi dedicada a executar a ordem do seu mestre espiritual, �r�la Bhaktisiddhnta, e neste dever ele foi fantasticamente vigilante. Ele n�o deixava nada ao acaso, sempre corrigindo, guiando e castigando os seus disc�pulos nos seu esfor�o para estabelecer a ISKCON. Sua miss�o era sua vida, e ele at� mesmo disse que ISKCON era o seu corpo.

Certamente, seria incompat�vel com car�ter de �r�la Prabhup�da negligenciar um t�pico t�o importante como este, o futuro das inicia��es em sua Sociedade t�o querida,deixando-o no ar, amb�guo ou aberto paradebate ou especula��o. Isto � particularmente verdade com base nos fatos sucedidos na miss�o de seu pr�prio mestre espiritual, a qual, como muitas vezes ele assinalou, foi amplamente destru�da pela opera��o de um sistema de gurus n�o autorizados. Tendo isso em mente, comecemos com os fatos que ningu�m pode negar:

No dia 9 de Julho de 1977, quatro meses antes de sua partida f�sica, �r�la Prabhup�da estabeleceu um sistema de inicia��o empregando o uso de “�tviks”, ou “representantes do  �c�rya”. �r�la Prabhup�da instruiu que este sistema de �c�ryas oficiantes deveria ser institu�do imediatamente e iria continuar desde aquele momento ou dali para frente (“henceforward”,  por favor veja os Ap�ndices, p. 113). Esta diretriz administrativa, a qual fora enviada para toda a Comiss�o do Corpo Governamentale Presidentes de Templo da Sociedade Internacional para a Consci�ncia de K���a, instru�a que desde aquele momento os novos disc�pulos deveriam receber os nomes espirituais, ros�rios e o mantra Gayatri destes 11 �tviks nomeados. Estes �tviks atuariam em nome de �r�la Prabhup�da e os novos devotos iniciados seriam disc�pulos de �r�la Prabhup�da. Assim �r�la Prabhup�da concedeu aos rtviks pleno poder para atuarem como procuradores para os que receberiam a inicia��o, e deixou claro que daquele momento em diante n�o seria mais necess�rio consult�-lo (para os detalhes sobre as obriga��es de um �tvik, por favor veja a se��o intitulada ‘O que � um �tvik?’, p. 94).

Imediatamente ap�s a partida f�sica de �r�la Prabhup�da, no dia 14 de novembro de 1977, o GBC suspendeu o sistema �tvik. No Gaura Purnima de 1978, os 11 �tviks assumiram papel de d�k�� guru e �c�rya regional, iniciando disc�pulos em seu pr�prio nome. O mandato para que eles fizessem isso foi uma alegada ordem de �r�la Prabhup�da de que apenas eles seriam os sucessores como �c�ryas iniciadores. Alguns anos mais tarde, este sistema de �c�rya regional foi modificado e substitu�do, n�o pela restaura��o do sistema �tvik, mas pela adi��o de d�zias de mais gurus, junto com um elaborado sistema de medidas e restri��es para lidar com aqueles que se desviaram; o racioc�nio para essa mudan�a sendo que a ordem de se tornar guru n�o era, como se disse anteriormente, somente aplic�vel �queles 11, sen�o que era uma instru��o geral para qualquer um que seguisse estritamente erecebesse uma maioria de votos de dois ter�os dos membros do GBC.

A nota acima  n�o se trata de uma opini�o pol�tica, � um fato hist�rico, aceito por todos, incluindo o GBC.

Como mencionamos acima, a carta do dia 9 de julho foi enviada a todos os membros do GBC e presidentes de templo, e permanece at� hoje como a �nica instru��o assinada sobre o futuro das inicia��es que �r�la Prabhup�da emitiu para toda a Sociedade. Comentando sobre a ordem do dia 9 de julho, Jayadvaita Swami, recentemente escreveu:

“Sua autoridade est� al�m de questionamentos [...] claramente esta carta estabelece um sistema de guru �tvik
(Jayadvaita Swami, Where the �tvik People are Wrong, 1996).

A origem da controv�rsia surgiu de duas modifica��es, as quais foram subseq�entemente impostas sobre esta diretriz, que de outra forma � muito clara e autorizada:

Modifica��o a): que o apontamento dos representantes ou �tviks foi apenas tempor�rio, especificamente para ser encerrado na partida de �r�la Prabhup�da.

Modifica��o b): tendo cessada a fun��o de meros representantes, os �tviks tornar-se-iam automaticamente d�k�� gurus, iniciando pessoas como seus pr�prios disc�pulos, e n�o de �r�la Prabhup�da.

As reformas para o sistema de �c�rya regional que aconteceram em 1987 mantiveram intactas aquelas duas suposi��es. De fato, as mesmas suposi��es formavam a base do pr�prio sistema substitu�do.N�s nos referimos a: a) e b), acima como modifica��es, uma vez que nenhuma destas afirma��es aparece na carta do dia 9 de julho, nem em qualquer documentado legal emitido por �r�la Prabhup�da subseq�ente a �quela ordem.

O texto GII do GBC claramente suporta as j� mencionadas modifica��es:

“Quando  perguntaram a �r�la Prabhup�da quem iniciaria depois de sua partida f�sica, ele afirmou que ‘recomendaria’ e daria‘ordem’ a alguns de seus disc�pulos para que iniciassem em seu nome enquanto estivesse vivo, e que depois disso atuariam como gurus regulares, cujos disc�pulos seriamdisc�pulos dos disc�pulos de �r�la Prabhup�da
(GII, p.14).

Com o passar dos anos, aumentou o n�mero de devotos questionando a legitimidade destas suposi��es fundamentais. Para muitos, isso jamais fora comprovado apropriadamente, e, por conseguinte, um desagrad�vel sentido de d�vida e desconfian�a cresceu tanto dentro como fora da Sociedade. Atualmente, livros, artigos, e-mails e sites da web oferecem informa��es quase di�rias sobre a ISKCON e seu suposto desviado sistemade gurus. Qualquer coisa que possa trazer algum tipo de resolu��o para esta controv�rsia deve parecer positiva para aqueles que verdadeiramente se importam com o Movimento de �r�la Prabhup�da.

Um ponto sobre o qual todos concordam � que �r�la Prabhup�da � a autoridade �ltima para todos os membros da ISKCON; ent�o, qualquer que tenha sido a inten��o de sua ordem, � nossa obriga��o execut�-la. Outro ponto de concord�ncia � que o �nico documento assinado sobre futuras inicia��es, o qual fora enviado para todos os l�deres da Sociedade, foi a ordem do dia 9 de Julho.

� importante notar que no texto  GII a exist�ncia da carta do dia 9 de julho n�o � sequer mencionada, embora este seja o �nico local onde os onze “ �c�rya” originais s�o de fato mencionados . Esta omiss�o causa perplexidade, uma vez que GII supostamente apresenta um “siddhnta final” para  o assunto todo.

Vejamos mais de perto a ordem do dia 9 de julho, para ent�o vermos se de fato alguma coisa ap�ia as suposi��es a) e b) mencionadas acima:

A Ordem Em Si

Como mencionamos anteriormente, a ordem do dia 9 de julho afirma que o sistema �tvik deve ser seguido dali para frente (henceforward). A palavra especificamente usada foi “henceforward”, tendo apenas um sentido, a saber: “de agora em diante”. Isso est� tanto de acordo com o uso pr�vio da palavra por �r�la Prabhup�da, quanto com o seu significado lexical na l�ngua inglesa. Ao contr�rio de outras palavras, a palavra “henceforward” n�o �amb�gua, uma vez que possui apenas uma defini��o no dicion�rio. Em outras 86 ocasi�es em que n�s encontramos a palavra “henceforward” sendoempregada por �r�la Prabhup�da, ningu�m levantou a possibilidade de que a palavra poderia significar outra coisa al�m de “daqui para a frente”. “Daqui para frente” n�o significa “daqui para frente at� que eu parta”. Simplesmente significa “daqui para frente”. N�o est� mencionada na carta que o sistema deveria parar com a partida de �r�la Prabhup�da, nem que o sistema deveria operar apenas durante a presen�a dele. Al�m disso, o argumento de que todo o sistema �tvik depende  de uma palavra- “henceforward”- � inadmiss�vel, pois ainda que tir�ssemos a palavra da carta, nada mudaria. Ainda restaria um sistema estabelecido por �r�la Prabhup�da quatro meses antes de sua partida, e n�o houve uma instru��o subseq�ente para terminar com ele. Sem tal instru��o que se contraponha, esta carta permaneceria intacta como a instru��o final de �r�la Prabhup�da sobre inicia��o, e deve portanto ser seguida.

Instru��es De Apoio

 Houve outras declara��es feitas por �r�la Prabhup�da e pelo seu secret�rio nos dias seguintes � carta do dia 9 de julho que indicam que o sistema �tvik foi destinado para continuar sem cessar:

“... o processo de inicia��o para ser seguido no futuro (11 de Julho)
“... continue sendo 
�tvik e atue em nome” (19 de Julho)
“... continue sendo
 �tvik e atue em nome” (31 de Julho)
(Por favor veja os Ap�ndices).

Nestes documentos n�s encontramos palavras tais como: “continue” e “futuro”, as quais junto com a palavra “henceforward” (daqui para frente) apontam para a perman�ncia do sistema �tvik. N�o h� nenhuma declara��o de �r�la Prabhup�da que d� sequer uma sugest�o de que o sistema terminaria com a sua partida.

Instru��es Subseq�entes

Uma vez que o sistema �tvik foi estabelecido e estava em andamento, �r�la Prabhup�da jamais emitiu uma ordem subseq�ente para parar com o sistema, tampouco jamais afirmou que ele devesse ser dispensado depois de sua partida. Talvezconsciente de que tal coisa pudesse erroneamente ou de alguma forma ocorrer, ele colocou no come�o  do seu testamento que o sistema de administra��o corrente na ISKCON deve continuar, e que n�o deveria ser modificado – uma instru��o deixada intacta por um ap�ndice adicional, apenas nove dias antes de sua partida. Seguramente, essa teria sido a oportunidade perfeita para dispensar o sistema �tvik, se fosse sua inten��o (por favor veja os ap�ndices). O fato de que o uso de �tviks para dar nomes aos iniciados era um sistema de administra��o pode ser ilustrado pelo seguinte:

Em 1975 uma resolu��o preliminar do GBC sancionou que: “a �nica responsabilidade do GBC seria com assuntos administrativos”. Abaixo est�o alguns dos assuntos administrativos com que o GBC lidou naquele ano:

“Para receber a primeira inicia��o, o candidato deve ter sido membro por tempo integral por seis meses. Para a segunda inicia��o, pelo  menos um ano dever� ter transcorrido ap�s a primeira inicia��o” (Resolu��o n� 9,  Mar�o, 1975).

“M�todo  de inicia��o de sanny�s�s (Resolu��o n� 2,  Mar�o, 1975).

Estas resolu��es foram pessoalmente aprovadas por �r�la Prabhup�da. Elas demonstram conclusivamente que a metodologia para conduzir as inicia��es era considerada um sistema de administra��o. Se toda a metodologia para conduzir as inicia��es � considerada um sistema de administra��o por �r�la Prabhup�da, ent�o um elemento da inicia��o, a saber, o uso de �tviks para dar nomes espirituais, tem que ser inclu�do sob os mesmos termos de refer�ncia.

Assim, modificar  o sistema �tvik de inicia��es foi uma viola��o direta do testamento de �r�la Prabhup�da.

Outra instru��o no testamento de �r�la Prabhup�da, a qual indica a inten��o da longevidade do sistema de �tvik, � onde est� declarado que os diretores executivos das propriedades permanentes na �ndia deveriam ser selecionados entre os “disc�pulos iniciados” de �r�la Prabhup�da:

“... um diretor sucessor, ou diretores, deve ser apontado pelos diretores remanescentes, contanto que o diretor seja meu disc�pulo iniciado...” (�r�la Prabhup�da, Declaration of Will, 4 de Junho de 1977).

Isso � algo que somente poderia ocorrer se o sistema �tvik de inicia��o permanecessedepois da partida de �r�la Prabhup�da, pois de outra forma o n�mero de diretores em potencial eventualmente se esgotaria.

Al�m disso, cada vez que �r�la Prabhup�da falou de inicia��es depois do dia 9 de julho, ele simplesmente reconfirmou o sistema �tvik. Ele nunca deu qualquer ind�cio de que o sistema deveria parar depois da sua partida ou que existiam gurus aguardando na fila, prontos para assumir o papel de d�k��. Portanto, pelo menos no que diz respeito � evid�ncia direta, parece n�o haver nada que ap�ie as suposi��es a) e b) referidas anteriormente. Como declarado, aquelas suposi��es – que o sistema �tvik deveria ter parado na partida de �r�la Prabhup�da e que os �tviks deveriam tornar-se d�k�� gurus – formam a verdadeira base do atual sistema de gurus da ISKCON. Se eles forem provados como inv�lidos, ent�o certamente o GBC necessitar� repensar sobre tudo radicalmente.

O que foi dito estabelece o cen�rio. A pr�pria instru��o, instru��es de apoio e instru��es subseq�entes apenas suportam a continua��o do sistema �tvik odo. Ts os envolvidos neste assunto admitem que �r�la Prabhup�da nunca deu qualquer ordem para terminar com o sistema �tvik depois de sua partida f�sica. Tamb�m � aceito por todos que �r�la Prabhup�da estabeleceu o sistema �tvik para ser posto em funcionamento a partir do dia 9 de Julho em diante. Assim, n�s temos a situa��o segundo a qual o �c�rya:

1) deu uma clara instru��o para seguirmos o sistema �tvik;

2) n�o deu instru��o alguma para que se parasse o sistema �tvik ap�s a sua partida f�sica.

Consequentemente, para que um disc�pulo pare de seguir esta ordem, com qualquer grau de legitimidade, � necess�rio que ele supra alguma base s�lida para fazer isso. A �nica coisa que �r�la Prabhup�da de fato nos disse foi que segu�ssemos o sistema �tvik. O �nus da prova cair� naturalmente sobre aqueles que desejem terminarqualquer sistema estabelecido por nosso  �c�rya, e que devesse continuar dali para frente. Este � um ponto �bvio; ningu�m pode simplesmente parar de seguir as ordens do guru caprichosamente:

“... o processo � que voc� n�o pode mudar a ordem do mestre espiritual”
(�r�la Prabhup�da, palestra sobre o Cc., 2/2/1967, S�o Francisco).

Um disc�pulo n�o precisa se justificar para continuar a seguir uma ordem direta do guru, especialmente quando lhe fora ditoque deveria continuar a segui-la. Isso � axiom�tico – � isso o que a palavra ‘disc�pulo’ significa:

“Quando algu�m se torna disc�pulo, ele n�o pode desobedecer a ordem do mestre espiritual”.
 
(�r�la Prabhup�da, palestra sobre o Bg., dia 11/2/1975, M�xico).

Uma vez que n�o h�evid�ncia direta afirmando que o sistema �tvik deveria ser abandonado na partida f�sica de �r�la Prabhup�da, o caso para abandon�-lo teve ter sido portanto apenas baseado em evid�ncia indireta. Evid�ncia indireta pode surgir emcircunst�ncias especiais envolvendo uma instru��o direta e literal. Essas circunst�ncias atenuantes, se � que elasexistem, poderiam ser usadas como base para interpretar uma instru��o literal. N�s iremos agora examinar as circunst�ncias envolvendo a ordem do dia 9 de julho para vermos se tais circunst�ncias modificadoras poderiam de fato estar presentes, e se h� por infer�ncia qualquer coisa que possa apoiar as suposi��es a) e b).

Obje��es diretamente relacionadas com a forma e as circunst�ncias da ordem final

1.  “A carta, 9 de Julho claramente insinua que somente se aplicava enquanto �r�la Prabhup�da estivesse presente.”


N�o h� nada na carta que diga que a instru��o fora feita apenas para enquanto �r�la Prabhup�da estivesse fisicamente presente. De fato, a �nica informa��o dada suporta a continua��o do sistema �tvik ap�s a partida de �r�la Prabhup�da. � importante notar que dentro  da carta do dia 9 de Julho est� dito tr�s vezes que os que forem iniciados ser�o disc�pulos de �r�la Prabhup�da. Ao apresentar evid�ncias para seu sistema degurus atual, o GBC argumentou vigorosamente que �r�la Prabhup�da tinha deixado claro com respeito a si mesmo que era uma lei inviol�vel o fato que ningu�m poderia iniciar na sua presen�a. Assim, a necessidade de declarar que os futuros disc�pulos pertenceriam a �r�la Prabhup�da deve indicar que a instru��o fora destinada para atuar durante  o per�odo de tempo quando sua posse poderia at� mesmo ser questionada, ou seja, depois da sua partida.

Por alguns anos, �r�la Prabhup�da tinha utilizado representantes para cantar nas contas, executar cerim�nia de fogo yaj�a, dar o mantra Gayatri, etc. Ningu�m jamais questionou a quem os novos iniciados pertenciam. Bem no come�o  da carta do dia 9 de julho est� enfaticamente dito de que os apontados s�o “representantes” de �r�la Prabhup�da. A �nica inova��o naquela carta � que inclu�a ent�o a formaliza��o da regra dos representantes; dificilmente � algo que pudesse ser confundido com uma ordem direta para que eles se tornassem plenamente d�k�� gurus. A �nfase de �r�la Prabhup�da sobre a posse dos disc�pulos seria portanto completamente redundante casoo sistema fosse feito para operar apenas na sua presen�a, uma vez que estando presente ele poderia pessoalmente assegurar que ningu�m declarasse falsa posse dos disc�pulos. Como j� mencionamos, este ponto foi enfatizado tr�s vezes em uma carta que� bastante curta e direta:

“T�o logo alguma coisa seja enfatizada tr�s vezes, isso significa que � conclusiva.”
(aula de �r�la Prabhup�da sobre o Bg., 27/11/1968, Los Angeles)

A carta do dia 9 de Julho declara que os nomes dos novos disc�pulos iniciados devem ser enviados “para �r�la Prabhup�da” – poderia isso indicar que o sistema deveria funcionar somente enquanto �r�la Prabhup�da estivesse presente fisicamente? Alguns devotosargumentam que uma vez que n�o mais podemos enviar esses nomes para �r�la Prabhup�da, o sistema �tvik tornou-se inv�lido.

O primeiro ponto a notar � o prop�sito dito por detr�s do ato de enviar nomes para �r�la Prabhup�da, ou seja, que eles pudessem ser inclu�dos no seu livro de disc�pulos iniciados. N�s sabemos pela conversa do dia 7 de julho (por favor veja os ap�ndices) que �r�la Prabhup�da n�o tinha nada haver com o registro de novos nomes dentro daquele livro; isso era feito pelo seu secret�rio. Mais evid�ncia de que os nomes deveriam ser enviados para inclus�o no livro, e N�O especificamente para �r�la Prabhup�da, foi dada numa carta escrita para Hamsaduta, no dia seguinte, onde Tam�la K���a Goswami explica para ele sua nova obriga��o como �tvik:

“... voc� dever� enviar os nomes deles para serem inclu�dos no livro de disc�pulos iniciados de �r�la Prabhup�da.”
(Carta de Tam�la K���a Goswami para Hamsaduta, 10/7/1977)

Aqui n�o h� men��o  feita de que os nomes deveriam ser enviados para �r�la Prabhup�da. Este procedimento poderia facilmente ter continuado depois da partida f�sica de �r�la Prabhup�da. Em nenhum lugar da ordem final de �r�la Prabhup�da diz que o se o livro dos “disc�pulos iniciados” se separar fisicamente de �r�la Prabhup�da, todas as inicia��es deveriam ser suspensas.

O ponto seguinte � queo procedimento de enviar os nomes dos novos iniciados para �r�la Prabhup�da de forma alguma se relaciona com a atividade de p�s-inicia��o. Os nomes poderiamser enviados somente ap�s os disc�pulos terem sido iniciados. Portanto, uma instru��o concernente ao que deve ser feito ap�s a inicia��o n�o pode ser usada para emendar ou de modo algum interromper o que precede a inicia��o, ou, deveras, o processo de inicia��o (j� que o papel do �tvik seria executado muito antes da cerim�nia acontecer). O fato de que os nomes fossem enviados ou n�o a �r�la Prabhup�da n�o tem nada a ver com o sistema de inicia��o, pois uma vez queos novos nomes estivessem prontos para serem enviados, a inicia��o j� teria acontecido.

O �ltimo ponto � que se enviar os nomes para �r�la Prabhup�da fosse uma parte vital da cerim�nia, ent�o mesmo antes da partida de �r�la Prabhup�da o sistema seriainvalido, ou ao menos correria um risco constante de assim ser. Era do conhecimento geralque �r�la Prabhup�da estava prestes a nos deixar a qualquer momento, portanto o perigo de n�o haver para onde mandar os nomes estava presente deste o primeiro dia em que a ordem fora emitida. Em outras palavras, considerando o poss�vel cen�rio em que �r�la Prabhup�da tivesse abandonado o planeta no dia seguinte em que um disc�pulo tivesse sido iniciado atrav�s do sistema �tvik, de acordo com a proposi��o mencionada, o disc�pulo n�o teria sido de fato iniciado simplesmente por causa da demora do correio. N�o encontramos nenhuma men��o  nos livros de �r�la Prabhup�da de que o processo transcendental de d�k��, o qual pode levar v�rias vidas para se completar, pode ser obstru�do pelas vicissitudes do servi�o de correios. Certamente n�o haveria nada que prevenisse que os nomes dos novos iniciados entrassem no livro de disc�pulos iniciados de Sua Divina Gra�a mesmo agora. Este livro poderia ent�o ser oferecido a �r�la Prabhup�da no momento apropriado.


2.  “A carta n�o diz especificamente que ‘este sistema dever� continuar ap�s a partida de �r�la Prabhup�da’; portanto, foi correto parar o sistema  �tvik quando �r�la Prabhup�da partiu.”


Por favor, considerem os seguintes pontos:

1. A carta do dia 9 de Julho tamb�m n�o especifica: “o sistema �tvik dever� terminar com a partida de �r�la Prabhup�da.” Ainda assim, foi terminado imediatamente ap�s a sua partida.

2. A carta tamb�m n�o diz: “o sistema �tvik dever� continuar apenas enquanto �r�la Prabhup�da estiver presente.” Ainda assim, estava em andamento enquanto ele estava presente.

3.  A carta tamb�m n�o diz: “o sistema �tvik dever� seguir apenas at� a partida de �r�la Prabhup�da.” Mas apesar disso, ele foipermitido a continuar somente at� a sua partida.

4. A carta tamb�m n�o diz: “o sistema �tvik deve parar”. Ainda assim, ele foi parado.

Em resumo, o GBC insiste que:
Nenhumas das estipula��es acima aparecem na carta do dia 9 de julho, nem em outra ordem assinada; mas mesmo assim elas foram a funda��o tanto do sistema de  �c�rya regiona, quanto do corrente “sistema de m�ltiplos sucessores  �c�ryas” ou M.A.S.S. (sigla em ingl�s) como iremos chamar ao referir a ele (neste contexto, n�s usamos a palavra “ �c�rya” no seu sentido mais forte,demestre espiritual iniciador, ou d�k�� guru).

O argumento de que uma vez que a carta n�o especifica sobre o per�odo de tempo que iria transcorrer, e que deveria, portanto, terminar na partidade �r�la Prabhup�da, � completamente il�gico. A carta tampoucoespecifica que o sistema �tvik deveria ser seguidono dia 9 de Julho, ent�o de acordo com esta l�gica ele jamais deveria ter sido seguido de nenhum modo. Mesmo aceitando que “henceforward”– daqui para frente – possa pelo menos estender-se at� o final do primeiro dia em que a ordem fora assinada,n�o est� dito que deveria ser seguida no dia 10 de Julho, ent�o talvez ela deveria ter sido parada no mesmo dia.

A exig�ncia que o sistema �tvik operasse apenas por um per�odo de tempo pr�-especificado � contradito ao aceitarmos sua opera��o por 126 per�odos separados de 24 horas (ou seja,quatro meses), uma vez que nenhum destes 126 per�odosseparados est� especificado na carta, e ainda assim todos parecem estar muito satisfeitos com a id�ia de que o sistema somente seria efetivo durante este per�odo de tempo. A menos que tomemos a palavra “henceforward” – daqui para frente –literalmentesignificando “indefinidamente”, poder�amos parar o sistema �tvik a qualquer momento depois do dia 9 de julho, ent�o por que escolher o momento de sua partida?

N�o existe nenhum exemplo, seja nas 86 vezes gravadas em que �r�la Prabhup�da usa esta palavra, ou em toda a hist�riada l�ngua inglesa, no qual a palavra “henceforward” signifique:

“O per�odo de tempo at� a partida da pessoa que emitiu uma ordem.”

E ainda assim, de acordo com a opini�o geral, isto � o que a palavra deve ter significado quando foi utilizada na carta do dia 9 de julho. Tudo o que a carta afirma � que o sistema �tvik dever� ser seguido “henceforward” - “daqui para frente”. Ent�o por que foi parado?


3. Certas instru��es obviamente n�o podem continuar depois da partida de �r�la Prabhup�da, e assim est� entendido que a inten��o de �r�la Prabhup�da era que fossem seguidas somente durante  a sua presen�a; por exemplo, algu�m podia  ter sido apontado para dar a �r�la Prabhup�da sua massagem cotidiana “daqui para frente”. Pode ser que a ordem �tvik seja do mesmo tipo?


Se uma instru��o � imposs�vel de se executar, por exemplo, dar a �r�la Prabhup�da sua massagem di�ria ap�s a sua partida f�sica, ent�o obviamente est� fora de quest�o. O dever do disc�pulo � simplesmente seguir uma ordem at� que esta seja imposs�vel de ser seguida por mais tempo, ou at� que o mestre espiritual mude a ordem. A quest�o � se � poss�vel ou n�o seguir o sistema �tvik sem a presen�a da pessoa que o estabeleceu.

De fato, o sistema �tvik foi estabelecido especificamente para que operasse sem nenhum envolvimento f�sico de �r�la Prabhup�da absolutamente. Se o sistema �tvik tivesse continuado depois de sua partida, teria sido id�ntico em todos os aspectos ao modo como era praticado enquanto �r�la Prabhup�da estava presente. Depois da carta do dia 9 de Julho, o envolvimento de �r�la Prabhup�da se tornou nulo, e ent�o mesmo naquela �poca o sistema estava operando como se ele j� tivesse partido. Sendo este o caso, n�o podemos classificar o sistema �tvik como desfuncional ou inoper�vel com base na partida de �r�la Prabhup�da, uma vez que sua partida n�o afeta de nenhum modo o funcionamento do sistema. Em outras palavras, j� que o sistema foi especificamente estabelecido para operar como se �r�la Prabhup�da n�o estivesse no planeta, sua partida do planeta n�o pode em si mesma tornar o sistema inv�lido.
 


4. “O fato de que a ordem fora ‘apenas’ emitida  numa carta, e n�o num livro, nos d� a licen�a para interpret�-la  indiretamente.”


Este argumento de “carta versus livro” n�o se aplica ao caso, uma vez que n�o se trata de uma carta comum. Geralmente, �r�la Prabhup�da escrevia uma carta em resposta a alguma quest�o espec�fica de algum disc�pulo individualmente, ou para oferecer uma orienta��o oupuni��o individual. Naturalmente, nestes casos, a pergunta individual do devoto, a situa��o ou desvio pode dar motivo para uma interpreta��o. Nem tudo nas cartas de �r�la Prabhup�da pode ser aplicado universalmente (por exemplo, numa carta ele aconselha a um devoto que n�o se dava bem com temperos queapenas cozinhasse com um pouco de sal e tumerique; claramente esse conselho n�o se aplica ao Movimento inteiro). Todavia, a ordem final sobre inicia��es n�o est� aberta a qualquer interpreta��o, uma vez que ela n�o foi escrita em resposta a uma quest�o espec�fica de uma pessoa em particular, ou dirigida a uma situa��o ou comportamento pessoal de algum disc�pulo. A carta do dia 9 de Julho foi uma instru��o formal ou um documento sobre medidas administrativas que foi enviado para todos os l�deres no Movimento.

A carta segue o formato de qualquer outra instru��o importante que �r�la Prabhup�da emitiu e queria que fosse seguida sem interpreta��es – ele a tinha colocado por escrito; eleaprovou-a, e ent�o enviou-a para seus l�deres. Por exemplo, ele tinha enviado uma ordem no dia 22 de Abril de 1972, endere�ada a “TODOS OS PRESIDENTES DE TEMPLO”:

“A obriga��o do secret�rio regional � ver se os princ�pios espirituais sendo muito bem mantidos em todos os templos de sua zona.  De qualquer  forma, cada  templo dever� ser independente e auto-sustentado.” (�r�la Prabhup�da, carta para todos os presidentes de templo, 22/4/1972)

�r�la Prabhup�da n�o publicava um livro novo cada vez que ele emitia uma instru��o importante, independente do fato de que tal instru��o devesse continuar depois de sua partida ou n�o. Portanto, a forma na qual a instru��o fora emitida n�o a torna suscet�vel � interpreta��es indiretas, e tampouco diminuem a sua validade de nenhum modo.



5. “Talvezhouvesse alguma condi��o especial envolvendo a emiss�o da ordem que prevenha sua aplica��o depois da partida de �r�la Prabhup�da?”


Se tais circunst�ncias tivessem existido, �r�la Prabhup�da as teria mencionado na carta ou em algum documento anexado. �r�la Prabhup�da sempre deu informa��o suficiente para capacitar a correta aplica��o de suas instru��es. Certamente, ele n�o agia com a suposi��o de que seus presidentes de templo eram todos m�sticos capazes de ler mentes, e que portanto ele apenas necessitavaenviar-lhes diretrizes fragmentadas e incompletas que mais tarde seriam compreendidas telepaticamente. Por exemplo, se �r�la Prabhup�da tivesse tido a inten��oque o sistema �tvik parasse depois de sua partida, ele poderia ter anexado as seguintes palavras na carta do dia 9 de Julho: “este sistema terminar� depois de minha partida”. Uma olhada r�pida a esta carta nos diz que ele queria que continuasse “henceforward” – daqui para frente (por favor veja os Ap�ndices, p. 113).

Algumas vezes se argumenta que o sistema �tvik foi estabelecido apenas porque �r�la Prabhup�da estava doente.

Os devotos poderiam saber ou n�o qual era a extens�o da enfermidade de �r�la Prabhup�da, mas como se poderia esperar que eles deduzissem de uma carta que ele n�o diz nada sobre sua sa�de que essa foi a �nica raz�o para ela ter sido emitida? Quando foi que �r�la Prabhup�da disse que qualquer instru��o que ele emitisse deveria sempre ser interpretada em conjunto com o seu �ltimo relat�rio m�dico? Por que deveriam os destinat�rios da ordem final sobre inicia��es n�o assumir a carta como uma instru��o geral para ser seguida sem interpreta��o alguma?

�r�la Prabhup�da j� havia anunciado que ele tinha ido � Vrindavana para deixar seu corpo. Sendo  tri-kla-j�a, � muito prov�vel que ele estivesse consciente de que iria partir dali a quatro meses. Ele havia estabelecido as instru��es finais para a continua��o do seu Movimento. Ele j� havia escrito o seu testamento e outros documentos que se relacionavam com a BBT (Bhaktivedanta Book Trust) e o GBC, especialmente para prover uma orienta��o para depois de sua iminente partida. O �nico assunto que n�o havia sido estabelecido era do procedimento como seriam levadas a cabo as inicia��es quando ele n�o estivesse mais conosco. At� ent�o, ningu�m tinha a menor id�ia de como as coisas iriam funcionar. A ordem do dia 9 de Julho esclarecia para todos precisamente como as inicia��es deveriam ser efetuadas durante a sua aus�ncia.

Em resumo, n�o se pode modificar uma instru��o com uma informa��o � qual aqueles que a receberam n�o tivessem acesso. Por que �r�la Prabhup�da colocaria propositalmente em circula��o uma instru��o que ele sabia de antem�o que ningu�m poderia seguir corretamente, j� que ele n�o havia dado a informa��o relevante junto com a instru��o? Se o sistema �tvik tivesse sido estabelecido simplesmente porque �r�la Prabhup�da estava enfermo, ele teria dito em alguma carta ou em algum documento anexado. N�o existe nenhum registro de que �r�la Prabhup�da tenha propositalmente agido de um modo t�o amb�guo pouco informativo, especialmente quandoinstruindo a todo o Movimento. �r�la Prabhup�da nunca assinou nada precipitadamente, e quando se considera a magnitude da instru��o em quest�o, � inconceb�vel que ele tivesse deixado de fora qualquer informa��o vital.


6. “A ‘fita da nomea��o’ cont�m informa��o relevante que claramente estabelece que a ordem do dia 9 de julho seria aplicada somente enquanto �r�la Prabhup�da estivesse fisicamente no planeta, n�o?”


No livreto GII do GBC a �nica evid�ncia oferecida que ap�ia as modifica��es a) e b) � extra�da de uma conversa que aconteceu em 28 de Maio de 1977. O texto parece concordar que n�o h� qualquer outra evid�ncia entre as instru��es que trate diretamente da fun��o dos �tviks depois da partida de �r�la Prabhup�da:

“Embora �r�la Prabhup�da n�o tenha  repetido suas afirma��es anteriores, estava entendido que ele esperava que seus disc�pulos iniciassem no futuro.” (GII, p. 35)

Uma vez que essa � a �nica evid�ncia, h� uma se��o dedicada exclusivamente � essa conversa que ocorreu no dia 28 de Maio. Basta dizer que ela n�o foi mencionada na carta do dia 9 de Julho, tampouco �r�la Prabhup�da pediu que uma copia da fita da conversa fosse enviada com a ordem final. Disto n�s podemos deduzir com absoluta seguran�aque ela n�o cont�m sequer um fragmento de informa��o vital que modifique o entendimento da ordem final. Outro ponto importante � o fato de que a conversa do dia 28 de Maio foi lan�ada somentev�rios anos depois da partida de �r�la Prabhup�da. Portanto, mais uma vezse espera que modifiquemos uma instru��o escrita e clara com uma informa��o que n�o estava acess�vel ao p�blico a quem a instru��o fora enviada. Como veremos mais adiante, n�o h� nada na conversa de maio que contradiga a ordem final.

Como ponto geral, vemos que as �ltimas instru��es dadas pelo gurusempre sobrep�em-se �s instru��es anteriores- a ordem final � a ordem final e deve ser seguida:

“Eu posso dizer muitas coisas para voc�, por�m quando digo  algo  diretamente para voc�, fa�a-o. Seu  primeiro dever � fazer isso. Voc�  n�o podeargumentarque ‘o senhor primeiro me disse que fizesse isso antes.’ N�o, este n�o � seu dever; o quedigo agora � o que deve fazer, isso � obedi�ncia e voc� n�o pode argumentar.” (aula de �r�la Prabhup�da sobre o SB, dia 15/4/1975, Hyderabad)

Assim comono Bhagavad-g�t� o Senhor K���a deu muitas instru��es para Arjuna, falou todos os tipos de Yoga, do Dhyna ao J�na, mas tudo isso foi sobreposto pela ordem final:

““Sempre pense em MIM e torne-se Meu devoto” – deve ser tomado como a ordem final do Senhor e dever� ser seguida.”
(Ensinamentos do Senhor Caitanya, Cap. 11)

A ordem final dada por Sankar�c�rya “Bhaja Govinda”, tamb�m se destinava a sobrepor-se a muitosde seus enunciados anteriores – todos eles, de fato. Como mencionado na introdu��o, o pr�prio GBC reconhece isso como um princ�pio l�gico axiom�tico:

“Em l�gica, enunciados posteriores sobrep�em os anteriores em import�ncia” (GII, p.25)

N�o � poss�vel que haja um enunciado posterior ao �ltimo. Portanto, devemos seguir o sistema �tvik segundo a l�gica do pr�prio GBC.



7. “�r�la Prabhup�da declarou muitas vezes que todos os seus disc�pulos deveriam se tornar gurus. Certamente isso prova que �r�la Prabhup�da n�o tinha a inten��o que o sistema �tvik fosse permanente.”


�r�la Prabhup�da jamais apontou ou instruiu ningu�m para ser d�k�� guru depois de sua partida. Nunca foi apresentada nenhuma evid�ncia que confirme isso; de fato, muitos l�deres antigos dentro da ISKCON aceitaram este ponto:

“E � um fato que �r�la Prabhup�da jamais disse: ‘certo, aqui est� o pr�ximo �c�rya, ou aqui est�o os pr�ximos onze �c�ry, e eles est�o autorizados como gurus do Movimento para o mundo.’ Ele nunca fez isso”. (Jayadvaita Swami, ISKCON South London, 1993)

�r�la Prabhup�da inequivocadamente disse que o d�k�� guru deve ser um mah-bhgavata (no mais avan�ado est�gio da realiza��o em Deus), eser especificamente autorizado pelo seu pr�prio mestre espiritual. Ele sempre condenou veementementeque aqueles quen�o estivessem adequadamente qualificados ou autorizados aceitassem o papel de guru. N�s citamos abaixo a �nica passagemnos livros de �r�la Prabhup�da est�o onde o termo d�k�� est� vinculado a uma qualifica��o espec�fica:

“Mah�-bh�gavata-�re��ho br�hma�o vai gurur n���m
sarve��m eva lok�n�m asau p�jyo yath� hari�
mah�-kula-pras�to ‘pi sarva-yaj�e�u
d�k�ita�
sahasra-��kh�dhy�y� ca na guru� sy�d avai��ava�


“O guru deve estar situado na plataforma  mais elevada do servi�o devocional. H� tr�s classes de devotos, e o guru deve ser aceito vindo  da mais elevada classe.”
 (Cc. Madhya-l�l�, 24.330,  coment�rio)

“Quando  algu�m alcan�ou a mais elevada posi��o de mah-bhgavata, ele deve ser aceito como guru e adorado exatamente como Hari, a Personalidade de Deus. Somente tal pessoa � eleg�vel para ocupar a posi��o de guru.” (Cc. Madhya-l�l�, 24.330,  coment�rio)

Al�m de qualifica��o, �r�la Prabhup�da tamb�m ensinou que a autoriza��o espec�fica do �c�rya predecessortamb�m � essencial antes de algu�m poder agir como d�k�� guru:

“No todo,  voc� talvez  saiba que ele n�o � uma pessoa liberada, e portanto  ele n�o pode iniciar qualquer  pessoa para a Consci�ncia de K���a. Isso requer uma b�n��o espiritual especial de autoridades superiores.” (�r�la Prabhup�da, carta para Janardana, 26/4/1968)

“ Deve-se receber inicia��o de um mestre espiritual fidedigno vindo  na sucess�o discipular e que � autorizado por seu mestre espiritual predecessor. Isto � chamado d�k��-vidhna. (SB, 4.8.54, coment�rio)


Indiano: “Quando o senhor se tornou l�der espiritual da Consci�ncia de K���a?”
�r�la Prabhup�da:  “O qu�?”
Brahmananda: “Ele est� perguntando quando o senhor se tornou o l�der espiritual da Consci�ncia de K���a?”
�r�la Prabhup�da: “Quando meu Guru-Mah�r�ja me ordenou. Isso � guru parampar.”
Indiano: “Foi isso...”
�r�la Prabhup�da: “Tente entender. N�o se apresse. Um guru pode se tornar guru quando ele � ordenado pelo seu guru. Isso � tudo. De outra forma, ningu�m pode se tornar guru.”
(�r�la Prabhup�da Bg. palestra, 28/10/1975)

Assim, de acordo com �r�la Prabhup�da, algu�m pode se tornar d�k�� guru quando tanto a qualifica��o e a autoriza��o existem. �r�la Prabhup�da n�o autorizou tais gurus, nem declarou que qualquer um dos seus disc�pulos era qualificado para iniciar. Ao contr�rio, pouco antes do dia 9 de Julho, ele concordara que eles ainda eram “almas condicionadas” e quevigil�ncia era essencial a fim de que ningu�m se apresentasse como guru (por favor veja os Ap�ndices, p. 130, 22 de Abril de 1977).

Evid�ncias usadas para apoiar uma alternativa  para o sistema �tvik se dividem em tr�s categorias b�sicas:

1. �r�la Prabhup�da pedia freq�entemente para todos se tornarem guru, muitas vezes juntamente com um verso do Caitanya-Caritmta: “�m�ra aj�aya guru hana.”

2.
H� cerca de meia d�zia de cartas pessoais onde �r�la Prabhup�da menciona seus disc�pulos agindo como d�k�� gurus ap�s a sua partida.

3.
Outras afirma��es nos livros de �r�la Prabhup�da e palestras mencionam o princ�pio de que os disc�pulos seriam d�k�� guru.

Observando a categoria 1):

A instru��o para todos se tornarem gurus � encontrada no seguinte verso do Caitanya-Caritmta, o qual era frequentemente citado por �r�la Prabhup�da:

“Instrua todos para que sigam as ordens de �ri K���a como foram dadas no Bhagavad-git e no �rimad Bh�gavatam. Desta maneira  torne-se mestre espiritual e tente  liberar a todos nesta terra.” (Cc. Madhya-l�l�, 7.128)

Contudo, o tipo de guru que o Senhor Caitanya est� encorajandotodos a se tornarem est� claramente estabelecido no coment�rio detalhado do verso seguinte :

“Isso �, devesse permanecer em casa, cantar o Mantra Hare K���a e pregar as instru��es de K���a como s�o dadas no Bhagavad-git e no �rimad Bh�gavatam (Cc. Madhya-l�l�, 7.128, coment�rio)

“Pode-se permanecer como chefe de fam�lia, m�dico, engenheiro ou o que seja. Isso n�o importa. Devesse apenas seguir as instru��es de �ri Caitanya Mahprabhu: cante o mah-mantra Hare K���a e instrua seus parentes e amigos sobre os ensinamentos do Bhagavad-git e do �rimad Bh�gavatam [...] � me lhor n�o aceitar nenhum disc�pulo.” (Cc. Madhya-l�l�, 7.130, coment�rio)

N�s podemos ver que estas instru��es n�o implicam que os gurus em quest�o devem primeiro alcan�ar algum n�vel de realiza��o antes de agirem. O pedido � imediato. Disto, est� claro que todos s�o simplesmente encorajados apregar o que eles sabem, e assim se tornar sik��-guru, ou instrutor. Isso � ainda mais claro pela estipula��o de que o sik��-guru permane�a nessa posi��o, e n�oque se torne um d�k�� guru mais tarde:

“� melhor n�o aceitar nenhum disc�pulo.” (Cc. Madhya-l�l�, 7.130, coment�rio)

Aceitar disc�pulos � a principal atividade de um d�k�� guru, enquanto que um sik�� guru simplesmente necessita executar seus deveres e pregar a Consci�ncia de K���a o melhor que possa. Est� claro nos coment�rios de �r�la Prabhup�da que no verso acimao Senhor Caitanya est� de fato autorizando sik�� gurus, n�o d�k�� gurus.

Tamb�m est� muito claro em muitas outras refer�ncias onde �r�la Prabhup�da encoraja a todos a se tornarem gurus:

yare dekha, tare kaha, K���a-upadesa. [Cc. Madhya 7.128]. N�o precisa inventar nada. O que K���a j� disse, voc� repete. Fim. N�o fa�a adi��es e adultera��es. Ent�o voc� se tornar�guru [...] talvez  eu seja um tolo ou patife [...] por�m temos que seguir este caminho:torne-se guru e libere seus vizinhos, seus associados, mas fale as palavras oficiais de K���a. Ent�o funcionar� [...] qualquer um pode fazer. Uma crian�a pode fazer.” (�r�la Prabhup�da, darsana ao anoitecer, 11/5/1977, Hrsikesh)

“Porque  as pessoas est�o na escurid�o, n�s precisamos de muitos milh�es de gurus para ilumin�-las. Portanto, a miss�o de Caitanya Mahprabhu �, Ele disse que ‘todos voc�s se tornem gurus.” (�r�la Prabhup�da, palestra, 21/5/1976, Honolulu)

“Simplesmente diga [...] ‘apenas pense em MIM’, disse K���a, e ‘apenas torne-se Meu devoto.  Apenas adore-ME e ofere�a rever�ncias’. Por favor fa�a estas coisas. Se voc� pode induzir uma pessoa a fazer estas coisas, voc� se torna guru. Onde est� a dificuldade?” (�r�la Prabhup�da, conversa��o, 2/8/1976, New Mayapur)

“O verdadeiro guru � aquele que instrui o que K���a disse. Voc� tem simplesmente que dizer “� isto � isto”, isso � tudo. Isso � uma tarefa muito dif�cil.” (�r�la Prabhup�da, palestra do dia 21/5/1976, Honolulu).

“... ‘mas eu n�o tenho qualifica��o. Como  eu posso me tornar guru?’ N�o � necess�rio ter qualifica��o... quem  quer que voc� encontre,simplesmente ensine o que K���a disse. Isso � tudo. Voc�  se torna guru ” (�r�la Prabhup�da, palestra do dia 21/5/1976, Honolulu)

(Surpreendentemente, alguns devotos t�m usado tais cita��es acima como uma justificativa para “um d�k�� guru com uma m�nima qualifica��o”*(1), algo nuncamencionado em nenhum livro de �r�la Prabhup�da, nem em suas cartas, nem em suas aulas ou conversa��es).

Um exemplo de um guru que n�o tem qualifica��es exceto repetir o que ele escutou poderia ser encontrado em qualquer curso de introdu��o para bhaktas na ISKCON. Portanto, est� perfeitamente claro que estes convites s�o simplesmente para que algu�m se torne um mestre espiritual instrutor, ou sik�� guru. Sabemos isso porque �r�la Prabhup�da j� explicou em seus livros que existem requisitos muito mais estritos para que algu�m se torne um d�k�� guru:

“Quando  algu�m alcan�ou a mais elevada posi��o de mah�-bh�gavata, ele � aceito como guru e adorado exatamente como Hari, a Personalidade de Deus. Somente tal pessoa � eleg�vel para ocupar a posi��o de guru.” (Cc. Madhya-l�l�, 24.330,  significado)

“Deve-se tomar inicia��o de um mestre espiritual fidedigno vindo  na sucess�o discipular e que � autorizado pelo  seu mestre espiritual predecessor. Isto � chamado d�k��-vidh�na. (SB., 4.8.54, coment�rio)

Como mostramos, �r�la Prabhup�da expressou que a instru��o para se tornar um mestre espiritual tem que ser recebida especificamente do pr�prio guru. A instru��o geral do Senhor Caitanya tem estado presente por 500 anos . � �bvio que �r�la Prabhup�da n�o considera�m�ra aj�aya guru hana” como se referindo especificamente a d�k��, de outra forma por que n�s precisar�amos de uma outra ordem especifica do guru para nos tornarmos �c�rya? Esta instru��o geral do Senhor Caitanya deve se referir a sik�� e n�o a d�k�� guru. D�k�� guru � uma exce��o, n�o a regra. �r�la Prabhup�da desejava milh�es de sik��-gurus, incluindo homens, mulheres e crian�as.

Observando agora  a categoria 2):

Havia um punhado de devotos com excessiva confian�a em si mesmos, ansiosos para iniciar a seus pr�prios disc�pulos na presen�a de �r�la Prabhup�da, aos quais �r�la Prabhup�da escreveucartas. Estas cartas �s vezes s�o usadas para apoiar o sistema M.A.S.S. �r�la Prabhup�da tinha uma abordagem bastante peculiar quando lidava com tais indiv�duos ambiciosos. Geralmente, ele lhes dizia para que se mantivessem rigidamente em treinamento, e no futuro, ap�s a sua partida f�sica, eles poderiam aceitar disc�pulos:

“A primeira coisa que eu previno, Acyutananda, n�o tente  iniciar. Voc�  n�o tem uma posi��o apropriada  agora  para iniciar ningu�m. [...] N�o seja tentado por Maya. Eu estou treinando voc�s todos para se tornarem futuros mestres espirituais, mas n�o sejamapressados.” (Carta de �r�la Prabhup�da para Acyutananda e Jaya Govinda, 21/8/1968)

“Algum tempo atr�s, voc� pediu  minha permiss�o para aceitar alguns disc�pulos. Agora a �poca se aproxima  muito r�pido quando voc� ter�muitos disc�pulos pelo  seu forte trabalho  de prega��o.” (�r�la Prabhup�da, carta para Acyutananda, 16/5/1972)

“Eu tenho escutadoque alguns devotos est�o adorandovoc�. Por suposto, � apropriado oferecer rever�nciasa um vaisnava, por�m n�o na presen�a do mestre espiritual. Depois da partida do mestre espiritual, o momento vir�, por�m agora  espere. Sen�o isso ir� criar fac��es.” (Carta de �r�la Prabhup�da a Hamsadutta, 1/10/1974)

“Mantenha-se treinando muito rigidamente, e assim voc� se tornar� um guru fidedigno e ent�o poder� aceitar disc�pulos baseado no mesmo princ�pio. Por�m,  como uma quest�o de etiqueta, � o costume que durante  a vida do mestre espiritual voc� lhe traga os candidatos a disc�pulos, e na sua aus�ncia ou desaparecimento voc� pode aceitar disc�pulos sem nenhuma limita��o. Esta � a lei da sucess�o discipular. Quero ver meus disc�pulos tornarem-se mestres espirituais fidedignos e expandirem a consci�ncia de K���a muito amplamente, isso far� a mim e a K���a muito felizes.” (Carta de �r�la Prabhup�da para Tusta K���a, 2/12/1975)

� interessante notarque enquanto GII cita esta lei para apoiar a doutrina do M.A.S.S., no mesmo documento se afirma que na realidade esta n�o � uma lei em absoluto:

“H� muitos de tais exemplos nas Escrituras, que falam de disc�pulos que d�o inicia��o na presen�a do seu guru, [...] nas Escrituras n�o h� instru��es espec�ficas acerca de que o disc�pulo n�o deva  dar inicia��o quando o guru est� presente.” (GII, p.23)

A ansiedade de aceitar adora��o e seguidores � na verdade uma desqualifica��o para um mestre espiritual. N�s podemos apenas pasmar ao ver o poder do falso ego, pois mesmo na presen�a do �c�rya mais poderoso que o planeta jamais vira, algumas personalidades ainda assim se sentiam muito qualificadas para iniciar a seus pr�prios disc�pulos debaixo do nariz de �r�la Prabhup�da* (2).

Est� aparente que, ao escrever para aqueles devotos dizendo para que eles poderiam aceitar disc�pulos se eles apenas esperassem um pouco, �r�la Prabhup�da estava simplesmente tentando mant�-los em servi�o devocional. Assim fazendo pelo menos haveria a possibilidade de que com o tempo suas mentalidades ambiciosas pudessem se purificar.

Devotos humildes que diligentemente executavam seu servi�o em sacrif�cio abnegado  para seu mestre espiritual jamais receberam uma carta descrevendo seu brilhante futuro como d�k�� gurus. Por que �r�la Prabhup�da prometeu o posto de d�k�� seriamente apenas para aqueles que eram os mais ambiciosos, e portanto menos qualificados?

No que concerne �s afirma��es para o efeito de que eles seriam livres para iniciar ap�s a sua partida, isso � verdade. Assim comona Inglaterra algu�m � livre de dirigir um carrouma vez que tenha 17 anos. Por�m, n�o devemos esquecer aqueles dois pequenos requisitos. Primeiro, que ele deve ser devidamente qualificado para dirigir, e segundo, que ele deve ser autorizado para dirigir obtendo uma licen�a. O leitor pode fazer seus pr�prios paralelos.

Outra carta que � citada apoiando o M.A.S.S. diz:

“Pelo ano de 1975, todos aquelesque passaram nos exames mencionados ser�o especificamente autorizados para iniciar e aumentar  o n�mero da popula��o da Consci�ncia de K���a.” (Carta de �r�la Prabhup�da a Kirtanananda, 12/1/1969)

Ser�que esta afirma��o justifica o t�rmino da ordem final sobre inicia��o?

Uma vez que essa � uma tentativa de terminar com o sistema �tvik atrav�s do uso de cartas pessoais, n�s evocaremos a ‘lei da sucess�o discipular’ ensinada por �r�la Prabhup�da. A primeira parte da “lei” diz que o disc�pulo n�o deve agir como �c�rya iniciador enquanto seu pr�prio guru estiver presente fisicamente. Uma vez que esta � a “lei”, claramente esta carta n�o poderia se referir a que os disc�pulos de �r�la Prabhup�da iniciariam em seu pr�prio nome, uma vez que �r�la Prabhup�da ainda estava no planeta no ano de 1975. Portanto, n�s podemos somente concluir que desde 1969 �r�la Prabhup�da estava contemplando estabeleceralgum tipo de sistema como o de inicia��o por representantes. Pelo ano de 1975, �r�la Prabhup�da j� haviaautorizado devotos como Kirtanananda para cantar nas contas e conduzir as inicia��es em seu nome. A carta acima mencionada parece ent�o predizero futuro uso de representantes para executar as inicia��es. Posteriormente, ele chamou estes representantes “�tviks” e formalizou as suas fun��es na ordem do dia 9 de julho. Novamente, seria tolice sugerir que �r�la Prabhup�da tenha de fato autorizado Kirtanananda a agir como �c�rya iniciador na sampradya t�o logo passasse em alguns exames.

“Quem quer que siga a ordem do Senhor Caitanya sob a guia do Seurepresentante fidedigno pode tornar-se mestre espiritual, e desejo que em minha aus�ncia todos os meus disc�pulos se tornem mestres espirituais fidedignos para espalhar a consci�ncia de K���a atrav�s do mundo todo.” (�r�la Prabhup�da, carta para Madhusudana, 2/11/1967)

Usando a cita��o acima, tem sido argumentado que uma vez que �r�la Prabhup�da j� mencionara que seus disc�pulos devem se tornar mestres espirituais em sua aus�ncia deve estar se referindo � d�k��, pois eles j� eram sik��-gurus. Contudo, �r�la Prabhup�da pode ter simplesmente reiterado seu encorajamento geral para que todos os seus disc�pulos se tornassem bons mestres espirituais sik��, e que eles deveriam continuar a se tornar bons mestres espirituais sik�� tamb�m na sua aus�ncia. Definitivamente n�o h� men��ona  cita��o acimaque seus disc�pulos iniciariam ou aceitariamseus pr�prios disc�pulos. A senten�a “mestres espirituais fidedignos para espalhar a Consci�ncia de K���a atrav�s do mundo todo” � igualmente aplic�vel a sik�� gurus.

Mesmo se tais cartas fizessem alus�o a algum outro tipo de sistema de gurus, ainda assim elas n�o poderiam serusadas para modificar as instru��es da Ordem Final do dia 9 de Julho, j� que as instru��es n�o foram repetidas para o resto do Movimento. As cartas em quest�o n�o foram sequer publicadas at� 1986. Ocasionalmente, se alega que algumas destas cartas pessoais foram passadas adiante para outros membros da Sociedade. Isto pode ter sido ou n�o o caso, por�m o ponto importante a observar � que os mecanismos de tais distribui��es parecem nunca terem sido estabelecidos ou aprovados por �r�la Prabhup�da. N�o temos nenhuma evid�ncia de que �r�la Prabhup�da ordenou que sua correspond�ncia privada fosse distribu�da para todo mundo. Ele somente uma vez sugeriu casualmente que suas cartas poderiam ser publicadas “se houvesse tempo”, por�m nunca indicou que sem estes documentos ningu�m saberia como operar de forma apropriada o M.A.S.S. depois de sua partida.

Para formar um caso concernente ao que se deveria de ter sido feito em 1977, pode-se usar somente a evid�nciaque estava prontamente dispon�vel de uma forma autorizada naquele tempo. Se em tais cartas de fato estivesse a chave de como ele planejou as inicia��es para serem conduzidas pelos pr�ximos dez mil anos, seguramente �r�la Prabhup�da as teria publicado edistribu�do em massa,sendo um assunto de extrema urg�ncia . Pois haveria uma consider�vel possibilidadede que nem todos os l�deres tivessem lido sua correspond�ncia privada, e como resultado,obtido um entendimento claro sobre como as inicia��es precisamente seriam conduzidas depois de sua partida. N�s sabemos que e isso � mais do que uma possibilidade, j� que todo o GBC ainda n�o tinha id�ia do que �r�la Prabhup�da estava planejando at� o dia 28 de Maio de 1977 (por favor veja os Ap�ndices, p.131).
 
Considerando o que foi dito acima, qualquer tentativa de modificar a carta do dia 9 de julho com base nestas poucas cartas somente pode ser considerada inapropriada. Se tais cartas tivessem sido ap�ndices vitais � ordem final de �r�la Prabhup�da, ele certamente teria deixado isso claro na pr�pria ordem ou em algum documento anexado.

Enfim, a �nica posi��o que foi outorgada a cada um deles no que concerne �s inicia��es, foi aposi��o de representantes do �c�rya, ou seja, �tviks.

Finalmente, n�s iremos observar a categoria 3):

H� v�rias cita��es extra�das dos livros e palestras de �r�la Prabhup�da que s�o utilizadas para justificar o abandono do sistema �tvik. N�s agora iremos examinar estas evid�ncias.

Nos livros de �r�la Prabhup�da tudo o que iremos encontrar s�o as qualifica��es de um d�k�� guru, declaradas em termos gerais. N�o h� men��o  especifica de que seus pr�prios disc�pulosse tornariam d�k�� gurus. Ao contr�rio, as cita��es meramente reiteram o ponto de quedeve-se estar altamente qualificado e autorizado mesmo antes de tentarse tornar um d�k�� guru:

“Aquele  que agora  � disc�pulo ser� o pr�ximo  mestre espiritual. E algu�m n�o poder� ser um mestre espiritual fidedigno e autorizado a n�o ser que seja estritamente obediente ao seu mestre espiritual.” (SB, 2.9.43, coment�rio)

A cita��o mencionada acima dificilmented� carta branca para algu�m iniciar apenas porque seu guru abandonou o planeta. O conceito do guru deixando o planeta nem mesmo �mencionado aqui. Somente a id�ia de que eles devem ser autorizados e estritamente obedientes. N�s tamb�m sabemos que primeiro eles devem ter alcan�ado a plataforma de mah-bhgavata.

Alguns devotos apontam a se��o em F�cil Viagem a Outros Planetas (p. 32) que tratade “gurus monitores” como sendo uma evid�ncia para apoiar o M.A.S.S. e oresultante desmantelamento do sistema �tvik. Contudo, esta inteligente analogiaest� claramente definindo a posi��o de sik��, n�o de d�k�� gurus. Nesta passagem o monitor atua em nome do seu mestre. Ele mesmo n�o � o mestre. Ele pode se tornar t�o qualificado quanto o mestre, mas isso � um processo, e n�o � descrito como sendo autom�tico na partida do mestre (quem obviamente corresponde ao d�k�� guru). Um guru monitor pode apenas ter, por defini��o, disc�pulos sik�� e em n�mero limitado. Uma vez que tal monitor se torne qualificado, ou seja, alcance a plataforma de mah-bhgavata, e ent�o seje autorizado pelo seu �c�rya predecessor, n�o faz mais sentido cham�-lo de monitor, pois ele ser� um mestre por seu pr�prio direito. Uma vez que ele � um mestre por seu pr�prio direito, ele poder� aceitar in�meros disc�pulos. Portanto, o monitor � o sik��-guru e o mestre � o d�k�� guru, e por seguir estritamente o d�k�� guru, o sik��-guru poder� gradualmente elevar-se � plataforma na qual ele poder� pelo menos tornar-se qualificado para ser um d�k�� guru. Al�m do mais, um monitor � meramente um assistente do mestre enquanto o mestre estiver presente. Novamente, isso � uma vari�ncia na “lei” da sucess�o discipular que � utilizada para apoiar o M.A.S.S.  Um monitor n�o � uma entidade que vem a substituir ou suceder o seu mestre, e sim para atuar paralelamente com o mestre.

Certamente o sistema de monitores de forma alguma ap�ia as suposi��es a) e b) do GBC: que o sistema �tvik deveria pararcom a partida de �r�la Prabhup�da, e que os �tviks ent�o poderiam automaticamente se tornar d�k�� gurus.

H� outras circunst�ncias fora das cartas pessoais de �r�la Prabhup�da que s�o citadas como sendo uma autoriza��oque seus disc�pulos se tornassem d�k�� gurus:

“Agora, dez, onze, doze. Meu guru Mahrja � o d�cimo depois de Caitanya Mahprabhu, eu sou o d�cimo primeiro, voc�s s�o os d�cimo-segundos. Assim, distribuam este conhecimento.” (�r�la Prabhup�da, palestra, 18/5/1972, Los Angeles)

“Ao mesmo tempo, eu lhes pedirei a todos que se tornem mestres espirituais. Cada um de voc�s deve ser o mestre espiritual seguinte.” (�r�la Prabhup�da aula no Vyasa-puja, 5/9/1969, Hamburgo)

A primeira cita��o menciona claramente que os disc�pulos de �r�la Prabhup�da j� s�o os d�cimo- segundos – “voc�s s�o os d�cimos-segundos”. Portanto, isso n�o � nenhum tipo de autoriza��o para que se tornem d�k�� gurus no futuro, sen�o uma afirma��o de que simplesmente est�o levando a mensagem do parampar. A segunda cita��o� de car�ter semelhante. Indubitavelmente menciona que seus disc�pulos s�o os seguintes na ordem de sucess�o. Por�m, como a primeira cita��o afirma, a sucess�o j� existia por for�a da prega��o vigorosa de seus disc�pulos. De qualquer maneira, n�o h� uma ordem expl�cita para que aceitem disc�pulos, mas simplesmente que preguem. Apenas pelo fato de que ele estava pedindo a seus disc�pulos que se tornassem mestres espirituais mais tarde, isso n�o significa que ele queria que se tornassem os pr�ximos mestres espirituais iniciadores. Insistir nisso � pura especula��o. De fato, n�s sabemos que isso � errado, uma vez que a ordem final deixa claro de que os seus disc�pulos deveriam apenasagir como representantes do �c�rya, e n�o para dar qualquer tipo de inicia��o ou d�k��.

O argumento que tais afirma��es sobrep�em-se � ordem final �infundado efacilmente derrotado por outras afirma��esfeitas por �r�la Prabhup�da, especialmente em rela��o ao que deveria acontecer ap�s a sua partida, o que contradiz completamente a proposi��o dita:

       Rep�rter:  “O que ir� acontecer com o Movimento nos Estados Unido, quando o senhor morrer?”
 �r�la Prabhup�da: “Eu nunca morrerei.”
   Devotos:  “Jaya! Haribol!”  (risos)
�r�la Prabhup�da: “Eu viverei para sempre em meus livros e voc�s os utilizar�o.” 
(�r�la Prabhup�da, confer�ncia com a imprensa, 16/7/1975)

Aqui estaria uma clara oportunidade para que �r�la Prabhup�da delineasse seus planos para introduzir o M.A.S.S. se essa fosse a sua inten��o. Por�m, em vez disso,ele disse que ningu�m iria suced�-lo, poisjamais morreria. Disso n�s podemos entender que �r�la Prabhup�da � um mestre espiritual vivo que continua distribuindo conhecimento transcendental (o constituinte mais importante de d�k��), atrav�s de seus livros; e que isso continuar� por tanto tempo enquanto exista a ISKCON. O papel de seus disc�pulos ser� o de facilitar o processo.

“N�o se torne um �c�rya  prematuro. Primeiramente, siga todas as ordens do �c�rya, e ent�o amadure�a. � melhor que ele se torne �c�rya  naquele momento. Porque estamos interessados em preparar �c�ryas, mas a etiqueta � que pelo  menos pelo per�odo de tempo no qual o guru esteja presente, algu�m n�o dever� se tornar �c�rya. Mesmo se ele completou seu treinamento, porque a etiqueta � que se algu�m vem para ser iniciado, � dever de tal pessoa trazer ocandidato ao seu �c�rya.” (Aula de �r�la Prabhup�da sobre o Cc., 6/4/1975)

A cita��o acima menciona o princ�pio de que seus disc�pulosse tornem �c�ryas. No entanto, toda a �nfase � que eles n�odevem  se tornar agora. De fato, �r�la Prabhup�da parece apenas mencionar o princ�pio de que seus disc�pulos se tornem �c�rya como que para adverti-los para que n�o o fizessem em sua presen�a. Esta �uma linha similar �quela nas cartas pessoais mencionadas acima. Claramente, esta n�o � uma ordem especifica para qualquer indiv�duo em particular aceitar seus pr�prios disc�pulos, mas ao contr�rio, a afirma��o gen�rica de um princ�pio. Como veremos mais adiante na se��o sobre a “fita da nomea��o” (p.35) que� usada no GII como a principal evid�ncia para o M.A.S.S., at� maio de 1977 �r�la Prabhup�da n�o havia dado nenhuma a ordem para d�k�� guru (“Sob minha ordem, [...] mas pela minha ordem, [...] quando eu ordenar”). E esta situa��o permaneceu inalterada at� a sua partida. Al�m disso, mais tarde na mesma aula ele encoraja a seus disc�pulos a canalizarem essa ambi��o de ser �c�rya da seguinte maneira:

“Ese tornar �c�rya  n�o � muito dif�cil [...] �m�ra aj�aya guru hana tara ei desa, yare dekha  tare kaha K���a-upadesa: ‘ao seguir Minha ordem,  voc� se torna guru’. [...] ent�o, no futuro... suponhamos que agora  voc�s tenham agora  dez mil. N�s iremos expandir  para cem  mil. Isso � necess�rio. Ent�o de cem  mil para um milh�o, e de um milh�o para dez milh�es.’” (�r�la Prabhup�da, palestra sobre o Cc., 6/4/1975, Mayapur)

J� foi demonstrado que a instru��o do Senhor Caitanya foi para que todos pregassem vigorosamente fazendo muitos seguidores conscientes de K���a, mas n�o para aceitar disc�pulos. Este ponto � refor�ado quando �r�la Prabhup�da encoraja os seus disc�pulos a fazerem mais e mais devotos. � significativo que �r�la Prabhup�da tenha dito : “suponhamos que agora voc�s tenham dez mil...” (ou seja, na presen�a de �r�la Prabhup�da). Disto est� claro que ele est� falando sobre os seguidores da Consci�ncia de K���a, n�o de “disc�pulos de seus disc�pulos”, uma vez que o ponto principal da palestra foique eles n�o deveriam iniciar na sua presen�a. A implica��o � que assim como naquela �pocapoderia haver em torno de dez mil seguidores da Consci�ncia de K���a , no futuro muitos milh�es seriam adicionados. O sistema �tvik era para assegurar que quando aqueles seguidores se tornassem adequadamente qualificados para obter a inicia��o, eles poderiam receber d�k�� de �r�la Prabhup�da, assim como eles podiam quando ele deu a aula acima.

Conclus�o

N�o h� evid�ncia de que �r�la Prabhup�da emitiu ordens espec�ficas para que seus disc�pulos se tornassem d�k�� gurus, assim estabelecendo uma alternativa  ao sistema �tvik.

O que temos s�o umas poucas cartas pessoais n�o publicadas (naquela �poca), enviadas apenas para indiv�duos que estavam desejosos de se tornarem d�k�� gurus mesmo na presen�a de �r�la Prabhup�da, alguns dos quais rec�m tinham acabado de unir-se ao Movimento. Em tais casos, se lhes foi dito que esperassem pelo menos at� que �r�la Prabhup�da se fosse do planeta antes de satisfazerem suas ambi��es. O pr�prio fato de que estas cartas n�o estavam publicadas na �pocada carta de 9 de julho significa que n�o existia nenhuma inten��o de que estas tivessem uma influ�ncia direta no futuro das inicia��es dentro da ISKCON.

Al�m do mais, os livros e conversa��es de �r�la Prabhup�da apenas cont�m instru��es para que seus disc�pulos se tornem sik��-gurus. Embora o princ�pio geral de que um disc�pulo se torne d�k�� guru seja mencionado, �r�la Prabhup�da n�o ordena especificamente a seus disc�pulosque iniciem e aceitem seus pr�prios disc�pulos.

As cita��es acima mencionadas n�o representam base para suplantar a instru��o expl�cita do dia 9 de julho; uma ordem que foi distribu�da para todo o Movimento como um espec�fico documento regulamentar. Claramente n�o existe um documento equivalente que confirme o M.A.S.S.

Deste modo, a id�ia de que �r�la Prabhup�da havia ensinado constantemente que todos seus disc�pulos deveriam se tornar d�k�� gurus imediatamente ap�s a sua partida, pouco tempo depois da sua partida ou em outro momento no futuro n�o � mais do que um mito.

� dito comumente que �r�la Prabhup�da n�o precisava especificar na carta do dia 9 de Julho o que deveria ser feito nas inicia��es futuras, j� que ele tinha precisamente explicado muitas vezes em seus livros, cartas, palestras e conversa��es o que ele queria que acontecesse. Lamentavelmente, esta declara��o, al�m de ser totalmente falsa, faz surgir outros absurdos:

Ainda que tenhamos sido um tanto cr�ticos ao texto GII do GBC, h� uma passagem nele que se relaciona com este tema, na qual n�s sentimos que capta totalmente a humorque ir� reunir a fam�lia de �r�la Prabhup�da:

“O �nico dever de um disc�pulo � adorar e servir seu mestre espiritual. Sua mente n�o dever� agitar-se pensando como ele dever� se tornar guru. Um devoto que sinceramente quer avan�ar espiritualmente dever� tentar tornar-se um disc�pulo,n�o um mestre espiritual. (GII, p.25, GBC, 1995)

N�s n�o poder�amos sen�o concordar.


*(1) Esta interpreta��o � defendida no texto de Ajamila das, “Regular or �tvik”, publicado no GBC ISKCON Journal, 1990.

*(2) N�s gostar�amos de mencionar que a maioria dos devotos acima reconheceram suas falhas, e assim n�s pedimos desculpas por qualquer ofensa ou embara�o que talvez causemos. Talvez eles possam apreciar o fato de que as suas cartas pessoais, enviadas por �r�la Prabhup�da e direcionadas especificamente para seus anarthas pessoais, est�o sendo utilizadas como base para o M.A.S.S. dentro da ISKCON.



8. “N�o haver�  algum princ�pio  s�strico, nos livros de �r�la Prabhup�da que pro�ba a concess�o de d�k�� quando o guru n�o est� no mesmo planeta do disc�pulo?”


N�o existe tal afirma��o nos livros de �r�la Prabhup�da, e uma vez que os livros de �r�la Prabhup�da cont�m todos os princ�pios s�stricos essenciais, tal restri��o n�o poder� existir em nossa filosofia.

O uso do sistema �tvik depois da partida de �r�la Prabhup�da de fato estaria de acordo com muitas das instru��es em que �r�la Prabhup�da enfatiza a inconsist�ncia da associa��o f�sica na rela��o guru/disc�pulo (por favor veja  o Ap�ndices). Depois de ler estas cita��es, poderemos ver como alguns membros do
GBC apresentaram diferentes vers�es ao longo dosanos:

�r�la Prabhup�da ensinou-nosque a sucess�o discipular � algo  vivo [...] a lei da sucess�o discipular � quedevemos nos aproximar de um mestre espiritual vivo – vivo no sentido de estar presente fisicamente.” (Sivarama Swami, ISKCON Journal, p. 31, Gaura Purnima, 1990)


Isso � dif�cil de conciliaresta asser��o com as seguintes afirma��es:

“A presen�a f�sica n�o � importante.” (�r�la Prabhup�da, conversa, 6/10/1977, V�nd�vana)

Ou
“A presen�a f�sica � imaterial.” (�r�la Prabhup�da, carta, 19/1/1967)

Certamente n�s deveremos ter um guru que � externo, uma vez que no estado condicionado pura rendi��o � Superalma n�o � poss�vel, mas em nenhum lugar �r�la Prabhup�da ensina que este guru f�sico tem que estar tamb�m fisicamente presente:

“Portanto,devemos nos aproveitar  de vani, n�o da presen�a f�sica.” (Cc., Antya-l�l�, palavras conclusivas)

�r�la Prabhup�da demonstrou este princ�pio praticamente iniciando um grande n�mero de disc�pulos sem nem mesmo encontrar-se com eles fisicamente. Este fato por si mesmo prova que d�k�� pode ser obtida sem nenhum envolvimento f�sico do guru. N�o h� nada no sastra, ou de �r�la Prabhup�da, relacionando d�k�� com presen�a f�sica. Portanto, a continua��o do sistema �tvik � perfeitamente consistente tanto com o exemplo do sastra como com o exemplo que nosso �c�rya estabeleceu enquanto estava fisicamente presente.

Em uma das principais se��es sobre d�k�� nos livros de �r�la Prabhup�da, se afirma que o �nico requisito para receb�-la � o que o guru esteja de acordo. Este consentimento foi totalmente delegado aos �tviks.

“Ent�o, sem esperar por mim, quandoquer que voc�s considerem correto. Isso depender� de discri��o.” (conversa com �r�la Prabhup�da em seu quarto, 7/7/1977, V�nd�vana)

�r�la Prabhup�da nos instrui que:

“Sobre o tempo para d�k�� (inicia��o), tudo depende da posi��o do guru [...] Se o sad-guru, o mestre espiritual fidedigno concordar, algu�m poder� ser iniciado imediatamente, sem esperar por um tempo ou local adequados.” (Cc, Madhya-l�l�, 24.331,  coment�rio)

� significativo observar que n�o h� uma estipula��oque o d�k�� guru e o disc�pulo futuro devam ter contato f�sico ouque o d�k�� guru tenha que estar fisicamente presente para dar sua aprova��o (tamb�m � interessante que �r�la Prabhup�da use o termo sad-guru comoequivalente ao termo d�k�� guru). �r�la Prabhup�da afirmou muitas vezes que o requisito para ser iniciado era simplesmente obedecer �s regras e regula��es que ele tinha ensinado tantas vezes:

“Este � o processo de inicia��o. O disc�pulo deve admitir que ele n�o ir� maiscometer atividades pecaminosas [...] Ele promete seguir as ordens do mestre espiritual. Ent�o, o mestre espiritual toma cuidado dele  e o eleva para a emancipa��o espiritual.” (Cc, Madhya-l�l�, 24.256, coment�rio)

    Devoto: “Qual a import�ncia da inicia��o formal?”
�r�la Prabhup�da: “Inicia��o formal significa aceitar oficialmente e obedecer �s ordens de K���a e Seu representante. Isto � inicia��o formal.”
(�r�la Prabhup�da, palestra, 22/2/1973, Auckland)

�r�la Prabhup�da: “Quem � meu disc�pulo? Primeiro de tudo, que ele siga estritamente as regras de disciplina.”
    Disc�pulo: “Ent�o, enquanto ele estiver seguindo, ele �...”
�r�la Prabhup�da: “Ent�o tudo est� bem.”
(�r�la Prabhup�da, caminhada matinal, 13/6/1976, Detroit)


“... ao menos que haja disciplina, n�o h� quest�o de ser disc�pulo. Disc�pulo significa aquele que segue a disciplina.” (caminhada matinal, �r�la Prabhup�da, 8/3/1976, Mayapur)

A defini��o da palavra d�k�� implica em uma conex�o  com o guru estando fisicamente presente no planeta?

D�k��  � o processo pelo  qual algu�m pode despertar seu conhecimento transcendental e aniquilar todas as rea��es causadas por atividades pecaminosas. Uma pessoa perita no estudo das escrituras reveladas conhece este processo como d�k��.” (Cc, Madhya-l�l�, 15.108,  significado)

Por favor veja o diagrama “D�k��”, p. 96

N�o h� nada nesta defini��o de d�k�� que de algum modo implique que o guru precisa estar no mesmo planeta do disc�pulo para que o processo funcione apropriadamente. Por outro lado, as instru��es de �r�la Prabhup�da e o seu exemplo pessoal provam categoricamente que os elementos que constituem d�k�� podem ser utilizados sem a necessidade do envolvimentof�sico do guru:

“A recep��o de conhecimento espiritual jamais � obstru�da por nenhuma condi��o material.” (SB, 7.7.1, coment�rio)

“A pot�ncia do som transcendental nunca � minimizada porque aquele que o vibrou aparentemente esteja ausente.” (SB, 2.9.8, significado)

Assim, todos os elementos de d�k�� – conhecimento transcendental, receber o mantra, etc. - podem ser efetivamente entregues sem a presen�a f�sica do guru.

Em suma, pode ser mostrado conclusivamente que n�o existe princ�pio s�strico mencionado em nenhum dos livros de �r�la Prabhup�da que prevenha a concess�o de d�k�� uma vez que o guru tenha abandonado o planeta. Emboraprecedente hist�rico �s vezes seja citado como obje��o, um precedente hist�rico n�o � um princ�pio s�strico. Ainda que o precedente hist�rico possa servir como evid�ncia ao aplicar um princ�pio s�strico, a falta de precedente hist�rico n�o prova necessariamente que um princ�pio s�strico tenha sido violado. Portanto, nossa filosofia est� baseada em seguir os mandamentos sastricos, n�o a tradi��o hist�rica. Esta � a mesma coisa que diferencia a ISKCON de qualquer outro grupo Gaudiya Vaisnava. Na �ndia existem muitos smarta brahmanas influentes que criticam fortemente a falta de ades�o � tradi��o demonstrada por �r�la Prabhup�da.

Afirma��es s�stricas, junto com os exemplos pr�ticos de �r�la Prabhup�da mesmo, ap�iam plenamente o princ�pio de que d�k�� n�o depende  de modo algum da presen�a f�sica do guru.



9. “Uma vez que esta instru��o levaria a um sistema que n�o tem precedente nem base hist�rica, ela deve ser rejeitada.”


Esta n�o pode ser a raz�o para rejeitar a carta do dia 9 de Julho, uma vez que �r�la Prabhup�da estabeleceu muitos precedentes, como por exemplo, reduzindo o n�mero de voltas de japa para dezesseis; fazendo casamentos, permitindo mulheres viverem no templo, dando o mantra Gayatri por fita, etc.  De fato, existe uma diferencia��o que retrata os �c�ryas de nossa linhagem pois, praticamente sem exce��o, eles possuem seus pr�prios precedentes hist�ricos. Como �c�ryas, eles possuem prerrogativas para fazerem isso, ainda que de acordo com os princ�pios s�stricos. Como j� foi mencionado, o uso de �tviks sem a presen�a f�sica do guru no planeta n�o viola qualquer princ�pio s�strico. Os livros de �r�la Prabhup�da cont�m todos os princ�pios s�stricos essenciais, e uma vez que n�o h� men��o  em seus livros de que o guru necessita estar no planeta no momento da inicia��o, isso n�o pode ser um princ�pio. Assim, o precedente hist�rico de continuar a usar �tviks depois da sua partida pode apenas ser uma mudan�a em detalhe, n�o em princ�pio.

�r�la Prabhup�da fez muitas coisas, particularmente conectadas com inicia��o, que foram sem precedentes e n�s n�o as rejeitamos. Poderia se argumentarque ele explicou algumas destas mudan�as em seus livros. Isso � verdade, mas h� muitas mudan�as que ele n�o explicou em seus livros. Al�m do mais, n�o h� necessidade de dar explica��es detalhadas sobre o sistema �tvik em seus livros, uma vez que ele tinha demonstrado praticamente seu prot�tipo por muitos anos, com o toque final de como o sistema deveria continuar plenamente elucidado na ordem da carta do dia 9 de julho. �r�la Prabhup�da jamais nos ensinou a apenas seguir cegamente a tradi��o:

“Nossa �nica  tradi��o  � como satisfazer a Visnu.” (�r�la Prabhup�da, palestra do Bg, 30/7/1973, Londres)

“N�o. Tradi��o, religi�o, elas s�o materiais. Elas todas s�o designa��es tamb�m.” (�r�la Prabhup�da, conversa no quarto, 13/3/1975, Teheran)

Se precisamente a mesma ordem que n�s recebemos de �r�la Prabhup�da fora alguma vez emitida por um �c�rya anterior ou n�o, � completamente irrelevante. Nossa �nica obriga��o � seguir as ordens dadas por nosso pr�prio �c�rya.

Se um sistema de inicia��o pode ser rejeitado unicamente com  base na n�o exist�ncia de um exato precedente hist�rico, ent�o necessariamente estar�amos for�ados a rejeitar o atual sistema de gurus dentro  da ISKCON pelo  mesmo princ�pio.

Nunca antes esteve um grupo de d�k�� gurus subordinados a um comit�, o qual tem o poder de suspender ou de anular suas atividades de iniciadores. Nenhum �c�rya anterior em nossa linhagem fora jamais eleito para atuar como tal com 2/3 dos votos, nem subseq�entemente ca�ra presa de grosseiras atividades pecaminosas, e como conseq��ncia, fora repentinamente retirado da “sucess�o discipular”. N�s rejeitamos tais pr�ticas irregulares, n�o com base em precedentes hist�ricos, mas porque elas chocam violentamente com os princ�pios b�sicos da filosofia Vaisnava encontrados nos livros de �r�la Prabhup�da, e s�o uma descarada viola��o da ordem final de �r�la Prabhup�da.

O fato de que um sistema como o �tvik n�o ser mencionado diretamente nos sastras ou em antigos textos v�dicos tamb�m n�o � pertinente. De acordo com algumas regras v�dicas, sudras e mulheres nem mesmo podem receber inicia��o brahm�nica de forma alguma:

D�k��  n�o pode ser oferecida a um sudra [...] esta inicia��o � oferecida n�o de acordo com  as regras v�dicas, porque � muito dif�cil encontrar um brahmana  qualificado”. (�r�la Prabhup�da, palestra sobre o Bg. 29/3/1971, Bombay)

Assim, estritamente falando, �r�la Prabhup�da n�o deveria ter iniciado nenhum dos seus disc�pulos ocidentais, uma vez que eles todos tiveram um nascimento inferior � mais baixa casta v�dica. �r�la Prabhup�da foi capaz de sobrepor-se a tais leis v�dicas atrav�s da invoca��o deinjun��es s�stricas de uma ordem mais elevada. Ele algumas vezes exercitou essas injun��es de um modo nunca antes aplicado:

“ Assim como Hari n�o est� sujeito � cr�tica de regras e regulamentos mundanos, o mestre espiritual empoderado por Ele tamb�m n�o est� sujeito .” (Cc. Madhya-l�l�, 10.136, coment�rio)

“Portanto, a miseric�rdia da Suprema Personalidade de Deus e Isvara Puri n�o est� sujeita a qualquer  regrae  regulamento v�dico.” (Cc. Madhya-l�l�, 10.137)

O ponto importante � que, embora o sistema �tvik possa ser totalmente �nico-pelo menos ao que sabemos- ele n�o violaprinc�pios s�stricos mais elevados. Issotestifica o g�nio de �r�la Prabhup�da, que era capaz de aplicar tais princ�pios s�stricos de forma nova de acordo com o tempo, lugar e circunst�ncias.

Talvez ainda teremos que realizar qu�o �nico �r�la Prabhup�da �. Nunca houve um �c�rya mundial antes. Nenhum �c�rya anterior afirmou que seus livros seriam os livros da lei para a humanidade durante os pr�ximos dez mil anos. Nunca houve nada como a ISKCON antes. Por que, ent�o, dever�amos nos surpreender que tal personalidade sem precedentes tenha decididoestabelecer um sistema de inicia��o aparentemente incomum?



10. “Uma vez que n�o h� men��o especifica do sistema �tvik antes do dia 9 de Julho de 1977, n�o � poss�vel ter sido a inten��o de �r�la Prabhup�da que tal sistema continuasse depois do desaparecimento de seu desaparecimento.”


Esta obje��o se ap�ia na premissa que �r�la Prabhup�da nunca iria ‘lan�ar’ nada de novo no Movimento. Tomada de forma literal, esta obje��o � absurda, pois significa que qualquer ordem do guru pode ser rejeitada se for nova ou mesmo se for um pouco diferente das outras que foram emitidas anteriormente. Se infere que em seus �ltimos meses �r�la Prabhup�da n�o teriaemitido instru��es extremistas sobre a sua Sociedade a menos que todos j� estivessem familiares com elas.

Como n�s j� explicamos, o sistema �tvik n�o � “novo” de forma alguma. Antes da carta do dia 9 de julho, a experi�ncia de inicia��o, d�k��, no Movimento tinha sido predominantemente atrav�s de representantes. �r�la Prabhup�da era o d�k�� guru da ISKCON, e a maioria das cerim�nias de inicia��o, particularmente nos anos finais, foram executadas pelos presidentes de templo ou por algum outro representante ou sacerdote.

A mais not�vel diferen�a ap�s 9 de Julho de 1977 foi que a aceita��o de novos disc�pulos agora seriafeita pelos representantes sem recorrer a �r�la Prabhup�da. A cartaque era enviada para os novos iniciados n�o seria mais assinada por �r�la Prabhup�da, como havia sido no passado, e a sele��o dos nomes dos iniciados seria feita pelos �tviks. Tamb�m o procedimento agora estava ligado com a palavra relativamente desconhecida – �tvik”.

Conectar-se com um �c�rya fidedigno atrav�s do uso de um representante fora a experi�ncia de inicia��o familiar para milhares de disc�pulos. A carta do dia 9 de julho define a palavra “�tvik ” com o significado: “representante do �c�rya”. Claramente, o sistema de ser iniciado por �r�la Prabhup�da atrav�s do uso de representantes n�o era nada novo de forma alguma. Isso foi meramente uma continua��o do que �r�la Prabhup�da tinha ensinado e colocado em pr�tica t�o logo o seu Movimento alcan�ou um estado de r�pido crescimento.

Por que teriasido um choque t�o grande o fato de que este sistema continuaria depois do dia 14 de novembro de 1977?

Apesar de ser uma palavra n�o familiar para muitos, a palavra “�tvik” n�o era nova. Estae suas deriva��es j� haviam sido definidas 32 vezes por �r�la Prabhup�da em seus livros. O que era novo era o sistema o qual j� estava existindo por muitos anos agora fora colocado por escrito, com o necess�rio ajustamento para o futuro. Dificilmente isso seria surpreendente, uma vez que �r�la Prabhup�da estava nessa �poca  emitindo muitos documentos por escrito a respeito do futuro do seu Movimento. Este arranjo foi de fato mais um endorsamento do sistema que todos j� consideravam pr�tica padr�o.

Ironicamente, de fato o que foi “novo”  era a curiosa metamorfose dos �tviks em “puros sucessores do �c�rya, material e espiritualmente”. Esta inova��o particular veio  a chocar muitas centenas de disc�pulos que deixaram  o Movimento imediatamente ap�s a sua implementa��o, e milhares os seguiriam.

Resumo

N�s demonstramos que n�o h�evid�ncia direta apoiando o t�rmino do sistema �tvik com a partida de �r�la Prabhup�da, nem a subseq�ente transforma��o dos �tviks em d�k�� gurus – suposi��es a) e b). Mesmo que houvesse uma evid�ncia indireta muito forte apoiando as suposi��es a) e b), ainda assim seria discut�vel se essa evid�ncia poderia de fato suplantar a evid�ncia direta, uma vez que esta geralmente prevalece. Contudo, como acabamos de demonstrar, n�o existe sequer um fragmento de evid�ncia indireta que ap�ie o desmantelamento do sistema �tvik depois da partida de �r�la Prabhup�da. Assim:

1. Uma instru��o que foi emitida para todo o Movimento para ser seguida – evid�ncia direta.
2. Um exame  da pr�pria instru��o , bem como de outras instru��es subseq�entes, apenas ap�iam a continua��o do sistema �tvik  evid�ncia direta.
3. N�o h� evid�ncia direta de que �r�la Prabhup�da especificamente ordenou que terminassem com o sistema �tvik depois de sua partida.
4. N�o h� tamb�m nenhuma evid�ncia indireta com base na instru��o, sastra, outras instru��es, circunst�ncias especiais, antecedentes, a natureza e o contexto da instru��o, nem qualquer outra que possamos conceber, que seja um fundamento para parar com o sistema �tvik na ocasi�o da partida de �r�la Prabhup�da. � interessante que aoexaminar estes outros fatores n�s encontramos apenas mais evid�ncias indiretas apoiando a continua��o da ordem.   

Em vista da an�lise acima, n�s humildemente propomos que revogar a instru��o de �r�la Prabhup�da do dia 14 de Novembro de 1977 com respeito �s inicia��es foi no m�nimo um ato arbitr�rio e desautorizado. N�o podemos encontrar evid�ncias que ap�iem as suposi��es a) e b), as quais, como dissemos, formam a pr�pria base do sistema atual de gurus na ISKCON. Voltar a cumprir a ordem original de �r�la Prabhup�da � nossa �nica op��o como disc�pulos, seguidores e servos de �r�la Prabhup�da.

Para ajudar ainda mais com este cumprimento n�s agora passam por a 28 de Maio conversa e uma s�rie de acusa��es relacionadas que parecem ter dado origem a confus�o.


“A Fita da Nomea��o”


O GBC proclama no texto GII que a �nica justifica��o para as modifica��es a) e b) na instru��o final do dia 9 de Julho vem de uma conversa gravada no quarto de �r�la Prabhup�da, a qual aconteceu em Vrindavana no dia 28 de Maio de 1977. Estas modifica��es s�o dadas a seguir como refer�ncias:


Modifica��o a): que a nomea��o de �tviks ou representantes foi somente tempor�ria, especificamente para terminar com a partida de �r�la Prabhup�da.

Modifica��o b): tendo cessado sua fun��o como representantes, os �tviks deveriam automaticamente se tornar d�k�� gurus, iniciando pessoas como seus pr�prios disc�pulos, e n�o de �r�la Prabhup�da.

Portanto, esta ser� dedicada a um exame  mais detalhado da conversa do dia 28 de Maio para ver se ela pode ser legitimamente usada para modificar a Ordem Final nos termos de a) e b) acima citados.

Uma vez que a posi��o de todo o GBC se ap�ia apenas nesta �nica pe�a de evid�ncia, � bastante preocupante que eles j� tenhampublicado pelo menos quatro diferentes vers�es ou transcri��es desta mesma evid�ncia. Estas diferentes transcri��es apareceram nas seguintes publica��es:

1983: �r�la Prabhup�da-L�l�m�ta, Vol 6 (Satsvarupa dasa Goswami, BBT)
1985: Under My Order (Ravindra-svarupa dasa)
1990:  ISKCON Journal (GBC) 
1995: Gurus and Initiation in ISKCON (GBC)

A presentar quatro diferentes vers�es da mesma conversa gravada, em si mesmo faz surgir um n�mero de perguntas s�rias. Por exemplo, n�o seria razo�vel perguntar qual � a vers�o correta? Primeiro de tudo, por que h� diferentes vers�es? Ser� a transcri��o uma montagem de mais de uma conversa? Teria sido a fita editada com mais de uma conversa? Houve mais de uma vers�o desta fita? Se assim foi, como poderemos estar seguros de que uma vers�o apresentada � a verdadeira e de acordo com a conversa original? Assim, mesmo antes da evid�ncia ser examinada, somos postos em uma posi��o na qual esperam que aceitemos a modifica��o de uma carta assinada mediante a an�lise da transcri��o de uma fita cuja pr�pria autenticidade � question�vel.

No entanto, uma vez que grande parte da transcri��o � comum em todas as vers�es, n�s tomaremos uma composi��o das quatro diferentes transcri��es consideradas como evid�ncia. Aqui est� a conversa, com as varia��es em par�nteses:

(1)   Satsvarupa dasa Goswami:   Ent�o, nossa pr�xima pergunta diz respeito �s inicia��es no futuro,
(2)                                                    particularmente quando o senhor n�o estiver mais conosco. N�s queremos saber
(3)                                                   (a) como a primeira e segunda inicia��es dever�o ser conduzidas.
(4)               �r�la Prabhup�da:    Sim. Eu irei recomendar alguns de voc�s. Depois que isso estejaestabelecido
(5)                                                    Eu irei recomendar alguns de voc�s para agir como �c�ryas representantes.
(6)     Tam�la K���a Goswami:     Isso � chamado �tvik �c�rya?
(7)                �r�la Prabhup�da:     �tvik. Sim
(8)   Satsvarupa dasa Goswami:    (Ent�o) qual � a rela��o daquela pessoa que d� inicia��o e...
(9)                �r�la Prabhup�da:     Ele � guru. Ele � guru.
(10)  Satsvarupa dasa Goswami:    Mas ele age em seu nome.
(11)              �r�la Prabhup�da:     Sim. Isso � formalidade. Porque na minha presen�a ningu�m deve se tornar guru,
(12)                                                   Ent�o, em meu nome; sob minha ordem, �m�ra aj�aya guru hana (ele �) (seja) realmente guru.
(13)                                                   Mas sob minha ordem.
(14)  Satsvarupa dasa Goswami:    Assim (ent�o) (eles) (eles ir�o) (podem) tamb�m ser considerados seus disc�pulos?
(15)              �r�la Prabhup�da:    Sim, eles s�o disc�pulos, (mas) (por que), considere quem
(16)    Tam�la K���a Goswami:   N�o. Ele est� perguntando se estes �tvik-�c�ryas, eles est�o atuando, dando d�k��,
(17)                                                  (seus)... as pessoas para quem eles d�o d�k�� s�o disc�pulos de quem?
(18)              �r�la Prabhup�da:    Eles s�o seus disc�pulos.
(19)    Tam�la K���a Goswami:   Eles s�o seus disc�pulos (?)
(20)              �r�la Prabhup�da:     Quem est� iniciando..  (ele �) disc�pulo do (seu) disc�pulo...
(21)  Satsvarupa dasa Goswami:   (Sim)
(22)    Tam�la K���a Goswami:    (isso � claro)
(23)    Tam�la K���a Goswami:    (continue)
(24)  Satsvarupa dasa Goswami:    Ent�o n�s temos uma pergunta a respeito...
(25)              �r�la Prabhup�da:     Quando eu ordenar voc� se torna guru, ele se torna guru regular.
(26)                                                    Isso � tudo. Ele se torna disc�pulo de meu disc�pulo (� isso). (veja s�).

Como n�s mencionamos anteriormente, nem a ordem do dia 9 de julho, nemqualquer documento subseq�ente assinado por �r�la Prabhup�da jamais se refere � conversa acima. Isso � muito peculiar, uma vez que o argumento central do texto GII � que esta breve troca de palavras � absolutamente crucial para o entendimento apropriado da ordem do dia 9 de Julho.

Este n�o era o meio  regular no qual �r�la Prabhup�da emitia instru��es para sua vasta organiza��o mundial, ou seja, enviandodiretrizes escritas incompletas e dubitosas que poderiam apenas ser propriamente entendidos com  uma pesquisa atrav�s de fitas de conversas.

Quando se considera a magnitude da ordem em quest�o, ou seja, a continua��o da miss�o do Sankirtan para os pr�ximos dez mil anos, e o que aconteceu com a Gaudiya Math precisamente neste assunto, seria inconceb�velque �r�la Prabhup�da administrasse as coisas desse modo. No entanto, nisso � o que n�s deveremos acreditar seaceitarmos a presente posi��o do GBC. Deixe-nos agora continuar cuidadosamente atrav�s da transcri��o composta, prestando uma aten��o particular em todas as linhas que o texto GII afirma ser a base para as modifica��es acima na ordem do dia 9 de Julho.

Linhas 1-3: Aqui, Satsvarupa Goswami pergunta para �r�la Prabhup�da uma quest�o espec�fica a respeito de como as inicia��es iriam ocorrer no futuro – “particularmente, quando o senhor n�o estiver mais conosco”. O que quer que �r�la Prabhup�da responda, n�s sabemos que ser� particularmente relevante depois de sua partida, uma vez que claramente esse � o tempo sobre o qual Satsvarupa est� preocupado, ou seja. – “quando o senhor n�o estiver mais conosco”.

Linhas 4-7:
Aqui �r�la Prabhup�da responde a pergunta de Satsvarupa Dasa Goswami. Ele diz que ir� apontar alguns disc�pulos para agir como “representantes do �c�rya”, ou “�tviks”. Tendo claramente respondido a pergunta, �r�la Prabhup�da permanece em sil�ncio.

Ele n�o elabora mais neste ponto, nem tampouco qualifica ou tenta qualificar sua resposta. Portanto, devemos deduzirque essa foi a sua resposta. As �nicas alternativas para esta opini�o s�o:

1) �r�la Prabhup�da deliberadamente respondeu a pergunta de forma incorreta ou enganosamente; Ou

2) Ele n�o escutou a pergunta apropriadamente e pensou que Satsvarupa dasa Goswami estava apenas perguntando sobre o que era para ser feito enquanto ele estivesse presente.

Nenhum disc�pulo de �r�la Prabhup�da ir� considerar a op��o 1), e se a op��o 2) for o caso, ent�o a conversa n�o pode nos dizer nada sobre as inicia��es futuras depois da sua partida; por conseguinte, n�s ainda permanecemos com a carta do dia 9 de Julho sem modifica��es como sendo sua �nica declara��o sobre as inicia��es futuras.

Algumas vezes as pessoas argumentam que a resposta completa s� � apropriadamente revelada parte por parte atrav�s do resto da conversa. O problema com esta proposi��o � que ao dar instru��es de tal modo �r�la Prabhup�da apenas responderia corretamente � pergunta originalmente feita por Satsvarupa dasa Goswami se as seguintes condi��es fossem satisfeitas:
Este seria um modo exc�ntricopara algu�m responder uma pergunta, o que falar para dirigir uma organiza��o mundial, e certamente esse n�o era o estilo de �r�la Prabhup�da. Realmente, como est� sendo proposto pelo GBC, se ele teve o trabalho de enviarpara todo o Movimento uma carta com instru��es sobre inicia��oque seriam relevantes por apenas quatro meses, com certeza ele n�o teria lidado de modo t�o obscuro com instru��es que poderiam seguir por dez mil anos.

Claramente se n�s olharmos esta transcri��o para indubitavelmente apoiar as modifica��es a) e b), n�s n�o fomos muito bem at� agora. �r�la Prabhup�da est� sendo questionado sobre como ser�o as inicia��es, particularmente quando ele deixasse o planeta: ele respondeu que iria apontar �tviks. Isso contradiz ambas as modifica��es propostas pelo GBC, e simplesmente refor�a a id�ia de que a ordem do dia 9 de Julho estaria em vigor dali para frente. Vamos continuar lendo:

Linhas 8-9: Aqui Satsvarupa dasa Goswami pergunta qual a rela��o do iniciador  com a pessoa sendo iniciada. Satsvarupa n�o acaba totalmente a pergunta quando �r�la Prabhup�da imediatamente responde, “ele � guru”. Uma vez que �tviks, por defini��o, n�o s�o iniciadores, �r�la Prabhup�da pode ter se referido somente a si mesmo como “guru” daqueles que est�o sendo iniciados. Isso est� confirmado na carta do dia 9 de Julho, onde � dito tr�s vezes que aqueles que forem iniciados ser�o “disc�pulos de �r�la Prabhup�da.”

Algumas vezes uma curiosa teoria � levantada que quando �r�la Prabhup�da diz: “ele � guru”, ele est� realmente falando sobre os pr�prios �tviks. Isso � bastante bizarro, uma vez que �r�la Prabhup�da tinha apenas definido a palavra �tvik como “representante do �c�rya” – literalmente, um sacerdote que conduz algum tipo de fun��o cerimonial ou religiosa. Na carta do dia 9 de julho �r�la Prabhup�da esclarece de modo preciso qual � a fun��o cerimonial que aqueles sacerdotes representantes iriam conduzir. Eles deveriam dar os nomes espirituais para os novos iniciados, e no caso da segunda inicia��o, cantariam no cord�o do Gayatri – tudo em nome de �r�la Prabhup�da. Era isso. N�o foi mencionado que eles deveriam ser d�k�� gurus iniciando seus pr�prios disc�pulos, ou sendo eles mesmos mestres espirituais. A carta define especificamente o �tvik como um representante do �c�rya. Eles deveriam agir emnome do �c�rya, n�o como o �c�rya. Sendo  este o caso, por que �r�la Prabhup�da iria obscurecer o assunto chamando os �tviks  “gurus”? Se eles fossem gurus iniciadores desde o come�o, por que n�o apenas cham�-los assimpara evitar confus�o?

Enquanto discutindo filos�fica ou administrativamente assuntos sobre sua posi��o como �c�rya�r�la Prabhup�da falava freq�entemente na terceira pessoa. � particularmente compreens�vel que ele assim o fizesse aqui, uma vez que Satsvarupa Dasa Goswami se refere � terceira pessoa em suas perguntas.

Assim, a conversa pode apenas fazer sentido se n�s aceitarmos que �r�la Prabhup�da � o guru que iniciava  os novos disc�pulos atrav�s de seus representantes, os �tviks.

Apesar da resposta de �r�la Prabhup�da ser bastante clara e consistente, parece que neste ponto h� alguma confus�o na mente de quem pergunta . Ent�o Satsvarupa dasa Goswami pergunta na linha 10 – “Mas ele age  em seu nome”. O “ele” a quem Satsvarupa dasa Goswami est� se referindo � o �tvik, enquanto que o “ele” a quem �r�la Prabhup�da estava se referindo,como n�s mostramos, poderia apenas ser ele mesmo, uma vez que ele � o �nico iniciador dentro do sistema �tvik.  Apesar da aparente confus�o de seus disc�pulos, �r�la Prabhup�da, habilmente adapta a sua pr�xima resposta de acordo com a verdadeira preocupa��o de Satsvarupa dasa Goswami, ou seja, o status destes futuros �tviks.

Linhas 11-13: Este � o ponto no qual o texto GII afirma estar a evid�ncia da modifica��o a).  Antes de consideramos se estas linhas constituem tal evid�ncia ou n�o, n�s deveremos primeiramentelembrar da analise das linhas 1-7.

Se as linhas 11-13 estabelecem a modifica��o a), isso ser� apenas uma contradi��o das linhas 1-7, onde �r�la Prabhup�da j� tinha respondido claramente que os �tviks foram apontados “particularmente” para depois de sua partida. Ent�o, se de fato a modifica��o a) est� estabelecida nas linhas 11- 13, a implica��o � que �r�la Prabhup�da contradisse uma afirma��o que ele mesmo havia feito apenas alguns momentos antes. Se este fosse o caso, mais uma vez a transcri��o seria in�til para determinar qualquer coisa sobre as inicia��es futuras, uma vez que duas posi��es totalmente contradit�rias seriamigualmente validadas na mesma conversa. Novamente, n�s seremos for�ados a nos referir � ordem do dia 9 de julho em sua forma inadulterada.

Vamos ver se isso de fato aconteceu. Lembrem que estamos procurando por uma afirma��o espec�fica de que os �tviks deveriam cessar suas obriga��es com a partida de �r�la Prabhup�da. Em outras palavras, que eles poderiam apenas atuar em sua presen�a.

Lendo as linhas 11-13 n�s vemos que tudo o que � dito � que os �tviks deveriam atuar na sua presen�a , pois na sua presen�a eles n�o poderiam ser gurus. Deste modo, �r�la Prabhup�da est� simplesmente reafirmado um princ�pio que ele era eventualmente mencionava ao lidar com disc�pulos ambiciosos: que na presen�a do guru deve-se atuar apenas em seu nome. Portanto, �r�la Prabhup�da n�o diz que esse “atuar em seu nome” deve cessar uma vez que ele deixe o planeta. Ele tamb�m n�o diz que “atuar em seu nome” pode apenas acontecer enquanto ele estiver presente. Realmente, at� aqui em nenhum lugar ele relaciona diretamente de alguma forma a sua presen�a f�sica com o conceito de atuar em seu nome, mas ao contr�rio simplesmente expressa isso como a raz�o que previne a seus disc�pulos de serem gurus, e � esse “n�o ser guru” que est� relacionado com o atuar como �tvik.

Em outras palavras, na �poca  dessa conversa uma das raz�es pelas quais eles n�o poderiam ser d�k�� gurus era a presen�a f�sica de �r�la Prabhup�da. Mas esse n�o � o �nico empecilho prevenindo seus disc�pulos de aceitarem o posto de d�k�� guru, como n�s veremos na pr�xima linha.

Na linha 12 n�s vemos que ser guru tamb�m depende  de receber uma ordem espec�fica de �r�la Prabhup�da“Sob minha ordem”. Ele repete esta condi��o na linha 13“Mas sob minha ordem”, e mais uma vez na linha 25“Quando eu ordenar”. Est� bem claro ent�o que essa n�o pode seraordem, caso contr�rio por que dizer “quando eu ordenar”? Se esta fosse uma ordem para se tornar guru ap�s a sua partida, como o GBC mant�m, ent�o certamente ele teria dito alguma coisa como: “eu vou agora ordenar voc�s que assim que eu v�, voc�s parem de ser �tviks e se tornem d�k�� gurus”. Semelhante enunciado com certeza traria certa credibilidade para a atual posi��o do GBC e a doutrina do M.A.S.S. No entanto, como se pode ver, nada sequer remotamente parecido com tal enunciado pode ser encontrado em parte alguma na conversa do dia 28 de Maio.

Tamb�m se argumenta que o uso do verso �m�ra aj�aya” neste ponto significa que a ordem para ser d�k�� guru j� havia sido dada, uma vez que esta ordem do Senhor Caitanya fora repetida milhares de vezes por �r�la Prabhup�da. No entanto, a ordem “�m�ra aj�aya”, como n�svimos, refere-se somente ao sik��-guru; n�s sabemos que a ordem para se tornar d�k�� guru ainda n�ohavia sido dada, pois �r�la Prabhup�da diz: “Quando eu ordenar”. Portanto, o uso do verso por �r�la Prabhup�da neste ponto � simplesmente para expressar a no��o de que antes de aceitar uma posi��o como qualquer tipo de guru, � preciso haver uma ordem.

Com certeza n�o h� nada nas linhas 11-13 que modifique de alguma forma o que �r�la Prabhup�da claramente responde � pergunta original de Satsvarupa (linhas 1-7). Deste modo, nosso entendimento das linhas 1-7 permanece intacto. �r�la Prabhup�da n�o contradiz a si mesmo e a carta do dia 9 de julho permanece at� aqui sem modifica��es.

O que as linhas 11-13 estabelecem � que o sistema �tvik deveria operar enquanto �r�la Prabhup�da estivesse presente, mas n�o que deveria operar apenas enquanto ele estivesse presente. A carta do dia 9 de julho deixa claro isso pelo uso da palavra “henceforward” (daqui para frente). A palavra “henceforward” inclui todo o per�odo de tempo daquele dia em diante, sem necessidade da presen�a f�sica de �r�la Prabhup�da. Vamos continuar lendo.

Linhas 14-15: � interessante que neste ponto Satsvarupa dasa Goswami faz a pergunta na primeira pessoa: “ent�o elestamb�m ser�o considerados seus disc�pulos?” �r�la Prabhup�da responde: “Sim, eles s�o disc�pulos...”. Mais uma vez confirma a posse dos futuros disc�pulos. Apesar de n�o estar claro o que �r�la Prabhup�da continua a dizer, sua resposta inicial � bem definida. Esta � uma pergunta direta, e ele responde: “Sim”.
 
Se o GBC tivesse qualquer esperan�a de manter as modifica��es a) e b), ent�o �r�la Prabhup�da deveria terrespondido algo como: “n�o, ele n�o s�o meus disc�pulos”. O que quer que �r�la Prabhup�da estivesse prestes a dizer � irrelevante, pois ningu�m poder� jamais saber. N�s apenas sabemos que quando lhe foi perguntado se os futuros iniciados seriam seus disc�pulos, ele respondeu: “sim”. Novamente, n�o � um bom sinal para as modifica��es a) e b).

Linhas 16-18: Tam�la K���a Goswami parece perceber alguma confus�o aqui e interrompe �r�la Prabhup�da. Ele clarifica mais a pergunta de Satsvarupa perguntando a �r�la Prabhup�da de quem seriam os disc�pulosque estavam recebendo d�k�� dos �tviks.  Mais uma vez �r�la Prabhup�da responde na terceira pessoa (tendo sido questionado na terceira pessoa): “eles s�o seus disc�pulos”. Como n�s discutimos, ele apenas pode estar se referindo a si mesmo, uma vez que os �tviks  por defini��o n�o t�m disc�pulos. Al�m disso, n�s sabemos que ele definitivamente estava se referindo a si mesmo, uma vez que ele responde a pergunta no singular (“seus [his] disc�pulos... quem est� [is] iniciando”), tendo sido questionado a respeito dos �tviks no plural (“estes �tviks-�c�ryas).

Uma id�ia algumas vezes sugerida � que neste ponto da conversa Tam�la K���a Goswami faz a pergunta num vago sentido futuro, sobre um tempo n�o especificado no qual os �tviks de certo modo se transformariam em d�k�� gurus. De acordo com esta teoria, quando �r�la Prabhup�da, que agora presumidamente de forma m�stica est� sintonizado com a mente de Tam�la K���a Goswami, responde que os futuros iniciados s�o “seus disc�pulos”, o que ele de fato quer dizer � que eles s�o disc�pulos dos �tviks, que agora n�o s�o mais �tviks, mas d�k�� gurus. Deixando de lado o fato de que este fantasioso “encontro de mentes” � tanto improv�vel como altamente especulativo, h� pelo menos um outro problema com esta hip�tese:

At� este ponto �r�la Prabhup�da n�o afirmou que os �tviks- os quais ele ainda iria apontar-iriam atuar de outra forma al�m de �tviks. Ent�o, por que deveria Tam�la K���a Goswami ter assumido que o status deles fora mudado?

Linhas 19-20: 
Tam�la K���a Goswami repete a resposta e ent�o �r�la Prabhup�da continua: “quem est� iniciando... disc�pulo de seu disc�pulo”. N�s escolhemos a vers�o da transcri��o “disc�pulo de seu disc�pulo” (his grand-disciple) em vez da vers�o “ele � disc�pulo do disc�pulo” (he is grand-disciple), uma vez que se aproxima mais do que ouvimos na fita, e parece fazer mais sentido na conversa (caso contr�rio a pessoa que iniciasimultaneamente se tornariao disc�pulo do disc�pulo! – “quem est� iniciando ... ele � disc�pulo do disc�pulo”).

O argumento que quando falando na terceira pessoa, �r�la Prabhup�da deve estar se referindo aos �tviks e n�o a si mesmo pode ser testado pela modifica��o da conversa substituindo os pronomes (mostrado em par�nteses) nas linhas 17-20:

TKG: “De quem eles s�o disc�pulos?”
�r�la Prabhup�da: “Eles s�o disc�pulos (do �tvik ).”
TKG: “Eles s�o disc�pulos (do �tvik ).”
�r�la Prabhup�da: “(o �tvik ) est� iniciando... o disc�pulo do disc�pulo (do �tvik).”

Dada a premissa de que os �tviks est�o apenas oficialmente atuando, e que o seu papel � apenas de representantes, deveria ser evidente para o leitorque a interpreta��o das linhas 17-20 � um disparate. � uma contradi��o que um �tvik tenha seus pr�prios disc�pulos, o que falar de terdisc�pulos de disc�pulos.

Uma acusa��o que pode ser feita � que n�s estamos de algum modo distorcendo as palavras de �r�la Prabhup�da quando tomamos afirma��es em terceira pessoa como primeira pessoa. Mas n�s sentimos que nossa interpreta��o � consistente com a fun��o designada por �r�la Prabhup�da a seus �tviks. Parece haver apenas duas poss�veis op��es de interpreta��o em rela��o a esta conversa:

1) Os futuros novos disc�pulos pertenceriam aos sacerdotes �tviks, que por defini��o n�o s�o d�k�� gurus, mas oficiais que foram designados especificamente para atuarem como procuradores;

2) Os futuros novos disc�pulos pertenceriam ao d�k�� guru, �r�la Prabhup�da.

Op��o 1) � simplesmente absurda. Portanto, n�s vamos para a op��o 2) como sendo a �nica escolha racional, e teremos assim interpretado a fitacorretamente.

Linhas 25-26: �r�la Prabhup�da conclui com a inequ�voca estipula��o que apenas quando ele ordenasse algu�m se tornaria guru. Em tal situa��o os novos iniciados seriam “disc�pulo de meus disc�pulos”.

Uma grande import�ncia � dada ao uso do termo “disc�pulo do disc�pulo (grand-disciple)”. Para muitos, o uso desta frase por �r�la Prabhup�da age como um argumento conclusivo, uma vez que voc� pode apenas ter disc�pulos de disc�pulos se for d�k�� guru. Isso � verdade. Infelizmente, as palavras que seguem a express�o “disc�pulo de seu disc�pulo” s�o geralmente ignoradas. �r�la Prabhup�da afirma que o disc�pulo de um disc�pulo, e por conseguinte um d�k�� guru, existir�o apenas quando ele (�r�la Prabhup�da) ordenar que seu disc�pulo se torne d�k�� guru. Em outras palavras, �r�la Prabhup�da est� simplesmente dizendo que quando o guru ordenar a seu disc�puloquese torne d�k�� guru, ent�o este ter� disc�pulos de disc�pulos (“his grand-disciple”), uma vez que o novo d�k�� guru ir� ent�o iniciar pela sua pr�pria conta (“ele se torna disc�pulo de meu disc�pulo”).  Isto parece direto o suficiente a ponto de que ningu�m questionar. Mas onde est� a ordem para quealgu�m aceite o status de guru? Certamente n�o est� nas linhas 25-26, nem em lugar algum na conversa.

Na realidade a conversa do dia 28 de Maio n�o est� ordenando nenhuma pessoa espec�fica a fazer coisa alguma. �r�la Prabhup�da est� simplesmente expressando a sua inten��o de apontar �tviks em algum ponto no futuro. Ele ent�o responde algumas quest�es um tanto confusas sobre a rela��o entre o gurue o disc�pulo no sistema �tvik. Ent�o ele conclui com um enunciado sobre o queaconteceria se ele decidissedar a relevante ordem para algu�m se tornar d�k�� guru. Todavia, a ordem espec�fica nomeando pessoas espec�ficas para executar uma fun��o espec�fica primeiramente foi dada no dia 7 de Julho (por favor veja os Ap�ndices, p.132), e ent�o confirmada na carta assinada do dia 9 de Julho. Mas como pode ser vistolendo a carta do dia 9 de julho, n�o h� men��o  alguma que os onze apontados como �tviks alguma vez se tornariam d�k�� gurus, ou que o sistema �tvik deveria parar.

Ap�s nossa exaustiva an�lise da conversa��o do dia 28 de maio, est� claro  de que  o GBC est� apresentando um cl�ssico argumento circular:

Tendo em vista apoiar as modifica��es a) e b), as quais s�o absolutamente vitais para a atual posi��o dos gurus dentro da ISKCON, eles afirmamque se deve modificar a carta do dia 9 de Julho usando uma “ordem” que �r�la Prabhup�da deu na transcri��o do dia 28 de Maio. Contudo, tendo lido cuidadosamente a transcri��o n�s vimos que �r�la Prabhup�da disse que eles apenas poderiam ser gurus “quando eu ordenar”. Ent�o, como pode ser declarado que “quando eu ordenar” foi a mesma ordem finalmente colocadanos dias 7 e 9 de Julho, uma vez que esta “ordem” � puramente para a cria��o dos �tviks, e � esta mesma ordem que o GBC precisou modificar em primeiro lugar para manter suas cruciais modifica��es a) e b)?

Infelizmente ao adotar a linha de racioc�nio defendido no texto  GII, n�s nos encontramos levados inexoravelmente na dire��o ao absurdo impasse dial�tico mencionado acima. Como aux�lio para a compreens�o do impasse acima, por favor veja o fluxograma na p�gina 97.

Finalmente, o maior problema com toda a teoria da “modifica��o”, al�m da �bvia aus�ncia de qualquer evid�ncia de apoio, � que n�o se pode modificar legitimamente uma instru��o com uma informa��o que n�o estava dispon�vel para as pr�prias pessoas que deveriam seguir a instru��o.

Se de fato a conversa do dia 28 de Maio contivesse claras instru��es apoiando as modifica��es a) e b), ent�o certamente a carta final deveria conter pelo menos algum vest�gio delas. De fato o principal prop�sito da reuni�o do dia 28 de maio foiestabelecer claramente o que seria feito sobre as inicia��es depois que �r�la Prabhup�da deixasse o planeta. E ainda assim,est� sendo propostoque quando �r�la Prabhup�da finalmente emitiu sua �ltima diretriz escrita sobre inicia��o, ele de alguma maneira apenas tratou do que era para ser feito antes dele deixar o planeta.

Em outras palavras, �r�la Prabhup�da supostamente deu claras e enf�ticas diretrizes sobre um assunto que n�o lhe foi perguntado; enquanto que o assunto realmente importante, sobre o qual todos queriam saber, ou seja, o futuro das inicia��es para os pr�ximos dez mil anos, ele omitiu inteiramenteem sua �ltima instru��o assinada sobre tal assunto.

N�s n�o encontramos exemplos de �r�la Prabhup�da dirigindo sua Sociedade das seguintes formas:

1) Emitindo importantes diretrizesque falham em sequer tratar do principal prop�sito de suas emiss�es.

2) Deliberadamente retendo informa��o vital pertinente a um importante novo sistema de administra��o.

3) Esperando que os destinat�rios de suas instru��es fossemm�sticos leitores de mentes para que seguissem corretamente uma instru��o.

A defesa comum que �r�la Prabhup�da n�o necessitava ditar na sua carta final o que era para ser feito sobre as futuras inicia��es, uma vez que ele j� tinha claramente explicado nos seus livros e palestras como ele queria que todos se tornassem d�k�� gurus, j� foirefutada na obje��o 7 acima. (por favor veja p.14)

H� uma outra tentativa feita no texto GII para extrair alguma coisa mais da conversa do dia 28 de Maio em apoio as modifica��es a) e b), quando indica-se como �r�la Prabhup�da usa o verso �m�ra aj�aya guru hana” na linha 12. O verso � tamb�m repetido mais adiante na conversa��o do dia 28 de Maio em uma discuss�o relacionada com a tradu��o de seus livros. De acordo com esta opini�o, a ordem �tvik � id�ntica a ordem para ser d�k�� guru simplesmente por m�rito de �r�la Prabhup�da ter mencionado a famosa instru��o do Senhor Caitanya para “todos se tornarem guru” na mesma conversa em que fala sobre �tviks. Mas tudo o que �r�la Prabhup�da diz � que:

“... algu�m que entende as ordens de seu guru, do mesmo parampara, ele pode se tornar guru. Eportanto  eu irei selecionar alguns de voc�s” (Conversa do dia 28 de Maio)

Os pontos essenciais a considerar aqui s�o:

1.  Qual foi a ordem do guru que eles deveriam entender? Atuar como �tviks.
     (“Eu irei recomendar alguns de voc�s para atuarem como 
�c�ryas representantes.”)

2. Afinal das contas, eles foram selecionados para fazer o qu�? Atuar como �tviks. (por favor leia a carta do dia 9 de Julho, p.113)

3. E ao seguir a ordem do guru, que tipo de guru eles se tornaram? Como n�s vimos anteriormente na an�lise da ordem do Senhor Caitanya para “tornar-se guru”, qualquer um que com plena f� executa esta ordem est� automaticamente qualificado como sik�� guru.

GII a presenta a proposi��o contradit�riaque seguindo as ordens do guru para atuar como �tvik apenas (e n�o como d�k�� guru), deve-se automaticamente atuar como d�k�� guru.

Por esta l�gica, qualquer um que segue qualquer ordem dada pelo guru, de alguma maneira automaticamente tamb�m recebeu uma ordem espec�fica para se tornar d�k�� guru! Infelizmente, o texto GII n�o oferece qualquer evid�ncia que ap�ie esta tese. Como foi mostrado anteriormente, o uso do verso“�m�ra aj�aya” � simplesmente uma ordem para qualquer um apenas se tornar sik�� guru (“� melhor n�o aceitar disc�pulos”).

Conclus�o:

1. No dia 9 de Julho �r�la Prabhup�da apontou 11 �tviks para levar adiante a primeira e segunda inicia��es dali para frente (henceforward).

2. N�o h� evid�ncia na conversa do dia 28 de Maio que possa ser usada para modificar a ordem do dia 9 de Julho, tal como dizer que os �tvik apontados devem pararsuas fun��es com a partida de �r�la Prabhup�da.

3. Tamb�m n�o h� nada na conversa do dia 28 de Maio que possa ser usado para modificar a ordem do dia 9 de Julho, tal como dizer que os �tviks deveriam se metamorfosear em d�k�� gurus t�o logo �r�la Prabhup�da deixasse o planeta.

4. A �nica coisa claramente estabelecida na conversa��o do dia 28 de Maio � que os �tviks deveriam atuar depois da partida de �r�la Prabhup�da.

Deve-se notar que h� pelo menos quatro diferentes transcri��es, e tres diferentes interpreta��es “oficiais” desta mesma conversa. Muitos devotos sentem que por esta raz�o apenas esta conversa n�o pode ser considerada como evid�ncia conclusiva. Se esta for tamb�m a conclus�o do leitor, ent�o n�o haver� escolha sen�o retornar mais uma vez � carta do dia 9 de julho como sendo a ordem final, uma vez que ela � uma carta assinada, claramente escrita e enviada para o Movimento inteiro. Esta certamente seria a conclus�o em uma corte de justi�a; evid�ncia escrita e assinada sempre sobrep�em- se sobre fitas gravadas. A �nica raz�o pela qual examinamos a conversa do dia 28 de Maio t�o cuidadosamente � porque o GBC a tem apresentado como sendo a �nica pe�a de evid�ncia para apoiar as modifica��es a) e b).

N�s somos ent�o for�ados a rejeitar totalmente as modifica��es a) e b), que s�o o fundamento da posi��o atual do GBC sobre inicia��es dentro da ISKCON, uma vez que n�o h� evid�ncias que as suportem. Consequentemente, as instru��es contidas no documento de pol�tica de 9 de julho,de fato, constitui a ordem final de �r�la Prabhup�da acerca da inicia��o e deveria, portanto, ser seguida.

A seguir h� algumas obje��es relacionadas ao assunto. Pensamos que sua abordagem possa ser �til.


Obje��es Relacionadas


1. “�r�la Prabhup�da n�o mencionou o uso de �tviks em seus livros.”


1)
A palavra “�tvik” e suas deriva��es na verdade possuem 31 refer�ncias distintas nos livros de �r�la Prabhup�da, apenas um pouco menos do que a palavra d�k�� e suas deriva��es,que t�m 41 refer�ncias distintas nos livros de �r�la Prabhup�da. Certamente o uso de sacerdotes �tviks para dar assist�ncia em cerim�nias � um conceito plenamente sancionado nos livros de �r�la Prabhup�da:

�tvik           :    4.6.1 / 4.7.16 / 5.3.2 / 5.3.3 / 5.4.17 / 7.3.30 / 8.20.22 / 9.1.15
tvija�        :    4.5.7 / 4.5.18 / 4.7.27 / 4.7.45 / 4.13.26 / 4.19.27 /4.19.29 / 5.3.4 / 5.3.15 / 5.3.18 / 5.7.5 / 8.16.53 / 8.18.21 / 8.18.22 / 9.4.23 / 9.6.35
tvij��       :    4.6.52 / 4.21.5 / 8.23.13 / 9.13.1
tvigbhya� :    8.16.55
tvigbhi�    :    4.7.56 / 9.13.3
(conforme vemos, no �rimad Bh�gavatam h� as seguintes cita��es)

2) Apesar de os princ�pios espirituais serem tratados extensivamente por �r�la Prabhup�da em seus livros, os detalhes espec�ficos daqueles princ�pios freq�entemente n�o s�o fornecidos (por exemplo, na �rea de adora��o � Deidade). Estes detalhes espec�ficos geralmente seriam comunicados por outros meios, como por cartas e demonstra��es pr�ticas. Assim, � preciso distinguir entre o princ�pio de inicia��o ou d�k��, e os detalhes da sua formaliza��o. �r�la Prabhup�da jamais definiu d�k�� em termos de qualquer cerim�nia ritual�stica, e sim como a recep��o de conhecimento transcendental que conduz a libera��o:

“Em outras palavras, o mestre espiritual desperta a entidade viva adormecida � sua consci�ncia original para que ela pode adorar o Senhor Vishnu. Este � o prop�sito de d�k��, ou inicia��o. Inicia��o significa receber o conhecimento puro da consci�ncia espiritual.” (Cc. Madhya-l�l�, 9.61, coment�rio)

D�k��  na verdade significa iniciar um disc�pulo com  o conhecimento transcendental pelo  qual ele se torna livre de todas as contamina��es materiais.” (Cc. Madhya-l�l�, 4.111, coment�rio)

D�k�� � o processo pelo qual algu�m pode despertar seu conhecimento transcendental e aniquilar todas as rea��es causadas por atividades pecaminosas. Uma pessoa perita no estudo das escrituras reveladas conhece este processo como d�k��.” (Cc. Madhya-l�l�, 15.108,  coment�rio)

D�k�� normalmente envolve uma cerim�nia, mas ela n�o � absolutamente essencial; � mera formalidade:

“Ent�o, de qualquer  modo, de 1922 at� 1933 praticamente eu n�o era iniciado, mas eu obtive a impress�o de pregar o culto  de Caitanya Mahprabhu. Isso era o que eu pensava. E isso � que foi a inicia��o pelo meu Guru Mah�r�ja.” (�r�la Prabhup�da, palestra 10/12/1976, Hyderabad)

“Inicia��o � uma formalidade. Se voc� for s�rio, essa � a verdadeira inicia��o. Meu toque � simplesmente uma formalidade. � a sua determina��o, isso � inicia��o.” (BTG # 49, procura pelo divino)

“...sucess�o discipular nem sempre significa que algu�m tenha  que ser iniciado oficialmente. Sucess�o discipular significa aceitar a conclus�o discipular.” (�r�la Prabhup�da, carta para Dinesh, 31/10/1969)

“O canto de Hare K���a � nossa principal atividade, essa � a verdadeira inicia��o. E como voc�s todos est�o seguindo as minhas instru��es neste assunto, o iniciador  j� est� presente.” (�r�la Prabhup�da, carta para Tam�la K���a, 19/8/1968)

“Bem, inicia��o ou n�o, a primeiracoisa � conhecimento... conhecimento. Inicia��o � formalidade. Assim como voc� vai � escola por conhecimento, e admiss�o � formalidade. Essa n�o � uma coisa muito importante.” (�r�la Prabhup�da, entrevista, 16/10/1976, Chandigarh)

�r�la Prabhup�da: “Quem � meu disc�pulo? Primeiro de tudo ele deve seguir estritamente as regras disciplinares.”
        Disc�pulo: “Enquanto eles estiverem seguindo, ent�o ele �...”
�r�la Prabhup�da: “Ent�o est� tudo bem.”
 (�r�la Prabhup�da, caminhada matinal, 13/6/1976, Detroit)


“... a n�o ser que haja disciplina, n�o h� possibilidade de haver disc�pulo. Disc�pulo quer dizer aquele que segue a disciplina.” (�r�la Prabhup�da, caminhada matinal, 8/3/1976, Mayapur)

“Se algu�m n�o observa a disciplina, ent�o ele n�o � disc�pulo.”   (�r�la Prabhup�da, aula do SB, 21/1/1974)

Assim, a cerim�nia de inicia��o � uma formalidade executada para solidificar na mente do disc�pulo o s�rio compromisso que assume com o processo de d�k��. Tal compromisso inclui:

�r�la Prabhup�da declarouclaramente que a cerim�nia � apenas uma formalidade, n�o algo essencial. Al�m disso, esta formaliza��o da inicia��o atrav�s de uma cerim�nia envolve um n�mero de elementos em si:

1. Recomenda��o de uma autoridade da institui��o, normalmente o presidente do templo.

2. Aceita��o pelo �tvik atuante.

3. Participa��o em um yaj�a de fogo.

4. Receber um nome espiritual.

Apenas nos pontos 2 e 4 � necess�rio o envolvimento de um sacerdote �tvik; 1 e 3 s�o geralmente executados pelo presidente do templo ou algum brahmana qualificado.

Como foi mencionado anteriormente, em nenhum lugar est� ditoque o guru e o disc�pulo devem estar no mesmo planeta tendo em vista o disc�pulo receber qualquer elemento de d�k��, tais como conhecimento transcendental, aniquila��o das rea��es pecaminosas, uma cerim�nia de fogo ou yaj�a e um nome espiritual. Por outro lado, cada elemento de d�k�� (transmiss�o de conhecimento, yaj�a, etc.), pode ser dado muito facilmente sem a presen�a f�sica do guru. Isso foi demonstrado de forma pr�tica por �r�la Prabhup�da, uma vez que ele dera todos os elementos de d�k�� atrav�s de intermedi�rios como seus disc�pulos e livros. Assim, nenhum princ�pio espiritual � mudado atrav�s do uso de �tviks. Apenas h� uma mudan�a de detalhes.

Deste modo, para colocar em perspectiva o uso de �tviks, podemos ver que n�s estamos lidando com os detalhes de um elemento de uma cerim�nia, uma cerim�niaque em si mesma constitui apenas um elemento- e um elemento desnecess�rio- do processo transcendental de d�k�� (por favor veja o diagrama D�k�� na p.96).

N�s observados que �r�la Prabhup�da lida com todos estes elementos de maneira proporcional � sua import�ncia:


�tem Explicado nos livros? Segue a tradi��o? Maiores mudan�as da tradi��o? Mudan�a da tradi��o  explicada nos livros?
D�k��
Sim

N�o
Conhecimento dado primeiramente atrav�s de vani, e n�o por contato f�sico.

Parik�� pessoal � pouco usada.

Novo padr�o de inicia��o.
Um pouco
Processo e cerim�nia
de inicia��o
N�o N�o Uso de representantes para cantar nas contas dos iniciados.

Dar o Mantra Gayatri por fita magn�tica.
N�o
Processo de dar
 o nome
N�o N�o Nome dado no momento da d�k�� harinama .


Uso de representantes para dar o nome.
N�o


Assim, a falta de men��o espec�fica nos livros de �r�la Prabhup�da sobre o uso de �tviks em procedimentos de inicia��o, quer hist�rica ou contempor�nea, � consistente com a abordagem geral de �r�la Prabhup�da  aos assuntos que cercam a inicia��o; men��o espec�fica em seus livros sendo diretamente proporcional � import�ncia das inova��es envolvidas.



2. “Como  pode parik�� (m�tua an�lise entre o guru e o disc�pulo), um elemento essencial em d�k��, ser poss�vel sem contato f�sico?”


Esta quest�o surge da declara��o do dito requisito que um disc�pulo deve “aproximar-se”, “inquirir de”, e “render servi�o” ao guru (Bg. 4.34), e que o guru deve “observar” o disc�pulo (Cc. Madhya-l�l�, 24.330).  Se n�s examinarmos o verso cuidadosamente, os seguintes pontos ficam aparentes:

“Em nosso Movimento para a Consci�ncia de K���a o requisito � quedeve-se estar preparado para abandonar os quatro pilares da vida pecaminosa [...] nos pa�ses ocidentais especialmente n�s primeiramente observamos se o candidato disc�pulo est� preparado para seguir os princ�pios regulativos.” (Cc. Madhya-l�l�, 24.330,  coment�rio).

Essa facilidade de usar representantes � sempre repetida em poucas linhas depois, quando discutindo a observa��o necess�ria para uma poss�vel candidatura para a segunda inicia��o:

“Deste modo o disc�pulo rende  servi�o devocional sobre a guia do mestre espiritual ou seus representantes por pelo  menos seis meses at� um ano.” (Cc. Madhya-l�l�, 24.330,  coment�rio)

Poucas linhas depois n�s vemos como realmente � vital � o uso de �tviks:

“O mestre espiritual dever� estudar a curiosidade do disc�pulo por pelo  menos seis meses ou um ano.” (Cc. Madhya-l�l�, 24.330,  coment�rio)
(i) N�o h� men��o  desta cl�usula especial  para parik�� pessoal em nenhuma escritura. Isso seria apenas umainven��o para ajustar as circunst�ncias depois do fato.

(ii) Quando descrevendo o uso de representantes para parik�� pessoal, �r�la Prabhup�da jamais declarou que eles apenas existiriam se ele estivesse no planeta. Qual � este  princ�pio s�strico at� agora n�o mencionado que for�a uma limita��o no uso de representantes em certas circunst�ncias?

(iii) Como foi demonstrado, a necessidade de parik�� pessoal n�o � um requisito s�strico. O uso de representantes, tais como disc�pulos e livros, como substitutos de parik�� pessoal � apoiado por �r�la Prabhup�da. Ent�o, est� fora de quest�o considerar quando parik�� pessoal deve ou n�o deve ser eliminada.

(iv) D�k�� era dada sem o contato f�sico, o que prova  que d�k�� pode ser obtida sem parik�� pessoal.

(v) O pr�prio fatode que parik�� pessoal n�o foi sempre efetuada, mesmo quando era poss�vel faz�-la, prova  que isso n�o pode ser necess�rio para o processo de d�k���r�la Prabhup�da deixou muito claro qual o padr�o que ele esperava de um disc�pulo; os presidentes de templo e os �tviks deveriam dar a continuidade aos mesmos. Os padr�es de inicia��es hoje s�o id�nticos �queles estabelecidos por �r�la Prabhup�da enquanto ele estava presente. Ent�o, quando ele pediu para n�o ser consultado enquanto estava presente, o qu� nos faria crer que eleurgentemente desejaria intervir agora? A �nica coisa preocupa��o para n�s � assegurar que o padr�o seja rigidamente mantido sem mudan�as ou especula��es.



3. “N�s poderemos aceitar �r�la Prabhup�da, mas como n�s saberemos que ele nos aceitou como seus disc�pulos, mesmo na sua aus�ncia f�sica?”


No dia 7 de Julho de 1977 quando estabelecendo o o sistema �tvik�r�la Prabhup�da declarou que os �tviks poderiam aceitar devotos como disc�pulos dele sem consult�-lo. Assim, �r�la Prabhup�da n�o estava envolvido no processo de sele��o ou aprova��o de novos disc�pulos. Os �tviks tinhamplena autoridade e discri��o. O envolvimento f�sico de �r�la Prabhup�da n�o era necess�rio:


�r�la Prabhup�da: “Ent�o, sem esperar por mim, quando quer que voc�s considerem correto. Isso ir� depender de discri��o.”
Tam�la K���a Goswami: “Com discri��o.”
           �r�la Prabhup�da: “Sim.”
(�r�la Prabhup�da, conversa no quarto, 7/7/1977, V�nd�vana)

Al�m disso, os nomes dados pelos �tviks deveriam ser anotados por Tam�la K���a Goswami no livro de “disc�pulos iniciados” de �r�la Prabhup�da. Assim, pelo menos externamente, �r�la Prabhup�da nem mesmo precisava ser informado da exist�ncia do disc�pulo. Conseq�entemente, o processo deveria ser o mesmo como fora antes, uma vez que os �tvik tinha plenos poderes como procuradores.




4. “Somente se a inicia��o, d�k��, tiver ocorrido antes de o guru deixar o planeta � poss�vel continuar aproximando-se, inquirindo  e servindo-o em sua aus�ncia f�sica.”


Pelo menos esta afirma��o concorda com o ponto que � poss�vel aproximar-se, inquirir e servir o mestre espiritual fisicamente ausente. A afirma��o de que isso somente � poss�vel “se a liga��o d�k�� � feita antes do guru abandonar o planeta” � pura inven��o esem refer�ncia nos livros de �r�la Prabhup�da, portanto deve ser ignorada. D�k�� nem mesmo requer uma cerim�nia de inicia��o formal para faz�-la funcionar; ela � a transmiss�o do conhecimento transcendental do guru para um disc�pulo receptivo (junto com a aniquila��o das rea��es pecaminosas)

“...sucess�o discipular nem sempre significa que algu�m tenha  que ser iniciado oficialmente. Sucess�o discipular significa aceitar a conclus�o discipular.” (�r�la Prabhup�da, carta para Dinesh, 31/10/1969).

“Bem, inicia��o ou n�o, a primeira coisa � conhecimento... conhecimento. Inicia��o � formalidade. Assim como voc� vai para uma escola por conhecimento, eadmiss�o � formalidade. Isso n�o � uma coisa muito importante.” (�r�la Prabhup�da, entrevista, 16/10/1976, Chandigarh)

� irracional afirmar que o transcendental processo de d�k�� n�o pode funcionar apropriadamente se o guru n�o estiver fisicamente presente durante uma cerim�nia de fogo ou yaj�a que n�o � essencial, particularmente uma vez que:

Pode-se argumentarque apesar de �r�la Prabhup�da n�o estar presente naquelas inicia��es, mesmo assim ele estava fisicamente presente no mesmo planeta na �poca  em que elas ocorreram. Ent�o, seria a presen�a f�sica do guru no planetaessencial para d�k��? A fim de validar este argumento, n�s precisar�amos encontrar uma injun��o nos livros de �r�la Prabhup�da que afirmasse que:

D�k�� pode apenas ocorrer se a dist�ncia entre o guru e seu disc�pulo durante a inicia��o formal n�o for maior do que o di�metro da Terra.’

At� agora ningu�m foi capaz de localizar tal afirma��o. Ao contr�rio, como mostra a cita��o abaixo, um exemplo bem conhecido de d�k�� em nossa filosofia (Bg. 4.1) de fato contradiz a proposi��o acima:

“Ent�o, n�o havia dificuldades em se comunicar com  Manu ou com  os filhos de Manu, Iksvaku. A comunica��o existia. O sistema de r�dio era t�o bom que a comunica��o podia ser transferida de um planeta para outro.”  (�r�la Prabhup�da, palestra sobre o Bg., 24/8/1968)

Ao que parece, d�k�� n�o � afetada pelas dist�ncias f�sicas entre o guru e os disc�pulos.



5. “O que voc�s est�o propondo soa suspeitosamente como Cristianismo!”


1) N�s n�o estamos propondo o sistema �tvik; � �r�la Prabhup�da que o prop�s na sua ordem final. Assim, mesmo se isso for como o Cristianismo, ainda assimn�s deveremos segui-lo,uma vez que � a ordem do guru.

2) �r�la Prabhup�da claramente aprovou a id�ia de que os crist�os continuem seguindo a Jesus Cristo como seu guru, embora ele j� tenha partido do planeta. Ele nos ensinou que qualquer um que seguisse os ensinamentos de Jesus Cristo era seu disc�pulo, e alcan�aria o n�vel de libera��o oferecida por Jesus Cristo.

Madhudvi�a: “Existe alguma forma para um crist�o alcan�ar o c�u espiritual , sem a ajuda de um mestre espiritual, crendo nas palavras de Jesus Cristo e tentando seguir seus ensinamentos?”
�r�la Prabhup�da: “Eu n�o compreendo.”
Tam�la K���a: “Pode um crist�o nesta era, sem um mestre espiritual, mas lendo a B�blia, e seguindo as palavras de Jesus, alcan�ar o...”
�r�la Prabhup�da: “Quando voc� l� a B�blia, voc� segue o mestre espiritual. Como pode voc� dizer ‘sem mestre espiritual’? T�o logo voc� leia a B�blia, isso significa que voc� est� seguindo as instru��es do senhor Jesus Cristo, o que significa seguir o mestre espiritual. Ent�o, onde est� a chance  de estar sem mestre espiritual?”
 Madhudvi�a: “Eu estou me referindo a um mestre espiritual vivo.”
�r�la Prabhup�da: “Mestre espiritual n�o se trata de...  O mestre espiritual � eterno. O mestre espiritual � eterno. Ent�o, a sua pergunta �: “sem um mestre espiritual”. Sem um mestre espiritual voc� n�o pode estar em fase alguma da vida. Voc� pode aceitar este mestre espiritual ou aquele. Isso � outra coisa. Mas voc� deve aceitar. Como voc� disse que “lendo a B�blia”, quando voc� l� a B�blia isso quer dizer que voc� est� seguindo o mestre espiritual representado por algum sacerdote ou membro do clero na linha do Senhor Jesus Cristo.
(�r�la Prabhup�da, Palestra, 2/10/1968, Seattle)
“Com rela��o ao destino dos devotos do Senhor Jesus Cristo, eles podem ir para o para�so, isso � tudo. Esse � um planeta no mundo material. Um devoto do Senhor Jesus Cristo � aquele que segue estritamente os dez mandamentos [...], portanto, a conclus�o � que os devotos do Senhor Jesus Cristo s�o promovidos aos planetas celestes dentro  do mundo material.” (Carta de �r�la Prabhup�da para Bhagavan, 2/3/1970)

“Na realidade, quem  est� sendo guiado por Jesus Cristo certamente alcan�ar�liberta��o.” (Perguntas Perfeitas, Respostas Perfeitas, Cap. 9)

“.. ou os crist�o est�o seguindo Cristo, uma grande personalidade; Mah�jano yena gata� sa panth��. Voc�  segue um mah�jana, uma grande personalidade [...] voc� segue um �c�rya, como os crist�os seguem Cristo, �c�rya. Os maometanos, eles seguem o �c�rya  Maom�. Isso � bom. Voc�  deve seguir algum �c�rya  [...] Eva� parampar�-pr�ptam. (�r�la Prabhup�da, conversa no quarto, 20/5/1975, Melbourne)

3) Esta obje��o de ser ‘Crist�o’ � ir�nica, uma vez que o sistema corrente de gurus na ISKCON adota alguns procedimentos dos crist�os: A teologia por detr�s do sistema de vota��o do GBC � similar ao sistema dos Cardeais que votam o Papa na Igreja Cat�lica:

“O processo de vota��o [...] para o candidato a guru [...] que ser� estabelecido pelos membros eleitores [...] votando para eleger um guru [...] por dois ter�os dos votos do GBC [...] todos os membros do GBC s�o candidatos para serem apontados como guru.”  (Resolu��o do GBC)

Similarmente, o GBC chama a si mesmo como “o corpo eclesi�stico supremodirigindo a ISKCON” (Back to Godhead, 1990-1991); de novo a terminologia “Crist�”.

Estas pr�ticas “Crist�s” em particular nuncaforam ensinadas por Jesus, e foram inteiramente condenadas por �r�la Prabhup�da:

“Vota��o mundana n�o tem jurisdi��o para eleger um �c�rya  vaisnava. Um vaisnava �c�rya  �auto-refulgente, e n�o h� necessidade de uma corte  de julgamento.” (Cc. Madhya-l�l�, 1.220, coment�rio)

�rila Jiva Goswami aconselha que n�o se deve aceitar um mestre espiritual em termos de hereditariedade ou costume social e conven��es eclesi�sticas.” (Cc. �di-l�l�, 1.35, coment�rio)



6. “Os �tviks d�o um tipo de d�k���r�la Prabhup�da � apenas nosso sik�� guru.


1) A fun��o do �tvik � distinta da fun��o de um d�k�� guru. Seu �nico prop�sito � auxiliar o d�k�� guru nas inicia��es dos disc�pulos, n�o aceit�-los para si mesmo.

2) O �tvik unicamente inspeciona o procedimento da inicia��o e d� um nome espiritual, mas n�o h� nem mesmo a necessidade de executar uma cerim�nia de fogo, yaj�a. Isso era feito normalmente pelo presidente de templo- e ele n�o era com certeza o d�k�� guru.

3)  Por que n�o permitirque �r�la Prabhup�da seja o que ele deseja ser? Ele � certamente nosso sik�� guru, mas como ele indicou claramente na carta do dia 9 de Julho, ele tamb�m deveria ser nosso d�k�� guru.

4) Uma vez que �r�la Prabhup�da � nosso sik��-guru predominante, ele � de fato nosso d�k�� guru de qualquer modo, uma vez que:
Os devotos tamb�m podem auxiliar nas duas atividades acima ( pela prega��o e distribui��o de livros etc.), mas eles s�o vartma-pradarsaka-gurus, n�o d�k�� gurus, embora por esse servi�o que eles tamb�m podem se tornar almas liberadas.

5) sik�� guru predominante geralmente se torna o d�k�� guru de qualquer forma:

�r�la Prabhup�da � o sik��-guru fundador  para todos os devotos da ISKCON [...] as instru��es de �r�la Prabhup�da s�o ensinamentos essenciais para cada  devoto da ISKCON.” (Resolu��o do GBC, n� 35, 1994).

“Geralmente um mestre espiritual que instrui constantemente um disc�pulo na ci�ncia espiritual torna-se seu mestre espiritual iniciador  mais tarde.” (Cc. �di-l�l�, 1.35, coment�rio)

“� dever do sik�� guru ou d�k�� guru instruir o disc�pulo no caminho correto, e depende do disc�pulo executar o processo. De acordo com  as injun��es s�stricas, n�o h� diferen�a entre o sik�� guru e o d�k�� guru, e geralmente o sik��-guru mais tarde se torna o d�k�� guru.” (SB, 4.12.32, coment�rio)



7. “Se �r�la Prabhup�da � o sik�� guru de todos, ent�o como ele pode tamb�m ser o d�k�� guru?”


A confus�o entre d�k��sik�� gurus ocorre porque os t�tulos s�o confundidos com suas fun��es. Assim, � que algumas vezes presume-se que somente o sik��-guru pode dar sik��, n�o o d�k�� guru. Contudo, como no �ltimo verso que citamos demonstra, o d�k�� guru tamb�m instrui. Isso devia ser �bvio, de outro modo como ele iria transmitir divya-j�ana?

Pradyumna: Guru-p�d��raya�.‘Primeiramente deve-se tomar o ref�gio aos p�s de l�tus do mestre espiritual’ Tasm�t k���a-d�k��di-�ik�a�am. Tasm�t, ‘dele’, K���a-d�k��di-�ik�a�am,‘deve-se tomar K���a-d�k��, inicia��o e sik��.’”
�r�la Prabhup�da: D�k�� significa divya j��na� k�apayati iti d�k��. o que explica  divya-j��na, transcendental, isso � Di, divya, D�k��. d�k��nam. D�k��. Ent�o divya-j��na, conhecimento  transcendental... se voc� n�o aceitar um mestre espiritual, como voc� poder� obter transcend�ncia... lhe ensinar�o aqui e ali, aqui e ali, e voc� perder� tempo; Perda de tempo para o mestre e tamb�m voc� perder� seu tempo valioso. Portanto, voc� tem que ser guiado por um mestre espiritual experiente. Leia.”
Pradyumna: K���a-d�k��di-�ik�a�am.
�r�la Prabhup�da:  �ik�a�am. N�s temos que aprender. Se voc� n�o aprende, como poder� fazer progresso? Ent�o?”
(�r�la Prabhup�da, conversa no quarto, 27/1/1977, Bhubaneswar)

Sik�� transcendental � a ess�ncia de d�k��, e isso est� muito evidente no bem conhecido verso do Bhagavad-gita, 4.34, sobre o relacionamento entre guru e disc�pulo. Neste verso, a palavra “upadeksyanti” � traduzida em palavra por palavra como“iniciando”. Contudo, o verso afirma que esta “inicia��o” requer um guru para “transmitir conhecimento”, e que isso se faz acompanhar do desejo do disc�pulo de indagar. Conseq�entemente, aqueles que advogam que �r�la Prabhup�da � o sik��-guru e n�o o d�k�� guru est�o enrolados numa armadilhalog�stica feita por eles mesmos. Se �r�la Prabhup�da � capaz de “transmitirconhecimento” mesmo quando ele n�o est� no planeta, ent�o por defini��o ele deve estar dando divya-j�ana, conhecimento transcendental. Assim, se �r�la Prabhup�da pode ser um sik��-guru sem a necessidade de intera��o f�sica, ent�o por que n�o poderia tamb�m ser d�k��? � um absurdo argumentar que �r�la Prabhup�da pode dar sik�� quando n�o est� no planeta se ele estiver atuando como sik��-guru, mas que ele n�o pode dar sik�� se mudarmos o seu t�tulo. O pr�prio fatode que ele possa ser sik�� guru, ainda que n�o esteja neste planeta, � a pr�pria evid�nciade queele pode simultaneamente dar d�k��.

Alguns indiv�duos t�m dado um outro passo argumentando que �r�la Prabhup�da nem mesmo pode dar sik�� transcendental sem um corpo f�sico. Se este fosse o caso, algu�m poderia se perguntar por que �r�la Prabhup�da fez tal esfor�o em escrever tantos livros e em estabelecer uma sociedade com o �nico prop�sito de propag�-los durante os pr�ximos dez mil anos? Se j� n�o � poss�vel receber instru��es transcendentais dos livros de �r�la Prabhup�da, ent�o por queestamos distribuindo-os? E por que as pessoas est�o ainda se rendendo simplesmente pela for�a deles?



8. “Voc�  est� dizendo que �r�la Prabhup�da n�o fez nenhum devoto puro?”


N�o, tudo o que n�s estamos dizendo � que �r�la Prabhup�da estabeleceu um sistema �tvik para que as inicia��es continuassem. Se �r�la Prabhup�da fez devotos puros oun�o � algo irrelevante �sua instru��o final,que � clara e inequ�voca. Como disc�pulos, nosso dever � simplesmente seguir as instru��es do guru. � inapropriado abandonar as instru��es do guru e em vezde  segui-las especularquantos devotos puros existem ou existir�o no futuro.

Mesmo aceitando o pior caso, que n�o haja de fato devotos puros no presente, deve-se considerar a situa��o que existiu depois da partida de �rila Bhaktisiddh�nta Saraswati. Depois de quase 40 anos, �r�la Prabhup�da indicou que haviasomente um �c�rya produzido pela Gaudiya Matha que era autorizado a iniciar:

“Na realidade, entre todos os meus irm�os espirituais, nenhum � qualificado para tornar-se �c�rya* [...] em vez de inspirar nossos estudantes e disc�pulos, eles podem eventualmente contamin�-los [...] eles s�o muito competentes para causar danos ao nosso progresso natural.” (Carta de �r�la Prabhup�da para Rupanuga, 28/4/1974)
*(�r�la Prabhup�da usava os termos “�c�rya” e “guru” alternadamente):

“Eu produzirei  alguns gurus. Eu direi quem  � guru. ‘Agora voc� se torna �c�rya’ [...] voc� pode trapacear, mas isso n�o ser� muito efetivo. Apenas veja nossa Gaudiya Matha. Todos queriam ser gurus. Um pequeno templo e ‘guru’. Que tipo de guru?” (�r�la Prabhup�da, caminhada matinal, 22/4/1977)

Isso poderia ser visto como uma condena��o ao trabalho de prega��o de �rila Bhaktisiddh�nta. Portanto, seria extrema ignor�ncia argumentar que �rila Bhaktisiddh�nta foi um “fracasso”. � bem conhecido o fato de que �rila Bhaktisiddh�nta havia dito que se a sua miss�o somente produzisse um devoto puro ele a consideraria um sucesso.

De qualquer forma, a implementa��o do sistema �tvik n�o descarta, a priori, a poss�vel exist�ncia de devotos puros. H� v�rias circunst�ncias que podem facilmente acomodar tanto �tviks como devotos puros, por exemplo:

�r�la Prabhup�da pode ter feito muitos devotos puros que n�o t�mdesejo de se tornar d�k�� gurus. N�o h� evid�ncia que sugira que os devotos mais avan�ados na ISKCON devem necessariamente ser aqueles indiv�duosque se candidatam para as elei��es a cada ano. Estes devotos puros podem simplesmente desejar humildemente auxiliar na miss�o de �r�la Prabhup�da. Em nenhum lugar se afirma que � obrigat�rio que um devoto puro se torne d�k�� guru. Tais pessoas estariam encantadas em trabalhar dentro do sistema �tvik se essa for a ordem do seu guru.

�r�la Prabhup�da poderia desejar um grande n�mero de gurus instrutores, mas n�o necessariamente mais gurus iniciadores. Isso est� de acordo com a instru��o citada anteriormente para que todos se tornem sik��-gurus, e com a advert�ncia de �r�la Prabhup�da para n�o aceitem disc�pulos. Tamb�m estaria de acordo com o fato de que �r�la Prabhup�da sozinho j� havia conseguido sucesso em suamiss�o:

Convidado: “... O senhor planeja escolher um sucessor?”
�r�la Prabhup�da:  “Isso j� � um sucesso.”
 Convidado: “Mas deve ter algu�m que o senhor conhe�a, e que seja necess�rio para tomar conta de tudo.”
�r�la Prabhup�da: “Sim. N�s estamos criando. Estamos criando aqueles devotos que ir�o tomar conta.”
 Hanumn: “O que este cavalheiro est� dizendo, e eu gostaria de saber, � qual o nome de seu sucessor ou quem ser� o sucessor ...”
 �r�la Prabhup�da:  “Meu sucesso est� sempre presente.”
(Conversa no quarto �r�la Prabhup�da, 12/2/1975, M�xico)

 
“Ent�o, n�o h� nada novo a ser dito. Tudo o que havia para falar eu j� falei em meus livros. Agora voc�s tentem entender isso e continuem seus esfor�os. Se eu estiver ou n�o presente, isso n�o importa.” (�r�la Prabhup�da, chegada conversa, 17/5/1977, V�nd�vana)

 Rep�rter: “O que ir� acontecer com o Movimento nos Estados Unidos depois que o senhor morrer?”
 �r�la Prabhup�da: “Eu nunca morrerei.”
Devotos: “Jaya! Haribol!” (risos)
�r�la Prabhup�da:  “Eu viverei em meus livros e voc�s os utilizar�o.”
(confer�ncia com a imprensa, 16/7/1975, S�o Francisco)

Rep�rter: “O senhor est� treinando um sucessor?”
�r�la Prabhup�da: “Sim, meu Guru-Mah�r�ja est� aqui.”
(confer�ncia com a imprensa, 16/7/1975, S�o Francisco)


“Apenas o Senhor Caitanya pode tomar meu lugar. Ele ir� tomar conta do Movimento.” (�r�la Prabhup�da, conversa  no quarto, 2/11/1977)


 Rep�rter:  “O que ir� acontecer quando chegar o momento inevit�vel e a necessidade de um sucessor?”
Rmesvara: “Ele est� perguntando sobre o futuro, quem ir� liderar o Movimento no futuro?”
�r�la Prabhup�da: “Eles ir�o guiar; eu estou treinando-os.”
Rep�rter:  “Mas haver� um l�der espiritual?”
�r�la Prabhup�da: “N�o, Eu estou treinando o GBC, 18 pelo mundo todo.”
(�r�la Prabhup�da, entrevista, 10/6/1976, Los Angeles)

Rep�rter:
 “O senhor espera nomear uma pessoa como seu sucessor ou j� o fez?”
�r�la Prabhup�da: “N�o estou ponderando sobre isso agora. Mas n�o h� necessidade de uma pessoa.” 
(�r�la Prabhup�da, conversa no quarto, 4/6/1976, Los Angeles)

Rep�rter:
 “Eu estou curioso para saber se ele tem um sucessor para fazer... o senhor tem um sucessor para tomar o seu lugar quando o senhor morrer?”
�r�la Prabhup�da: “N�o, ainda n�o est� estabelecido . Ainda n�o est� estabelecido.”
Rep�rter:  “Ent�o, qual � o processo? Os Hare K���as seriam...”
�r�la Prabhup�da: “N�s temos secret�rios. Eles est�o administrando.” 
(Entrevista com �r�la Prabhup�da, 14/7/1976, Nova Iorque)


O fato de �r�la Prabhup�da n�o ter autorizadoqualquer de seus disc�pulos para atuar como d�k�� guru n�o significa necessariamente que nenhum deles era devoto puro. Pode ser apenas o plano de K���a que nenhum deles aceite tal papel. Ainda assim os seguidores de �r�la Prabhup�da possuem uma importante papel a executar, assim como quando ele estava fisicamente presente no planeta, ou seja, atuar como seus assistentes,n�o como sucessores �c�ryas:

“Todos os membros do GBC devem ser gurus instrutores. Eu sou o guru iniciador  e voc�s devem ser os gurus instrutores, ensinando o que eu estou ensinando, e fazendo o que eu estou fazendo.” (�r�la Prabhup�da, carta para Madhudvisa, 4/8/1975)

“�s vezes o d�k�� guru n�o est� sempre presente. Portanto, pode-se adquirir conhecimento einstru��o de um devoto avan�ado. Este � chamado sik�� guru.” (�r�la Prabhup�da, palestra sobre o Bg. 4/7/1974, Honolulu)

Assim, se �r�la Prabhup�da algum devoto puro ou n�o � irrelevante,o fato � que ele estabeleceu o sistema �tvik. Apesar do d�k�� guru no momento n�o estar presente fisicamente, isso n�o significa que ele n�o seja d�k�� guru. Na sua aus�ncia se espera que n�s recebamos instru��es de sik��-gurus fidedignos, que eventualmente podem ser milh�es.



9. “Enquanto um guru estiver seguindo estritamente, n�o importa qu�o  avan�ado ele seja, eventualmente ele ir� se tornar qualificado e levar disc�pulos de volta para o Supremo.”


Como foi discutido anteriormente, a fim de atuar como d�k�� guru deve-se primeiramente alcan�ar a mais elevada plataforma de servi�o devocional, e assim tornar-se um mah-bhgavata. Ent�o ele necessita ser autorizado pelo �c�rya predecessor para iniciar. Esta filosofia sobre o guru � como um cheque  pr�-datado, e � uma especula��o ofensiva, como a seguinte ilustra��o:


“Embora Pthu Mah�r�ja fosse de fato uma encarna��o da Suprema Personalidade de Deus, ele rejeitou aquelas honrarias porque as qualidades da Pessoa Suprema ainda n�o estavam manifestas nele.  Ele queria enfatizar que algu�m que na realidade n�o possui estas qualidades n�o deve tentar ocupar a seus seguidores e devotos em oferecer-lhe gl�ria por causa delas, ainda que estas qualidades possam ser manifestadas no futuro. Se um homem que de fato n�o possui os atributos de uma grande personalidade ocupa seus seguidores em seu louvor com  a expectativa de que tais atributos ir�o se desenvolver no futuro, tal tipo de adora��o � na realidade um insulto.”
(SB, 4.15.23, significado)

Assim como seria um insulto dirigir-se a um homem cego  como tendo“olhos-de-l�tus”, dirigir-se a uma alma condicionada e dizer-lhe que � como Deus (GII, p.15, ponto 8) � similarmente ofensivo; n�o apenas � pessoa que est� falsamente sendo elogiada, mas tamb�m � ofensivo � sucess�o discipular pura, constitu�da por almas de fato realizadas e pelo pr�prio Senhor Supremo.

“Seguir estritamente” � o processo pelo qual o disc�pulo avan�a, n�ouma qualifica��o em si. Devotos freq�entemente confundem o processo com a qualifica��o, e mesmo algumas vezes pregam que s�o a mesma coisa. Apenas porque algu�m est� seguindo estritamente isso n�o significa que seja maha- bhagavata, ou que seu pr�prio mestre espiritual pediu que ele iniciasse; e se um disc�pulo come�a  a iniciar antes de ser apropriadamente qualificado e autorizado, ele certamente tampoucoest� “seguindo estritamente”.

Algumas vezes devotos citam o texto 5 do N�ctar da Instru��o (coment�rio) para provar que “um vaisnava ne�fito ou um vaisnava na plataforma intermedi�ria tamb�m pode aceitar disc�pulos...”. Por alguma raz�o, eles n�o observam o resto da frase, que adverte aos disc�pulos de taisgurus que “eles n�o podem avan�ar  muito bem em dire��o � meta �ltima da vida sob sua orienta��o insuficiente.” Mais adiante est� afirmado:

 
“Portanto, o disc�pulo deve ser cuidadoso em aceitar um uttama-adhikri como  um mestre espiritual.”

Gurus desqualificados tamb�m s�o advertidos:

“Ningu�mdeve se tornar um mestre espiritual a menos que ele tenha  alcan�ado a plataforma  de uttama-adhikri”  (O N�ctar da Instru��o, texto 5, significado).

Se um guru est� oferecendo apenas uma “orienta��o insuficiente”, ele n�o pode, por defini��o, ser um d�k�� guru, uma vez que isso requer a transmiss�o de pleno divya-j�ana. Insuficiente significa que n�o � o bastante. � auto-evidente que provavelmente � melhor que gurus iniciadores que n�o podem ajudaralgu�m a “avan�ar muito bem” sejam completamente evitados .



10. “O sistema �tvik por defini��o significa o final da sucess�o discipular.”


A sucess�o discipular ou guru parampar � eterna; par�-la est� fora de cogita��o. De acordo com �r�la Prabhup�da, o movimento de sankirtana (e por conseguinte a ISKCON) ir� existir apenas pelos pr�ximos 9500 anos. Comparado com a eternidade, 9500 anos n�o s�o nada, apenas algo irris�rio no tempo c�smico. Este parece ser o per�odo de tempo durante o qual �r�la Prabhup�da dever� permanecer como o “corrente elo” na ISKCON, a n�o ser que ele ou K���a revogue a ordem do dia 9 de Julho, ou alguma circunst�ncia externa torne a ordem imposs�vel de ser seguida (como uma total aniquila��o termo-nuclear).

c�ryas anteriores t�m ficado na corrente por longos per�odos de tempo; milhares (�r�la Vy�sadeva) ou mesmo milh�es de anos (veja a cita��o abaixo). N�s n�o vemos raz�o para que a dura��o do reinado de �r�la Prabhup�da como o “corrente elo ”- mesmo que isso se estendaat� o fim do Movimento de Sankirtana-seja um problema em particular.


“A respeito do sistema de parampara: n�o h� nada para se maravilhar quando se v�grandes espa�os de tempo [...] n�s encontramos no Bhagavad-g�t� que o Git foi ensinado ao deus do Solv�rios milh�es de anos atr�s, por�m K���a somente mencionou tr�s nomes neste sistema de parampara, chamados: Vivasvan, Manu e Iksvaku; por�m estes espa�os de tempo n�o apresentam nenhum obst�culo para entender o sistema de parampara; temos que aceitar o �c�rya proeminente e segui-lo [...] n�s temos que aceitar o �c�rya autorizado em qualquer  que seja a samprad�ya a que perten�amos.” (Carta de �r�la Prabhup�da para Dayananda, 12/4/1968)

A ordem do dia 9 de Julho � importante, uma vez que significa que �r�la Prabhup�da ser� o �c�rya proeminente-pelo menos para os membros da ISKCON- por tanto tempo quanto a Sociedade exista. Apenas pela interven��o direta de �r�la Prabhup�da ou de K���a poder� ser revogada a ordem final (tal interven��o necessariamente dever� pelo menos ser t�o clara e inequ�voca como uma diretriz assinada e enviada para toda a Sociedade). Desta forma, at� que uma contra-instru��o seja dada, a ci�ncia do servi�o devocional dever� continuar a ser transmitida diretamente por �r�la Prabhup�da para as sucessivas gera��es de seus disc�pulos. Uma vez que este � um fen�meno comum em nossa sucess�o discipular, n�o h� causa para alarme. A sucess�o discipular somente pode ser considerada “acabada” se essa ci�ncia do servi�o devocional estiver perdida. Em tais ocasi�es, geralmente o Senhor K���a pessoalmente desce para reestabelecer os princ�pios da religi�o. Enquanto os livros de �r�la Prabhup�da estiverem em circula��o, essa “ci�ncia” permanecer� vigorosamente intacta e perfeitamente acess�vel.



11. “O sistema �tvik significa o fim da rela��o guru-disc�pulo, a qual tem sido a tradi��o  por milhares de anos.”


O sistema �tvik envolve a conex�o  de um n�mero potencialmente ilimitado de disc�pulos sinceros com o maior �c�rya que j� aben�oou  a Terra para sempre, chamado �r�la Prabhup�da. Estes disc�pulos ter�o um relacionamento com �r�la Prabhup�da baseado nos estudos dos seus livros e servindo-o na sua Sociedade, onde h� ampla oportunidade para que exista um ilimitado n�mero de rela��es entre disc�pulos e sik�� gurus. Em que sentido significa que isso acabaria com a tradi��o guru-disc�pulo?


Os detalhes de como o relacionamento entre o d�k�� guru e o disc�pulo � formalmente realizado pode ser adaptado por um �c�rya de acordo com o tempo, lugar e circunst�ncia, mas o princ�pio permanece o mesmo:

�r�m�n V�rar�ghav�c�rya, um �c�rya  da sucess�o discipular da R�m�nuja Samprad�ya, observou em seu coment�rio que os candalas, ou almas condicionadas que nascem na classe inferior �quela das fam�lias sudra, tamb�m podem ser iniciados de acordo com  as circunst�ncias. As formalida depodem ligeiramente ser modificadas aqui e ali para torn�-los Vaisnavas.” (SB, 4.8.54, significado)

Similarmente, este princ�pio de aceitar inicia��o de um mestre espiritual fidedigno n�o � demodo algum diminu�do ou comprometido pelo sistema �tvik.

Algumas pessoas indicam que os gurus tradicionais que vivem em vilarejos na �ndia s�o um modelo para a ISKCON. Cada guru tem uns poucos disc�pulos que s�o por ele treinados pessoalmente. No entanto, por mais c�modo que isso possa parecer, nem remotamente tem algo a ver com a miss�o mundial predita pelo Senhor Caitanya e estabelecida por �r�la Prabhup�da. Dentro desta Miss�o, �r�la Prabhup�da � o �c�rya com milhares, e potencialmente milh�es, de disc�pulos. �r�la Prabhup�da estabeleceu um movimento mundial atrav�s do qual qualquer um pode se “aproximar”, “servi-lo” e “indagar” dele em qualquer lugar do mundo. Por que n�s desejar�amos introduzir um sistema de guru como o dos vilarejos da �ndia dento da ISKCON, quandon�o foi isso o que �r�la Prabhup�da ordenou ou estabeleceu?

Se cada um meditar em centenas de diferentes gurus com diferentes pontos de vista, opini�es e n�veis de realiza��o, como poderia haver unidade? Em vez desta abordagem da vida espiritual como se fosse uma loteria, como n�s demonstramos, �r�la Prabhup�da nos deu um sistema seguro que facilitava a rendi��o diretamente a ele, que � 100% garantido. N�s sabemos que ele nunca ir� nos decepcionar, e deste modo a ISKCON ir� permanecer unida, n�o apenas no nome, mas em consci�ncia.

Alguns devotos sentem que sem a sucess�o de gurus iniciadores que estejam vivos e fisicamente presentes, a ci�ncia do servi�o devocional ser� perdida. No entanto,este princ�pio nunca foi dito sequer uma vez por �r�la Prabhup�da, e assim n�o pode existir em nossa filosofia. Enquanto o sistema �tvik permanecer em vigor (uma vez que seja reinstitu�do, obviamente) haver� uma sucess�o de sik��-gurus vivos atuando em nome do mah�-bh�gavata que tamb�m est� vivo, embora n�o esteja fisicamente presente. Enquanto esses sik��-gurus n�o mudarem nada, inventarem filosofia, desobedecerem �s ordens importantes e desautorizadamente se apresentarem como d�k�� gurus, a exist�ncia do servi�o devocional ir� permanecer perfeitamente intacta. Se tal mau comportamento obstru�sse a ci�ncia imperec�vel de bhakti, ent�o K���a certamente interviria de algum modo, talvez enviando novamente um residente de Goloka para reestabelecer uma nova Sociedade fidedigna. Vamos trabalhar juntos para assegurar que isso n�o ser� necess�rio.



12. “�tviks n�o s�o o meio  regular para conduzir se a sucess�o discipular. A maneira apropriada  para fazer isso � ter um guru ensinando o disc�pulo tudo o que ele necessite para saber sobre K���a, enquanto fisicamente presente. Uma vez que o guru abandone o planeta, � deverde todos os seus disc�pulos estritos imediatamente come�ar a iniciar seus pr�prios disc�pulos, assim levando adiante a sucess�o discipular. Este � o modo regular de fazer as coisas.”


Deixando de lado dois importantes pr�-requisitos para algu�m que d� inicia��es (autoriza��o e qualifica��o), � claro que a atividade de d�k�� dentro do nosso parampar � imensamente diversa. N�s temos observado queviola��es do assim chamado “sistema regular” se enquadram em cinco categorias b�sicas, apesar de n�s n�o negarmos que pode haver muitas outras


(a) Intervalos

S�o ocasi�es quando um �c�rya no parampara parte, e n�o h� um elo seguinte para come�ar a dar inicia��es imediatamente; ou a pessoa que se tornaria o pr�ximo elo n�o recebe imediatamente a autoriza��o de seu mestre espiritual para dar inicia��o depois de sua partida. Por exemplo, h� um intervalo de cerca de vinte anos entre a partida de �rila Bhaktisiddh�nta e a pr�xima inicia��o fidedigna em nossa sampradya. Intervalos de mais do que cem anos n�o s�o incomuns entre os membros da sucess�o discipular.


(b) Intervalos reversos

S�o ocasi�es quando um �c�rya ainda n�o deixou o planeta antes de seus disc�pulos come�arem a dar inicia��es. O Senhor Brahma, por exemplo, n�o havia deixado seu corpo, e ainda assim gera��es de gurus sucessores iniciaram muitos milh�es de disc�pulos. �rila Bhaktisiddh�nta iniciou quando �rila Bhaktivinoda e �rila Goura Kisora estavam fisicamente presentes. De acordo com o texto GII (p. 23), isso � um fen�meno comum na nossa samprad�ya.


(c)  Elos como sik�� guru/d�k�� guru

H� exemplos de um disc�pulo aceitar um �c�rya como seu mestre espiritual ap�s este ter deixado o planeta. Se o �c�rya que partiu � um sik�� guru ou d�k�� guru para o disc�pulo � dif�cil de discernir. �r�la Prabhup�da geralmente n�o especificava a precisa natureza destas intera��es espirituais. Por exemplo, a exata natureza do relacionamento entre �r�la Visvanatha Cakravarti �h�kura e Narottama Dasa �h�kura, que viveram cerca de cem anos distantes, n�o � detalhada por �r�la Prabhup�da. N�s poder�amos chamar issoum relacionamento sik��, mas isso � especula��o, uma vez que �r�la Prabhup�da simplesmente diz:

�r�la Narottama dsa �h�kura aceitou �r�la Visvantha Cakravarti como seu servo.” (Cc.  di-l�l�, 1)

“... Visvantha Cakravarti �h�kura. Ele aceitou seu guru, Narottama dsa �h�kura.” (�r�la Prabhup�da, palestra sobre o SB, 17/4/1976, Bombay)

Apesar de tais disc�pulos normalmente passarem por algum tipo de cerim�nia com algu�m que est� fisicamente presente, isso n�o quer dizer que o �c�rya que j�partiu n�o seja seu d�k�� guru; assim como em uma cerim�nia �tvik n�o significa que o �tvik ou o presidente de templo se torne o d�k�� guru. Tamb�m � um fato que tais disc�pulos geralmente obtinhampermiss�o de uma autoridade que estava presente fisicamente para aceitar seu sad-guru , que n�o estava presente. De uma maneira similar, quando o sistema �tvik for reestabelecido, os novos disc�pulos de �r�la Prabhup�da primeiramente obter�o a permiss�o do presidente de templo e do �tvik antes de serem iniciados.

(d) Modo de inicia��o

S�o formas an�malas de inicia��o, ondeformas �nicas ou inconceb�veis de transmiss�o de d�k�� ocorreram. Por exemplo, o Senhor K���a para o Senhor Brahma; ou o Senhor Caitanya sussurrando no ouvido de um budista. D�k�� interplanet�ria pode tamb�m estar sob esta categoria. Isso � quando as personalidades d�o inicia��o-ou transmitem d�k��- para um disc�pulo que reside em um planeta diferente, como o exemplo de Manu para Iksvaku no Bhagavad-g�t� (4.1).


(e) Sistemas de sucessores:

Refere-se a diferentes sistemas de �c�ryas sucessores dentro de nossa sampradya. Por exemplo, �rila Bhaktivinoda adotou o sistema de sucessor com um “poderoso filho vaisnava”. �rila Bhaktisiddh�nta idealizou um sistema de sucessor com um “�c�rya auto-refulgente”. At� onde podemos determinar, �r�la Prabhup�da deixou no seu lugar o sistema �tvik –representante do �c�rya  com  o prop�sito de executar as inicia��es, segundo o qual “os novos devotos iniciados s�o disc�pulos de Sua Divina Gra�a, A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupda”. O atual sistema favorecido pelo GBC � um “sistema de m�ltiplos �c�ryas sucessores”.

Est� bem claro que a abordagem de cada �c�rya � �nica; ent�o, falar sobre um “sistema regular” para continuar o parampar � praticamente sem sentido.



13. “Se n�s adotarmos o sistema �tvik, o qu� iria imperdir-nos de aceitar inicia��o de qualquer �c�rya anterior, como por exemplo �r�la Bhaktisiddh�nta?”


Duas coisas impedem esta op��o de ser v�lida :

(a) �rila Bhaktisiddh�nta e outros �c�rya anteriores n�o autorizaram o sistema �tvik para funcionar “daqui para frente”.
(b) N�s devemos nos aproximar do elo corrente:


““... a fim de receber amensagem real do �rimad Bh�gavatam, deve-se aproximar do elo corrente, ou mestre espiritual na corrente de sucess�o discipular.” (SB, 2.9.7, coment�rio)

� auto-evidente que �r�la Prabhup�da � o samprad�ya-�c�rya sucessor de �rila Bhaktisiddh�nta�r�la Prabhup�da � portanto o nosso elo corrente, sendo a pessoa correta para nos aproximar para inicia��o.



14. “Para algu�m ser o elo corrente ele deve estar presente fisicamente.”


�r�la Prabhup�da nunca fez tal afirma��o. the above injunction.

Ent�o, vamos analisar: pode um mestre espiritual ser “corrente” se estiver fisicamente ausente?

(a) O termo “elo corrente (current link)” � apenas usado em uma passagem nos livros de �r�la Prabhup�da; n�o h� refer�ncia a presen�a f�sica adjacente ao termo. Se a presen�a f�sica fosse essencial, certamente teria sido mencionada.

(b) Nos dicion�rios as defini��es da palavra “corrente(current)” n�o se referem � presen�a f�sica.

(c) Nos dicion�rios as defini��es da palavra “corrente(current)” podem ser prontamente aplicadas a um mestre espiritual fisicamente ausente e seus livros: “mais recente”, “comumente conhecido, praticado ou aceito”, “muito divulgado”, “circulando e v�lido no presente” (Collings English Dictionary). 

At� onde vemos, todas as defini��es acima podem ser aplicadas a �r�la Prabhup�da e aos seus livros.   

(d) O pr�prio prop�sito de se aproximar do “elo corrente” pode ser plenamente satisfeito lendo os livros de �r�la Prabhup�da:

“... a fim de receber a verdadeira mensagem do �r�mad-Bh�gavatam, deve-se aproximar do elo corrente, ou mestre espiritual na corrente de sucess�o discipular.” (SB, 2.9.7, coment�rio)

(e) �r�la Prabhup�da tamb�m usa o termo “�c�rya imediato” como sin�nimo de “elo corrente”. A palavra “imediato” significa:

“Sem interfer�ncia de intermedi�rio”, “mais pr�ximo ou mais direto em efeito ou relacionamento” (Collins English Dictionary).

Estas defini��es legitimamum relacionamento direto com �r�la Prabhup�da sem a necessidade de intermedi�rios, novamente sem liga��o com a presen�a f�sica ou n�o.

(f) Uma vez que h� exemplos de certos disc�pulos iniciando enquanto seu guru ainda estava no planeta, parece r que n�o existe uma rela��o direta entre o status do elo corrente e a sua presen�a ou aus�ncia f�sica. Em outras palavras, se � poss�vel ser o pr�ximo elo corrente mesmo enquanto seu pr�prio guru est� presente fisicamente, por que n�o poderia ser poss�vel para um �c�rya que se fora do planeta permanecer o elo corrente?

Em conclus�o, n�s n�o vemos evid�ncia que sugira que o surgimentode um elo correnteesteja baseado ou em considera��es f�sicas ou n�o-f�sicas.



15. “Todos os irm�os espirituais de �r�la Prabhup�da se tornaram �c�ryas iniciadores ap�s o desaparecimento de �rila Bhaktisiddh�nta, ent�o o que est� errado se os disc�pulos de �r�la Prabhup�da fazem o mesmo?”


Ao apresentarem-se como �c�ryas iniciadores, os disc�pulos de �rila Bhaktisiddh�nta desafiaram diretamente a ordem final de seu mestre espiritual (para formar um GBC e esperar por um �c�rya auto-refulgente). �r�la Prabhup�da condenou inteiramente a insubordina��o de seus irm�os espirituais, descrevendo-os como in�teis para pregar, o que dizer para dar inicia��o:

“Entre meus irm�os espirituais, nenhum � qualificado para se tornar �c�rya. (�r�la Prabhup�da, carta para Rupanuga, 28/4/1974)

“Em geral, voc� talvez  saiba que ele (Bon Mah�r�ja) n�o � uma pessoa liberada, portanto ele n�o pode iniciarpessoa na Consci�ncia de K���a. Isso requer uma b�n��o especial de autoridades superiores.” (�r�la Prabhup�da, carta para Janardana, 26/4/1968)

“Se todos simplesmente come�arem a dar inicia��o, o resultado ser� contr�rio. Enquanto isso continuar, haver�  somente fracasso.” (�r�la Prabhup�da, Phalgun K���a Panchami, verso 23, 1961)

N�s podemos ver em recentes experi�ncias quanto preju�zo uma destas personalidades pode causar � miss�o de �r�la Prabhup�da. N�s sugerimosrespeito de uma dist�ncia t�o grande quanto poss�vel. Certamente, n�s n�o podemos tom�-los comomodelos de como um disc�pulo deve levar adiante a miss�o de seu mestre espiritual. Eles destru�ram a miss�o de seu mestre espiritual , e s�o mais do que capazes de fazer o mesmo com a ISKCON se n�s deixarmos.

Com respeito ao sistema de gurus da Gaudiya Matha, talvez  seja o �nico precedente hist�rico ao qual o M.A.S.S. possa se referir; e tamb�m este sistema foi estabelecido de um desafio direto �s claras ordens de seu fundador-�c�rya.



16. “Quando  �r�la Prabhup�da disse que eles n�o deveriam ser �c�ryas, ele quis dizer com  um “A” mai�sculo. Ou seja, um �c�rya  que dirija uma institui��o.”


Quando � que �r�la Prabhup�da diferenciou �c�ryas com um “A” mai�sculo de um “a” min�sculo? Onde � que �r�la Prabhup�da fala de um tipo espec�fico de �c�ryas que podem liderar institui��es e indique que h� esp�cies inferiores que por alguma incapacidade n�o podem faz�-lo?



17. “� comumente compreendido que h� tr�s tipos de �c�ryas. Todos na ISKCON aceitam isso.”


Mas esta id�ia nunca foi ensinada por �r�la Prabhup�da. Ela foi introduzida por Pradyumna dasa em uma carta para Satsvarupa dasa Goswami, datada de 7/8/1978. Esta carta foi mais tarde reimpressa no texto “Under My Order” (Ravindra-svarupa dasa, 1985) e foi usada como um dos pilares para as teses do texto sobre como o sistema de gurus na ISKCON deveria ser reformado. Por sua vez, este texto “On My Order Understood” (GBC 1995) forma a base da doutrina sobre as inicia��es (como j� mencionamos na introdu��o, p.xiii) no texto GII. Este texto levou � transforma��o do sistema de �c�rya regional em sua forma do M.A.S.S. atual:


“Eu peguei esta defini��o de �c�rya  de uma carta do dia 7 de agosto de 1978 de Pradyumna para Satsvarupa Dasa Goswami. O leitor dever� agora  voltar-se para esta carta (a qual eu anexei), para um estudo cuidadoso.” (Under My Order, Ravindra-svarupa dasa, Agosto de 1985)

Nesta carta Pradyumna explica que a palavra “c�rya ” pode ser considerada em tr�s sentidos:

1. Aquele quem pratica o que prega.
2. Aquele que concede inicia��o a um disc�pulo.
3. O l�der espiritual de uma institui��o e que foi especificamente apontado pelo �c�rya anterior para ser o seu sucessor.

N�s aceitamos a defini��o 1, uma vez que �r�la Prabhup�da costuma us�-la. Esta defini��o dever� automaticamente aplicar-se a um pregador efetivo, seja ele sik�� guru ou d�k�� guru.

Seguindo com a defini��o 2: Pradyumna explica que este tipo de �c�rya pode iniciar disc�pulos e ser referido como �c�ryadeva, mas apenas por seus disc�pulos:


“Qualquer um que concede inicia��o ou � um guru pode ser chamado�c�ryadeva, etc. apenas pelos seus disc�pulos. Quem quer que o tenha  aceitado como guru dever� d�-lo todos os respeitosem todos os aspectos, mas isso n�o se aplica  �queles que n�o s�o seus disc�pulos.” (Pradyumna dasa, 7/8/1978)

Isso � uma inven��o. Em nenhum lugar �r�la Prabhup�da jamais descreveu que um guru cuja natureza � absoluta deva apenas ser reconhecidopelos seus pr�prios disc�pulos, e n�o pelomundo em geral, ou mesmo por outros vaisnavas da mesma linha. Vamos ver como �r�la Prabhup�da define a palavra �c�ryadeva. Os seguintes excertos da oferenda de Vyasa Puja foram impressos na Ci�ncia da auto-realiza��o (“SSR”), Cap�tulo 2, onde ele usa o termo em rela��o ao seu pr�prio mestre espiritual, �r�la Bhaktisiddh�nta:

“O guru, ou �c�ryadeva, como n�s aprendemos das escritura fidedignas, entrega a mensagem do mundo absoluto...”

“.. quando n�s falamos do princ�pio  fundamental de gurudeva, ou �c�ryadeva, n�s falamos de algo  que temaplica��o universal.”

“O �c�ryadeva por quem  n�s estamos reunidos esta noite  para oferecer nossas humildes homenagens n�o � o guru de uma institui��o sect�ria ou apenas mais um entre tantos diferentes expoentes da verdade. Pelo  contr�rio, ele � o jagad-guru, ou o guru de todos n�s.” (SSR,  Cap. 2)

A forma como �r�la Prabhup�da usa e define a palavra “�c�ryadeva” � diametralmente oposta �quela de Pradyumna. Est� impl�cito no que Pradyumna diz que o termo “�c�ryadeva” pode ser falsamente aplicado a pessoas que n�o est�o de fato naquela plataforma elevada. Assim, ele relativiza a posi��o absoluta do d�k�� guru.

O termo “�c�ryadeva” pode apenas ser aplicado a algu�m que de fato � o “guru de todos n�s”, algu�m que deve ser adorado pelo mundo inteiro:

“... ele � conhecido como sendo a manifesta��o direta do Senhor e um genu�no representante de �ri Nitynanda Prabhu. Tal mestre espiritual � conhecido como �c�ryadeva.” (Cc. di-l�l�, 1.46, coment�rio)

Na defini��o 3 Pradyumna explica que a palavra “�c�rya” indica o l�der de uma institui��o, e que este significado � bem espec�fico:

“Isso n�o significa qualquer  um; significa apenas quem  foi especificamente apontado pelo �c�rya  anterior para ser o sucessor acima  de todos os outros como l�der da institui��o espiritual. [...] essa � a tradi��o  estrita em toda a Gaudiya-Samprad�ya.” (Carta de Pradyumna, para Satsvarupa dasa Goswami, 7/8/1978)

N�s certamente concordamos que para dar inicia��o algu�m deve primeiramente ser autorizado pelo �c�rya anterior (um pontoque n�o � sequer mencionado na explica��o que da defini��o 2):

“Deve-se aceitar inicia��o de um mestre espiritual fidedigno vindo  na sucess�o discipular e que � autorizado pelo  seu mestre espiritual predecessor.” (SB, 4.8.54, coment�rio)

Todavia, que isso tem a ver com ocupar a posi��o de l�der de uma institui��o espiritual � bastante confuso, j� que �r�la Prabhup�da � o �c�rya de uma institui��o inteiramente separada daquela de seu Guru-Mah�r�ja. Ent�o, de acordo com a filosofia de Pradyumna, a posi��o de �r�la Prabhup�da como �c�rya somente poderia se enquadrar na defini��o 2. Qualquer que seja a “tradi��o estrita” a que se refere Pradyumna, ela certamente, jamais fora mencionada por �r�la Prabhup�da, e assim n�s poderemos seguramente descart�-la. Mais abaixo n�s vemos exatamente de onde foi que Pradyumna tirou essas insidiosas id�ias:

“De fato, nas diferentes Gaudiya Mathas mesmo se um irm�o espiritual estiver na posi��o de �c�rya, ele freq�entemente por humildade aceita apenas um numtecido leve  como asana, nada mais elevado.” (Carta de Pradyumna, para Satsvarupa dasa Goswami, 7/8/1978)

Nenhum dos irm�os espirituais de �r�la Prabhup�da era um �c�rya autorizado. Poderia se pensar que verdadeira humildade se traduziria em abandonar uma atividade desautorizada, qualquer que fosse, e reconhecendo a eminente posi��o de �r�la Prabhup�da, render-se ao verdadeiro Jagad-guru. Infelizmente, poucos membros da Gaudiya Matha fizeram isso. O fato de Pradyumna citar estas pessoas comoexemplos fidedignos significa que ele est� mais uma vez denegrindo a posi��o do verdadeiro �c�ryadeva.

“Com respeito a Bhakti Puri e Tirtha Mah�r�j, eles s�o meus irm�os espirituais e devem ser respeitados. Mas voc� n�o dever� ter nenhuma conex�o �ntima com  eles, uma vez que t�m agido contra  as ordens de meu guru-mah�r�ja.” (Carta de �r�la Prabhup�da para Pradyumna, 17/2/1968)

� vergonhoso que Pradyumna Prabhu tenha ignorado esta instru��o direta de seu guru-Mah�r�ja, e � muito extraordin�rio que esta vis�o desviante forme o “siddhanta” do atual sistema de guru dentro da ISKCON.

Assim, quando �r�la Prabhup�da disse que nenhum de seus irm�os espirituais era qualificado para se tornar �c�rya, se ele estava se referindo � defini��o 1 ou 3 � algo irrelevante. Se eles n�o eram qualificados de acordo com a defini��o 1, ent�o isso significa que eles n�o ensinavam pelo exemplo, o qual automaticamente os desqualifica para a defini��o 3, e por conseguinte para dar inicia��o. E se eles n�o estavam qualificados de acordo com a defini��o 3, ent�o eles n�o eram autorizados, e portanto mais uma vez tampouco poderiam dar inicia��o.


Em Conclus�o:

(a) Todos os pregadores devem aspirar se tornar �c�rya de acordo com a defini��o 1, ou sik�� guru.

(b) A elabora��o da defini��o 2 por Pradyumna dasa � completamente falsa. � proibido para qualquer um, disc�pulo ou n�o, considerar um guru fidedigno ou �c�ryadeva uma pessoa comum. E se de fato ele for um homem comum, ent�o ele n�o poder� iniciar ningu�m,tampouco ser referido como �c�ryadeva. Al�m disso, aqui n�o h� men��o  da necessidade de se receber espec�fica autoriza��o do �c�rya predecessor na sucess�o discipular, sem a qual ningu�m pode dar inicia��o.

(c) A defini��o 3 trata do �nico o tipo de �c�rya que pode iniciar; ou seja, algu�m que tenha sido autorizado pelo �c�rya de sua pr�pria sampradya, seu mestre espiritual. Tendo sido ent�o autorizado, elepode ou n�o liderar uma institui��o, o que � irrelevante.

Dentro da ISKCON todos os devotos s�o instru�dos a se tornar �c�rya de acordo com a defini��o 1: ensinando atrav�s do exemplo como sik�� gurus. Um bom come�o  no caminho para se tornar este tipo de �c�rya � come�ar a seguir estritamente as ordens do mestre espiritual.



18. “Isso parece um pequeno ponto, ent�o como estas id�ias sobre os �c�ryas poderiam ter causado algum significativo efeito adverso na ISKCON?”


De fato, a relativiza��o do d�k�� guru iniciador levou �muitas confus�es dentro da ISKCON. Alguns gurus da ISKCON dizem que eles est�o levando seus disc�pulos “de volta ao Supremo” atuando como os elos atuais a �r�la Prabhup�da, que � o fundador-�c�rya; e alguns dizem que eles est�o simplesmente introduzindoos disc�pulos a �r�la Prabhup�da, que � o verdadeiro elo corrente e que est� levando-os de volta ao Supremo (muito parecido com a filosofia �tvik). Alguns gurus dizem que �r�la Prabhup�da ainda �o �c�rya corrente; outros dizem que ele n�o �; enquanto que uma dupla deles proclamaram a si mesmos como os �nicos �c�ryas sucessores de �r�la Prabhup�da. Alguns gurus da ISKCON ainda cr�em que �r�la Prabhup�da apontou 11 �c�ryas sucessores (um mito que foi recentemente reportado como fato no LA Times); outros dizem que ele apontou 11 �tviks que se tornariam �c�ryas com “a” min�sculo imediatamente depois de sua partida; outros dizem que n�o somente s�o aqueles 11 que deveriam se tornar �c�ryas com “a” min�sculo depois da partida de �r�la Prabhup�da, mas sim todos os disc�pulos de �r�la Prabhup�da (com exce��o das mulheres ao que parece).

Se n�s retornarmos mais uma vez para o texto GII, n�s poderemos ver que o GBC � altamente ambivalente com rela��o aosgurus que eles “autorizam”.

Apesar de recon hecerem que rotular sampradya-�c�ryas n�o � algo fidedigno (GII, p. 15, ponto 6), o GBC n�o obstante executa precisamente esta mesma fun��o a cada ano em Mayapur, durante o festival de Gaura-purnima. N�s agora quase uma centena de gurus iniciadores, todos ungidos com o selo de aprova��o “sem obje��o”. Todos esses gurus est�o sendo adorados como “s�k��d-hari” (“t�o bons quanto Deus”) de acordo com as pr�prias diretrizes do GBC para os disc�pulos (GII, p.15, ponto 8).

Esses �c�ryas iniciadores s�o anunciados como elos correntes da sucess�o discipular de mha-bhgatavas, a qual remonta a milhares de anos atr�s at� chegar ao pr�prio Senhor Supremo:

“O devotos devem tomar abrigo  dos representantes de �r�la Prabhup�da, que s�o os “elos correntes” na sucess�o discipular.” (GII, p.34)

Mas ao mesmo tempo, o aspirante a disc�pulo � enfaticamente advertido que a aprova��o da ISKCON “... n�odeve ser automaticamente aceita como uma declara��o do n�velde realiza��o de Deus que possa ter sido atingido pelo  guru aprovado.” (GII, se��o 2.2, p.9).

Mais adiante� avisado:


“Quando  um devoto tem a permiss�o para levar adiante a “ordem” de �r�la Prabhup�da para expandir  a sucess�o discipular iniciando novos disc�pulos, isso n�o � para ser tomado como uma certifica��o ou endossamento de que ele � um “uttama- adhikri”, “devoto puro”, ou que tenha  alcan�ado algum de estado espec�fico de realiza��o.” (GII, p.15)

Estes gurus n�o devemser adorados por todos no templo, mas apenas pelos seus pr�prios disc�pulos num lugar separado. (GII, p.7) – defini��o de “�c�ryadeva” dada por Pradyumna.

N�s mostramos que o �nico tipo de  d�k�� guru  fidedigno � um mah�-bh�gavata autorizado; n�s tamb�m mostramos que a verdadeira “ordem” fora para �tvikssik�� gurus. Assim, para descrever qualquer um como “elo corrente” ou guru iniciador, � sin�nimo declar�-lo como sendo um �c�rya com “A” mai�sculo da defini��o 3, um “uttama-adhikri” ou um “devoto puro”.

Aventuramo-nos a dizer que parece inadequado aprovar ou objetar � cria��o de d�k�� gurus e simultaneamente negar qualquer culpa ou responsabilidade sacoeles se desviem. Isso � o que se chama “viver em nega��o” de acordo com terminologia da psicologia moderna. N�s temos que �r�la Prabhup�da n�o tinha a inten��o de fazer da ISKCON um tipo de “loteria” ou “roleta russa”, onde se aposta a vida espiritual de algu�m. Talvez os membros do GBC devessem parar de rotular gurus at� que eles estejam 100% seguros sobre a idoneidade daquelespor eles aprovados. Afinal de contas, cada um de n�s est� 100% seguro a respeito da idoneidade de �r�la Prabhup�da como um mestre espiritual fidedigno; assim, tal consenso em reconhecer a qualifica��o pessoal de algu�m n�o � imposs�vel.

A ambival�ncia do GBC foi recentemente resumida de modo muito sucinto por Jayadvaita Swami:

 “A palavra ‘apontado’ jamais � usada. Mas h� ‘candidatos a guru iniciador’, votos s�o dados, e aqueles que passam neste procedimento se tornam ‘gurus aprovados pela ISKCON’, ou ‘gurus autorizados pela ISKCON’. Para refor�ar sua confian�a: por um lado o GBC encoraja voc� a ser iniciado por um guru fidedigno, autorizado pela ISKCON, e ador�-lo  como Deus. Por outro, tem um elaborado sistema de leis a serem aplicadas de tempos em tempos quando o seu guru autorizado pela ISKCON cai. Talvez possa-se perdoaralgu�m por pensar que com  tantas leis e resolu��es, o papel do guru na ISKCON � ainda uma perplexidade mesmo para o GBC.” (Where the �tvik People are Right, Jayadvaita Swami, 1996)

Quando n�s olhamos o apavorante registro dos gurus na ISKCON, n�o � nada surpreendente que tal desconfian�a exista. Citando mais uma vez o texto de Jayadvaita Swami:

“Fato:   gurus da ISKCON se opuseram, oprimiram e mandaram embora muitos dos seus irm�os e irm�s espirituais sinceros.
 Fato:   gurus da ISKCON usurparam e usaram dinheiro de forma impr�pria, e exploraram outros recursos da ISKCON para prest�gio pessoal e gratifica��o dos sentidos.
 Fato:   gurus da ISKCON tiveram intercurso sexual tanto com mulheres quanto com homens, epossivelmente com crian�as tamb�m.
 Fato:  ..... (...etc, etc... )
(Where the �tvik People are Right, Jayadvaita Swami, 1996)


� dito aos rec�m-chegados na ISKCON que �responsabilidade deles examinar cuidadosamente os gurus da ISKCON baseados nas instru��es dos livros de �r�la Prabhup�da para assegurarem-se pessoalmente que eles s�o qualificados para dar inicia��o. Contudo, se algum candidato a disc�pulo chega  � conclus�o de que nenhum dos gurus que est�o sendo oferecidos “presentes fisicamente” est� no padr�o, e que em vez deles deseje colocar sua f� em �r�la Prabhup�da como seu d�k�� guru, ele � perseguido e afastado da Sociedade. Ser� isso verdadeiramente justo? Afinal, ele est� fazendo o que o GBC disse que ele devia fazer. Deveria ele ser punido por n�o chegar � conclus�o “correta”, especialmente quando existe evid�ncia t�o clara e inequ�voca que esta escolha � precisamente o que �r�la Prabhup�da sempre quis?

Seria razo�vel esperar que algu�m tenhaf� inabal�vel no presente sistema de gurus quando se v� que mesmo o GBC considera necess�rio construir um rigoroso sistema penal simplesmente para mant�-los na linha? Um sistema penalque em si mesmo jamais fora sequer uma vez mencionado nos livros e nas instru��es nos quais o candidato a disc�pulo � aconselhado a basear sua decis�o. Seria dif�cil encontrar um caso de incoer�ncia auto-referente mais claro do que este.

Seria mais seguro para todos os interessados sen�s apenas segu�ssemos a ordem clara da �r�la Prabhup�da, mantendo-o como o �nico iniciador dentro da ISKCON. Quem poderia objetar contra isso?



19. “De acordo com  o Jornal da ISKCON de 1990, alguns irm�os espirituais de �r�la Prabhup�da eram de fato �c�ryas.”


Quem disse isso?

Bhaktisiddh�nta Saraswati nunca disse ou deu qualquer  documento para que Swamiji (�r�la Prabhup�da) se torna-se guru.” (ISKCON Journal 1990, p.23)
“Mas h� um sistema em nossa sampradya. Ent�o Tirtha Mahraj, Madhava Mahraj�ridhar Mahraj, nosso Gurudev, Swamiji – Swamiji Bhaktivedanta Swami – todos eles se tornaram �c�ryas.” (ISKCON Journal 1990, p.23)

Compare as cita��es acima com o que �r�la Prabhup�da pensava sobre um destes “�c�ryas”...

“Bhakti Vils Tirtha � muito antagonista � nossa sociedade e n�o tem uma concep��o clara sobre servi�o devocional; ele est� contaminado.” (�r�la Prabhup�da, carta para Sukadeva, 14/11/1973)

…E comoele se referiu aos demais:

“Entre meus irm�os espirituais nenhum est� qualificado para se tornar �c�rya.” (�r�la Prabhup�da, carta para Rupanuga, 28/4/1974)

20. “�r�la Prabhup�da algumas vezes falou bem de seus irm�os espirituais.”


� verdade que em diferentes ocasi�es �r�la Prabhup�da lidou diplomaticamente com seus irm�os espirituais, referindo-se a �ridhar Mah�r�ja como seu sik��-guru, etc. �r�la Prabhup�da era tamb�m uma pessoa calorosa, que tinha cuidadoe afei��o genu�nos por seus irm�os espirituais, sempre tentando um jeito de engaj�-los no Movimento de sankirtana. Contudo, n�s devemos entender que se eles fossem genu�nos �c�ryadevas, �r�la Prabhup�da nunca teria falado mal deles, nem sequer uma vez. Falar de d�k�� gurus fidedignos como sendo “desobedientes”, “cobras invejosas”, “c�es”, “porcos”, “vespas”, etc., em si mesmo seria uma s�ria ofensa, e portanto algo que �r�la Prabhup�da n�o teria feito. Para ilustrar o modo no qual �r�la Prabhup�da via seus irm�os espirituais, n�s iremos oferecer alguns excertos de uma conversa na qual Bhavananda est� lendo um panfleto editado pela matha de Tirtha Mah�r�ja:


Bhav�nanda:
 “Come�a com letras grandes: “�c�ryadeva Tridandi Swami �rila Bhaktivil�sa Tirtha Mah�r�ja. Todos os homens eruditos est�o conscientes de que nos tempos da escurid�o na �ndia, quando a religi�o Hindu estava em grande perigo...””
�r�la Prabhup�da: (risadas.) “isso � um besteirol.”

� �bvio qual o tipo de “�c�ryadeva” �r�la Prabhup�da considera Tirtha Mah�r�ja (o mesmo Tirtha que � saudado como um �c�rya fidedigno no ISKCON Journal 1990, mencionado anteriormente). Mais adiante, o panfleto descreve como �rila Bhaktisiddh�nta foi t�o afortunado em ter uma maravilhosa personalidade para levar adiante a sua miss�o.


Bhav�nanda:
“... no devido tempo, ele (�rila Bhaktisiddh�nta) obteve uma grande personalidade a qual prontamente assumiu o...”
�r�la Prabhup�da:  “Agora veja s� ! ‘Ele obteve uma grande personalidade’. Ele � essa personalidade. Ele tamb�m ir� provar isso.   [...] Ningu�m aceita ele. [...] Onde est� a sua grandeza? Quem conhece ele? Veja s�. Ele est� fazendo um plano para declarar a si mesmo uma grande personalidade... (Tirtha Mah�r�ja) tem muitainveja de n�s... estes patifes podem criar problemas.”
(Conversa no quarto, 19/1/1976, Mayapur)

�c�ryas fidedignos jamais poderiam ser descritos como patifes invejosos que apenas querem causar problemas. Infelizmente, mesmo hoje em dia, alguns dos membros da Gaudiya Math ainda causam problemas. Respeito � dist�ncia � a pol�tica mais segura.



21. “N�s sabemos que os �c�ryas fidedignos n�o t�m que ser t�o avan�ados, porque algumas vezes eles caem.”


�r�la Prabhup�da afirma precisamente o oposto:  

“Um mestre espiritual fidedigno est� na sucess�o discipular eternamente e ele n�o se desvia de forma alguma das instru��es do Senhor Supremo.” (Bg. 4.42, coment�rio)



22. “Mas �c�ryas anteriores inclusive descrevem o que algu�m deve fazer quando o mestre espiritual se desvia.”


Aqueles gurus que se desviaram como descrito, por defini��o nunca poderiam ter sido membros de uma sucess�o discipular eterna. Ao contr�rio, eles n�o eram liberados, mas apenas membros de fam�lias de sacerdotes autorizados por si mesmos, apresentando-se como �c�ryas iniciadores. Membros fidedignos da sucess�o discipular nunca se desviam:


“Deus � sempre Deus,guru � sempre guru.” (A ci�ncia da auto-realiza��o, Cap.  2)

“Bem, se ele � mau, como ele pode se tornar guru?” (A ci�ncia da auto-realiza��o, Cap.  2)

“O devoto puro est� sempre livre das garras de maya e de sua influ�ncia.” (SB, 5.3.14)

“N�o h� possibilidade de que um devoto de primeira classe caia.”  (Cc. Madhya-l�l�, 22.71)

“Um mestre espiritual � sempre liberado.” (�r�la Prabhup�da, carta para Tam�la K���a, 21/6/1970)

N�o h� um �nico exemplo nos livros de �r�la Prabhup�da de um d�k�� guru formalmente autorizado em nossa sucess�o discipular que alguma vez tenha se desviado do caminho do servi�o devocional. A rejei��o de Sukr�c�rya � algumas vezes utilizada para validar o ponto de vista de que �c�ryas caem ou podem ser rejeitados, mas este exemplo � altamente enganoso, uma vez que ele jamais foi um membro autorizado na nossa sucess�o discipular. O passatempo do Senhor Brahma com sua filha � �s vezes mencionado. Mesmo assim, est� claramente afirmado no �r�mad-Bh�gavatam que estes incidentes ocorreram antes que o Senhor Brahma se tornasse o l�der de nossa sampradya. De fato, quando o disc�pulo Nitai se referiu a este passatempo como exemplo de que um �c�rya pode cair, �r�la Prabhup�da ficou muito descontente:


Akaynanda: “Recentemente   um devote  me disse  que o  �c�rya n�o precisa ser um devoto puro. [....]”
�r�la Prabhup�da: “Quem � esse patife? [...]”
Akaynanda: “Ele disse isso. Nitai disse isso. Ele disse isso neste contexto, que Brahma � o �c�rya na Brahma-sampradya, mas ainda assim ele �s vezes � aflingido pela paix�o. Por isso ele est� dizendo que parece que o �c�rya n�o precisa ser um devoto puro. Ent�o n�o parece correto. [...]”
�r�la Prabhup�da: “Ele inventou sua pr�pria id�ia. Por isso ele � um patife. Por isso ele � um patife. Nitai se tornou  uma  autoridade? [...] Ele  pensou  alguma  patifaria  e  est� expressando isso. Por isso ele � mais patife. Essas coisas est�o acontecendo.”
(Conversa matinal, V�nd�vana, 10/12/1975)

De acordo com �r�la Prabhup�da, apenas gurus desautorizados podem ser levados por opul�ncia e mulheres.

Apesar de gurus que se desviam n�o serem mencionados nos livros de �r�la Prabhup�da, o livro do GBC (GII) possui toda uma se��o sobre o que o disc�pulo deve fazer quando seu guru, previamente fidedigno, se desvia. O cap�tulo inicia enfatizando a import�ncia de se aproximar de um elo corrente, e n�o “saltar sobre” (GII, p. 27). Por�m, os autoresfazem precisamente isso citandonumerosos �c�ryas anteriores com a inten��o de estabelecer princ�pios jamais ensinados por �r�la Prabhup�da. Os gurus descritos por aqueles �c�ryas anteriores jamais poderiam ter sido membros fidedignos do parampar:

Nrada Muni, Haridasa �h�kura e outros �c�ryas semelhantes especialmente autorizados para propagar  as gl�rias do Senhor n�o podem ser rebaixados � plataforma  material.” (SB, 7.7.14, coment�rio)

O Perigo de “saltar sobre” na maneira feita no texto GII est� claramente demonstrado no cap�tulo sobre “re-inicia��o” (em si mesmo um termo jamaisusado por �r�la Prabhup�da nem sequer uma vez, nem por qualquer �c�rya anterior). Na se��o de perguntas e respostas (GII, pergunta 4, p.35), as condi��es sobre as quais algu�m possa rejeitar um guru e tomar “re-inicia��o” s�o descrita. A “explica��o” segue:

“Felizmente, o ponto crucial deste tema foi esclarecido por �r�la Bhaktivinoda �h�kura em seu Jaiva Dharma e por �r�la  Jiva Goswami em seu Bhakti Sandarbha” (GII, p.35)

A palavra “felizmente” ao contr�rio infelizmente implica que “uma vez que �r�la Prabhup�da nunca nos disse o que fazer quando um guru se desvia, � justo que n�s possamos saltar sobre ele e recorrer a todos estes �c�ryas anteriores”. Por�m, �r�la Prabhup�da nos disse que tudo que precisamos saber sobrevida espiritual est� em seus livros. Por que n�s estamos introduzindo sistemas que nunca foram mencionados pelo nosso mestre �c�rya?



23. “Mas o que est� errado em consultar �c�ryas anteriores?”


Nada, enquanto n�o se tenha a inten��o de utiliz�-los para adicionar novos princ�pios que n�o foram mencionados pelo nosso pr�prio �c�rya. A id�ia de que um guru fidedigno pode se desviar � totalmente estranha a qualquer coisa que �r�la Prabhup�da tenha ensinado. Todos os problemas sobre “a origem da jiva” resultam desta propens�o de saltar sobre:

“... n�s devemos ver os �c�ryas anteriores atrav�s de Prabhupda. N�s n�o podemos pular sobre  Prabhupda e ent�o olhar para tr�s atrav�s dos olhos dos �c�ryas anteriores.” (Our Original Position, GBC Press, p.163)

Como � poss�vel que adotarprinc�pios filos�ficos inteiramente novos jamais mencionados por �r�la Prabhup�da seja a mesma coisa que ver “os �c�ryas anteriores atrav�s de Prabhupda”?

Mesmo se a interpreta��o do GBC em GII sobre os textos de �c�ryas anteriores estivesse correta n�s mesmo assim n�o poder�amos us�-la para modificar ou adicionar algo aos ensinamentos de �r�la Prabhup�da. Isso est� claramente explicado em dois versos no livro �r� K���a Bhajan�m�ta de �r�la Narahari Sarakara. O texto GII deveria ter mencionado estes versos como um aviso, uma vez que ap�ia suas teses com outros versos deste mesmo livro:

Verso 48:

“Um disc�pulo pode escutar alguma instru��o de outro vaisnava avan�ado, mas ap�s obter aquela boa instru��o ele dever� traz�-la e apresent�-la ao seu pr�prio mestre espiritual. Ap�s apresent�-la ele dever� escutar os mesmos ensinamentos novamente do seu mestre espiritual com  instru��es apropriadas.”

Verso 49:


“... um disc�pulo que escuta as palavras de outros vaisnavas, mesmo que suas instru��es sejam apropriadas e verdadeiras, mas n�o re-confirma aqueles ensinamentos com  seu pr�prio mestre espiritual e em vez disso aceita direta e pessoalmente aquelas instru��es � considerado um mau disc�pulo e pecador.”

N�s humildemente sugerimos pelo interesse da vida espiritual de todos os membros da ISKCON que o texto GII deve ser revisado de modo harm�nico com a injun��o acima.



24. “Por que �r�la Prabhup�da n�o explicou o que fazer quando um guruse desvia?”


De acordo com a ordem final de �r�la Prabhup�da eleseria o iniciador por muito tempo no futuro, e como um elo autorizado na sucess�o discipular, est� fora de quest�o que ele se desvie do caminho do servi�o devocional puro mesmo por um segundo:

“Um mestre espiritual fidedigno sempre se engaja no servi�o devocional puro � Suprema Personalidade de Deus” (Cc. di-l�l�, 1.46, coment�rio)

�r�la Prabhup�da ensinou que um gurucair� somente se n�o for devidamente autorizado para iniciar:

“... algumas vezes um mestre espiritual n�o � devidamente autorizado para iniciar, e apenas sob sua pr�pria iniciativa  torna-se um mestre espiritual; ele pode ser levadopor acumular  riquezas e um grande n�mero de disc�pulos.”  (N�ctar da devo��o, p.116)

Quando um guru cai, esta � a prova conclusiva de que ele jamais fora devidamente autorizado pelo seu �c�rya predecessor. Mesmo se nenhum guru da ISKCON tivesse jamais ca�do ainda assim algu�m poderialegitimamente questionar de onde veio sua autoriza��o para iniciar.

O problema para o GBC � que ao aceitar a simples verdade de cita��es como esta acima, v�rias ramifica��es desagrad�veis surgem amea�adoramente diante deles. Uma vez que todos os gurus da ISKCON afirmam ser autorizados no mesmo n�vel, como parte de um mesmo pacote (a alegada “ordem” de �r�la Prabhup�da aplicando-se igualmente a todos eles), o pr�prio fato de que muitos deles ca�ram visivelmente � prova positiva de que a “ordem” foi mal-entendida. Se eles realmentetivessem recebido uma autoriza��o apropriada, estaria fora de quest�o que algumdeles ca�sse. De fato, todos seriam mah-bhgavatas.

“Um mestre espiritual sempre � liberado.”  (Carta de �r�la Prabhup�da, 21/6/1970)



25. “Assim que os disc�pulos de �r�la Prabhup�da alcan�arem a perfei��o, o sistema �tvik se tornar� redundante”.


Algumas vezes referida como “soft (suave) �tvik ”, a injun��o acima se baseia na premissa de que o sistema �tvik foi estabelecido porque antes da partida de �r�la Prabhup�da n�o havia disc�pulos qualificados.

Contudo, esta premissa � uma especula��o, uma vez que ela jamais foi expressa por �r�la Prabhup�da. N�o h� evid�ncia de que o sistema �tvik tenha sido estabelecido apenas o devido � falta de pessoas qualificadas, e que uma vez que haja uma pessoa qualificada n�s devemos parar de seguir essesistema. Esta no��o causa o desafortunado efeito colateral de fazer o sistema �tvik parecer apenassecund�rio ou provis�rio, quando de fato ele � plano perfeito de K���a. Isso tamb�m torna poss�vel que no futuro alguma personalidade inescrupulosa e carism�tica pare o sistema atrav�s de alguma falsa exibi��o de devo��o.

Em teoria, mesmo se houvessem disc�pulos qualificados, uttama-adhikris, presentes agora, ainda assim eles teriam que seguir o sistema �tvik se quisessem permanecer na ISKCON. N�o h� nenhuma raz�o porque uma pessoa n�o seria mais do que feliz em seguir a ordem de �r�la Prabhup�da, como n�s j� mencionamos.

Uma poss�vel origem desta concep��o err�nea pode ser as instru��es que �r�la Bhaktisiddh�nta deixou para a Gaudiya Matha. �r�la Prabhup�da nos disse que seu Guru Mah�r�ja tinha pedido que houvesse um GBC, e que no devido decurso do tempo um �c�rya auto-refulgente surgiria. Como n�s sabemos, a Gaudiya Matha n�o seguiu isso, para um catastr�fico efeito. Alguns devotos cr�em que n�s tamb�m devemos procurar um �c�rya auto-refulgente; e que uma vez que ele poderia vir a qualquer momento, o sistema �tvik � apenas uma medida provis�ria.

A dificuldade com esta teoria � que as instru��es que �rila Bhaktisiddh�nta deixou para seus disc�pulos e aquelas que �r�la Prabhup�da deixou para n�s s�o diferentes. �r�la Prabhup�da certamente deixou instru��es que o GBC deveria continuar administrando sua Sociedade, mas ele n�o disse em lugar algum queum futuro �c�rya auto-refulgente iria surgir para a ISKCON. Em vez disso, ele estabeleceu o sistema �tvik pelo qual ele permaneceria sendo o �c�rya dali para frente (“henceforward”) Obviamente, como disc�pulos n�s n�o podemos pular sobre �r�la Prabhup�da e come�ar a seguir as ordens de �r�la Bhaktisiddh�nta.

Se �r�la Prabhup�da tivesse dado alguma injun��o de K���a que a sua Sociedade em breve seria liderada por um novo �c�rya, ent�o eleteria feito algumas provis�es para isso em suas instru��es finais. Em vez disso, ele ordenou que apenas seus livros fossem distribu�dos, e que eles seriam a lei para os pr�ximos dez mil anos. O que haveria sobrado para ser feito por um futuro �c�rya�r�la Prabhup�da j� havia estabelecido o Movimento que ir� realizar cada profecia e objetivo da nossa sucess�o discipular por toda a dura��o do Movimento de Sankirtana.

Como ser� poss�vel para um novo auto-refulgente d�k�� guru surgir dentro da ISKCON, quando a �nica pessoa permitida a dar d�k�� � �r�la Prabhup�da?

Alguns argumentam que os �c�ryas t�m o poder de mudar as coisas, e assim um novo �c�rya poderia alterar o sistema �tvik dentro da ISKCON. Mas iria um �c�rya autorizado alguma vez contradizer as ordens diretas deixadas pelo �c�rya anterior para seus seguidores? Com certeza fazer isso seria arruinar a autoridade do �c�rya anterior. Isso certamente causaria confus�o e perplexidade ara aqueles seguidores que tivessem que encarar a tortuosa escolha de qual ordem seguir.

Todas estas tais preocupa��es se dissolvem quando n�s lemos a ordem final. Simplesmente n�o h� men��o  de uma injun��o sobre “soft (suave)” �tvik. A carta apenas diz “henceforward”, daqui para frente. Assim, dizer que isso ir� terminar com o surgimento de um novo �c�rya, ou disc�pulo perfeito, � uma especulativa superimposi��o sobre um pedido perfeitamente claro. A carta ap�ia somente o entendimento de “hard (r�gido)” �tvik, ou seja., que:

�r�la Prabhup�da ser� o iniciador  dentro  da ISKCON enquanto a Sociedade existir.

Este entendimento � consistente com a id�ia que �r�la Prabhup�da sozinho j� havia obtido sucesso em sua miss�o (por favor veja a obje��o relacionada, n� 8: “voc� est� dizendo que �r�la Prabhup�da n�o fez devotos puros?”)

�s vezes � afirmadoque uma vez que a carta do dia 9 de Julho apenas autorizou 11 �tviks originais, o sistema dever� parar assim que as 11 pessoas nomeadas morrerem ou se desviarem.

Este argumento � um tanto extremista. Afinal de contas, a carta do dia 9 de Julho n�o diz que apenas �r�la Prabhup�da pode escolher �tviks, ou que a lista de �tviks atuantes jamais possa ter adi��es. Existem outros sistemas de administra��o estabelecidos por �r�la Prabhup�da, tal como o GBC, ondemembros s�o livremente adicionados ou subtra�dos quando se sinta que isso � necess�rio. � il�gico isolar um sistema de administra��o e trat�-lo de modo inteiramente diferente de outrosque s�o igualmente importantes. Isso � particularmente verdade porque �r�la Prabhup�da jamais nunca sequer indicou que o modo de manter o sistema �tvik deveria ser de alguma forma diferente da manuten��o dos outros sistemas que ele pessoalmente estabeleceu.

Este argumento se tornou popular, ent�o n�s convidamos o leitor a considerar os seguintes pontos:

1) Nas transcri��es da conversa em Topanga Canyon, Tam�la K���a Goswami relata a seguinte pergunta que ele fizera enquanto preparava-se para datilografar a lista de �tviks selecionados:

Tam�la K���a: �r�la Prabhup�da, isso � tudo ou o senhor deseja adicionar mais?”
�r�la Prabhup�da: “Na medida do necess�rio, outros podem ser adicionados.”
 (Confiss�es na Pyramid House, Topanga Canyon, 3/12/1980)

Certamente, se alguns ou todos os �tviks morrerem ou se desviarem seriamente, se deve avaliar uma circunst�ncia “necess�ria” para mais �tviks serem “adicionados”.

2) A carta do dia 9 de Julho define �tvik como “representante do �c�rya”. Est� perfeitamente dentro da al�ada do GBC selecionar ou remover qualquer um para representar �r�la Prabhup�da, sejam eles sanny�s�s , presidentes de templo ou mesmo os pr�prios representantes do GBC. Atualmente, eles aprovam d�k�� gurus que s�o supostamente os representantes diretos do pr�prio Senhor Supremo. Assimestaria facilmente dentro de sua capacidade selecionar novos sacerdotes para dar nomes e atuar responsavelmenteem nome de �r�la Prabhup�da.

3) A carta do dia 9 de Julho mostra que a inten��o de �r�la Prabhup�da era que o sistema �tvik fosse aplicado dali para frente (“henceforward”). �r�la Prabhup�da fez o GBC a �ltima autoridade administrativa com o motivo de que mantivessem e regulassem todos os sistemas que ele estabeleceu. O sistema �tvik foi o seu sistema para a manuten��o das inicia��es. � o trabalho do GBC manter este sistema, adicionando ou subtraindo o pessoal, da mesma maneira que fazem em outras �reas nas quais eles est�o autorizados a dirigir.

4) As cartas assinadas no dia 9, 11 e 21 de Julho indicam que a lista poderia ser aumentada com o uso de tais frases como: “at� aqui”, “por hora”, “lista inicial”, etc. Portanto, um mecanismo para adicionar mais �tviks deve ter sido estabelecido, ainda que isso ainda esteja porser exercido.

5) Ao tentar entender uma instru��o, deve-se naturalmente considerar o prop�sito por tr�s dela. A carta afirma que �r�la Prabhup�da apontou “alguns dos disc�pulos seniores para atuar como “�tviks” – representantes do �c�rya–  com o prop�sito de executar inicia��es...”, e que naquele momento �r�la Prabhup�da tinha “at� agora” dado onze nomes. A meta de um disc�pulo obediente � entender e satisfazer o prop�sito do sistema. O objetivo da ordem final claramente n�o era restringir todas as inicia��es futuras a um grupo de indiv�duos de “elite”(‘alguns...at� agora’) que com o tempo morreriam e assim acabaria o processo de inicia��o dentro da ISKCON. Ao contr�rio, o prop�sito era assegurar que as inicia��es continuassem de um modo pr�tico desde ent�o. Portanto este sistema deve permanecer em vigor enquanto houver necessidade de inicia��es. Assim, a adi��o de mais “disc�pulos seniores” para atuar como “representantes do �c�rya”, quando e como seja necess�rio, asseguraria que o prop�sito deste sistema continue a ser satisfeito.

6) Tomado junto com o testamento de �r�la Prabhup�da (o qual indica que todos os futuros diretores para as propriedades permanentes na �ndia poderiam somente ser selecionados entre seus “disc�pulos iniciados”), est� perfeitamente claro que a inten��o de �r�la Prabhup�da era que o sistema andasse indefinidamente, com o GBC simplesmente administrando a coisa toda.

Tendo dito isso, � sempre poss�vel que �r�la Prabhup�da pudesse revogar esta ordem se ele o desejasse. Como afirmamos anteriormente, a contra-instru��o teria que ser pelo menos t�o clara e inequ�voca como a carta assinada pessoalmente, a qual coloca o sistema �tvik em primeiro lugar. Com K���a e seus devotos puros qualquer coisa � poss�vel:

 Rep�rter do Newsday: “...Agora o senhor � o l�der e o Mestre Espiritual. Quem ir� tomar o seu lugar?”
�r�la Prabhup�da:  “Isso ser� K���a que ir� dizer, quem ir� tomar o meu lugar.”
(Entrevista, 14/7/1976, Nova Iorque)

Portanto, cremos ser mais seguro seguir as instru��es que recebemos de nosso �c�rya em vez de especular sobre algum �c�rya que possa vir ou n�o no futuro, ou pior que isso, inventar o nosso pr�prio.



26. “Os proponentes do sistema �tvik apenas n�o querem se render a um Guru.”


Esta acusa��o est� baseada na concep��o err�neaque para render-se a um mestre espiritual, ele deve estar presente fisicamente. Se isso fosse verdade, ent�o nenhum dos disc�pulos originais de �r�la Prabhup�da poderia atualmente estar se rendendo a ele. Render-se ao mestre espiritual significa seguir suas instru��es, e isso pode ser feito esteja ele presente fisicamente ou n�o. O prop�sito da ISKCON �provera todos orienta��o eentusiasmo adequadosatrav�s de potencialmente ilimitadas rela��es sik��. Uma vez que o pr�prio GBC atual se renda � ordem de �r�la Prabhup�da, este sistema naturalmente ir� inspirar mais e mais pessoas a se renderem, e eventualmente poder� inclusive atrair os mais fan�ticos ativistas �tviks ajuntarem-se a eles.

Mesmo se todos os proponentes �tviks fossem obstinadamente relutantes a renderem-se a um guru, ainda assim isso n�o invalidaria a carta do dia 9 de Julho. O fato de que os �tviks supostamente n�o s�o rendidos deveria fazer o GBC ainda mais ansioso para seguir a ordem final de �r�la Prabhup�da, se n�o houver outra raz�o para fazerem contraste.



27. “Mas quem  ir� oferecer orienta��o e dar servi�o para os devotos se n�o houver d�k�� gurus?”


Haver� um d�k�� guru: �r�la Prabhup�da, orienta��o e servi�o ser�o dados exatamente da mesma maneira comoquando ele estava presente: atrav�s da leitura de seus livros e do relacionamento sik�� com outros devotos. Antes de 1977, quando algumas pessoas se juntavam ao templo, elas eram instru�das pelo l�der dos bhaktas, l�der do Sankirtana, sanny�s�s  visitantes, Cozinheiro, Pujari, presidente do templo, etc. Era extremamente raro receber orienta��o pessoal diretamente de �r�la Prabhup�da; de fato, ele constantemente desencorajava tal intera��o, uma vez que se concentrava emescrever. N�s sugerimos que as coisas devam seguir da mesma forma como �r�la Prabhup�da as estabeleceu.



28. “Em tr�s ocasi�es �r�la Prabhup�da disse que voc� precisa de um guru f�sico, e ainda assim toda a sua posi��o baseia-se da id�ia de que n�o.”


“Portanto, t�o logo nos tornamos um pouco inclinados em dire��o a K���a, ent�o de dentro  de nossos cora��es Ele nos d� instru��es favor�veis para que n�s possamos gradualmente fazer progresso, gradualmente. K���a � o primeiro mestre espiritual, e quando nos tornamos mais interessados, ent�o n�s temos que ir a um mestre espiritual f�sico.” (�r�la Prabhup�da, aula do Bg. 14/8/1966, Nova Iorque)

“Porque K���a est� situado no cora��o de cada  um. De fato, Ele � o mestre espiritual, caitya-guru. Ent�o, a fim de nos ajudar, Ele vem como um mestre espiritual f�sico.”
(�r�la Prabhup�da, aula do SB, 28/5/1974, Roma)

“Portanto, Deus � chamado caitya-guru, o mestre espiritual no interior do cora��o. E o mestre espiritual f�sico � miseric�rdia de Deus [...] Ele ir� ajudarvoc�dentro efora,fora na forma f�sica do mestre espiritual, e por dentro  como mestre espiritual no interior do cora��o.” 
(�r�la Prabhup�da, conversa no quarto, 23/5/1974)

�r�la Prabhup�da usou o termo “guru f�sico” quando explicou que no est�gio condicionado n�s n�o podemos contar somente com a orienta��o do caitya-guru ou Superalma. � imperativo que n�s nos rendamos � manifesta��o externa da Superalma. Este � o d�k�� guru. Tal mestre espiritual, que � considerado um residente do mundo espiritual e um �ntimo associado do Senhor K���a aparece fisicamente apenas para guiar as almas condicionadas ca�das. Em muitos casos, tal mestre espiritualescrever� livros f�sicos; eledar� palestrasque podem ser escutadas por ouvidos f�sicos, e ser gravadas em m�quinas f�sicas; ele pode deixar murtis f�sicas, e mesmo um GBC f�sico para continuar a administrar tudo uma vez que tenha partido fisicamente.

No entanto, o que �r�la Prabhup�da jamais ensinou foi que este guru f�sico deve tamb�m estar fisicamente presente a fim de atuar como guru. Como n�sapontamos, se este fosse o caso, ent�o presentemente ningu�m poderia ser consideradodisc�pulo de �r�la Prabhup�da. Se o guru deve sempre estar fisicamente presente a fim de que o conhecimento transcendental ser difundido, ent�o uma vez que �r�la Prabhup�da deixou o planeta, todos os seus disc�pulos deveriam ter tomado “reinicia��o”. Al�m disso, milhares de disc�pulos de �r�la Prabhup�da foram iniciados sem ter contato com o corpo f�sico de �r�la Prabhup�da. Mesmo assim, � aceito que eles se aproximaram, inquiriram, renderam-se, serviram e receberam inicia��odo mestre espiritual f�sico. Ningu�m est� argumentando que suas inicia��es foram nulasdevido �s tr�s cita��es acima.



29. “N�o pode o d�k�� guru ser uma alma condicionada?”


Como n�s j� mencionamos, h� apenas um lugar em todos os ensinamentos de �r�la Prabhup�da onde a qualifica��o de um d�k�� guru � especificamente mencionada (Cc. Madhya-l�l�, 24.330).  Isso � na se��o do Caitanya-Carit�mrita que lida especificamente com d�k��. A cita��o estabelece claramente que o d�k�� guru deve ser um mah-bhgavata. O ponto pertinente a ser notado � que �r�la Prabhup�da usa as palavras “deve (must)” e “somente (only)”. N�o � poss�vel ser mais enf�tico. N�o h� cita��es que afirmem que o d�k�� guru pode ser uma alma condicionada. Isso n�o � surpreendente, pois de outra forma �r�la Prabhup�da estaria pregando uma contradi��o no guru-tattva. H� cita��es que podem dar a impress�o de que est�o apoiando a id�ia de um guru n�o liberado, mas eles usualmente caemdentro de duas categorias:

1) Cita��es que lidam com a qualifica��o para um sik�� guru:Estas cita��es en fatizam como � f�cil atuar como guru, como at� mesmo uma crian�a pode faz�-lo, e est� usualmente ligada ao verso do Senhor Caitanya, “�m�ra aj�aya”.

2) Cita��es que descrevem o processo para obter a posi��o de guru:Estas cita��es usualmentet�m a palavra “tornar-se (become)” nelas. Isso � porque por “rigorosamente seguindo” o processo delineado uma pessoa ir� avan�ar e qualificar-se para a posi��o de guru. Deste modo, ela se tornar� guru. As cita��es jamais dizem que a qualifica��o do guru resultante ser� menor do que a de um mah-bhgavata. Elas usualmente apenas descrevem o processo.

N�s mantivemos isso resumidamente, j� que � um tema sobre o qual outro texto poderia ser escrito; o mais importante � que este � um t�pico que n�o � diretamente relevante ao tema em pauta, ou seja, o que foi que �r�la Prabhup�da de fato ordenou. Apenas porque o d�k�� guru deve ser um mah-bhgavata isso n�o significa que n�s temos que ter um sistema �tvik, ou que �r�la Prabhup�da estabeleceu tal sistema. Pelo contr�rio, mesmo se a qualifica��o de um d�k�� guru fosse m�nima, isso n�o significa que �r�la Prabhup�da n�o ordenou o sistema �tvik. N�s simplesmente precisamos examinar o que �r�la Prabhup�da fez e ent�o seguir, e n�o o que �r�la Prabhup�da poderia ou deveria ter feito. Este texto lida exclusivamente com o as verdadeiras instru��es finais de �r�la Prabhup�da.



30. “�r�la Prabhup�da colocou o GBC na cabe�a da Sociedade para administrar tudo e essa � a forma que eles escolheram para as inicia��es .”



“Resolvido: O GBC (Comiss�o do Corpo Governante) foi estabelecido por Sua Divina Gra�a A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupda para represent�-lo em executar a responsabilidade da administra��o da Sociedade Internacional da Consci�ncia de K���a, da qual ele � o fundador-�c�rya  e a autoridade suprema. O GBC aceita como vida e alma as suas divinas instru��es e reconhece que � completamente dependente de sua miseric�rdia em todos os aspectos. O GBC n�o tem outra fun��o ou prop�sito sen�o executar as instru��es assim bondosamente dadas por Sua Divina Gra�a, preservar e difundir seus ensinamentos para o mundo na sua forma pura”.
(Defini��o do GBC, resolu��o 1, notas do GBC, 1975)

“O sistema de administra��o ir� continuar como � agora  e n�o h� necessidade de mudar nada.”
(Testamento de �r�la Prabhup�da, 4 de Julho de 1977)
“Eu j� dei os padr�es para voc�s, agora  tentem mant�-los o tempo todo  sob procedimento padr�o. N�o tentem inovar, criarou inventar algo; isso ir� arruinar tudo.”
(�r�la Prabhup�da, carta para Bali Mardan e Pusta K���a, 18/9/1972)

“Agora eu estabeleci o GBC para manter o padr�o  de nossa Sociedade para a Consci�ncia de K���a, ent�o mantenha o GBC bem vigilante. Eu j� dei para voc�s plenas instru��es em meus livros.” (�r�la Prabhup�da, carta para Satsvarupa, 13/9/1970)

“Eu apontei originalmente 12 membros do GBC e dei a eles 12 zonas para sua administra��o, mas apenas por acordo voc�s mudaram tudo, ent�o eu n�o sei o qu� � isso.”
(�r�la Prabhup�da, carta para Rupanuga, 4/4/1972)

“O que ir� acontecer quando eu n�o estiver aqui, ser� tudo estragado pelo  GBC?” (�r�la Prabhup�da, carta para Hamsaduta, 11/4/1972)

O GBC deve atuar somente dentro dos par�metros que foram estabelecidos por �r�la Prabhup�da. Causa-nos dor vero corpo representante de �r�la Prabhup�da comprometido de alguma forma, j� que era o seu desejoque todos cooperassem sob sua dire��o.

Vamos todos cooperar sob a instru��o
da ordem final de 
�r�la Prabhup�da
.



Conclus�o


N�s esperamos que o leitor agora tenhaaprecia��o mais profunda pela importante ordem final de �r�la Prabhup�da sobre o futuro das inicia��es dentro da ISKCON. N�s pedimos desculpas se em qualquer parte de nossa apresenta��o tenhamos ofendido a algu�m; essa n�o foi nossa inten��o; ent�o por favor perdoem nossas imperfei��es.

N�s come�amos este texto enfatizando que estamos seguros de que se quaisquer erros foram cometidos, eles n�o foram propositais, e portanto n�o seria necess�rio perseguirou utilizar energia desnecess�ria para culpar algu�m. � um fato que quando o �c�rya parte, automaticamente vem alguma confus�o. Quando consideramos que o Movimento est� destinado a continuar pelo menos por mais 9500 anos, dezenove anos de confus�o de fato � muito pouco tempo. Agora � tempo de assimilar o que foi feito de errado, aprender com os erros e ent�o colocar nosso passado para tr�s, e trabalharmos juntos para construir uma ISKCON melhor.

Pode ser considerado necess�rio iniciar o sistema �tvik de um modo suave, talvezemfases. Talvez ele possa at� mesmo correr ao mesmo tempo com o M.A.S.S. por um curto per�odo de tempo pr�- especificado a fim de n�o criartens�o desnecess�ria e perturba��o. Tais pontos necessitar�o de cuidadosa considera��o e discuss�o. T�o logo nossa meta seja restabelecer a ordem final de �r�la Prabhup�da, ent�o dentro disso deve haver suficiente espa�o para tratar-se cuidadosamente com os sentimentos de cada um. N�s devemos tratar os devotos com cuidado e considera��o, permitindo-os tempo para que se ajustem. Se um programa extensivo puder ser introduzido, pelo qual os ensinamentos e instru��es �r�la Prabhup�da sobre o guru e inicia��o forem apresentados sistematicamente, n�s estamos confiantes que tudo poder� restabelecer-se muito rapidamente e com um m�nimo de perturba��o e indisposi��o.

Uma vez que se chegue ao consenso que o sistema �tvik � o caminho a seguir, haver� a necessidade de um per�odo para refrescar e deixar a inimizade que foi constru�da em ambos os ladosdissipar-se. Dever�o ser organizados retiros onde ambos os lados possam unir-se e se tornar amigos. Infelizmente, existe uma consider�vel imaturidade no momento atual, tanto da parte dos que defendem o sistema �tvik quanto dos demais. No que nos diz respeito, certamente n�o cremos que se tiv�ssemos sido disc�pulos antigos no momento da partida de �r�la Prabhup�da ter�amos agido de um modo diferente ou melhor. Provavelmente ter�amos feito tudo ainda pior.

Em nossa experi�ncia, muitos devotos na ISKCON, mesmo os mais antigos, jamais tiveram a chance  de examinar de perto a mat�ria sobre o sistema �tvik em detalhes. Infelizmente, a forma como a literatura �tvik � exposta � suficiente para decepcionar a qualquer um, uma vez que est� cheia de ataques pessoais e muito pouco de filosofia. A melhor solu��o que podemos ver � que o GBC resolva este assunto por si mesmo. Com a informa��o correta diante deles n�s estamos confiantes de que tudo ser� devida e corretamente ajustado com o tempo. Isso certamente seria mais desej�vel do que estar constantemente pressionado por um bando de devotos amargurados e decepcionados para que haja mudan�as, alguns dos quais podem ter motiva��es pessoais completamente desalinhadas com a ordem final de �r�la Prabhup�da.

Certamente, n�s tamb�m estamos sujeitos aos quatro defeitos, e assim calorosamente damos boas vindas a quaisquer coment�rios ou cr�ticas. Nossa maior esperan�a ao escrever este livreto � que a discuss�o por ele inspirada possa de algum modo levar � solu��o de uma das mais dif�ceis e prolongadas controv�rsias na ISKCON desde a partida de Sua Divina Gra�a. Por favor perdoem nossas ofensas. Todas as gl�rias a �r�la Prabhup�da.


Apenas �r�la Prabhup�da pode nos unir.

O Que � Um �tvik?


Os �tviks s�o freq�entemente definidos de um ou dois modos incorretos:

1) Como sacerdotes insignificantes, meros funcion�rios que simplesmente distribuem nomes espirituais de forma robotizada.

2) Como d�k�� gurus aprendizes que est�o atuando como �tviks apenas at� que eles estejam plenamente qualificados, quando eles iniciar�o por conta pr�pria.

N�s iremos comparar estas defini��es com o papel de um �tvik, como foi dado por �r�la Prabhup�da.

Considerando primeiro a defini��o 1). o posto de �tvik � uma posi��o de grande responsabilidade. Isso deve ser �bvio, uma vez que �r�la Prabhup�da especificamente escolheu 11 devotos quem tinham demonstrado serem capazes de tomar responsabilidades maduras dentro de sua Miss�o. N�o � que ele simplesmente retirou os nomes de dentro de um chap�u. Assim, ainda que a maior parte de sua fun��o fosse somente de rotina, eles deveriam ser os primeiros a identificardesvios dos padr�es estritos necess�rios para inicia��o. Assim como o trabalho de um policial geralmente � rotina, uma vez que a maioria dos cidad�os obedecem a lei, ainda assim ele frequentemente ser� � a primeira pessoa a saber quando algum delito est� sendo cometido. �r�la Prabhup�da muitas vezes expressou a preocupa��oque as inicia��es deveriam apenas acontecer quando um estudante fosse testado por pelo menos uns seis meses, e que pudesse cantar 16 voltas por dia, seguisse os quatro princ�pios regulativos, lesse seus livros, etc. Se um presidente do templo come�asse a enviar a um �tvik recomenda��es para estudantes que tivessem falhado em alguma destas �reas essenciais, o �tvik teriapoder para recusar a inicia��o. Deste modo, o �tvik asseguraria que os padr�es dentro da ISKCON manteriam-se os mesmos como no dia em que �r�la Prabhup�da deixou o planeta.

Certamente um �tvik pessoalmente teria que seguir de forma estrita, e por conseguinte ser um sik��-guru qualificado. O fato de que o �tvik teria ou n�o uma rela��o de sik�� com a pessoa que se inicia� um assunto separado. Ele poderia oun�o. Para um devoto que aceita esta posi��o, seu minist�rio como �tvik � separado e distinto do seu minist�rio como sik��-guru, apesar de que algumas vezes os dois sobreponham-se. Quando �r�la Prabhup�da estava presente, os novos iniciados nem sequer precisavam necessariamente encontrar-se com o �tvik atuando na sua zona. Freq�entemente a cerim�nia de inicia��o deveria ser executada pelo presidente de templo e o nome do iniciado chegava pelo correio, enviado pelo �tvik designado. Por�m, ao mesmo tempo n�o podemos ver nenhuma raz�o pela qual um �tvik n�o possa conhecer os novos iniciados, e inclusive executar a cerim�nia, se tal arranjo for adequado ao n�vel do templo local.

Agora examinaremos a defini��o 2). Como j� mencionamos muitas vezes, a fim de aceitar disc�pulos, algu�m deve ser um mah�-bh�gavata plenamente autorizado. Antes que �r�la Prabhup�da partisse, ele estabeleceu um sistema no qual qualquer um que iniciasse na ISKCON al�m dele mesmo seria ilegal. Assim, n�o houve autoriza��o para ningu�m, em momento algum no futuro da ISKCON, para dar inicia��o em seu pr�prio nome em vez de no nome de �r�la Prabhup�da. Desta forma, mesmo se um �tvik, ou de fato qualquer outra pessoa, alcan�asse o n�vel de um mah-bhgavata, ele ainda assim teria que seguir o sistema �tvik se ele desejasse permanecer dentro da ISKCON. �r�la Prabhup�da nos deu uma ordem no dia 9 de Julho, e ela n�o diz nada sobre �tviks tornarem-se d�k�� gurus.

O que eles fazem e como eles s�o selecionados:

(a)
O �tvik aceita o disc�pulo, d� um nome espiritual para o novo iniciado, canta nas contas, e para a segunda inicia��o d� o Mantra Gayatri – tudo em nome de �r�la Prabhup�da (por favor leia a carta do dia 9 de Julho no Ap�ndice, p.113). Este foi o m�todo que �r�la Prabhup�da escolheu para ter devotos respons�veis supervisando o processo de inicia��o e o padr�o dentro da ISKCON. O �tvik ir� examinar todas as recomenda��es enviadas pelos presidentes de templos para garantir-se que o futuro disc�pulo possui o padr�o requerido para a pr�tica devocional.


(b) Um �tvik � um sacerdote e assim deve ser um brahmana qualificado. Quando selecionou os �tviks�r�la Prabhup�da primeiramente sugeriu os “sanny�s�s  seniores”, apesar de ele tamb�m ter escolhido pessoas que n�o eram sanny�s�s  (por favor veja a conversa��o do dia 7 de Julho no Ap�ndice, p.132). Os �tviks escolhidos eramhomens seniores respons�veis para garantir que o processo de inicia��o continuasse sem percal�os atrav�s do mundo todo.


(c) Os futuros �tviks podem ser selecionados pelo GBC. O m�todo no qual os �tviks seriam selecionados, repreendidos ou dispensados seria praticamente id�ntico ao m�todo no qual os d�k�� gurus s�o correntemente administrados pelo GBC dentro da ISKCON. Isso est� definitivamente dentro do �mbito do poder concedido ao GBC por �r�la Prabhup�da, uma vez que eles t�m a autoridade de selecionar e examinar muitas pessoas seniores como os sanny�s�s, administradores, secret�rios regionais, etc. Que mais �tviks poderiam ser adicionados pelo GBC foi tamb�m admitido por Tam�la K���a Goswami na conversa em “Topanga Canyon”  (Ap�ndice, p.138).

Ent�o, em resumo, o sistema funcionaria exatamente como quando �r�la Prabhup�da estava no planeta. O modo, a atitude, o relacionamento entre as diversas partes, etc., ir� continuar sem mudan�as, tal como foi por um breve per�odo de quatro meses em 1977. Como �r�la Prabhup�da disse enfaticamente no segundo par�grafo do seu testamento:

“O sistema de administra��o ir� continuar como � agora,  e n�o h� necessidade de nenhuma mudan�a.”



D�k��

D�k�� � o processo pelo  qual algu�m pode despertar seu conhecimento transcendental e aniquilar todas as rea��es causadas por atividades pecaminosas. Uma pessoa perita no estudo das escrituras reveladas conhece este processo como d�k��.(Cc, Madhya-l�l�, 15.108)









O Guru Deve Estar Fisicamente Presente?

“ A presen�a f�sica n�o � importante. A presen�a do som transcendental recebido domestre espiritual deve ser a orienta��o para a vida. Que voc� fa�a a sua vida espiritual um sucesso. Se voc� sentir muito fortemente a minha aus�ncia voc� pode colocar uma foto minha no meu assento e isso ser� uma fonte de inspira��o para voc�.”
(�r�la Prabhup�da Carta para Brahmananda e outros estudantes, 19/1/1967 )

“Mas sempre se lembre que eu estou sempre com voc�. Como voc� est� sempre pensando em mim, eu tamb�m estousempre pensando em voc�. Apesar de n�o estarmos fisicamente juntos, n�s n�o estamos separados espiritualmente. Ent�o n�s devemos sempre nos preocupar unicamente com esta conex�o espiritual.”
 (�r�la Prabhup�da Carta para Gaurasundara, 13/11/1969)

“Ent�o n�s devemos nos associar pela vibra��o, e n�o pela presen�a f�sica. Esta � a verdadeira associa��o.”
(
�r�la Prabhup�da aula do SB, 18/8/1968)

“H� dois conceitos: o conceito f�sico e o conceito vibracional. O conceito f�sico � tempor�rio; o conceito vibracional � eterno [...] Quando n�s sentimos separa��o de K���a ou do Mestre Espiritual n�s devemos apenas tentar nos lembrar de suas palavras ou instru��es, e n�o sentiremos mais separa��o. Tal associa��o com K���a e com o Mestre Espiritual deve ser uma associa��o pela vibra��o, n�o pela presen�a f�sica. Est� averdadeira associa��o.”
(Eleva��o � Consci�ncia de to K���a, Cap�tulo 4)

“Embora, de acordo com a vis�o material, Sua Divina Gra�a �r�la Bhaktisiddh�nta Sarasvati �h�kura Prabhupda deixou este mundo material no �ltimo dia de dezembro de 1936, ainda assim eu considero Sua Divina Gra�a estando sempre presente comigo pelo seu v���, suas palavras. H� dois modos de associa��o: por v��� ou por vapuh. V��� significa palavras e vapuh significa presen�a f�sica. A presen�a f�sica � algumas vezes percept�vele algumas vezes n�o, mas v���  continua a existir eternamente. Portanto, deve-se obter benef�cio de v���, n�o da presen�a f�sica.”
(
Cc. Antya-l�l�, conclus�o)

“Portanto, n�s devemos obter benef�cio de v��� , n�o da presen�a f�sica.”
 (
�r�la Prabhup�da Carta para Suci-devi dasi , 4/11/1975)

“Eu irei sempre permanecer como seu guia pessoal, esteja presente fisicamente ou n�o; assim como estou sempre recebendo a orienta��o de meu Guru Mahrja.”
(
�r�la Prabhup�da Conversa no Quarto, V�nd�vana, 14/7/1977)

“Algumas vezes � mal-entendidoque se algu�m est� engajado em servi�o devocional ele n�o ser� capaz de resolver o problema econ�mico. Para responder a este argumento, � descrito aqui que devemos associar-nos com pessoas liberadas, n�o direta e fisicamente, mas pelo entendimento dos problemas da vida atrav�s de filosofia el�gica.”
(SB, 3.31.48, coment�rio)

“Eu sempre estou com voc�. N�o importa se eu estou fisicamente ausente.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Jayananda, 16/9/1967)


Paramnanda:  “N�s estamos sempre sentido fortemente a sua presen�a, �r�la Prabhup�da, simplesmente por suas instru��es e seus ensinamentos. N�s estamos sempre meditando nos seus ensinamentos.”
�r�la Prabhup�da: “Obrigado. Esta � a verdadeira presen�a. A presen�a f�sica n�o � importante.” 
(Conversa no Quarto, 6/10/1977, V�nd�vana)

“Voc� me escreveu que tem vontade de ter a minha associa��o, mas por que voc� se esquece de que voc� est� sempre em associa��o comigo? Quando voc� est� ajudando na minha atividade mission�ria eu estou sempre pensando em voc�, e voc� est� sempre pensando em mim. Esta � a verdadeira associa��o. Assim como eu sempre estou pensando em meu Guru Mah�r�ja a cada momento, apesar de ele n�o estar presente fisicamente, e porque eu estou tentando o melhor que posso para servi-lo, eu estou certo de que ele est� me ajudando com suas b�n��os espirituais. Ent�o, aqui tem dois tipos de associa��o: f�sica e preceptoral. A associa��o f�sica n�o � t�o importante quanto a associa��o preceptoral.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Govinda  Dasi, 17/8/1969)


“No que diz respeito �s minhas b�n��os, a minha presen�a f�sica n�o � necess�ria. Se voc� est� cantando Hare K���a a�, e seguindo minhas instru��es, lendo os livros, comendo apenas K���a Prasadam, etc., ent�o est� fora de quest�on�o receber as b�n��os do Senhor Caitanya, cuja miss�o eu estou humildemente tentando levar adiante.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Bal K���a, 30/6/1974)


“Qualquer um que tenha desenvolvido f� inabal�vel no Senhor e no Mestre Espiritual pode entender as escrituras reveladas, que se abrir�o diante dele. Ent�o, continue com asua atitude presente e voc� ir� ter sucesso no seu progresso espiritual. Eu estou certo que mesmo se n�o estiver fisicamente presente diante de voc�, ainda assim voc� ser� capaz de executar todos os deveres espirituais da Consci�ncia de K���a, se voc� seguir os princ�pios acima.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Subala, 29/9/1967)


“Ent�o, apesar do corpo f�sico n�o estar presente, a vibra��o deve ser aceita como a presen�a do mestre espiritual; vibra��o. Oque n�s ouvimos do mestre espiritual, isso est� vivo.”
 (
�r�la Prabhup�da Palestra, 13/1/1969, Los Angeles)


Revati-nandana: “... ent�o algumas vezes o mestre espiritual est� distante. Ele pode estar em Los Angeles.  Algu�m est� vindo ao templo de Hamburgo.  Ele pensa: ‘como o Mestre espiritual ser� agradado?’”
�r�la Prabhup�da: “apenas siga a sua ordem, o mestre espiritual est� junto com voc� pelas suas palavras.  Assim como meu mestre espiritual n�o est� fisicamente presente, mas eu estou em associa��o com ele pelas suas palavras.” 
(�r�la Prabhup�da Palestra, 18/8/1971)

“Assimcomo eu estou trabalhando, ent�o meu Guru Mah�r�ja est� aqui, Bhaktisiddh�nta Saraswati. Fisicamente ele pode n�o estar, mas em cada a��o ele est� aqui. Servir �s palavras do mestre espiritual � mais importante do que servi-lo fisicamente.”
(
�r�la Prabhup�da Conversa no Quarto, 27/5/1977, V�nd�vana)

“Ent�o, isso � chamado prakata, fisicamente presente. Eh� outra fase,� chamada aprakata, ausente fisicamente. Mas isso n�o significa que K���a ou Deus est� morto. Este n�o � o significado, prakata ou aprakata, fisicamente presente ou n�o, isso n�o importa.”
(
�r�la Prabhup�da Palestra, 11/12/1973, Los Angeles)

“Assim, espiritualmente separa��o est� fora de quest�o, mesmo fisicamente n�s podemos estar em locais distantes.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Syama-dasi, 30/08/1968)

“Eu fui at� o seu pa�s difundir esta informa��o da Consci�ncia de K���a, e voc� est� me ajudando em minha miss�o, apesar de eu n�o estar fisicamente presente, mas espiritualmente eu sempre estou com voc�.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Nandarani, K���a Devi, Subala e Uddava, 3/10/1967)

“Na realidade n�s n�o estamos separados. H� dois tipos: v���  ou vapuh, ent�o vapuh � a presen�a f�sica, e v���  a presen�a vibracional, mas s�o a mesma coisa.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Hamsadutta, 22/6/1970)

“Assim, na aus�nciaf�sica do mestre espiritual, v���-seva � mais importante. Meu mestre espiritual, Sarasvati Goswami, pode aparecer ausente fisicamente, mas apesar disso eu tento servir as suas instru��es; eu jamais me sinto separado dele.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Karandhara, 22/8/1970)

“Eutamb�mn�o sinto separa��o de meu Guru Mah�r�ja. Quando estou engajado no seu servi�o, suas fotos me d�o for�a suficiente. Servir as palavras do Mestre Espiritual � mais importante do que servi-lo fisicamente.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Syamasundara, 19/7/1970)



Siga As Instru��es, N�o o Corpo 


 
“No que diz respeito � associa��o pessoal com o guru, eu estive com Guru Mah�r�jaaumas 4 ou 5 vezes, mas eu nunca abandonei a sua associa��o, nem mesmo por um momento. Porque eu estou seguindo suas instru��es, eu jamais sentisepara��o. H� alguns de meus irm�os espirituais aqui na �ndia que tinham constante associa��o espiritual com Guru Mah�r�ja, mas est�o negligenciando suas ordens. � assim como um percevejo sentado no colo do rei. Ele talvez esteja muito inflado pela sua posi��o, mas tudo o que pode fazer � picar o rei. Associa��o pessoal n�o �t�o importante quanto associa��o atrav�s do servi�o.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Satadhanya, 20/2/1972)

“Ent�o, espiritualmente aparecimento ou desaparecimento, n�o h� diferen�a... espiritualmente n�o h� diferen�a, aparecimento ou desaparecimento. Apesar de que hoje � o dia do desaparecimento de Om Visnupada �ri �rimad Bhaktisiddh�nta Sarasvati �h�kura, n�o h� nada para ser lamentado, apesar de sentirmos separa��o...”
(�r�la Prabhup�da Palestra, Los Angeles, 13/12/1973)

“Assim, Meu Guru Mahrja ser� muito, muito satisfeito com voc� [...] n�o � que ele tenha morrido ese foi. Isso n�o � um entendimento espiritual [...] Ele est� vendo. Eu jamais me senti sozinho.” (�r�la Prabhup�da Palestra, 2/3/1975, Atlanta)

V���  � mais importante do que vapuh.
(
�r�la Prabhup�da Carta paraTu��a K���a Dasa, 14/12/1972)

“Sim, eu estou muito feliz que seu centro est� indo muito bem e que todos os devotos est�o apreciando a presen�a do Mestre Espiritual seguindo as suas instru��es, apesar de ele n�o estar fisicamente presente. Este � o esp�rito correto.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Karandhara, 13/9/1970)

“Por suas palavras, o mestre espiritual pode penetrar dentro do cora��o da pessoa sofredora e injetar o conhecimento transcendental, que sozinho pode extinguir o fogo da exist�ncia material.”
(SB, 1.7.22, coment�rio )

“H� duas palavras: v���vapuh. V��� significa palavras, e vapuh significa o corpo f�sico. [...] Vapuh ir� ter um fim. Este corpo material ter� um fim, esta � a natureza. Mas se n�s permanecemos com v���, as palavras do mestre espiritual, ent�o permanecemos muitos firmes [...] se voc� se mantiver sempre intacto, em liga��o com as palavras e instru��es elevadas, ent�o voc� estar� sempre novo. Isto � entendimento espiritual.”
(
�r�la Prabhup�da Palestra, 2/3/1975, Atlanta)

“Ent�o, n�s devemos dar mais �nfase � vibra��o do som, seja ela de K���a ou do mestre espiritual.”
(
�r�la Prabhup�da Palestra, 18/8/1968, Montreal)

“Jamais pense que eu estou separado de voc�; presen�a por minha mensagem (ou por ouvir) � o verdadeiro toque.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para estudantes, 2/8/1967)

“O recebimento de conhecimento espiritual nunca � bloqueado por qualquer condi��o material.”
 (SB, 7.7.1, coment�rio)

“A pot�ncia do som transcendental nunca � minimizada porque aquele que ovibrou est� aparentemente ausente.”
(SB, 2.9.8, coment�rio)

“O disc�pulo e o mestre espiritual jamais est�o separados porque o mestre espiritual sempre est� na companhia de seu disc�pulo enquanto o disc�pulo seguir estritamente as instru��es do mestre espiritual. Isso � chamado de associa��o por v���. A presen�a f�sica � chamada vapuh. Enquanto o mestre espiritual estiverpresente, o disc�pulo deve servir o corpo f�sico do mestre espiritual, e quando o mestre espiritualn�o mais estiver fisicamente presente, o disc�pulo deve servir as instru��es do mestre espiritual.”
(SB, 4.28.47, coment�rio)

“Se n�o h� oportunidadepara servir o mestre espiritual diretamente, o devoto deve servi-lolembrando-se de suas instru��es. N�o h� diferen�a entre as instru��es do mestre espiritual e o pr�prio mestre espiritual . Portanto, na sua aus�ncia, suas palavras de instru��o devem ser o orgulho do disc�pulo.”
(Cc. 
di-l�l� 1.35, coment�rio)

“Ele vive para sempre pelas suas instru��es divinas, e os seguidores vivem com ele.”
(SB, pref�cio)

“Raciocina mal quem diz quevaishnavas morrem, pois v�sainda viveis no som.”
 (Bhaktivinoda �h�kura, Songs of the Vaisnava Acaryas, Edição de 1972)

“Sim, o �xtase da separa��o do mestre espiritual � um �xtase ainda maior do que encontrar-se com ele.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Jadurani, 13/1/1968)

K���a e seu representante s�o o mesmo. Similarmente, o mestre espiritual pode estar presente quando quer que o disc�pulo deseje. O mestre espiritual � o princ�pio, n�o no corpo. Assim como a televis�o pode ser vista em milhares de lugares pelo dispositivo eletr�nico de transmiss�o de sinais.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Malati, 28/5/1968)

“� melhor servir a K���a e o mestre espiritual em sentimento de separa��o; algumas vezes h� um risco emservi�o direto.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Madhusudana, 30/12/1967)


Os Livros S�o o Suficiente


Devoto:  �r�la Prabhup�da,  quando o senhor n�o mais estiver presente entre n�s, como ser� poss�vel receber instru��es? Por exemplo, em quest�es que possam surgir... ”
�r�la Prabhup�da:   “Bem, as quest�es est�o respon... as respostas est�o em meus livros.”
(Caminhada matinal, 13/5/1973, Los Angeles)


“Portanto, utilize  qualquer tempo que voc� obter  para fazer um completo estudo dos meus livros. Ent�o, todas as sua quest�es ser�o respondidas.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Upendra, 7/1/1976)

“Se for poss�vel ir ao templo, ent�o  se beneficie do tempo. Um templo � um local onde � dada a oportunidade para se prestar servi�o devocional direto ao Senhor �ri K���a. Junto com isso, voc� deve sempre ler os meus livros diariamente, e todas as suas perguntas ser�o respondidas, e voc� ter� uma base firme da Consci�ncia de K���a. Deste modo sua vida ser� perfeita.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Hugo Salemon, 22/11/1974)

“Cada um de voc�s deve ler regularmente nossos livros, pelo menos duas vezes, pela manh� e ao anoitecer, e automaticamente todas as suas perguntas ser�o respondidas.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Randhir, 24/01/1970)

“Nos meus livros a filosofia da Consci�ncia de K���a � explicada plenamente, se houver qualquer coisa que voc�s n�o entendam, ent�o simplesmente leiam de novo e de novo. Por ler diariamente, o conhecimento ser� revelado para voc�s, e por este processo, sua vida espiritual ir� se desenvolver.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Bahurupa Dasa, 22/11/1974)


�r�la Prabhup�da: “‘mesmo um momento de associa��o espiritual com um devoto puro � pleno sucesso!’” [...]
Revat�-nandana: “isso se aplica a  ler as palavras de um devoto puro.”
�r�la Prabhup�da: “Sim.”
Revat�-nandana: “mesmo uma pequena associa��o com seus livros tem o mesmo efeito?”
�r�la Prabhup�da: “Efeito. Claro, isso requer ambas as coisas. Deve-se estar muito ansioso para receber.”
(Conversa no quarto, 13/12/1970)

 Paramaha�sa: “Minha pergunta �- um devoto puro, quando ele comenta sobre o Bhagavad-g�t�, algu�m que jamais o v�  fisicamente, mas ele apenas teve contato com seu coment�rio, explica��o, isso � a mesma coisa?”
 �r�la Prabhup�da: “Sim. Voc� pode associar-se com Krna por ler o Bhagavad-g�t�. E estas pessoas santas, elas ir�o dar as explica��es e coment�rios.  Ent�o onde est� a dificuldade?” 
(Caminhada  matinal, 11/6/1974, Paris)


“N�o h� de novo para ser dito. O que quer que eu tinha para dizer, eu j� disse em meus livros. Agora voc�s devem tentar entender e continuar com os seus esfor�os. Esteja eu presente ou n�o, isso n�o importa.”
(
�r�la Prabhup�da Chegada Conversa , 17/5/1977, V�nd�vana)


O �r�la Prabhup�da � o Nosso Guru Eterno


Rep�rter: “O que ir� acontecer ao Movimento nos Estados Unidos quando o senhor morrer?”
�r�la Prabhup�da: “Eu jamais morrerei.”
Devotos: “Jaya! Haribol!” (risadas.)
�r�la Prabhup�da: “Eu viverei para sempre em meus livros e voc�s os utilizar�o.”
(�r�la Prabhup�da Entrevista em S�o Francisco, 16/7/1975)

Senhora Indiana: “... o mestre espiritual permanecer� nos guiando depois da morte?”
�r�la Prabhup�da: “Sim, sim. Assim como K���a est� nos guiando do mesmo modo o mestre espiritual ir� nos guiar.”
(�r�la Prabhup�da Palestra, 3/9/1971, London)

“A alian�a eterna entre o mestre espiritual e o disc�pulo come�a  no dia que ele o escuta.”
(
�r�la Prabhup�da Carta para Jadurani, 4/9/1972)

“A influ�ncia do devoto puro � tal que,  se algu�m vem associar-se com ele com um pouquinho de f�, ele tem a chance  de escutar sobre o Senhor das escrituras autorizadas como o �r�mad-Bh�gavatam e o Bhagavad-g�t�. Este � o primeiro est�gio da associa��o com o devoto puro.”
(N�ctar de Devo��o, Cap�tulo 19, [Pre-1977 Ed.])

“Estes n�o livros comuns. S�o cantos gravados;  aquele que os l� est� escutando.”
(Carta para Rupanuga Dasa, 19/10/1974)

“A respeito do sistema de parampara n�o h� nada para se maravilhar quando se v� grandes espa�os de tempo [...] N�s temos que aceitar o �c�rya proeminente e segui-lo.”
(Carta para to Dayananda, 12/4/1968)


N�r�yana: “Ent�o, aqueles disc�pulos que n�o t�m a oportunidade de ver ou falar com o senhor...”
�r�la Prabhup�da: “Ele estava falando sobre isso, v��� ou vapuh. Mesmo se voc� n�o ver o seu corpo, voc� aceita suas palavras,  v���.
N�r�yana: “Mas como eles sabem que est�o agradando o senhor?
�r�la Prabhup�da: “Se voc� de fato segue as palavras do guru, isso significa que ele est� satisfeito. E se voc� n�o segue, como ele pode estar satisfeito?
Sud�ma: “N�o somente isso, mas sua miseric�rdia est� espalhada em todos  lugares, e se n�s nos beneficiarmos, como o senhor nos disse uma vez, ent�o iremos sentir os resultados.”
�r�la Prabhup�da: “Sim.”
             Jayadvaita: “E se n�s tivermos f� no que o Guru diz, ent�o n�s faremos isso automaticamente.”
�r�la Prabhup�da: “Sim. Meu Guru-mahrja abandonou o corpo em 1936, e eu iniciei este movimento em 1965, 30 anos depois. Ent�o? Eu estou recebendo a miseric�rdia do Guru. Isto � v���. Mesmo se o Guru n�o estiver fisicamente presente, se voc� seguir v���, ent�o voc� est� recebendo aux�lio.”
Sud�ma: “Ent�o  separa��o est� fora de quest�o enquanto o disc�pulo seguir as instru��es do Guru.”
�r�la Prabhup�da: “N�o. Cakhu-d�n dilo jei. o que vem depois?”
                 Sud�ma: Cakhu-d�n dilo jei, janme janme prabhu sei.”
�r�la Prabhup�da: janme janme prabhu sei. Ent�o, onde est� a separa��o? Aquele que abre seus olhos, ele � seu  prabhu  nascimento ap�s nascimento.”
(Caminhada matinal, 21/7/1975, S�o Francisco)


      Madhudvi�a: “Existe alguma forma para um crist�o alcan�ar o c�u espiritual , sem a ajuda de um mestre espiritual, crendo nas palavras de Jesus Cristo e tentando seguir seus ensinamentos?”
�r�la Prabhup�da: “Eu n�o compreendo.”
Tam�la K���a: “Pode um crist�o nesta era, sem um mestre espiritual, mas lendo a B�blia, e seguindo as palavras de Jesus, alcan�ar o...”
�r�la Prabhup�da: “Quando voc� l� a B�blia, voc� segue o mestre espiritual. Como pode voc� dizer ‘sem mestre espiritual’? T�o logo voc� leia a B�blia, isso significa que voc� est� seguindo as instru��es do senhor Jesus Cristo, o que significa seguir o mestre espiritual. Ent�o, onde est� a chance  de estar sem mestre espiritual?
Madhudvi�a: Eu estou me referindo a um mestre espiritual vivo.”
�r�la Prabhup�da: Mestre espiritual n�o se trata de...  O mestre espiritual � eterno. O mestre espiritual � eterno. Ent�o, a sua pergunta �: “sem um mestre espiritual”. Sem um mestre espiritual voc� n�o pode estar em fase alguma da vida. Voc� pode aceitar este mestre espiritual ou aquele. Isso � outra coisa. Mas voc� deve aceitar. Como voc� disse que “lendo a B�blia”, quando voc� l� a B�blia isso quer dizer que voc� est� seguindo o mestre espiritual representado por algum sacerdote ou membro do clero na linha do Senhor Jesus Cristo.
(�r�la Prabhup�da Palestra, 2/10/1968, Seattle)

“Voc� perguntou se o Mestre Espiritual permanece no universo at� que o disc�pulo seja transferido para o c�u espiritual. A resposta � sim, esta � a regra.”
(�r�la Prabhup�da Carta para Jayapataka, 11/7/1969)


AP�NDICES

09 de Julho, 1977 Carta: “Para Todos GBC e Presidentes de Templo

A c�pia da a atual carta



A atual mat�ria da a carta




10 de Julho, 1977 Carta 

A c�pia da a atual carta


A atual mat�ria da a carta



11 de Julho, 1977 Carta 

A c�pia da a atual carta


A atual mat�ria da a carta


21 de Julho, 1977 Carta 

A c�pia da a atual carta


A atual mat�ria da a carta



31 de Julho, 1977 Carta

A c�pia da a atual carta


A atual mat�ria da a carta



Declara��o de testamento de �r�la Prabhup�da (4 de Junho, 1977) & Codicilo (5 de Novembro, 1977)

A atual Testamento 




A mat�ria no Testamento






Conversa no Quarto, dia 22 de Abril, 1977, Bombay

 �r�la Prabhup�da: “Eu disse a ele que ‘voc� n�o pode fazer assim independentemente. Voc� est� indo bem, mas n�o fa�a isso na revista.’ (pausa) As pessoas se queixaram de Hamsadutta. Voc� sabia disso?””
Tam�la K���a: “Eu n�o tenho certeza sobre incidentes particulares, mas tenho escutado no geral...”
 �r�la Prabhup�da:  “Na Alemanha. Na Alemanha.”
    Tam�la K���a: “Os devotos  l�.”
�r�la Prabhup�da: “Muitas queixas.”
Tam�la K���a: “Portanto, mudar � bom.”
 �r�la Prabhup�da: “Voc� se torna guru, mas voc� deve estar qualificado primeiro. Ent�o voc� se torna.”
    Tam�la K���a: “�, era este tipo de queixa.”
�r�la Prabhup�da: “Voc�  sabia disso?”
  Tam�la K���a: “Sim, eu escutei isso, sim.”
�r�la Prabhup�da: “De que vale produzir um guru patife?”
Tam�la K���a: “Bem, eu tenho estudado a mim mesmo e todos os seus disc�pulos, e est� claro o fato de que n�s todos somos almas condicionadas, ent�o n�o podemos ser gurus. Talvez um dia isso seja poss�vel...”
�r�la Prabhup�da: “Hm.”
   Tam�la K���a: “...mas n�o agora.”
 �r�la Prabhup�da: “Sim. Eu produzirei alguns gurus. Eu direi quem � guru, ‘agora voc� se torna �c�rya. Voc� se torna autorizado’. Eu estou esperando por isso. Voc�s todos se tornam �c�ryas. Eu me aposento completamente. Mas o treinamento deve ser completo.”
    Tam�la K���a: “Deve haver um processo de purifica��o.”
�r�la Prabhup�da: “� sim, deve haver. Caitanya Mahprabhu deseja: �m�ra �j��ya guru ha�� [Cc. Madhya 7.128]. “Voc� se torna guru.” (risos) Mas deve estar qualificado. Uma pequena coisa; seguidor estrito.”
    Tam�la K���a: “Sem carimbos.”
�r�la Prabhup�da: “Assim voc�s n�o ser�o efetivos. Poder�o enganar, mas isso n�o ser� efetivo. Veja a nossa Gaudiya Math. Cada um queria se tornar guru,  um pequeno templo e “guru.” Que tipo de guru? Nenhuma publica��o, nem prega��o, simplesmente trazendo alguma comida... meu Guru Mahrja costumava dizer: “bagun�a aglomerada”, um lugar para comer e dormir. Amar amar ara takana: “bagun�a aglomerada”. Ele disse isso.”



Conversa no Quarto, dia 27 de Maio, 1977, V�nd�vana

Bhav�nanda: “Haver� homens, eu sei. Haver� homens que tentar�o se apresentar como gurus.”
 Tam�la K���a:  “Isso estava acontecendo muitos anos atr�s. Os seus irm�os espirituais foram pensando assim. Madhava Mahrja...”
Bhav�nanda: “�, sim. �, preparados para pular.”
�r�la Prabhup�da: “� preciso uma administra��o muito forte e observa��o vigilante.”


Conversa no Quarto, dia 28 de Maio, 1977, V�nd�vana*

Satsvarupa dasa Goswami: “Ent�o, nossa pr�xima pergunta diz respeito �s inicia��es no futuro, particularmente quando o senhor n�o estiver mais conosco. N�s queremos saber como  a primeira e segunda inicia��es dever�o ser conduzidas.”
�r�la Prabhup�da: “Sim. Eu irei recomendar alguns de voc�s. Depois que isso estiver estabelecido eu irei recomendar alguns de voc�s para agir como  �c�ryas representante(s).”
Tam�la K���a Mah�r�ja: “Isso � chamado �tvik �c�rya?”
�r�la Prabhup�da: �tvik. Sim.” 
Satsvarupa dasa Goswami: “Qual � a rela��o daquela pessoa que d� a inicia��o e...”
�r�la Prabhup�da: “Ele � guru. Ele � guru.”
Satsvarupa dasa Goswami: “Mas  ele age em seu nome.”
�r�la Prabhup�da: “Sim. Isso � formalidade. Porque na minha presen�a ningu�m deve se tornar guru, ent�o, em meu nome, sob minha ordem, �m�ra �j��ya guru (ha��), seja realmente guru, mas sob minha ordem.”
Satsvarupa dasa Goswami: “Ent�o eles podem ser considerados seus disc�pulos?”
�r�la Prabhup�da: “Sim, eles s�o disc�pulos, mas considere... quem...”
Tam�la K���a Mah�r�ja: “N�o. Ele est� perguntando que esses �tvik �c�ryas, eles estar�o atuando, dando d�k��, as pessoas para quem eles d�o d�k�� s�o disc�pulos de quem?” 
�r�la Prabhup�da: “Eles s�o seus disc�pulos.”
Tam�la K���a Mah�r�ja: “Eles s�o seus disc�pulos.”
�r�la Prabhup�da: “Quem inicia ... disc�pulo de seu disc�pulo...”
Satsvarupa dasa Goswami: (Sim)
Tam�la K���a Mah�r�ja: (Isso est� claro) (Vamos continuar) 
Satsvarupa dasa Goswami: “Ent�o n�s temos uma pergunta a respeito...”
�r�la Prabhup�da: “Quando eu ordenar voc�s se torna guru; ele se torna guru regular. Isso � tudo. Ele se torna disc�pulo de meu disc�pulo. (� isso a�) (Veja s�).”
* O conversa��o acima � composto por quatro hist�ricos diferentes providenciados por GBC nas seguintes publica��es.
1983: �r�la Prabhup�da-L�l�m�ta, Vol. 6 (Satsvarupa dasa Goswami, BBT)
1985: Under My Order (Ravindra-svarupa dasa)
1990: ISKCON Journal (GBC)
1995: Gurus and Initiation in ISKCON (GBC)

Conversa no Quarto, dia 7 de Julho, 1977, V�nd�vana


 Tam�la K���a:  “�r�la Prabhup�da? n�s estamos recebendo um grande n�mero de cartas agora. Estas  s�o pessoas que querem ser iniciadas. Ent�o, at� agora, uma vez que o senhor est� ficando doente, n�s pedimos para que esperem.”
�r�la Prabhup�da: “O sanny�s�s s�nior no local pode fazer.”
 Tam�la K���a: “� o que est�vamos fazendo. Quero dizer, previamente n�s est�vamos  ... os sanny�s�s GBC do local estavam cantando nas contas deles, e estavam escrevendo para Sua Divina Gra�a, e o senhor dava um nome espiritual. Ent�o, devemos continuar com este processo, ou devemos... quero dizer, uma coisa � que se diz que o mestre espiritual aceita... o senhor sabe, ele aceita...  e tem que limpar o disc�pulo... ent�o, n�s n�o queremos que o senhor tenha que... j� que sua sa�de n�o est� muito boa, para que n�o haja... � por isso que estamos pedindo a todo mundo que espere. Simplesmente quero saber se devemos continuar esperando um pouco mais.”
�r�la Prabhup�da: “N�o, os sanny�s�s seniores...”
Tam�la K���a: “Ent�o eles devem continuar a...”
�r�la Prabhup�da: “Voc� pode dar-me a lista de sanny�s�s, eu irei selecion�-los...”
Tam�la K���a: “Ok.”
�r�la Prabhup�da: “Voc� pode fazer. Kirtanananda pode fazer. Satsvarupa pode fazer. Estes tr�s podem fazer.”
Tam�la K���a: “Ent�o, supondo algu�m est� na Am�rica, eles simplesmente dever�o escrever para Kirtanananda ou Satsvarupa?”
�r�la Prabhup�da: “O mais pr�ximo. Jayatirtha pode fazer.”
Tam�la K���a: “Jayatirtha.”
�r�la Prabhup�da: “Bhavanan..., er, Bhagavn.”
Tam�la K���a: “Bhagavn.”
�r�la Prabhup�da: “Ele tamb�m pode fazer...Harikesa.”
Tam�la K���a: “Harikesa Mahrja.”
�r�la Prabhup�da: “Cinco, seis homens podem se dividir; quem estiver mais pr�ximo.”
Tam�la K���a: “Quem estiver mais pr�ximo. Ent�o as pessoas n�o t�m que escrever para Sua Divina Gra�a. Eles poder�o escrever diretamente para aquela pessoa?”
�r�la Prabhup�da: “Hmm.”
Tam�la K���a: “Atualmente eles est�o iniciando no nome de Sua Divina Gra�a. As pessoas ser�o iniciadas ainda por Sua...”
�r�la Prabhup�da: “Segunda  inicia��o, n�s temos que pensar na segunda.”
Tam�la K���a: “Isso � para a primeira inicia��o. Ok, e para a segunda inicia��o, por enquanto eles deveriam...”
�r�la Prabhup�da: “Novamente, eles devem esperar. A segunda inicia��o, esta deve ser dada...”
Tam�la K���a: “H� alguns devotos que est�o escrevendo ao senhor pedindo segunda inicia��o, e eu estou lhes escrevendo dizendo-lhes que esperem um pouco, porque o senhor  n�o est� bem. Devo continuar dizendo isso?”
�r�la Prabhup�da: “Eles podem receber a segunda inicia��o.”
Tam�la K���a:  “Escrevendo ao senhor.”
�r�la Prabhup�da: “N�o, a estes homens.”
Tam�la K���a: “Estes homens, eles tamb�m podem fazer a segunda inicia��o. N�o h� necessidade de que os devotos escrevam ao senhor pedindo a primeira e segunda inicia��o. Eles podem escrever para aquele mais pr�ximo deles. Por�m todas estas pessoas ainda assim s�o seus disc�pulos. Qualquer pessoa que d� inicia��o o far� em seu nome.”
�r�la Prabhup�da: “Sim.”
Tam�la K���a: “O senhor sabe aquele livro que eu mantenho com os nomes de todos os seus disc�pulos?”
�r�la Prabhup�da:  “Hmm.”
Tam�la K���a: “Ent�o se algu�m der inicia��es, como Harikesa Mahrja, ele deve enviar- nos os nomes das pessoas e eu farei seu registro no livro. OK. H� algu�m na �ndia que o senhor gostaria que fizesse isso?”
�r�la Prabhup�da: “�ndia? Eu estou aqui. N�s veremos. Na �ndia, Jayapataka.”
Tam�la K���a: “Jayapataka Mahrja.”
�r�la Prabhup�da: “Voc� tamb�m est� na �ndia.”
Tam�la K���a: “Sim.”
�r�la Prabhup�da: “Voc� pode anotar estes nomes.”
Tam�la K���a: “Sim, eu os tenho.”
�r�la Prabhup�da: “Quem s�o eles?”
Tam�la K���a: “Kirtanananda Mahrja, Satsvarupa Mahrja, Jayatirtha Prabhu, Bhagavn Prabhu, Harikesa Mahrja, Jayapataka Mahrja and Tam�la K���a Mahrja.”
�r�la Prabhup�da: “Est� certo.  Agora distribua.”
Tam�la K���a: “Sete. H� sete nomes.”
�r�la Prabhup�da: “Por enquanto sete nomes. Suficiente. (Um pouco depois) Voc� pode escrever, Rame�vara.
Tam�la K���a: Rame�vara Mahrja.”
�r�la Prabhup�da: “E H�dayananda.
Tam�la K���a: “�, Am�rica do Sul.”
�r�la Prabhup�da: “Ent�o sem esperar por mim, quem quer que voc� considere que mere�a. Isso depender� de discri��o.”
Tam�la K���a: “Com discri��o.”
�r�la Prabhup�da: “Sim.”
Tam�la K���a: “Isso � para primeira e segunda inicia��es.”
�r�la Prabhup�da: “Hmm.”
Tam�la K���a: “Devo enviar o grupo de k�rtana, �r�la Prabhup�da?”

Conversa no Quarto, dia 19 de Julho, 1977, V�nd�vana

 Tam�la K���a: “Upendra e eu podemos ver que... (interrompido).”
�r�la Prabhup�da: “E ningu�m ir�  perturbar voc� l�. Fa�a seu pr�prio campo e continue sendo um �tvik, e atue sob minha ordem. As pessoas est�o se tornando simpatizantes aqui. O lugar � muito bom.”
Tam�la K���a: “Sim. Ele diz: ‘a introdu��o do Bhagavad-g�t� est� sendo traduzida em Tamil, e terei o segundo cap�tulo feito em seguida, ent�o publicarei um pequeno livreto para distribui��o.’”

Conversa no Quarto, dia 18 de Outubro, 1977, V�nd�vana

�r�la Prabhup�da: “Hare K���a. Um cavalheiro bengali veio de Nova Iorque?” (um homem havia viajado de Nova Iorque para ser iniciado por �r�la Prabhup�da).
Tam�la K���a: Sim. O Sr. Sukamal Roy Chowdury.”
�r�la Prabhup�da: “Ent�o, eu apontei alguns de voc�s para iniciar? Hmm?”
Tam�la K���a: “Sim. Na verdade... Sim, �r�la Prabhup�da.”
�r�la Prabhup�da: “Ent�o,  eu penso que Jayapataka pode fazer isso se voc� quiser. Eu j� fiz as nomea��es. Diga � ele.” 
Tam�la K���a: “Sim.”
�r�la Prabhup�da: “Que alguns foram nomeados; o nome de Jayapataka est� l�? ”
Bhagav�n: “Ele j� est� l�, �r�la Prabhup�da. Eu nome estava nessa lista.”
�r�la Prabhup�da: “Ent�o, eu o apontei para fazer isso em Mayapur e ele pode ir com ele. Eu parei por enquanto. Est� certo?”
Tam�la K���a:  “O qu�, �r�la Prabhup�da?”
�r�la Prabhup�da: “Esta inicia��o; eu apontei alguns dos meus disc�pulos, est� claro ou n�o?”
Girir�ja: “Est� claro.” 
�r�la Prabhup�da: “Voc� tem a lista de nomes?”
Tam�la K���a: “Sim, �r�la Prabhup�da.
�r�la Prabhup�da: “E se pela miseric�rdia de K���a eu me recuperar desta condi��o, ent�o eu come�arei ou n�o, mas nesta condi��o iniciar n�o � bom.”

Conversa no Quarto, dia 2 de Novembro, 1977, V�nd�vana

(�r�la Prabhup�da est� explicando o que foi discutido com os convidados)
�r�la Prabhup�da: “... ent�o, “depois de voc�, quem tomar� a lideran�a?” e “(eu disse) cada um tomar�. Todos meus disc�pulos; se voc� quiser voc�  tamb�m pode tomar (risos). Mas se voc� seguir. Eles est�o preparados para sacrificar tudo. Eles ir�o tomar a lideran�a. Eu posso partir. Mas haver� centenas. Centenas ir�o pregar. Se voc� quiser voc�  tamb�m pode ser l�der. N�s n�o temos tal coisa como ‘aqui est� o l�der’. Qualquer um que seguir o l�der anterior, ele � l�der”
Tam�la K���a: “Hmm.”
�r�la Prabhup�da: “‘Indiano! N�s n�o temos tal distin��o. ‘Indiano’, ‘Europeu.’”
                   Devoto: “Eles querem um l�der indiano?”
�r�la Prabhup�da: “Sim. Todos, todos meus disc�pulos s�o l�deres. Uma vez que seguem genuinamente, eles se tornam l�deres. Se voc�  seguir, voc� pode se tornar l�der. Mas voc� n�o segue. Eu disse isso. (pausa).” 
      Tam�la K���a: “Sim, eles provavelmente queriam propor algu�m que iria tomar o  nosso Movimento”
�r�la Prabhup�da: “Sim. l�deres. Tudo bobagem.  L�der significa que algu�m se tornou um disc�pulo de primeira classe. Ele � l�der, Eva� parampar� pr�pta..., aquele que segue de forma perfeita... Nossa instru��o �  �ra n� kariha mane ���. Voc� conhece isso? O que � isso? Guru-mukha-padma-v�kya, cittete kariy� aikya, �ra n� kariha mane ���. Quem � o l�der? um l�der..., tornar-se l�der n�o � muito dif�cil, contanto que se esteja preparado para seguir as instru��es de um guru fidedigno.”

Confiss�es de Tam�la K���a na Casa da Pir�mide, 3 de Dezembro de 1980

Tam�la K���a Mah�r�ja: “Eu tive uma certa realiza��o h� uns poucos dias atr�s. [...] Existem obviamente muitas afirma��es feitas por �r�la Prabhup�da que seu Guru- Mah�r�ja n�o nomeou ningu�m como sucessor [...] mesmo em seus livros �r�la Prabhup�da disse que guru significa por qualifica��o.

A inspira��o veio porque eu tinha uma pergunta pessoal, ent�o K���a falou. Realmente,  Prabhup�da jamais apontou nenhum guru. Ele apontou onze �tviks; ele jamais os apontou como gurus. Eu e os outros membros do GBC causamos um grande dano a este Movimento nestes �ltimos tr�s anos, porque n�s interpretamos o apontamento de �tviks como sendo apontamento de gurus.

Eu irei explicar o que de fato aconteceu. Eu havia explicado, mas a interpreta��o estava errada. O que aconteceu realmente foi que  Prabhup�da mencionou que iria apontar alguns �tviks, ent�o o GBC se reuniu por v�rias raz�es, e eles foram at�  Prabhup�da, cinco ou seis de n�s (isso se refere � reuni�o de maio de 1977); n�s perguntamos: ‘�r�la Prabhup�da, ap�s a sua partida, se n�s aceitarmos disc�pulos, de quem eles ser�o disc�pulos, seus ou nossos?’

Mais tarde havia uma lista de pessoas para receber inicia��o, e era grande. Eu disse: ‘�r�la Prabhup�da, certa vez o senhor mencionou sobre �tviks. Eu n�o sei o que fazer. N�s n�o queremos abord�-lo, mas h� milhares de devotos listados, e eu estou apenas segurando todas estas cartas. Eu n�o sei o que o senhor quer fazer’.


�r�la Prabhup�da disse: ‘tudo certo, eu irei apontar alguns...’, e ele come�ou  a nome�-los [...] Ele deixou bem claro que eles seriam disc�pulos dele. Neste ponto estava muito claro em minha mente que eles eram disc�pulos dele. Mais tarde, eu fiz duas perguntas a ele, uma: ‘sobre Brahmananda Swami?’ eu perguntei isso a ele porque eu tinha afei��o por Brahmananda Swami. [...] Ent�o �r�la Prabhup�da disse: ‘N�o, n�o a menos que ele seja qualificado’. Antes de ir datilografar a carta, eu perguntei a �r�la Prabhup�da, dois: ‘�r�la Prabhup�da, isso � tudo ou o senhor deseja adicionar mais?’. Ele disse: ‘na medida do necess�rio, outros mais podem ser adicionados’. Agora eu entendo que o que ele fez foi muito claro. Ele estava fisicamente incapaz de executar a fun��o de inicia��o; portanto, ele apontou sacerdotes representantes para iniciar  em seu nome. Ele apontou onze, e  disse muito claramente: ‘Quem quer  esteja mais pr�ximo pode iniciar’. Isso � muito importante, porque quando se trata de inicia��o, n�o � uma quest�o de quem est� mais pr�ximo, e sim de quem est� em seu cora��o. A pessoa na qual voc� p�e sua f�, voc� se inicia com ele. Por�m, quando se trata de formalidade, � simplesmente quem  estiver mais pr�ximo, e isto estava muito claro. Ele nomeou- os. Eles estavam espalhados ao redor de todo o mundo, e ele disse: ‘Quem quer que esteja mais pr�ximo, voc� deve se aproximar dessa pessoa, e eles ir�o examin�-lo. Ent�o, em meu nome, eles ir�o dar iniciar.’

N�o � uma quest�o de ter f� nessa pessoa, nada. Esta � a fun��o do guru. Prabhup�da falou: ‘A fim de administrar este Movimento, eu tenho que formar um GBC, e eu irei nomear as seguintes pessoas. A fim de continuar o processo para que as pessoas juntem-se ao nosso Movimento e  sejam iniciadas, eu tenho que nomear alguns sacerdotes para me ajudar [...] porque eu n�o posso lidar fisicamente  com todos’.

E isso foi tudo , e nunca foi mais do que isso, voc� pode apostar seu �ltimo d�lar que Prabhup�da esteve falando por dias, horas e semanas a fio, sobre como configurar esta coisa com os gurus, porque ele j� havia de fato dito isso um milh�o de vezes. Ele disse: ‘Meu Guru-Mah�r�ja n�o apontou ningu�m. Isso � por qualifica��o’. N�s cometemos um grande erro. Ap�s a partida de  Prabhup�da qual � a posi��o destas onze pessoas?” [...]

Prabhup�da  mostrou que isso n�o era  apenas para sanny�s�s. Ele nomeou duas pessoas que eram grihastas, que poderiam pelo menos ser �tviks, mostrando que eles eram iguais a qualquer sanny�s�. Ent�o, qualquer um que seja espiritualmente qualificado – � sempre  entendido que voc� n�o pode aceitar disc�pulos na presen�a de seu guru, mas quando o guru desaparece voc� pode aceitar disc�pulos se voc� for qualificado e algu�m pode p�r sua f�. Certamente, eles (os candidatos a disc�pulo) deveriam avaliar plenamente para poder distinguir quem � um guru apropriado. Mas se voc� � um guru apropriado, e seu guru n�o est� mais presente, este � o seu direito. Assim como um homem pode procriar [...] Infelizmente o GBC n�o reconhece este ponto. Imediatamente eles (assumiram, decidiram) que essas onze pessoas eram os gurus selecionados. Por mim mesmo eu posso dizer definitivamente, e pelo qual eu humildemente pe�o perd�o para todo mundo,  que havia definitivamente um certo desejo de tentar controlar [...] Essa � a natureza condicionada, e ela apareceu na mais alta posi��o para todos: “Guru, �, maravilhoso! Agora eu sou guru, e h� apenas onze de n�s”[...] Eu sinto que esta realiza��o ou este entendimento � essencial se n�s queremos evitar  que mais incidentes futuramente aconte�am, porque, creiam-me, isso ir� se repetir. Isso � uma quest�o de tempo, at� que as coisas tenham desbotado um pouco, e novamente outro incidente ir� acontecer, seja aqui em L.A., ou em algum outro local. Isso ir� acontecer continuamente at� que voc�s permitam que a verdadeira for�a espiritual de K���a seja exibida sem restri��es. [...] Eu sinto que o GBC, se eles n�o adotarem este ponto muito rapidamente, se eles n�o adotarem esta verdade:  Voc�s n�o podem me mostrar qualquer grava��o ou um escrito onde  Prabhup�da diga: “Eu apontei este onze gurus”. Isso n�o existe porque ele jamais apontou nenhum guru. Isso � um mito [...] No dia que voc� recebe a inicia��o voc� obt�m o direito de se tornar um pai quando seu pai desaparecer, se voc� for qualificado. Nenhum apontamento. Isso n�o requer uma nomea��o, porque n�o existe uma.”