Conte�do
- Pr�logo da Ordem Final
- Pref�cio da Quinta
Edi��o
- Introdu��o
- A Evid�ncia
- Obje��es diretamente
relacionadas com a
forma e as circunst�ncias da ordem final
- 1. “A
carta, 9 de Julho claramente insinua que somente se aplicava
enquanto �r�la
Prabhup�da estivesse presente.”
- 2.
“A carta n�o diz especificamente que ‘este sistema dever� continuar
ap�s a partida de �r�la
Prabhup�da’; portanto, foi correto parar o
sistema �tvik quando �r�la Prabhup�da
partiu.”
- 3. “Certas
instru��es obviamente n�o podem continuar depois da partida
de �r�la
Prabhup�da, e assim est� entendido que a inten��o
de �r�la
Prabhup�da era que fossem seguidas somente
durante
a sua
presen�a; por exemplo, algu�m podia ter sido apontado para
dar
a �r�la
Prabhup�da sua massagem cotidiana “daqui para
frente”. Pode
ser que a ordem �tvik
seja do mesmo tipo?”
- 4.
“O fato de que a ordem fora ‘apenas’ emitida numa carta, e
n�o
num livro, nos d� a licen�a para interpret�-la indiretamente.”
- 5.
“Talvezhouvesse alguma condi��o especial envolvendo a emiss�o da ordem
que prevenha sua aplica��o depois da partida de �r�la Prabhup�da?”
- 6. “A
‘fita da nomea��o’ cont�m informa��o relevante que claramente
estabelece que a ordem do dia 9 de Julho seria aplicada somente
enquanto �r�la
Prabhup�da estivesse fisicamente no planeta, n�o?”
- 7. “�r�la Prabhup�da
declarou muitas vezes que todos os seus disc�pulos deveriam
se tornar gurus. Certamente isso prova que �r�la Prabhup�da
n�o tinha a
inten��o que o sistema �tvik
fosse permanente.”
- 8.
“N�o haver� algum princ�pio s�strico, nos livros
de �r�la
Prabhup�da que pro�ba a concess�o de d�k��
quando o
guru n�o est� no
mesmo planeta do disc�pulo?”
- 9. “Uma vez que
esta instru��o levaria a um sistema que n�o tem precedente nem base
hist�rica, ela deve ser rejeitada.”
- 10.
“Uma vez que n�o h� men��o especifica do sistema �tvik
antes do
dia 9
de Julho de 1977, n�o � poss�vel ter sido a inten��o de �r�la
Prabhup�da que tal sistema continuasse depois do
desaparecimento de seu
desaparecimento.”
- “A Fita da Nomea��o”
- Obje��es
Relacionadas
- 1. “�r�la Prabhup�da
n�o mencionou o uso de �tviks
em seus livros.”
- 2.
“Como pode parik��
(m�tua an�lise entre o guru e o disc�pulo), um
elemento essencial em d�k��,
ser poss�vel sem contato f�sico?”
- 3.
“N�s poderemos aceitar �r�la
Prabhup�da, mas como n�s saberemos que ele
nos aceitou como seus disc�pulos, mesmo na sua aus�ncia f�sica?”
- 4.
“Somente se a inicia��o, d�k��,
tiver ocorrido antes de o guru deixar o
planeta � poss�vel continuar aproximando-se, inquirindo e
servindo-o em sua aus�ncia f�sica.”
- 5. “O que voc�s
est�o propondo soa suspeitosamente como Cristianismo!”
- 6. “Os �tviks
d�o um tipo de d�k��. �r�la Prabhup�da
� apenas nosso siksa guru.
- 7. “Se �r�la Prabhup�da
� o s�k�� guru de todos, ent�o como ele pode
tamb�m ser o
d�k�� guru?”
- 8.
“Voc� est� dizendo que
�r�la Prabhup�da n�o fez nenhum devoto puro?”
- 9.
“Enquanto um guru estiver seguindo estritamente, n�o importa
qu�o
avan�ado ele seja, eventualmente ele ir� se tornar qualificado e levar
disc�pulos de volta para o Supremo.”
- 10. “O sistema �tvik
por defini��o significa o final da sucess�o discipular.”
- 11. “O sistema �tvik
significa o fim da rela��o guru-disc�pulo, a qual tem sido a
tradi��o por milhares de anos.”
- 12.
“�tviks
n�o s�o o meio regular para conduzir se a sucess�o
discipular. A maneira apropriada para fazer isso � ter um
guru
ensinando o disc�pulo tudo o que ele necessite para saber sobre K���a,
enquanto fisicamente presente. Uma vez que o guru abandone o planeta, �
deverde todos os seus disc�pulos estritos imediatamente come�ar a
iniciar seus pr�prios disc�pulos, assim levando adiante a sucess�o
discipular. Este � o modo regular de fazer as coisas.”
- 13.
“Se n�s adotarmos o sistema �tvik,
o qu� iria imperdir-nos de aceitar
inicia��o de qualquer �c�rya anterior, como por
exemplo �r�la
Bhaktisiddh�nta?”
- 14. “Para algu�m
ser o elo corrente ele deve estar presente fisicamente.”
- 15.
“Todos os irm�os espirituais de �r�la Prabhup�da
se tornaram �c�ryas
iniciadores ap�s o desaparecimento de �rila Bhaktisiddh�nta, ent�o o
que est� errado se os disc�pulos de �r�la Prabhup�da
fazem o mesmo?”
- 16.
“Quando �r�la
Prabhup�da disse que eles n�o deveriam ser �c�ryas,
ele quis dizer com um “A” mai�sculo. Ou seja, um �c�rya que
dirija uma institui��o.”
- 17. “� comumente
compreendido que h� tr�s tipos de �c�ryas.
Todos na ISKCON aceitam isso.”
- 18.
“Isso parece um pequeno ponto, ent�o como estas id�ias sobre
os �c�ryas
poderiam ter causado algum significativo efeito
adverso na
ISKCON?”
- 19.
“De acordo com o Jornal da ISKCON de 1990, alguns irm�os
espirituais de �r�la
Prabhup�da eram de fato �c�ryas.”
- 20. “�r�la Prabhup�da
algumas vezes falou bem de seus irm�os espirituais.”
- 21. “N�s sabemos
que os
�c�ryas fidedignos n�o t�m que ser t�o avan�ados, porque
algumas vezes eles caem.”
- 22. “Mas �c�ryas
anteriores inclusive descrevem o que algu�m deve fazer quando o mestre
espiritual se desvia.”
- 23. “Mas o que
est� errado em consultar �c�ryas
anteriores?”
- 24. “Por
que �r�la
Prabhup�da n�o explicou o que fazer quando um guruse
desvia?”
- 25. “Assim que
os disc�pulos de �r�la
Prabhup�da alcan�arem a perfei��o, o sistema �tvik
se tornar� redundante”.
- 26. “Os
proponentes do sistema �tvik
apenas n�o querem se render a um Guru.”
- 27. “Mas
quem ir� oferecer orienta��o e dar servi�o para os devotos se
n�o houver d�k��
gurus?”
- 28.
“Em tr�s ocasi�es �r�la
Prabhup�da disse que voc� precisa de um guru
f�sico, e ainda assim toda a sua posi��o baseia-se da id�ia de que n�o.”
- 29. “N�o pode
o d�k��
guru ser uma alma condicionada?”
- 30.
“�r�la Prabhup�da
colocou o GBC na cabe�a da Sociedade para administrar
tudo e essa � a forma que eles escolheram para as inicia��es .”
- Conclus�o
- O Que � Um �tvik?
- D�k��
- O Guru Deve Estar
Fisicamente Presente?
- Siga As Instru��es,
N�o o Corpo
- Os Livros S�o o
Suficiente
- O �r�la Prabhup�da
� o Nosso Guru Eterno
- AP�NDICES
- 09 de Julho,
1977 Carta: “Para Todos GBC e Presidentes de Templo”
- 10 de Julho,
1977 Carta
- 11 de Julho,
1977 Carta
- 21 de Julho,
1977 Carta
- 31 de Julho,
1977 Carta
- Declara��o de
testamento de �r�la
Prabhup�da (4 de Junho, 1977) & Codicilo (5 de
Novembro, 1977)
- Conversa no
Quarto, dia 22 de Abril, 1977, Bombay
- Conversa no
Quarto, dia 27 de Maio, 1977, V�nd�vana
- Conversa no
Quarto, dia 28 de Maio, 1977, V�nd�vana*
- Conversa no
Quarto, dia 7 de Julho, 1977, V�nd�vana
- Conversa no
Quarto, dia 19 de Julho, 1977, V�nd�vana
- Conversa no
Quarto, dia 18 de Outubro, 1977, V�nd�vana
- Conversa no
Quarto, dia 2 de Novembro, 1977, V�nd�vana
- Confiss�es
de Tam�la
K���a na Casa da Pir�mide, 3 de Dezembro de 1980
Dr. Kim Knott,
Conferencista S�nior em Estudos Religiosos, Universidade de Leeds,
Reino Unido.
Equanto pesquisava para um artigo recente sobre ‘Percep��es internas e
externas de �r�la
Prabhup�da’,
euencontrei a mim mesma tentando fazer justi�a �s diferentes vis�es
mantidas pelos devotos com o que diz respeito � sucess�o discipular eo
papel dos gurus depois do desaparecimento de Prabhup�da em
1977.
Naturalmente, antes disso eu estava ciente desse per�odo de crises
envolvendo a queda dos gurus e das ondas de choque e tristeza
experimentadas pelos irm�os e irm�s espirituais bem como pelos
disc�pulos iniciados por eles . Eu tive a esperan�a, como muitos, de
que a reforma dos gurus no final dos anos 80 iria solucionar a
lideran�a da ISKCON e as dificuldades com asinicia��es. Olhando
novamente o assunto enquanto preparava o artigo, eu li alguns
argumentos a favor e contra o sistema atual, bem como o trabalho de
outros estudiosos em quest�es sobre o guru e sucess�o. Claramente este
ainda era um assunto atual. No �ltimo estudo sobre “A Institui��o
Parampara”, no volume 5 do
Journal of Vaisnava Studies, Jan Brzezinski
discute s�rios aspectos sobre isso, dando grande import�ncia �
lideran�a carism�tica e qualificada para o futuro da ISKCON. � apenas
um ponto de vista dele, mas � indicativo do poder deste assunto em
motivar interesses dentro e fora do Movimento.
No final de 1996,
eu fui convidada para ler A
Ordem Final para dar a minha opini�o e
discutir sobre as quest�es apresentadas nela. Lendo o texto eu n�o tive
d�vidas de que era uma mat�ria de grande significado para a ISKCON,
sobre a qual muitos devotos sentiriam profundamente. Pareceu-me que ele
levantava importantes quest�es teol�gicas concernentes � autoridade
espiritual e sua transmiss�o; o relacionamento do disc�pulo e o
representante de K���a;
o guru e os objetos adequados de adora��o
devocional. Sendo algu�m do lado de fora, eu sou totalmente incapaz de
julgar a mat�ria (e incapaz de medir a evid�ncia apresentada aqui
contra a evid�ncia do atual sistema de �c�ryas).
Contudo, sou capaz de
recomendaro que � apresentado aqui como uma s�ria tentativa de discutir
o caso, uma vez que
�r�la Prabhup�da
estabeleceu um sistema de gurus �tviks,
que ele pretendia que
iniciassem os disc�pulos em seu nome. Eu espero que este texto seja
lido cuidadosamente e discutido amplamente, n�o porque eu ap�ie ou
condene esta posi��o, mas porque a profundidade do assunto
abordado demanda considera��es em todos os n�veis. Cada devoto tem um
verdadeiro desafio nesta mat�ria.
N�o h� d�vidas que n�o �
aconselh�vel que um estranho envolva-se pessoalmente escrevendo tal
pr�logo, mas meus motivos permanecem sendo o meu interesse no Movimento
e benquerer para com todos seus devotos.
Kim Knott,
Fevereiro de 1997
Pref�cio
da Quinta Edi��o
Faz
agora uma d�cada que a primeira edi��o de A Ordem Final foi
publicada em 1996. Originalmente, eu descrevi A Ordem Final como
um
“texto de discuss�o sobre as instru��es de �r�la Prabhup�da
para inicia��o dentro da ISKCON”. Ningu�m que conhece o Movimento pode
negar que o texto provocou muita “discuss�o”, e assim foi bem sucedido
na sua meta trazendo este assunto � luz.
Seria dif�cil para a lideran�a da ISKCON agora validamente ignorar os
documentos legais pessoalmente assinados por �r�la Prabhup�da
que claramente estabelecem sua inten��o de permanecer como o d�k��
guru
para o movimento espiritual por ele fundado. S�o estes documentos
legais que constituem a ess�ncia de
A Ordem Final, que agora est� sendo
distribu�do ao redor de todo o mundo e que tamb�m est� dispon�vel na
web. Em v�riospa�ses A
Ordem Final j� foi ou est� sendo traduzida
(emfevereiro de 2006 as seguintes tradu��es j� estavam dispon�veis:
Franc�s, Espanhol, Alem�o, Russo, Chin�s, Hindi, Bengali, Kannada; com
tradu��es em Checo, Holand�s, Tamil e italiano a caminho). Al�m disso,
os l�deres da ISKCON abertamente proibiram a sua distribui��o em todos
os centros da ISKCON. Por esta raz�o, h� um grande n�mero demembros da
ISKCONem geral que ainda n�o leram o texto, apesar de toda a cobertura
da m�dia e controv�rsia. Mas pelo menos para os l�deres executivos da
ISKCON e gurus,falta de conhecimento sobre a ordem que �r�la Prabhup�da
deu para inicia��o espiritual n�o � mais uma desculpa. Na introdu��o de
A Ordem Final
n�s declaramos que:
“N�s
consideramos muito improv�vel que algu�m esteja deliberadamente
desobedecendo ou fazendo com que outros desobede�am uma ordem
direta de nosso Fundador-�c�rya”.
Devido � evas�o do
GBC, obfusca��o, violenta supress�o e clara desonestidade sobre A Ordem
Final, o que dissemos acima precisa ser revisado.
Agora existe uma organiza��o mundial chamada ISKCON Revival Movement (IRM)
[Movimento de renascimento da ISKCON] que toma A Ordem Final como seu
fundamento, e que foi estabelecida especificamentepara difundir suas
conclus�es. O Movimento possui um website (www.iskconirm.com) com mais
de 100 artigos publicados pelo mesmo autor, e tamb�m publica uma
revista colorida trimestral chamada Back to Prabhupada (De Volta a
Prabhupada), a qual �distribu�da gratuitamente para milhares de
assinantes pelo mundo. H� cobertura mundial das atividades do IRM pela
m�dia , incluindo numerosos artigos e �tens na BBC. O IRM tem tamb�m
feito apresenta��es em grandes confer�ncias acad�micas incluindo a
Associa��o de Estudos sobre Cultos (CESNUR) e a Academia Americana de
Religi�o. Al�m disso, o autor de A
Ordem Final tem artigos publicados
por v�rios publicantes acad�micos e educacionais, incluindo: Columbia
University Press, Firma KLM, Continuum International Publishing e Facts
on File. Atrav�s desta m�dia, o IRM tem ganhado vasta aceita��o entre a
comunidade culta como uma for�a para a reforma dentro da ISKCON. Desde
a forma��o do IRM um crescente n�mero de devotos da ISKCON e centros ao
redor do mundo t�m agora aceitado as conclus�es de A Ordem Final.
Perguntas freq�entes sobre
Movimento de Renascimento da ISKCON (IRM)
1.
O que � o IRM?
O
IRM � um corpo composto de devotos da ISKCON ao redor de todo o mundo
que querem ver a Sociedade colocada no caminho certo, de acordo com as
diretrizes do seu fundador, �r�la Prabhup�da
2. Por que existe o IRM?
A
pureza original e o prestigio geral da ISKCON experimentou uma maci�a
deteriora��o desde a partida f�sica do seu fundado no dia 14 de
novembro de 1977. �r�la
Prabhup�da sozinho estabeleceu a ISKCON em 1966
como um grande presente para o mundo, e ao partir ele deixou-a comouma
for�a din�mica,um farol de luz para a humanidade. Tristemente, hoje ela
est� se desintegrando- um fatoadmitido numa nota enviada em maio de
2000 pelo ent�o presidente do GBC, Ravindra Svarupa Das:
“Portanto
a quest�o permanece: o que, ent�o, iremos fazer?
Como
iremos lidar com nossa Sociedade polarizada e desintegrante?”
Este
decl�nio pode ser remontado aos v�rios desvios das instru��es e padr�es
dados por �r�la
Prabhup�da, dentre os quais o principal � t�-lo
destitu�do do posto de �nico d�k��
guru da ISKCON. O Movimento de
Renascimento da ISKCON procura restaurar a ISKCON � sua gl�ria,pureza e
castidade filos�fica anterior atrav�s da reinstitui��o de todas as
instru��es e padr�es que �r�la Prabhup�da
deu, iniciando com o seu
papel de �nica autoridade e d�k��
guru na ISKCON. A posi��o do IRM est�
estabelecida nos textos ‘The
Final Order’ (A Ordem Final) e ‘No Change
in ISKCON Paradigm’ (N�o h� modifica��es no paradigma da
ISKCON). Ambos
os textos est�o dispon�veis tamb�m no website: www.iskconirm.com
3.
O IRM � separado da ISKCON?
Ele � um Movimento dentro do Movimento, composto por membros da ISKCON
que querem reformar e reviver a Sociedade.
4.
A meta do IRM � formar um novo movimento?
N�o.
� de restabelecer a ISKCON original que �r�la Prabhup�da
nos deixou.
Portanto, t�o logo isto seja alcan�ado, o IRM ser� dissolvido.
5.
Que diferen�a faria a restaura��o de �r�la
Prabhup�da como
o �nico d�k��
guru?
Primeiramente,
� o mais b�sico axioma da vida espiritual, que n�s podemos avan�ar
somente quando seguimos de forma apropriada �s ordens do guru. Se o
guru pede leite e n�s trazemos �gua, como Ele poder� ser agradado? E se
o guru n�o � agradado, como ent�o poderemos nos aproximar de K���a?
Por
cerca de tr�s d�cadas a ISKCON n�o est� fazendo o que �r�la Prabhup�da
ordenou. Uma vez que �r�la
Prabhup�da abandonou o planeta fisicamente,
n�s n�opermitimos que ele iniciasse mesmo uma pessoa via �tvik,
ou
sistema de representantes. Este � o �nico sistema de inicia��o que Ele
autorizou para dar continuidade dentro da Sociedade. Se os membros da
ISKCON come�arem mais uma vez a seguir as suas ordens, ent�o
naturalmente eles ir�o agradar o Senhor K���a, e todo o
progresso
espiritualseguir� naturalmente. E tamb�m, se todos tiverem a mesma
rela��o direta como disc�pulos de �r�la Prabhup�da,
o faccionalismo
ser� eliminado. Pela primeira vez em quase trinta anos haver� uni�o em
esp�rito de equipe, com todos trabalhando pela mesma meta – o servi�o e
glorifica��o de �r�la
Prabhup�da e �ri K���a. Muitos
“gurus”da ISKCON
t�m sido v�timas de grosseiras atividades pecaminosas; e quando eles
deixam a Sociedade, levam consigo centenas de milhares de d�lares e
muito dos seus seguidores. Esta cont�nua perda de propriedades, f� e
pessoal ser� eliminada uma vez que a f� seja colocada apenas
em �r�la
Prabhup�da, e n�o em substitutos fal�veis. O dinheiro
sugado de seus
disc�pulos pelos 80 “gurus” na forma de daksin�
(doa��o em dinheiro)
ir� para os templos, fazendo-os saud�veis e fortes.
6.
Como pode o IRM estar certo de que a sua posi��o �
correta e que a do GBC n�o?
O
IRM considera a sua posi��o correta uma vez que est� baseada em
documentos legais assinados que foram dirigidos a todo o Movimento. Por
outro lado, o GBC j�apresentou pelo menos tr�s posi��es oficiais
contradit�rias (nenhuma das quais t�m o suporte de documentos legais),
e assim n�o possue tecnicamente uma posi��o, o que dizer de uma posi��o
correta. Devemos assinalar que n�o apenas estes v�rios fatores se
contradizem uns aos outros, mas eventualmente tamb�m contradizem a si
mesmos. Por exemplo, se n�s tomarmos a simples pergunta sobre
quando �r�la
Prabhup�da autorizou a sua substitui��o como d�k��
guru para a
ISKCON, n�s encontramos as seguintes respostas oficiais do GBC:
a) ‘On
My Order Understood’
( ‘Sob Minha Ordem’ compreendido, GBC, 1995): �r�la Prabhup�da
deu a ordem para os gurus ao mesmo tempo que a ordem
que os devotos deveriam atuar em seu nome, e isso ocorreu no dia 7 de
Julho de 1977 (p. 28, em Gurus and Initiation in ISKCON
GBC, 1995).
b) ‘Disciple of My Disciple’
(Disc�pulo de Meu
Disc�pulo), (H. H. Umapati Swami, 1997): onze d�k��
gurus foram
indicados e preparados no dia
28 de Maio de 1977, uma vez que “ �tvik”
quer dizer “oficiante �c�rya”,
que significa “d�k��
guru”.
c)
‘Prabhup�da’s Order’ (A
Ordem de Prabhup�da, Badrinarayan das, 1998):
no dia 9 de Julho de 1977,
os onze estavam plenamente atuando como
gurus, mas simplesmente observando a etiqueta na presen�a de �r�la Prabhup�da.
Como
vimos acima, o GBC forneceu tr�s diferentes datas para quando �r�la Prabhup�da
aparentemente sancionou sua substitui��o: a) referindo-se a
uma conversa no jardim; b)
referindo-se a uma reuni�o entre �r�la Prabhup�da
e alguns disc�pulos seniores, enquanto que c) refere-se a
uma diretriz assinada sobre inicia��o, pela qual este livreto � chamado
(A Ordem Final).
Deste modo, cada texto do GBC nos conta uma est�ria
muito diferente. Mas para piorar:
Em
mar�o de 2004, na reuni�o anual em Mayapur, o GBC
oficialmente
retirou o texto “Under
My Order Understood”, e de maneira
velada admitiram que continha “mentiras” e “exagerava os fatos”. A
Ordem Final havia sido originalmente escrita em desafio
�quele
mesmo texto (ver a introdu��o), e o fato de que ele
agora
foi retirado de forma desonrosa apenas confirma a posi��o do
IRM.
De
forma muito clara, o GBC est� confuso sobre quando os d�k��
gurus
sucessores foram autorizados. O IRM argumenta que isso � inevit�vel,
uma vez que �r�la
Prabhup�da jamais criou quaisquer d�k��
gurus
substitutos, apenas �tviks; este
sistema �tvik
foi o que ele deixou em
andamento, com nenhuma ordem para par�-lo. Baseados nisso, n�s
argumentamos que o GBC deve primeiramente decidir-se por uma posi��o, e
apenas ent�o seremos capazes de julgar sua efic�cia.
� uma
l�stima que mesmo hoje em dia qualquer um que questione sobre este
miasma de testemunhos discordantes do GBC � rudemente perseguido na
Sociedade.
Krishnakant
Setembrode 2008
Se
voc� deseja mais informa��es sobre o IRM, incluindo assinatura gratuita
da nossa revista, ou deseja perguntar a respeito de A Ordem Final,
ent�o, por favor, envie um e-mail para o autor:
irm@iskconirm.com
ou
visite nosso website e:
www.iskconirm.com
Este
livreto � uma humilde tentativa para apresentar as instru��es
que �r�la
Prabhup�da deixou para a Comiss�o do Corpo Governamental
(GBC) sobre
como ele pretendia que as inicia��es continuassem dentro da Sociedade
Internacional para a Consci�ncia de K���a (ISKCON).
Apesar de
referirmos a muitos textos e artigos que foram publicados por devotos
seniores da ISKCON sobre esta mat�ria, os pontos principais referem-se
ao mais recente livreto do GBC sobre inicia��o intitulado “Gurus and
Initiation in ISKCON” (Gurus e Inicia��o na ISKCON)-que
ser� referido
daqui para a frente como GII-e o texto “On my order understood”,
o qual
� mencionado sob a se��o 1.1 das “Leis da ISKCON”:
“O
GBC aprova o texto intitulado ‘Under My
Order
Understood’, o qual estabelece como a lei da ISKCON o Siddhanta
finalsobre o desejo de �r�la
Prabhup�da para continuar com a
sucess�o discipular ap�s a partida de Sua Divina Gra�a” [ver parte II:
Textos da posi��o do GBC neste volume]. (GII, p.1)
No
texto GII
o GBC claramente afirmou a inten��o de remover a incoer�ncia
e a contradi��o nos c�digos e leis da ISKCON no que envolve gurus,
disc�pulos e guru-tattva em geral, assim estabelecendo um Siddhanta
final (conclus�o filos�fica). N�s sinceramente oramos para que este
texto seja de acordo com esses mesmos objetivo.
Com um
prop�sito de alcan�ar maior consist�ncia e castidade filos�fica, n�s
sentimos que permanecem uma ou duas discrep�ncias que n�o foram
plenamenteabordadas no texto GII,
as quaispoderiam ser clarificadas com
investiga��es e discuss�es mais profundas. Apesar de alguns dos t�picos
levantados ao confrontar estas discrep�ncias talvez pare�am radicais,
ou mesmo dif�ceis de lidar , n�s sentimos que confrontar com eles agora
ir� minimizar grandementefuturas confus�es e poss�veis desvios. N�o �
sem precedentes que o sistema de gurus da ISKCON tem sofrido uma
revis�o bastante radical. No passado, s�mbolos foram removidos,
cerim�nias cortadas e paradigmas substitu�dos – tudo isso sem
prolongada ruptura.
Em todo o seu esquema, ISKCON �
indubitavelmente a mais importante Sociedade no Planeta. Portanto, �
imperativo que uma constante vigil�ncia seja mantida para assegurar que
n�o se desvie nem sequer uma milion�sima parte da espessura de um fio
cabelo dos seus par�metros filos�ficos e administrativos estabelecidos
pelo nosso Fundador-�c�rya. �r�la Prabhup�da
constantemente enfatizava
que n�s n�o devemos mudar, inventar ou especular, mas simplesmente
continuar expandindo o que ele cuidadosa e laboriosamente estabeleceu.
Que momento seria melhor do que este, o ano de seu centen�rio (1996),
para examinar de perto a maneira como estamos continuando a miss�o
de �r�la
Prabhup�da?
� nossa forte convic��o que o presente
sistema de gurus dentro da ISKCON dever� alinhar-se completamente com a
�ltima diretriz assinada por �r�la Prabhup�da
sobre este assunto- sua
ordem final sobre inicia��o, datada de
9 de Julho de 1977 (por favor
veja o ap�ndice). Algumas vezes as pessoas questionam a import�ncia
colocada nesta carta acima de outros textos, cartas e ensinamentos. Em
nossa defesa, n�s iremos simplesmente repetir um axioma que o pr�prio
GBC usa no seu livreto GII:
“Em l�gica, enunciados
posteriores sobrep�em os anteriores em import�ncia” (GII, p.25).
Uma
vez que a carta do dia 9 de julho � na realidade a instru��o final
sobre as inicia��es dentro da ISKCON, endere�ada como foi a todo o
Movimento, ela deve ser vista como uma categoria pr�pria. Ser� mostrado
que a plena aceita��o e implementa��o daquela ordem de modo algum
colide com os ensinamentos de �r�la Prabhup�da.
N�s n�o temos
interesses em teorias conspiradoras, nem pretendemos entrar em detalhes
sobre infort�nios e dificuldades espirituais pessoais. O que est� feito
est� feito. Com certeza, n�s podemos aprender com os erros anteriores,
e n�spreferimos ajudar a pavimentar o caminho para um futuro positivo
de reunifica��o e perd�o do que nos reter por muito tempo em esc�ndalos
passados. Com respeito aos autores, a grande maioria dos devotos da
ISKCON est� sinceramente se esfor�ando para agradar �r�la Prabhup�da;
desta forma, n�s consideramos muito improv�vel que algu�m esteja
deliberadamente desobedecendo oufazendo com que outros desobede�am uma
ordem direta de nosso Fundador-�c�rya.
N�o obstante, de alguma forma ou
outra, parece que certas aberra��es de epistemologia e detalhes
administrativos se infiltraram dentro do sistema geral da ISKCON nos
�ltimos dezenove anos. Identificando estas �reas manchadas, n�s oramos
para que possamos dar alguma ajuda na tarefa de desraigar obstru��es
desnecess�rias no nosso servi�o devocional a �r�la Prabhup�da
e �ri K���a.
Neste livreto iremos apresentar como
evid�nciadocumentos pessoalmente assinados e emitidos por �r�la Prabhup�da,
bem como transcri��es de conversas- tudo aceito como
aut�ntico pelo GBC. N�s ent�o analisaremos de forma cuidadosa tanto o
contexto quanto o conte�do destes materiais, e ver se devem ser levados
literalmente ou se existem outras instru��es quepossam alterar de forma
razo�vel o seu significado ou aplica��o. Tamb�m debateremos todos os
t�picos filos�ficos relevantes levantados em conex�o com esta
evid�ncia, e iremos responder a todas as obje��es mais comuns
levantadas contra a aceita��o literal do documento do dia 9 de julho no
que se refere as inicia��es no futuro. E, finalmente, n�s analisaremos
como o sistema de �c�rya
oficiante, conforme delineado na ordem do dia
9 de julho, pode ser implementado sem muita perturba��o.
Todos os
nossos argumentos est�o fundamentados exclusivamente na filosofia e
instru��es dadas por �r�la
Prabhup�da em seus livros, cartas, aulas e
conversas. Humildemente pedimos a miseric�rdia de todos os Vaisnavas
para que n�o sejemos ofensivos a ningu�m ou de forma alguma causemos
ruptura na miss�o de Sua Divina Gra�a A. C. Bhaktivedanta
Swami �r�la
Prabhup�da.
A Evid�ncia
Qualquer
um que tenha conhecido �r�la
Prabhup�da geralmente notava a sua
natureza meticulosa. Sua meticulosa aten��o em cada detalhe no seu
servi�o devocionalera uma das mais distintas caracter�sticas
de �r�la
Prabhup�da; e para aqueles que o serviram pessoalmente,
era grande
evid�ncia de seu profundo amor pelo Senhor �ri K���a. Toda a
sua vida
foi dedicada a executar a ordem do seu mestre espiritual, �r�la
Bhaktisiddh�nta,
e neste dever ele foi fantasticamente vigilante. Ele
n�o deixava nada ao acaso, sempre corrigindo, guiando e castigando os
seus disc�pulos nos seu esfor�o para estabelecer a ISKCON. Sua miss�o
era sua vida, e ele at� mesmo disse que ISKCON era o seu corpo.
Certamente,
seria incompat�vel com car�ter de �r�la Prabhup�da
negligenciar um
t�pico t�o importante como este, o futuro das inicia��es em sua
Sociedade t�o querida,deixando-o no ar, amb�guo ou aberto paradebate ou
especula��o. Isto � particularmente verdade com base nos fatos
sucedidos na miss�o de seu pr�prio mestre espiritual, a qual, como
muitas vezes ele assinalou, foi amplamente destru�da pela opera��o de
um sistema de gurus n�o autorizados. Tendo isso em mente, comecemos com
os fatos que ningu�m pode negar:
No dia 9 de Julho de 1977,
quatro meses antes de sua partida f�sica, �r�la Prabhup�da
estabeleceu
um sistema de inicia��o empregando o uso de “�tviks”,
ou
“representantes do �c�rya”. �r�la Prabhup�da
instruiu que este sistema
de �c�ryas
oficiantes deveria ser institu�do imediatamente e iria
continuar desde aquele momento ou dali para frente
(“henceforward”, por favor veja os Ap�ndices, p. 113). Esta
diretriz administrativa, a qual fora enviada para toda a Comiss�o do
Corpo Governamentale Presidentes de Templo da Sociedade Internacional
para a Consci�ncia de K���a,
instru�a que desde aquele momento os novos
disc�pulos deveriam receber os nomes espirituais, ros�rios e o mantra
Gayatri destes 11 �tviks
nomeados. Estes �tviks
atuariam em nome de �r�la
Prabhup�da e os novos devotos iniciados seriam disc�pulos
de �r�la
Prabhup�da. Assim �r�la Prabhup�da
concedeu aos rtviks pleno
poder para atuarem como procuradores para os que receberiam a
inicia��o, e deixou claro que daquele momento em diante n�o seria mais
necess�rio consult�-lo (para os detalhes sobre as obriga��es de
um �tvik,
por favor veja a se��o intitulada ‘O que � um �tvik?’,
p. 94).
Imediatamente
ap�s a partida f�sica de �r�la Prabhup�da,
no dia 14 de novembro de
1977, o GBC suspendeu o sistema �tvik.
No Gaura Purnima de 1978, os 11 �tviks
assumiram papel de d�k��
guru e �c�rya
regional, iniciando
disc�pulos em seu pr�prio nome. O mandato para que eles fizessem isso
foi uma alegada ordem de �r�la Prabhup�da
de que apenas eles seriam os
sucessores como �c�ryas
iniciadores. Alguns anos mais tarde, este
sistema de �c�rya
regional foi modificado e substitu�do, n�o pela
restaura��o do sistema �tvik,
mas pela adi��o de d�zias de mais gurus,
junto com um elaborado sistema de medidas e restri��es para lidar com
aqueles que se desviaram; o racioc�nio para essa mudan�a sendo que a
ordem de se tornar guru n�o era, como se disse anteriormente, somente
aplic�vel �queles 11, sen�o que era uma instru��o geral para qualquer
um que seguisse estritamente erecebesse uma maioria de votos de dois
ter�os dos membros do GBC.
A nota acima
n�o se trata de uma opini�o pol�tica, � um fato hist�rico, aceito por
todos, incluindo o GBC.
Como
mencionamos acima, a carta do dia 9 de julho foi enviada a todos os
membros do GBC e presidentes de templo, e permanece at� hoje como a
�nica instru��o assinada sobre o futuro das inicia��es que �r�la Prabhup�da
emitiu para toda a Sociedade. Comentando sobre a ordem do
dia 9 de julho, Jayadvaita Swami, recentemente escreveu:
“Sua autoridade est� al�m de
questionamentos [...] claramente esta carta estabelece um sistema de
guru �tvik”
(Jayadvaita Swami, Where
the �tvik People are Wrong,
1996).
A
origem da controv�rsia surgiu de duas modifica��es, as quais foram
subseq�entemente impostas sobre esta diretriz, que de outra forma �
muito clara e autorizada:
Modifica��o a):
que o apontamento dos representantes ou �tviks
foi apenas tempor�rio,
especificamente para ser encerrado na partida de �r�la Prabhup�da.
Modifica��o b): tendo
cessada a fun��o de meros representantes, os �tviks
tornar-se-iam
automaticamente d�k��
gurus, iniciando pessoas como seus pr�prios
disc�pulos, e n�o de �r�la
Prabhup�da.
As
reformas para o sistema de �c�rya
regional que aconteceram em 1987
mantiveram intactas aquelas duas suposi��es. De fato, as mesmas
suposi��es formavam a base do pr�prio sistema substitu�do.N�s nos
referimos a: a) e b), acima como modifica��es, uma vez que nenhuma
destas afirma��es aparece na carta do dia 9 de julho, nem em qualquer
documentado legal emitido por �r�la Prabhup�da
subseq�ente a �quela
ordem.
O texto GII
do GBC claramente suporta as j� mencionadas modifica��es:
“Quando
perguntaram a �r�la
Prabhup�da
quem iniciaria depois de sua partida
f�sica, ele afirmou que ‘recomendaria’ e daria‘ordem’ a alguns de seus
disc�pulos para que iniciassem em seu nome enquanto estivesse vivo, e
que depois disso atuariam como gurus regulares, cujos disc�pulos
seriamdisc�pulos dos disc�pulos de �r�la
Prabhup�da”
(GII, p.14).
Com
o passar dos anos, aumentou o n�mero de devotos questionando a
legitimidade destas suposi��es fundamentais. Para muitos, isso jamais
fora comprovado apropriadamente, e, por conseguinte, um desagrad�vel
sentido de d�vida e desconfian�a cresceu tanto dentro como fora da
Sociedade. Atualmente, livros, artigos, e-mails e sites da web oferecem
informa��es quase di�rias sobre a ISKCON e seu suposto desviado
sistemade gurus. Qualquer coisa que possa trazer algum tipo de
resolu��o para esta controv�rsia deve parecer positiva para aqueles que
verdadeiramente se importam com o Movimento de �r�la Prabhup�da.
Um
ponto sobre o qual todos concordam � que �r�la Prabhup�da
� a
autoridade �ltima para todos os membros da ISKCON; ent�o, qualquer que
tenha sido a inten��o de sua ordem, � nossa obriga��o execut�-la. Outro
ponto de concord�ncia � que o �nico documento assinado sobre futuras
inicia��es, o qual fora enviado para todos os l�deres da Sociedade, foi
a ordem do dia 9 de Julho.
�
importante notar que no texto GII a exist�ncia da
carta do dia 9
de julho n�o � sequer mencionada, embora este seja o �nico local onde
os onze “ �c�rya” originais s�o de fato
mencionados . Esta omiss�o causa
perplexidade, uma vez que GII
supostamente apresenta um “siddh�nta
final” para o assunto todo.
Vejamos mais de perto a
ordem do dia 9 de julho, para ent�o vermos se de fato alguma coisa
ap�ia as suposi��es a) e b) mencionadas acima:
A
Ordem Em Si
Como
mencionamos anteriormente, a ordem do dia 9 de julho afirma que o
sistema �tvik
deve ser seguido dali para frente (henceforward). A
palavra especificamente usada foi “henceforward”, tendo apenas um
sentido, a saber: “de agora em diante”. Isso est� tanto de acordo com o
uso pr�vio da palavra por �r�la Prabhup�da,
quanto com o seu
significado lexical na l�ngua inglesa. Ao contr�rio de outras palavras,
a palavra “henceforward” n�o �amb�gua, uma vez que possui apenas uma
defini��o no dicion�rio. Em outras 86 ocasi�es em que n�s encontramos a
palavra “henceforward” sendoempregada por �r�la Prabhup�da,
ningu�m
levantou a possibilidade de que a palavra poderia significar outra
coisa al�m de “daqui para a frente”. “Daqui para frente” n�o significa
“daqui para frente at� que eu parta”. Simplesmente significa “daqui
para frente”. N�o est� mencionada na carta que o sistema deveria parar
com a partida de �r�la
Prabhup�da, nem que o sistema deveria operar
apenas durante a presen�a dele. Al�m disso, o argumento de que todo o
sistema �tvik
depende de uma palavra- “henceforward”- �
inadmiss�vel, pois ainda que tir�ssemos a palavra da carta, nada
mudaria. Ainda restaria um sistema estabelecido por �r�la Prabhup�da
quatro meses antes de sua partida, e n�o houve uma instru��o
subseq�ente para terminar com ele. Sem tal instru��o que se
contraponha, esta carta permaneceria intacta como a instru��o final
de �r�la
Prabhup�da sobre inicia��o, e deve portanto ser seguida.
Instru��es
De Apoio
Houve
outras declara��es feitas por �r�la Prabhup�da
e pelo seu secret�rio
nos dias seguintes � carta do dia 9 de julho que indicam que o
sistema �tvik
foi destinado para continuar sem cessar:
“... o processo de inicia��o para
ser seguido no
futuro” (11 de Julho)
“... continue
sendo �tvik e atue em nome” (19
de Julho)
“... continue
sendo �tvik e atue em nome” (31
de Julho)
(Por favor veja os
Ap�ndices).
Nestes
documentos n�s encontramos palavras tais como: “continue” e “futuro”,
as quais junto com a palavra “henceforward” (daqui para frente) apontam
para a perman�ncia do sistema �tvik.
N�o h� nenhuma declara��o de �r�la Prabhup�da
que d� sequer uma sugest�o de que o sistema terminaria
com a sua partida.
Instru��es
Subseq�entes
Uma
vez que o sistema �tvik
foi estabelecido e estava em andamento, �r�la Prabhup�da
jamais emitiu uma ordem subseq�ente para parar com o
sistema, tampouco jamais afirmou que ele devesse ser dispensado depois
de sua partida. Talvezconsciente de que tal coisa pudesse erroneamente
ou de alguma forma ocorrer, ele colocou no come�o do seu
testamento que o sistema de administra��o corrente na ISKCON deve
continuar, e que n�o deveria ser modificado – uma instru��o deixada
intacta por um ap�ndice adicional, apenas nove dias antes de sua
partida. Seguramente, essa teria sido a oportunidade perfeita para
dispensar o sistema �tvik,
se fosse sua inten��o (por favor veja os
ap�ndices). O fato de que o uso de �tviks
para dar nomes aos iniciados
era um sistema de administra��o pode ser ilustrado pelo seguinte:
Em
1975 uma resolu��o preliminar do GBC sancionou que: “a �nica
responsabilidade do GBC seria com assuntos administrativos”. Abaixo
est�o alguns dos assuntos administrativos com que o GBC lidou naquele
ano:
“Para
receber a primeira inicia��o, o candidato deve ter sido membro por
tempo integral por seis meses. Para a segunda inicia��o, pelo
menos um ano dever� ter transcorrido ap�s a primeira inicia��o”
(Resolu��o n� 9, Mar�o, 1975).
“M�todo de inicia��o
de sanny�s�s ” (Resolu��o n�
2, Mar�o, 1975).
Estas
resolu��es foram pessoalmente aprovadas por �r�la Prabhup�da.
Elas
demonstram conclusivamente que a metodologia para conduzir as
inicia��es era considerada um sistema de administra��o. Se toda a
metodologia para conduzir as inicia��es � considerada um sistema de
administra��o por �r�la
Prabhup�da, ent�o um elemento da inicia��o, a
saber, o uso de �tviks
para dar nomes espirituais, tem que ser inclu�do
sob os mesmos termos de refer�ncia.
Assim,
modificar o sistema �tvik de inicia��es foi uma viola��o
direta do testamento de �r�la
Prabhup�da.
Outra
instru��o no testamento de �r�la Prabhup�da,
a qual indica a inten��o
da longevidade do sistema de �tvik,
� onde est� declarado que os
diretores executivos das propriedades permanentes na �ndia deveriam ser
selecionados entre os “disc�pulos iniciados” de �r�la Prabhup�da:
“...
um diretor sucessor, ou diretores, deve ser apontado pelos diretores
remanescentes, contanto que o diretor seja meu disc�pulo iniciado...” (�r�la Prabhup�da,
Declaration of Will, 4 de Junho de 1977).
Isso
� algo que somente poderia ocorrer se o sistema �tvik
de inicia��o
permanecessedepois da partida de �r�la Prabhup�da,
pois de outra forma
o n�mero de diretores em potencial eventualmente se esgotaria.
Al�m
disso, cada vez que �r�la
Prabhup�da falou de inicia��es depois do dia
9 de julho, ele simplesmente reconfirmou o sistema �tvik.
Ele nunca deu
qualquer ind�cio de que o sistema deveria parar depois da sua partida
ou que existiam gurus aguardando na fila, prontos para assumir o papel
de d�k��.
Portanto, pelo menos no que diz respeito � evid�ncia direta,
parece n�o haver nada que ap�ie as suposi��es a) e b) referidas
anteriormente. Como declarado, aquelas suposi��es – que o
sistema �tvik
deveria ter parado na partida de �r�la Prabhup�da
e que os �tviks
deveriam tornar-se d�k��
gurus – formam a verdadeira base do atual
sistema de gurus da ISKCON. Se eles forem provados como inv�lidos,
ent�o certamente o GBC necessitar� repensar sobre tudo radicalmente.
O
que foi dito estabelece o cen�rio. A pr�pria instru��o, instru��es de
apoio e instru��es subseq�entes apenas suportam a continua��o do
sistema �tvik
odo. Ts os envolvidos neste assunto admitem que �r�la Prabhup�da
nunca deu qualquer ordem para terminar com o sistema �tvik
depois de sua partida f�sica. Tamb�m � aceito por todos que �r�la Prabhup�da
estabeleceu o sistema �tvik
para ser posto em funcionamento
a partir do dia 9 de Julho em diante. Assim, n�s temos a situa��o
segundo a qual o �c�rya:
1) deu uma
clara instru��o para seguirmos o sistema �tvik;
2) n�o deu
instru��o alguma para que se parasse o sistema �tvik
ap�s a sua partida f�sica.
Consequentemente,
para que um disc�pulo pare de seguir esta ordem, com qualquer grau de
legitimidade, � necess�rio que ele supra alguma base s�lida para fazer
isso. A �nica coisa que �r�la
Prabhup�da de fato nos disse foi que
segu�ssemos o sistema �tvik.
O �nus da prova cair� naturalmente sobre
aqueles que desejem terminarqualquer sistema estabelecido por
nosso �c�rya,
e que devesse continuar dali para frente. Este � um ponto
�bvio; ningu�m pode simplesmente parar de seguir as ordens do guru
caprichosamente:
“... o processo � que voc� n�o
pode mudar a ordem do mestre espiritual”
(�r�la
Prabhup�da, palestra sobre o Cc., 2/2/1967, S�o
Francisco).
Um
disc�pulo n�o precisa se justificar para continuar a seguir uma ordem
direta do guru, especialmente quando lhe fora ditoque deveria continuar
a segui-la. Isso � axiom�tico – � isso o que a palavra ‘disc�pulo’
significa:
“Quando algu�m se torna
disc�pulo, ele n�o pode desobedecer a ordem do mestre espiritual”.
(�r�la
Prabhup�da, palestra sobre o Bg., dia 11/2/1975, M�xico).
Uma
vez que n�o h�evid�ncia direta afirmando que o sistema �tvik
deveria
ser abandonado na partida f�sica de �r�la Prabhup�da,
o caso para
abandon�-lo teve ter sido portanto apenas baseado em evid�ncia
indireta. Evid�ncia indireta pode surgir emcircunst�ncias especiais
envolvendo uma instru��o direta e literal. Essas circunst�ncias
atenuantes, se � que elasexistem, poderiam ser usadas como base para
interpretar uma instru��o literal. N�s iremos agora examinar as
circunst�ncias envolvendo a ordem do dia 9 de julho para vermos se tais
circunst�ncias modificadoras poderiam de fato estar presentes, e se h�
por infer�ncia qualquer coisa que possa apoiar as suposi��es a) e b).
Obje��es diretamente relacionadas
com a
forma e as circunst�ncias da ordem final
1. “A carta, 9 de Julho
claramente insinua que somente se aplicava enquanto �r�la
Prabhup�da
estivesse presente.”
|
N�o
h� nada na carta que diga que a instru��o fora feita apenas para
enquanto �r�la
Prabhup�da estivesse fisicamente presente. De fato, a
�nica informa��o dada suporta a continua��o do sistema �tvik
ap�s a
partida de �r�la
Prabhup�da. �
importante notar que dentro da carta do dia 9 de Julho est�
dito
tr�s vezes que os que forem iniciados ser�o disc�pulos de �r�la
Prabhup�da.
Ao apresentar evid�ncias para seu sistema degurus
atual, o GBC argumentou vigorosamente que �r�la Prabhup�da
tinha
deixado claro com respeito a si mesmo que era uma lei inviol�vel o fato
que ningu�m poderia iniciar na sua presen�a. Assim,
a necessidade de declarar que os futuros disc�pulos pertenceriam
a �r�la
Prabhup�da
deve indicar que a instru��o fora destinada para atuar
durante o per�odo de tempo quando sua posse poderia at� mesmo
ser
questionada, ou seja, depois da sua partida.
Por alguns
anos, �r�la
Prabhup�da tinha utilizado representantes para cantar nas
contas, executar cerim�nia de fogo yaj�a, dar o mantra Gayatri, etc.
Ningu�m jamais questionou a quem os novos iniciados pertenciam. Bem no
come�o da carta do dia 9 de julho est� enfaticamente dito de
que
os apontados s�o “representantes” de �r�la Prabhup�da.
A �nica inova��o
naquela carta � que inclu�a ent�o a formaliza��o da regra dos
representantes; dificilmente � algo que pudesse ser confundido com uma
ordem direta para que eles se tornassem plenamente d�k��
gurus. A
�nfase de �r�la
Prabhup�da sobre a posse dos disc�pulos seria portanto
completamente redundante casoo sistema fosse feito para operar apenas
na sua presen�a, uma vez que estando presente ele poderia pessoalmente
assegurar que ningu�m declarasse falsa posse dos disc�pulos. Como j�
mencionamos, este ponto foi enfatizado tr�s vezes em uma carta que�
bastante curta e direta:
“T�o logo alguma coisa seja
enfatizada tr�s vezes, isso significa que � conclusiva.”
(aula de �r�la
Prabhup�da sobre o Bg., 27/11/1968, Los Angeles)
A
carta do dia 9 de Julho declara que os nomes dos novos disc�pulos
iniciados devem ser enviados “para �r�la Prabhup�da”
– poderia isso
indicar que o sistema deveria funcionar somente enquanto �r�la Prabhup�da
estivesse presente fisicamente? Alguns devotosargumentam que
uma vez que n�o mais podemos enviar esses nomes para �r�la Prabhup�da,
o sistema �tvik
tornou-se inv�lido.
O primeiro ponto a notar � o
prop�sito dito por detr�s do ato de enviar nomes para �r�la Prabhup�da,
ou seja, que eles pudessem ser inclu�dos no seu livro de disc�pulos
iniciados. N�s sabemos pela conversa do dia 7 de julho (por favor veja
os ap�ndices) que �r�la
Prabhup�da n�o tinha nada haver com o registro
de novos nomes dentro daquele livro; isso era feito pelo seu
secret�rio. Mais evid�ncia de que os nomes deveriam ser enviados para
inclus�o no livro, e N�O especificamente para �r�la Prabhup�da,
foi
dada numa carta escrita para Hamsaduta, no dia seguinte, onde Tam�la K���a Goswami
explica para ele sua nova obriga��o como �tvik:
“... voc� dever� enviar os nomes
deles para serem inclu�dos no livro de disc�pulos iniciados de �r�la
Prabhup�da.”
(Carta de Tam�la K���a Goswami
para Hamsaduta, 10/7/1977)
Aqui
n�o h� men��o feita de que os nomes deveriam ser enviados
para �r�la
Prabhup�da. Este procedimento poderia facilmente ter
continuado
depois da partida f�sica de �r�la Prabhup�da.
Em nenhum lugar da ordem
final de �r�la
Prabhup�da diz que o se o livro dos “disc�pulos
iniciados”
se separar fisicamente de �r�la Prabhup�da,
todas as inicia��es
deveriam ser suspensas.
O ponto seguinte � queo procedimento de
enviar os nomes dos novos iniciados para �r�la Prabhup�da
de forma
alguma se relaciona com a atividade de p�s-inicia��o. Os nomes
poderiamser enviados somente ap�s os disc�pulos terem sido iniciados.
Portanto, uma instru��o concernente ao que deve ser feito ap�s a
inicia��o n�o pode ser usada para emendar ou de modo algum interromper
o que precede a inicia��o, ou, deveras, o processo de inicia��o (j� que
o papel do �tvik
seria executado muito antes da cerim�nia acontecer). O
fato de que os nomes fossem enviados ou n�o a �r�la Prabhup�da
n�o tem
nada a ver com o sistema de inicia��o, pois uma vez queos novos nomes
estivessem prontos para serem enviados, a inicia��o j� teria acontecido.
O
�ltimo ponto � que se enviar os nomes para �r�la Prabhup�da
fosse uma
parte vital da cerim�nia, ent�o mesmo antes da partida de �r�la Prabhup�da
o sistema seriainvalido, ou ao menos correria um risco
constante de assim ser. Era do conhecimento geralque �r�la Prabhup�da
estava prestes a nos deixar a qualquer momento, portanto o perigo de
n�o haver para onde mandar os nomes estava presente deste o primeiro
dia em que a ordem fora emitida. Em outras palavras, considerando o
poss�vel cen�rio em que �r�la
Prabhup�da tivesse abandonado o planeta
no dia seguinte em que um disc�pulo tivesse sido iniciado atrav�s do
sistema �tvik,
de acordo com a proposi��o mencionada, o disc�pulo n�o
teria sido de fato iniciado simplesmente por causa da demora do
correio. N�o encontramos nenhuma men��o nos livros
de �r�la
Prabhup�da de que o processo transcendental de d�k��,
o qual pode levar
v�rias vidas para se completar, pode ser obstru�do pelas vicissitudes
do servi�o de correios. Certamente n�o haveria nada que prevenisse que
os nomes dos novos iniciados entrassem no livro de disc�pulos iniciados
de Sua Divina Gra�a mesmo agora. Este livro poderia ent�o ser oferecido
a �r�la
Prabhup�da no momento apropriado.
2.
“A carta n�o diz especificamente que ‘este sistema dever� continuar
ap�s a partida de �r�la
Prabhup�da’; portanto, foi correto parar o
sistema �tvik
quando �r�la
Prabhup�da partiu.”
|
Por favor, considerem os seguintes pontos:
1.
A carta do dia 9 de Julho tamb�m n�o especifica: “o sistema �tvik
dever� terminar com a partida de �r�la Prabhup�da.”
Ainda assim, foi
terminado imediatamente ap�s a sua partida.
2.
A carta tamb�m n�o diz: “o sistema �tvik
dever� continuar apenas
enquanto �r�la
Prabhup�da estiver presente.” Ainda assim, estava em
andamento enquanto ele estava presente.
3.
A carta tamb�m n�o diz: “o sistema �tvik
dever� seguir apenas at� a
partida de �r�la
Prabhup�da.” Mas apesar disso, ele foipermitido a
continuar somente at� a sua partida.
4. A carta
tamb�m n�o diz: “o sistema �tvik
deve parar”. Ainda assim, ele foi parado.
Em resumo, o GBC insiste que:
- O sistema �tvik
deve parar.
- O sistema �tvik
deve para quando �r�la
Prabhup�da partir.
Nenhumas
das estipula��es acima aparecem na carta do dia 9 de julho, nem em
outra ordem assinada; mas mesmo assim elas foram a funda��o tanto do
sistema de �c�rya
regiona, quanto do corrente “sistema de m�ltiplos
sucessores �c�ryas”
ou M.A.S.S. (sigla em ingl�s) como iremos chamar ao
referir a ele (neste contexto, n�s usamos a palavra “ �c�rya”
no seu
sentido mais forte,demestre espiritual iniciador, ou d�k��
guru).
O
argumento de que uma vez que a carta n�o especifica sobre o per�odo de
tempo que iria transcorrer, e que deveria, portanto, terminar na
partidade �r�la
Prabhup�da, � completamente il�gico. A carta
tampoucoespecifica que o sistema �tvik
deveria ser seguidono dia 9 de
Julho, ent�o de acordo com esta l�gica ele jamais deveria ter sido
seguido de nenhum modo. Mesmo aceitando que “henceforward”– daqui para
frente – possa pelo menos estender-se at� o final do primeiro dia em
que a ordem fora assinada,n�o est� dito que deveria ser seguida no dia
10 de Julho, ent�o talvez ela deveria ter sido parada no mesmo dia.
A exig�ncia que o sistema �tvik operasse apenas
por um per�odo de tempo pr�-especificado
� contradito ao aceitarmos sua opera��o por 126 per�odos separados de
24 horas (ou seja,quatro meses), uma vez que nenhum destes 126
per�odosseparados est� especificado na carta, e ainda assim todos
parecem estar muito satisfeitos com a id�ia de que o sistema somente
seria efetivo durante este per�odo de tempo. A menos que tomemos a
palavra “henceforward” – daqui para frente –literalmentesignificando
“indefinidamente”, poder�amos parar o sistema �tvik
a qualquer momento
depois do dia 9 de julho, ent�o por que escolher o momento de sua
partida?
N�o existe nenhum exemplo, seja nas 86 vezes gravadas
em que �r�la
Prabhup�da usa esta palavra, ou em toda a hist�riada
l�ngua inglesa, no qual a palavra “henceforward” signifique:
“O per�odo de tempo at� a
partida da pessoa que emitiu uma ordem.”
E
ainda assim, de acordo com a opini�o geral, isto � o que a palavra deve
ter significado quando foi utilizada na carta do dia 9 de julho. Tudo o
que a carta afirma � que o sistema �tvik
dever� ser seguido
“henceforward” - “daqui para frente”. Ent�o por que foi parado?
3. “Certas instru��es obviamente n�o
podem continuar depois da partida de �r�la
Prabhup�da,
e assim est� entendido que a inten��o de �r�la
Prabhup�da
era que fossem seguidas somente durante a
sua
presen�a; por exemplo, algu�m podia ter sido apontado para
dar a �r�la
Prabhup�da sua
massagem cotidiana “daqui para frente”. Pode
ser que a ordem �tvik seja do mesmo tipo?”
|
Se
uma instru��o � imposs�vel de se executar, por exemplo, dar a �r�la Prabhup�da
sua massagem di�ria ap�s a sua partida f�sica, ent�o
obviamente est� fora de quest�o. O dever do disc�pulo � simplesmente
seguir uma ordem at� que esta seja imposs�vel de ser seguida por mais
tempo, ou at� que o mestre espiritual mude a ordem. A quest�o � se �
poss�vel ou n�o seguir o sistema �tvik
sem a presen�a da pessoa que o
estabeleceu.
De fato, o sistema �tvik
foi estabelecido
especificamente para que operasse sem nenhum envolvimento f�sico
de �r�la
Prabhup�da absolutamente. Se o sistema �tvik
tivesse continuado
depois de sua partida, teria sido id�ntico em todos os aspectos ao modo
como era praticado enquanto �r�la Prabhup�da
estava presente. Depois da
carta do dia 9 de Julho, o envolvimento de �r�la Prabhup�da
se tornou
nulo, e ent�o mesmo naquela �poca o sistema estava operando como se ele
j� tivesse partido. Sendo este o caso, n�o podemos classificar o
sistema �tvik
como desfuncional ou inoper�vel com base na partida de �r�la Prabhup�da,
uma vez que sua partida n�o afeta de nenhum modo o
funcionamento do sistema. Em
outras
palavras, j� que o sistema foi especificamente estabelecido para operar
como se �r�la
Prabhup�da
n�o estivesse no planeta, sua partida do
planeta n�o pode em si mesma tornar o sistema inv�lido.
4.
“O fato de que a ordem fora ‘apenas’ emitida numa carta, e
n�o
num livro, nos d� a licen�a para interpret�-la indiretamente.”
|
Este
argumento de “carta versus livro” n�o se aplica ao caso, uma vez que
n�o se trata de uma carta comum. Geralmente, �r�la Prabhup�da
escrevia
uma carta em resposta a alguma quest�o espec�fica de algum disc�pulo
individualmente, ou para oferecer uma orienta��o oupuni��o individual.
Naturalmente, nestes casos, a pergunta individual do devoto, a situa��o
ou desvio pode dar motivo para uma interpreta��o. Nem tudo nas cartas
de �r�la
Prabhup�da pode ser aplicado universalmente (por exemplo,
numa
carta ele aconselha a um devoto que n�o se dava bem com temperos
queapenas cozinhasse com um pouco de sal e tumerique; claramente esse
conselho n�o se aplica ao Movimento inteiro). Todavia, a ordem final
sobre inicia��es n�o est� aberta a qualquer interpreta��o, uma vez que
ela n�o foi escrita em resposta a uma quest�o espec�fica de uma pessoa
em particular, ou dirigida a uma situa��o ou comportamento pessoal de
algum disc�pulo. A carta
do dia 9 de
Julho foi uma instru��o formal ou um documento sobre medidas
administrativas que foi enviado para todos os l�deres no Movimento.
A
carta segue o formato de qualquer outra instru��o importante
que �r�la
Prabhup�da emitiu e queria que fosse seguida sem
interpreta��es – ele a
tinha colocado por escrito; eleaprovou-a, e ent�o enviou-a para seus
l�deres. Por exemplo, ele tinha enviado uma ordem no dia 22 de Abril de
1972, endere�ada a “TODOS OS PRESIDENTES DE TEMPLO”:
“A
obriga��o do secret�rio regional � ver se os princ�pios espirituais
sendo muito bem mantidos em todos os templos de sua zona. De
qualquer forma, cada templo dever� ser independente
e
auto-sustentado.” (�r�la
Prabhup�da, carta para todos os presidentes de templo,
22/4/1972)
�r�la Prabhup�da n�o
publicava um livro novo cada vez que ele emitia uma
instru��o importante, independente do fato de que tal instru��o devesse
continuar depois de sua partida ou n�o. Portanto, a forma na qual a
instru��o fora emitida n�o a torna suscet�vel � interpreta��es
indiretas, e tampouco diminuem a sua validade de nenhum modo.
5.
“Talvezhouvesse alguma condi��o especial envolvendo a emiss�o da ordem
que prevenha sua aplica��o depois da partida de �r�la
Prabhup�da?”
|
Se
tais circunst�ncias tivessem existido, �r�la Prabhup�da
as teria
mencionado na carta ou em algum documento anexado. �r�la Prabhup�da
sempre deu informa��o suficiente para capacitar a correta aplica��o de
suas instru��es. Certamente, ele n�o agia com a suposi��o de que seus
presidentes de templo eram todos m�sticos capazes de ler mentes, e que
portanto ele apenas necessitavaenviar-lhes diretrizes fragmentadas e
incompletas que mais tarde seriam compreendidas telepaticamente. Por
exemplo, se �r�la
Prabhup�da tivesse tido a inten��oque o sistema �tvik
parasse depois de sua partida, ele poderia ter anexado as seguintes
palavras na carta do dia 9 de Julho: “este sistema terminar� depois de
minha partida”. Uma olhada r�pida a esta carta nos diz que ele queria
que continuasse “henceforward” – daqui para frente (por favor veja os
Ap�ndices, p. 113).
Algumas vezes se argumenta que o
sistema �tvik foi estabelecido apenas
porque �r�la
Prabhup�da
estava doente.
Os
devotos poderiam saber ou n�o qual era a extens�o da enfermidade
de �r�la
Prabhup�da, mas como se poderia esperar que eles
deduzissem de
uma carta que ele n�o diz nada sobre sua sa�de que essa foi a �nica
raz�o para ela ter sido emitida? Quando foi que �r�la Prabhup�da
disse
que qualquer instru��o que ele emitisse deveria sempre ser interpretada
em conjunto com o seu �ltimo relat�rio m�dico? Por que deveriam os
destinat�rios da ordem final sobre inicia��es n�o assumir a carta como
uma instru��o geral para ser seguida sem interpreta��o alguma?
�r�la Prabhup�da j�
havia anunciado que ele tinha ido � Vrindavana para
deixar seu corpo. Sendo tri-k�la-j�a, � muito
prov�vel que ele
estivesse consciente de que iria partir dali a quatro meses. Ele havia
estabelecido as instru��es finais para a continua��o do seu Movimento.
Ele j� havia escrito o seu testamento e outros documentos que se
relacionavam com a BBT (Bhaktivedanta Book Trust) e o GBC,
especialmente para prover uma orienta��o para depois de sua iminente
partida. O �nico assunto que n�o havia sido estabelecido era do
procedimento como seriam levadas a cabo as inicia��es quando ele n�o
estivesse mais conosco. At� ent�o, ningu�m tinha a menor id�ia de como
as coisas iriam funcionar. A ordem do dia 9 de Julho esclarecia para
todos precisamente como as inicia��es deveriam ser efetuadas durante a
sua aus�ncia.
Em resumo, n�o se pode modificar uma instru��o com
uma informa��o � qual aqueles que a receberam n�o tivessem acesso. Por
que �r�la
Prabhup�da colocaria propositalmente em circula��o uma
instru��o que ele sabia de antem�o que ningu�m poderia seguir
corretamente, j� que ele n�o havia dado a informa��o relevante junto
com a instru��o? Se o sistema �tvik
tivesse sido estabelecido
simplesmente porque �r�la
Prabhup�da estava enfermo, ele teria dito em
alguma carta ou em algum documento anexado. N�o existe nenhum registro
de que �r�la
Prabhup�da tenha propositalmente agido de um modo t�o
amb�guo pouco informativo, especialmente quandoinstruindo a todo o
Movimento. �r�la
Prabhup�da nunca assinou nada precipitadamente, e
quando se considera a magnitude da instru��o em quest�o, � inconceb�vel
que ele tivesse deixado de fora qualquer informa��o vital.
6. “A
‘fita da nomea��o’ cont�m informa��o relevante que claramente
estabelece que a ordem do dia 9 de julho seria aplicada somente
enquanto �r�la
Prabhup�da
estivesse fisicamente no planeta, n�o?”
|
No livreto GII
do GBC a �nica evid�ncia oferecida que ap�ia as modifica��es a) e b) �
extra�da de uma conversa que aconteceu em 28 de Maio de 1977. O texto
parece concordar que n�o h� qualquer outra evid�ncia entre as
instru��es que trate diretamente da fun��o dos �tviks
depois da partida
de �r�la
Prabhup�da:
“Embora �r�la
Prabhup�da
n�o tenha repetido suas afirma��es anteriores,
estava entendido que ele esperava que seus disc�pulos iniciassem no
futuro.” (GII,
p. 35)
Uma
vez que essa � a �nica evid�ncia, h� uma se��o dedicada exclusivamente
� essa conversa que ocorreu no dia 28 de Maio. Basta dizer que ela n�o
foi mencionada na carta do dia 9 de Julho, tampouco �r�la Prabhup�da
pediu que uma copia da fita da conversa fosse enviada com a ordem
final. Disto n�s podemos deduzir com absoluta seguran�aque ela n�o
cont�m sequer um fragmento de informa��o vital que modifique o
entendimento da ordem final. Outro ponto importante � o fato de que a
conversa do dia 28 de Maio foi lan�ada somentev�rios anos depois da
partida de �r�la
Prabhup�da. Portanto, mais uma vezse espera que
modifiquemos uma instru��o escrita e clara com uma informa��o que n�o
estava acess�vel ao p�blico a quem a instru��o fora enviada. Como
veremos mais adiante, n�o h� nada na conversa de maio que contradiga a
ordem final.
Como ponto geral, vemos que as �ltimas instru��es
dadas pelo gurusempre sobrep�em-se �s instru��es anteriores- a ordem
final � a ordem final e deve ser seguida:
“Eu
posso dizer muitas coisas para voc�, por�m quando digo
algo
diretamente para voc�, fa�a-o. Seu primeiro dever � fazer
isso.
Voc� n�o podeargumentarque ‘o senhor primeiro me disse que
fizesse isso antes.’ N�o, este n�o � seu dever; o quedigo
agora � o que deve fazer, isso � obedi�ncia e voc� n�o pode argumentar.”
(aula de �r�la
Prabhup�da sobre o SB,
dia 15/4/1975, Hyderabad)
Assim
comono Bhagavad-g�t�
o Senhor K���a
deu muitas instru��es para Arjuna,
falou todos os tipos de Yoga, do Dhy�na ao J��na, mas tudo isso
foi
sobreposto pela ordem final:
““Sempre pense em MIM e torne-se
Meu devoto” – deve ser tomado como a ordem final do Senhor e dever� ser
seguida.”
(Ensinamentos
do Senhor Caitanya, Cap. 11)
A ordem final dada por Sankar�c�rya
“Bhaja Govinda”,
tamb�m se destinava a sobrepor-se a muitosde seus enunciados anteriores
– todos eles, de fato. Como mencionado na introdu��o, o pr�prio GBC
reconhece isso como um princ�pio l�gico axiom�tico:
“Em l�gica, enunciados
posteriores sobrep�em os anteriores em import�ncia” (GII, p.25)
N�o
� poss�vel que haja um enunciado posterior ao �ltimo. Portanto, devemos
seguir o sistema �tvik
segundo a l�gica do pr�prio GBC.
7. “�r�la
Prabhup�da
declarou muitas vezes que todos os seus disc�pulos deveriam
se tornar gurus. Certamente isso prova que �r�la
Prabhup�da
n�o tinha a
inten��o que o sistema �tvik fosse permanente.”
|
�r�la Prabhup�da jamais
apontou ou instruiu ningu�m para ser d�k��
guru
depois de sua partida. Nunca foi apresentada nenhuma evid�ncia que
confirme isso; de fato, muitos l�deres antigos dentro da ISKCON
aceitaram este ponto:
“E
� um fato que �r�la
Prabhup�da
jamais disse: ‘certo, aqui est� o
pr�ximo �c�rya, ou aqui est�o os pr�ximos onze
�c�ry, e eles
est�o autorizados como gurus do Movimento para o mundo.’ Ele nunca fez
isso”. (Jayadvaita Swami, ISKCON South London, 1993)
�r�la Prabhup�da inequivocadamente
disse que o d�k��
guru deve ser um
mah�-bh�gavata
(no mais avan�ado est�gio da realiza��o em Deus), eser
especificamente autorizado pelo seu pr�prio mestre espiritual. Ele
sempre condenou veementementeque aqueles quen�o estivessem
adequadamente qualificados ou autorizados aceitassem o papel de guru.
N�s citamos abaixo a �nica passagemnos livros de �r�la Prabhup�da
est�o
onde o termo d�k��
est� vinculado a uma qualifica��o espec�fica:
“Mah�-bh�gavata-�re��ho
br�hma�o vai gurur n���m
sarve��m eva lok�n�m asau p�jyo yath� hari�
mah�-kula-pras�to ‘pi sarva-yaj�e�u
d�k�ita�
sahasra-��kh�dhy�y�
ca na guru� sy�d avai��ava�
“O
guru deve estar situado na plataforma mais elevada do servi�o
devocional. H� tr�s classes de devotos, e o guru deve ser aceito
vindo da mais elevada classe.”
(Cc.
Madhya-l�l�, 24.330,
coment�rio)
“Quando
algu�m alcan�ou a mais elevada posi��o de mah�-bh�gavata, ele deve ser
aceito como guru e adorado exatamente como Hari, a Personalidade de
Deus. Somente tal pessoa � eleg�vel para ocupar a posi��o de guru.” (Cc. Madhya-l�l�, 24.330,
coment�rio)
Al�m
de qualifica��o, �r�la
Prabhup�da tamb�m ensinou que a autoriza��o
espec�fica do �c�rya
predecessortamb�m � essencial antes de algu�m
poder agir como d�k��
guru:
“No
todo, voc� talvez saiba que ele n�o � uma pessoa
liberada,
e portanto ele n�o pode iniciar qualquer pessoa
para a
Consci�ncia de K���a. Isso requer uma b�n��o
espiritual especial de
autoridades superiores.” (�r�la Prabhup�da,
carta para Janardana, 26/4/1968)
“
Deve-se receber inicia��o de um mestre espiritual fidedigno
vindo
na sucess�o discipular e que � autorizado por seu mestre espiritual
predecessor. Isto � chamado d�k��-vidh�na.”
(SB,
4.8.54, coment�rio)
| Indiano: |
“Quando
o senhor se tornou l�der espiritual da Consci�ncia de K���a?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“O qu�?” |
| Brahmananda: |
“Ele est�
perguntando quando o senhor se tornou o l�der espiritual da Consci�ncia
de K���a?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Quando meu
Guru-Mah�r�ja
me ordenou. Isso � guru parampar�.” |
| Indiano: |
“Foi
isso...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Tente
entender. N�o se apresse. Um guru pode se tornar guru quando ele �
ordenado pelo seu guru. Isso � tudo. De outra forma, ningu�m pode se
tornar guru.” |
| (�r�la
Prabhup�da Bg. palestra, 28/10/1975) |
Assim, de acordo com �r�la
Prabhup�da, algu�m pode se tornar d�k��
guru quando tanto a qualifica��o
e a autoriza��o
existem. �r�la
Prabhup�da n�o autorizou tais gurus, nem declarou que
qualquer um dos seus disc�pulos era qualificado para iniciar. Ao
contr�rio, pouco antes do dia 9 de Julho, ele concordara que eles ainda
eram “almas condicionadas” e quevigil�ncia era essencial a fim de que
ningu�m se apresentasse como guru (por favor veja os Ap�ndices, p. 130,
22 de Abril de 1977).
Evid�ncias usadas para
apoiar uma alternativa para o sistema �tvik se dividem em tr�s categorias
b�sicas:
1. �r�la Prabhup�da
pedia freq�entemente para todos se tornarem guru, muitas vezes
juntamente com um verso do
Caitanya-Carit�m�ta: “�m�ra aj�aya guru hana.”
2.
H� cerca de meia d�zia de cartas pessoais onde �r�la Prabhup�da
menciona seus disc�pulos agindo como d�k��
gurus ap�s a sua partida.
3. Outras afirma��es nos livros de �r�la Prabhup�da
e palestras mencionam o princ�pio de que os disc�pulos seriam d�k��
guru.
Observando a categoria 1):
A instru��o para todos se tornarem gurus � encontrada no seguinte verso
do Caitanya-Carit�m�ta, o qual era
frequentemente citado por �r�la Prabhup�da:
“Instrua
todos para que sigam as ordens de �ri K���a como foram dadas no
Bhagavad-git� e no �rimad
Bh�gavatam. Desta maneira
torne-se
mestre espiritual e tente liberar a todos nesta terra.”
(Cc. Madhya-l�l�, 7.128)
Contudo,
o tipo de guru que o Senhor Caitanya est� encorajandotodos a se
tornarem est� claramente estabelecido no coment�rio detalhado do verso
seguinte :
“Isso
�, devesse permanecer em casa, cantar o Mantra Hare K���a e pregar as
instru��es de K���a como s�o dadas no Bhagavad-git� e no �rimad
Bh�gavatam”
(Cc. Madhya-l�l�, 7.128,
coment�rio)
“Pode-se
permanecer como chefe de fam�lia, m�dico, engenheiro ou o que seja.
Isso n�o importa. Devesse apenas seguir as instru��es de �ri Caitanya
Mah�prabhu: cante o mah�-mantra Hare K���a e instrua seus parentes e
amigos sobre os ensinamentos do Bhagavad-git� e do �rimad
Bh�gavatam
[...] � me lhor n�o aceitar nenhum disc�pulo.” (Cc. Madhya-l�l�, 7.130, coment�rio)
N�s
podemos ver que estas instru��es n�o implicam que os gurus em quest�o
devem primeiro alcan�ar algum n�vel de realiza��o antes de agirem. O
pedido � imediato. Disto, est� claro que todos s�o simplesmente
encorajados apregar o que eles sabem, e assim se tornar sik��-guru, ou
instrutor. Isso � ainda mais claro pela estipula��o de que o sik��-guru
permane�a nessa posi��o, e n�oque se torne um d�k��
guru mais tarde:
“� melhor n�o aceitar nenhum
disc�pulo.” (Cc.
Madhya-l�l�, 7.130,
coment�rio)
Aceitar
disc�pulos � a principal atividade de um d�k��
guru, enquanto que um sik��
guru simplesmente necessita executar seus deveres e pregar a
Consci�ncia de K���a
o melhor que possa. Est� claro nos coment�rios de �r�la Prabhup�da
que no verso acimao Senhor Caitanya est� de fato
autorizando sik��
gurus, n�o d�k��
gurus.
Tamb�m est� muito claro em muitas outras refer�ncias onde �r�la Prabhup�da
encoraja a todos a se tornarem gurus:
“yare dekha, tare kaha, K���a-upadesa. [Cc. Madhya 7.128].
N�o precisa inventar nada. O que K���a j� disse, voc� repete. Fim. N�o
fa�a adi��es e adultera��es. Ent�o voc� se tornar�guru [...]
talvez eu seja um tolo ou patife [...] por�m temos que seguir
este caminho:torne-se guru e libere seus vizinhos, seus associados, mas
fale as palavras oficiais de K���a. Ent�o funcionar� [...] qualquer um pode fazer.
Uma crian�a pode fazer.” (�r�la Prabhup�da,
darsana ao anoitecer, 11/5/1977, Hrsikesh)
“Porque
as pessoas est�o na escurid�o, n�s precisamos de muitos milh�es de
gurus para ilumin�-las. Portanto, a miss�o de Caitanya Mah�prabhu �,
Ele disse que ‘todos voc�s se tornem gurus.” (�r�la Prabhup�da,
palestra, 21/5/1976, Honolulu)
“Simplesmente
diga [...] ‘apenas pense em MIM’, disse K���a, e ‘apenas torne-se Meu
devoto. Apenas adore-ME e ofere�a rever�ncias’. Por favor
fa�a
estas coisas. Se voc� pode induzir uma pessoa a fazer estas coisas,
voc� se torna guru. Onde est� a dificuldade?” (�r�la Prabhup�da,
conversa��o, 2/8/1976, New Mayapur)
“O
verdadeiro guru � aquele que instrui o que K���a disse. Voc� tem
simplesmente que dizer “� isto � isto”, isso � tudo. Isso � uma tarefa
muito dif�cil.” (�r�la
Prabhup�da, palestra do dia 21/5/1976, Honolulu).
“...
‘mas eu n�o tenho qualifica��o. Como eu posso me tornar
guru?’
N�o � necess�rio ter qualifica��o... quem quer que voc�
encontre,simplesmente ensine o que K���a disse. Isso � tudo.
Voc�
se torna guru ” (�r�la
Prabhup�da, palestra do dia 21/5/1976, Honolulu)
(Surpreendentemente,
alguns devotos t�m usado tais cita��es acima como uma justificativa
para “um d�k��
guru com uma m�nima qualifica��o”*(1),
algo nuncamencionado em nenhum livro de �r�la Prabhup�da,
nem em suas cartas, nem em suas aulas ou conversa��es).
Um
exemplo de um guru que n�o tem qualifica��es exceto repetir o que ele
escutou poderia ser encontrado em qualquer curso de introdu��o para
bhaktas na ISKCON. Portanto, est� perfeitamente claro que estes
convites s�o simplesmente para que algu�m se torne um mestre espiritual
instrutor, ou sik��
guru. Sabemos isso porque �r�la Prabhup�da
j�
explicou em seus livros que existem requisitos muito mais estritos para
que algu�m se torne um d�k��
guru:
“Quando
algu�m alcan�ou a mais elevada posi��o de mah�-bh�gavata, ele � aceito
como guru e adorado exatamente como Hari, a Personalidade de Deus.
Somente tal pessoa � eleg�vel para ocupar a posi��o de guru.” (Cc. Madhya-l�l�, 24.330,
significado)
“Deve-se
tomar inicia��o de um mestre espiritual fidedigno vindo na
sucess�o discipular e que � autorizado pelo seu mestre
espiritual
predecessor. Isto � chamado d�k��-vidh�na.” (SB., 4.8.54,
coment�rio)
Como
mostramos, �r�la
Prabhup�da expressou que a instru��o para se tornar um
mestre espiritual tem que ser recebida especificamente do pr�prio guru.
A instru��o geral do Senhor Caitanya tem estado presente por 500 anos .
� �bvio que �r�la
Prabhup�da n�o considera “�m�ra aj�aya guru hana”
como se referindo especificamente a d�k��,
de outra forma por que n�s
precisar�amos de uma outra ordem especifica do guru para nos
tornarmos �c�rya?
Esta instru��o geral do Senhor Caitanya deve se referir a sik��
e n�o a d�k��
guru. D�k��
guru � uma exce��o, n�o a regra. �r�la Prabhup�da
desejava milh�es de sik��-gurus,
incluindo homens, mulheres
e crian�as.
Observando
agora a categoria 2):
Havia
um punhado de devotos com excessiva confian�a em si mesmos, ansiosos
para iniciar a seus pr�prios disc�pulos na presen�a de �r�la Prabhup�da,
aos quais �r�la
Prabhup�da escreveucartas. Estas cartas �s
vezes s�o usadas para apoiar o sistema M.A.S.S. �r�la Prabhup�da
tinha
uma abordagem bastante peculiar quando lidava com tais indiv�duos
ambiciosos. Geralmente, ele lhes dizia para que se mantivessem
rigidamente em treinamento, e no futuro, ap�s a sua partida f�sica,
eles poderiam aceitar disc�pulos:
“A
primeira coisa que eu previno, Acyutananda, n�o tente
iniciar.
Voc� n�o tem uma posi��o apropriada agora
para
iniciar ningu�m. [...] N�o seja tentado por Maya. Eu estou treinando
voc�s todos para se tornarem futuros mestres espirituais, mas n�o
sejamapressados.” (Carta de �r�la Prabhup�da
para Acyutananda e Jaya Govinda, 21/8/1968)
“Algum
tempo atr�s, voc� pediu minha permiss�o para aceitar alguns
disc�pulos. Agora a �poca se aproxima muito r�pido quando
voc�
ter�muitos disc�pulos pelo seu forte trabalho de
prega��o.”
(�r�la
Prabhup�da, carta para Acyutananda, 16/5/1972)
“Eu
tenho escutadoque alguns devotos est�o adorandovoc�. Por suposto, �
apropriado oferecer rever�nciasa um vaisnava, por�m n�o na presen�a do
mestre espiritual. Depois da partida do mestre espiritual, o momento
vir�, por�m agora espere. Sen�o isso ir� criar fac��es.”
(Carta de �r�la
Prabhup�da a Hamsadutta, 1/10/1974)
“Mantenha-se
treinando muito rigidamente, e assim voc� se tornar� um guru fidedigno
e ent�o poder� aceitar disc�pulos baseado no mesmo princ�pio.
Por�m, como uma quest�o de etiqueta, � o costume que
durante a vida do mestre espiritual voc� lhe traga os
candidatos
a disc�pulos, e na sua aus�ncia ou desaparecimento voc� pode aceitar
disc�pulos sem nenhuma limita��o. Esta � a lei da sucess�o discipular.
Quero ver meus disc�pulos tornarem-se mestres espirituais fidedignos e
expandirem a consci�ncia de K���a muito amplamente, isso far� a
mim e a
K���a
muito felizes.” (Carta de �r�la Prabhup�da
para Tusta K���a,
2/12/1975)
�
interessante notarque enquanto GII
cita esta lei para apoiar a doutrina
do M.A.S.S., no mesmo documento se afirma que na realidade esta n�o �
uma lei em absoluto:
“H�
muitos de tais exemplos nas Escrituras, que falam de disc�pulos que d�o
inicia��o na presen�a do seu guru, [...] nas Escrituras n�o h�
instru��es espec�ficas acerca de que o disc�pulo n�o deva dar
inicia��o quando o guru est� presente.” (GII, p.23)
A
ansiedade de aceitar adora��o e seguidores � na verdade uma
desqualifica��o para um mestre espiritual. N�s podemos apenas pasmar ao
ver o poder do falso ego, pois mesmo na presen�a do �c�rya
mais
poderoso que o planeta jamais vira, algumas personalidades ainda assim
se sentiam muito qualificadas para iniciar a seus pr�prios disc�pulos
debaixo do nariz de �r�la
Prabhup�da*
(2).
Est�
aparente que, ao escrever para aqueles devotos dizendo para que eles
poderiam aceitar disc�pulos se eles apenas esperassem um
pouco, �r�la
Prabhup�da estava simplesmente tentando mant�-los em
servi�o
devocional. Assim fazendo pelo menos haveria a possibilidade de que com
o tempo suas mentalidades ambiciosas pudessem se purificar.
Devotos
humildes que diligentemente executavam seu servi�o em sacrif�cio
abnegado para seu mestre espiritual jamais receberam uma
carta
descrevendo seu brilhante futuro como d�k��
gurus. Por que �r�la
Prabhup�da prometeu o posto de d�k��
seriamente apenas para aqueles que
eram os mais ambiciosos, e portanto menos qualificados?
No que
concerne �s afirma��es para o efeito de que eles seriam livres para
iniciar ap�s a sua partida, isso � verdade. Assim comona Inglaterra
algu�m � livre de dirigir um carrouma vez que tenha 17 anos. Por�m, n�o
devemos esquecer aqueles dois pequenos requisitos. Primeiro, que ele
deve ser devidamente qualificado para dirigir, e segundo, que ele deve
ser autorizado para dirigir obtendo uma licen�a. O leitor pode fazer
seus pr�prios paralelos.
Outra carta que � citada apoiando o M.A.S.S. diz:
“Pelo
ano de 1975, todos aquelesque passaram nos exames mencionados ser�o
especificamente autorizados para iniciar e aumentar o n�mero
da
popula��o da Consci�ncia de K���a.” (Carta
de �r�la
Prabhup�da a Kirtanananda, 12/1/1969)
Ser�que esta afirma��o justifica o t�rmino da ordem final sobre
inicia��o?
Uma
vez que essa � uma tentativa de terminar com o sistema �tvik
atrav�s do
uso de cartas pessoais, n�s evocaremos a ‘lei da sucess�o discipular’
ensinada por �r�la
Prabhup�da. A primeira parte da “lei” diz que o
disc�pulo n�o deve agir como �c�rya
iniciador enquanto seu pr�prio guru
estiver presente fisicamente. Uma vez que esta � a “lei”, claramente
esta carta n�o poderia se referir a que os disc�pulos de �r�la Prabhup�da
iniciariam em seu pr�prio nome, uma vez que �r�la Prabhup�da
ainda estava no planeta
no ano de 1975.
Portanto, n�s podemos somente concluir que desde 1969 �r�la Prabhup�da
estava contemplando estabeleceralgum tipo de sistema como o de
inicia��o por representantes. Pelo ano de 1975, �r�la Prabhup�da
j�
haviaautorizado devotos como Kirtanananda para cantar nas contas e
conduzir as inicia��es em seu nome. A carta acima mencionada parece
ent�o predizero futuro uso de representantes para executar as
inicia��es. Posteriormente, ele chamou estes representantes “�tviks”
e
formalizou as suas fun��es na ordem do dia 9 de julho. Novamente, seria
tolice sugerir que �r�la
Prabhup�da tenha de fato autorizado
Kirtanananda a agir como �c�rya
iniciador na samprad�ya t�o logo
passasse em alguns exames.
“Quem
quer que siga a ordem do Senhor Caitanya sob a guia do Seurepresentante
fidedigno pode tornar-se mestre espiritual, e desejo que em minha
aus�ncia todos os meus disc�pulos se tornem mestres espirituais
fidedignos para espalhar a consci�ncia de K���a atrav�s do mundo todo.”
(�r�la Prabhup�da,
carta para Madhusudana, 2/11/1967)
Usando
a cita��o acima, tem sido argumentado que uma vez que �r�la Prabhup�da
j� mencionara que seus disc�pulos devem se tornar mestres espirituais
em sua aus�ncia deve estar se referindo � d�k��,
pois eles j� eram sik��-gurus.
Contudo, �r�la
Prabhup�da pode ter simplesmente reiterado
seu encorajamento geral para que todos os seus disc�pulos se tornassem
bons mestres espirituais sik��,
e que eles deveriam continuar a se
tornar bons mestres espirituais sik��
tamb�m na sua aus�ncia.
Definitivamente n�o h� men��ona cita��o acimaque seus
disc�pulos
iniciariam ou aceitariamseus pr�prios disc�pulos. A senten�a “mestres
espirituais fidedignos para espalhar a Consci�ncia de K���a atrav�s do
mundo todo” � igualmente aplic�vel a sik��
gurus.
Mesmo se tais
cartas fizessem alus�o a algum outro tipo de sistema de gurus, ainda
assim elas n�o poderiam serusadas para modificar as instru��es da Ordem
Final do dia 9 de Julho, j� que as instru��es n�o foram repetidas para
o resto do Movimento. As cartas em quest�o n�o foram sequer publicadas
at� 1986. Ocasionalmente, se alega que algumas destas cartas pessoais
foram passadas adiante para outros membros da Sociedade. Isto pode ter
sido ou n�o o caso, por�m o ponto importante a observar � que os
mecanismos de tais distribui��es parecem nunca terem sido estabelecidos
ou aprovados por �r�la
Prabhup�da. N�o temos nenhuma evid�ncia de que �r�la Prabhup�da
ordenou que sua correspond�ncia privada fosse
distribu�da para todo mundo. Ele somente uma vez sugeriu casualmente
que suas cartas poderiam ser publicadas “se houvesse tempo”, por�m
nunca indicou que sem estes documentos ningu�m saberia como operar de
forma apropriada o M.A.S.S. depois de sua partida.
Para formar
um caso concernente ao que se deveria de ter sido feito em 1977,
pode-se usar somente a evid�nciaque estava prontamente dispon�vel de
uma forma autorizada naquele tempo. Se em tais cartas de fato estivesse
a chave de como ele planejou as inicia��es para serem conduzidas pelos
pr�ximos dez mil anos, seguramente �r�la Prabhup�da
as teria publicado
edistribu�do em massa,sendo um assunto de extrema urg�ncia . Pois
haveria uma consider�vel possibilidadede que nem todos os l�deres
tivessem lido sua correspond�ncia privada, e como resultado,obtido um
entendimento claro sobre como as inicia��es precisamente seriam
conduzidas depois de sua partida. N�s sabemos que e isso � mais do que
uma possibilidade, j� que todo o GBC ainda n�o tinha id�ia do
que �r�la
Prabhup�da estava planejando at� o dia 28 de Maio de 1977
(por favor
veja os Ap�ndices, p.131).
Considerando o que foi dito
acima, qualquer tentativa de modificar a carta do dia 9 de julho com
base nestas poucas cartas somente pode ser considerada inapropriada. Se
tais cartas tivessem sido ap�ndices vitais � ordem final de �r�la Prabhup�da,
ele certamente teria deixado isso claro na pr�pria ordem ou
em algum documento anexado.
Enfim, a �nica posi��o que foi
outorgada a cada um deles no que concerne �s inicia��es, foi aposi��o
de representantes do �c�rya,
ou seja, �tviks.
Finalmente, n�s iremos
observar a categoria 3):
H�
v�rias cita��es extra�das dos livros e palestras de �r�la Prabhup�da
que s�o utilizadas para justificar o abandono do sistema �tvik.
N�s
agora iremos examinar estas evid�ncias.
Nos livros de �r�la
Prabhup�da tudo o que iremos encontrar s�o as
qualifica��es de um d�k��
guru, declaradas em termos gerais. N�o h� men��o especifica
de
que seus pr�prios disc�pulosse tornariam d�k��
gurus. Ao contr�rio, as
cita��es meramente reiteram o ponto de quedeve-se estar altamente
qualificado e autorizado mesmo antes de tentarse tornar um d�k��
guru:
“Aquele
que agora � disc�pulo ser� o pr�ximo mestre
espiritual. E
algu�m n�o poder� ser um mestre espiritual fidedigno e autorizado a n�o
ser que seja estritamente obediente ao seu mestre espiritual.”
(SB, 2.9.43,
coment�rio)
A
cita��o mencionada acima dificilmented� carta branca para algu�m
iniciar apenas porque seu guru abandonou o planeta. O conceito do guru
deixando o planeta nem mesmo �mencionado aqui. Somente a id�ia de que
eles devem ser autorizados e estritamente obedientes. N�s tamb�m
sabemos que primeiro eles devem ter alcan�ado a plataforma de
mah�-bh�gavata.
Alguns devotos apontam a se��o em F�cil
Viagem a Outros Planetas (p. 32) que tratade “gurus monitores”
como sendo uma evid�ncia para apoiar o M.A.S.S. e oresultante
desmantelamento do sistema �tvik.
Contudo, esta inteligente
analogiaest� claramente definindo a posi��o de sik��,
n�o de d�k��
gurus. Nesta passagem o monitor atua em nome do seu mestre. Ele mesmo
n�o � o mestre. Ele pode se tornar t�o qualificado quanto o mestre, mas
isso � um processo, e n�o � descrito como sendo autom�tico na partida
do mestre (quem obviamente corresponde ao d�k��
guru). Um guru monitor
pode apenas ter, por defini��o, disc�pulos sik��
e em n�mero limitado.
Uma vez que tal monitor se torne qualificado, ou seja, alcance a
plataforma de mah�-bh�gavata, e ent�o
seje autorizado pelo seu �c�rya
predecessor, n�o faz mais sentido cham�-lo de monitor, pois ele ser� um
mestre por seu pr�prio direito. Uma vez que ele � um mestre por seu
pr�prio direito, ele poder� aceitar in�meros disc�pulos. Portanto, o
monitor � o sik��-guru
e o mestre � o d�k��
guru, e por seguir
estritamente o d�k��
guru, o sik��-guru
poder� gradualmente elevar-se �
plataforma na qual ele poder� pelo menos tornar-se qualificado para ser
um d�k��
guru. Al�m do mais, um monitor � meramente um assistente do
mestre enquanto o mestre estiver presente. Novamente, isso � uma
vari�ncia na “lei” da sucess�o discipular que � utilizada para apoiar o
M.A.S.S. Um monitor n�o � uma entidade que vem a substituir
ou
suceder o seu mestre, e sim para atuar paralelamente com o mestre.
Certamente
o sistema de monitores de forma alguma ap�ia as suposi��es a) e b) do
GBC: que o sistema �tvik
deveria pararcom a partida de �r�la Prabhup�da,
e que os �tviks
ent�o poderiam automaticamente se tornar d�k��
gurus.
H� outras circunst�ncias fora das cartas pessoais
de �r�la
Prabhup�da que s�o citadas como sendo uma autoriza��oque
seus
disc�pulos se tornassem d�k��
gurus:
“Agora,
dez, onze, doze. Meu guru Mah�r�ja � o d�cimo depois de Caitanya
Mah�prabhu, eu sou o d�cimo primeiro,
voc�s s�o os d�cimo-segundos.
Assim, distribuam este conhecimento.” (�r�la Prabhup�da,
palestra, 18/5/1972, Los Angeles)
“Ao
mesmo tempo, eu lhes pedirei a todos que se tornem mestres espirituais.
Cada um de voc�s deve ser o mestre espiritual seguinte.” (�r�la Prabhup�da
aula no Vyasa-puja, 5/9/1969, Hamburgo)
A
primeira cita��o menciona claramente que os disc�pulos de �r�la Prabhup�da
j� s�o os d�cimo- segundos – “voc�s s�o os
d�cimos-segundos”. Portanto, isso n�o � nenhum tipo de autoriza��o para
que se tornem d�k��
gurus no futuro, sen�o uma afirma��o de que
simplesmente est�o levando a mensagem do parampar�. A segunda
cita��o�
de car�ter semelhante. Indubitavelmente menciona que seus disc�pulos
s�o os seguintes na ordem de sucess�o. Por�m, como a primeira cita��o
afirma, a sucess�o j� existia por for�a da prega��o vigorosa de seus
disc�pulos. De qualquer maneira, n�o h� uma ordem expl�cita para que
aceitem disc�pulos, mas simplesmente que preguem. Apenas pelo fato de
que ele estava pedindo a seus disc�pulos que se tornassem mestres
espirituais mais tarde, isso n�o significa que ele queria que se
tornassem os pr�ximos mestres espirituais iniciadores. Insistir nisso �
pura especula��o. De fato, n�s sabemos que isso � errado, uma vez que a
ordem final deixa claro de que os seus disc�pulos deveriam apenasagir
como representantes do �c�rya,
e n�o para dar qualquer tipo de
inicia��o ou d�k��.
O argumento que tais afirma��es sobrep�em-se
� ordem final �infundado efacilmente derrotado por outras
afirma��esfeitas por �r�la
Prabhup�da, especialmente em rela��o ao que
deveria acontecer ap�s a sua partida, o que contradiz completamente a
proposi��o dita:
|
Rep�rter: |
“O que ir�
acontecer com o Movimento nos Estados Unido, quando o senhor morrer?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Eu nunca morrerei.” |
|
Devotos: |
“Jaya! Haribol!”
(risos) |
| �r�la Prabhup�da: |
“Eu viverei para sempre em
meus livros e voc�s os utilizar�o.” |
| (�r�la Prabhup�da,
confer�ncia com a imprensa, 16/7/1975) |
Aqui
estaria uma clara oportunidade para que �r�la Prabhup�da
delineasse
seus planos para introduzir o M.A.S.S. se essa fosse a sua inten��o.
Por�m, em vez disso,ele disse que ningu�m iria suced�-lo, poisjamais
morreria. Disso n�s podemos entender que �r�la Prabhup�da
� um mestre
espiritual vivo que continua distribuindo conhecimento transcendental
(o constituinte mais importante de d�k��),
atrav�s de seus livros; e
que isso continuar� por tanto tempo enquanto exista a ISKCON. O papel
de seus disc�pulos ser� o de facilitar o processo.
“N�o
se torne um �c�rya prematuro.
Primeiramente, siga todas as ordens
do �c�rya, e ent�o amadure�a. � melhor que
ele se torne �c�rya
naquele momento. Porque estamos interessados em preparar �c�ryas, mas a
etiqueta � que pelo menos pelo per�odo de tempo no qual o
guru
esteja presente, algu�m n�o dever� se tornar �c�rya. Mesmo se ele
completou seu treinamento, porque a etiqueta � que se algu�m vem para
ser iniciado, � dever de tal pessoa trazer ocandidato ao seu �c�rya.” (Aula de �r�la Prabhup�da
sobre o Cc.,
6/4/1975)
A
cita��o acima menciona o princ�pio de que seus disc�pulosse
tornem �c�ryas.
No entanto, toda a �nfase � que eles n�odevem se tornar
agora. De fato, �r�la
Prabhup�da parece apenas mencionar o princ�pio de
que seus disc�pulos se tornem �c�rya
como que para adverti-los para que
n�o o fizessem em sua presen�a. Esta �uma linha similar �quela nas
cartas pessoais mencionadas acima. Claramente, esta n�o � uma ordem
especifica para qualquer indiv�duo em particular aceitar seus pr�prios
disc�pulos, mas ao contr�rio, a afirma��o gen�rica de um princ�pio.
Como veremos mais adiante na se��o sobre a “fita da nomea��o” (p.35)
que� usada no GII como a principal evid�ncia para o M.A.S.S., at� maio
de 1977 �r�la
Prabhup�da n�o havia dado nenhuma a ordem para d�k��
guru
(“Sob minha ordem, [...] mas pela minha ordem, [...] quando eu
ordenar”). E esta situa��o permaneceu inalterada at� a sua partida.
Al�m disso, mais tarde na mesma aula ele encoraja a seus disc�pulos a
canalizarem essa ambi��o de ser �c�rya
da seguinte maneira:
“Ese
tornar �c�rya n�o � muito dif�cil
[...] �m�ra aj�aya guru hana
tara ei desa, yare dekha tare kaha K���a-upadesa: ‘ao
seguir
Minha ordem, voc� se torna guru’. [...] ent�o, no futuro...
suponhamos que agora voc�s tenham agora dez mil.
N�s iremos
expandir para cem mil. Isso � necess�rio. Ent�o de
cem mil para um milh�o, e de um milh�o para dez milh�es.’”
(�r�la Prabhup�da,
palestra sobre o Cc.,
6/4/1975, Mayapur)
J�
foi demonstrado que a instru��o do Senhor Caitanya foi para que todos
pregassem vigorosamente fazendo muitos seguidores conscientes
de K���a,
mas n�o para aceitar disc�pulos. Este ponto � refor�ado quando �r�la Prabhup�da
encoraja os seus disc�pulos a fazerem mais e mais devotos. �
significativo que �r�la
Prabhup�da tenha dito : “suponhamos que agora
voc�s tenham dez mil...” (ou seja, na presen�a de �r�la Prabhup�da).
Disto est� claro que ele est� falando sobre os seguidores da
Consci�ncia de K���a,
n�o de “disc�pulos de seus disc�pulos”, uma vez
que o ponto principal da palestra foique eles n�o deveriam iniciar na
sua presen�a. A implica��o � que assim como naquela �pocapoderia haver
em torno de dez mil seguidores da Consci�ncia de K���a , no
futuro
muitos milh�es seriam adicionados. O sistema �tvik
era para assegurar
que quando aqueles seguidores se tornassem adequadamente qualificados
para obter a inicia��o, eles poderiam receber d�k��
de �r�la
Prabhup�da, assim como eles podiam quando ele deu a aula
acima.
Conclus�o
N�o
h� evid�ncia de que �r�la
Prabhup�da
emitiu ordens espec�ficas para que
seus disc�pulos se tornassem d�k�� gurus, assim estabelecendo uma
alternativa ao sistema �tvik.
O que temos s�o umas
poucas cartas pessoais n�o publicadas (naquela �poca), enviadas apenas
para indiv�duos que estavam desejosos de se tornarem d�k��
gurus mesmo
na presen�a de �r�la
Prabhup�da, alguns dos quais rec�m tinham acabado
de unir-se ao Movimento. Em tais casos, se lhes foi dito que esperassem
pelo menos at� que �r�la
Prabhup�da se fosse do planeta antes de
satisfazerem suas ambi��es. O pr�prio fato de que estas cartas n�o
estavam publicadas na �pocada carta de 9 de julho significa que n�o
existia nenhuma inten��o de que estas tivessem uma influ�ncia direta no
futuro das inicia��es dentro da ISKCON.
Al�m do mais, os livros
e conversa��es de �r�la
Prabhup�da apenas cont�m instru��es para que
seus disc�pulos se tornem sik��-gurus.
Embora o princ�pio geral de que
um disc�pulo se torne d�k��
guru seja mencionado, �r�la
Prabhup�da n�o
ordena especificamente a seus disc�pulosque iniciem e aceitem seus
pr�prios disc�pulos.
As cita��es acima mencionadas n�o
representam base para suplantar a instru��o expl�cita do dia 9 de
julho; uma ordem que foi distribu�da para todo o Movimento como um
espec�fico documento regulamentar.
Claramente n�o existe um documento equivalente que confirme o M.A.S.S.
Deste
modo, a id�ia de que �r�la
Prabhup�da havia ensinado constantemente que
todos seus disc�pulos deveriam se tornar d�k��
gurus imediatamente ap�s
a sua partida, pouco tempo depois da sua partida ou em outro momento no
futuro n�o � mais do que um mito.
� dito comumente que �r�la
Prabhup�da n�o precisava especificar na carta do dia 9 de
Julho o que
deveria ser feito nas inicia��es futuras, j� que ele tinha precisamente
explicado muitas vezes em seus livros, cartas, palestras e conversa��es
o que ele queria que acontecesse. Lamentavelmente, esta declara��o,
al�m de ser totalmente falsa, faz surgir outros absurdos:
- Se
os ensinamentos anteriores de �r�la Prabhup�da
sobre como ele queria
que as inicia��es continuassem na sua aus�ncia fossemt�o claras e
cristalinas que ele achou que n�o havia necessidade de emitir uma
diretriz espec�fica sobre esta mat�ria, ent�o por que o GBC enviou uma
delega��o especial � cabeceira? Uma delega��o cujo objetivo
principal era determinar o que deveria ser feito sobre as inicia��es,
em “particular” quando �r�la
Prabhup�da n�o estivesse mais com eles!
(por favor veja a se��o sobre “a fita da nomea��o”, p. 35). �r�la Prabhup�da
estava mal de sa�de, a ponto de abandonar seu corpo, e aqui
temosseus disc�pulos mais antigos fazendo-lhe perguntas elementares, �s
quais ele supostamente j� teria respondido milhares de vezes ao longo
daqueles �ltimos dez anos.
- Se �r�la
Prabhup�da
tivesse claramente delineado o M.A.S.S., por que ele deixout�o poucas
instru��es sobre como estabelecer tal sistema que pouco tempo depois de
sua partidade seus disc�pulos mais antigos se sentiram impulsionados a
perguntar a �ridhara Mah�r�ja
como deveriam agir?
- Se
fosse t�o claro para todos como precisamente �r�la Prabhup�da
queria
que todos se tornassem d�k��
gurus, ent�o por que o GBC estabeleceu o
sistema de �c�rya
regional com somente 11 d�k��
gurus e permitiu que
esse sistema operasse durante uma d�cada inteira?
Ainda
que tenhamos sido um tanto cr�ticos ao texto GII do GBC, h� uma
passagem nele que se relaciona com este tema, na qual n�s sentimos que
capta totalmente a humorque ir� reunir a fam�lia de �r�la Prabhup�da:
“O
�nico dever de um disc�pulo � adorar e servir seu mestre espiritual.
Sua mente n�o dever� agitar-se pensando como ele dever� se tornar guru.
Um devoto que
sinceramente quer avan�ar espiritualmente dever� tentar tornar-se um
disc�pulo,n�o um mestre espiritual.” (GII, p.25, GBC,
1995)
N�s n�o poder�amos sen�o concordar.
*(1) Esta
interpreta��o � defendida no texto de Ajamila das, “Regular or �tvik”,
publicado no GBC ISKCON
Journal, 1990.
*(2)
N�s gostar�amos de mencionar que a maioria dos devotos acima
reconheceram suas falhas, e assim n�s pedimos desculpas por qualquer
ofensa ou embara�o que talvez causemos. Talvez eles possam apreciar o
fato de que as suas cartas pessoais, enviadas por �r�la Prabhup�da
e
direcionadas especificamente para seus anarthas pessoais, est�o sendo
utilizadas como base para o M.A.S.S. dentro da ISKCON.
8.
“N�o haver� algum princ�pio s�strico, nos livros de �r�la
Prabhup�da
que pro�ba a concess�o de d�k�� quando o
guru n�o est� no
mesmo planeta do disc�pulo?”
|
N�o
existe tal afirma��o nos livros de �r�la Prabhup�da,
e uma vez que os
livros de �r�la
Prabhup�da cont�m todos os princ�pios s�stricos
essenciais, tal restri��o n�o poder� existir em nossa filosofia.
O
uso do sistema �tvik
depois da partida de �r�la
Prabhup�da de fato
estaria de acordo com muitas das instru��es em que �r�la Prabhup�da
enfatiza a inconsist�ncia da associa��o f�sica na rela��o
guru/disc�pulo (por favor veja o Ap�ndices). Depois de ler
estas
cita��es, poderemos ver como alguns membros do
GBC apresentaram diferentes vers�es ao longo dosanos:
“�r�la
Prabhup�da
ensinou-nosque a sucess�o discipular � algo vivo [...]
a lei da sucess�o discipular � quedevemos nos aproximar de um mestre
espiritual vivo – vivo no sentido de estar presente fisicamente.”
(Sivarama Swami, ISKCON
Journal, p. 31, Gaura Purnima, 1990)
Isso � dif�cil de conciliaresta asser��o com as seguintes afirma��es:
“A presen�a f�sica n�o �
importante.” (�r�la
Prabhup�da, conversa, 6/10/1977, V�nd�vana)
Ou
“A presen�a f�sica � imaterial.” (�r�la Prabhup�da,
carta, 19/1/1967)
Certamente
n�s deveremos ter um guru que � externo, uma vez que no estado
condicionado pura rendi��o � Superalma n�o � poss�vel, mas em nenhum
lugar �r�la
Prabhup�da ensina que este guru f�sico tem que estar
tamb�m
fisicamente presente:
“Portanto,devemos nos
aproveitar de vani, n�o da presen�a f�sica.” (Cc., Antya-l�l�,
palavras conclusivas)
�r�la Prabhup�da demonstrou
este princ�pio praticamente iniciando um grande
n�mero de disc�pulos sem nem mesmo encontrar-se com eles fisicamente.
Este fato por si mesmo prova que d�k��
pode ser obtida sem nenhum
envolvimento f�sico do guru. N�o h� nada no sastra, ou de �r�la Prabhup�da,
relacionando d�k��
com presen�a f�sica. Portanto, a
continua��o do sistema �tvik
� perfeitamente consistente tanto com o
exemplo do sastra como com o exemplo que nosso �c�rya
estabeleceu
enquanto estava fisicamente presente.
Em uma das principais
se��es sobre d�k��
nos livros de �r�la
Prabhup�da, se afirma que o
�nico requisito para receb�-la � o que o guru esteja de acordo. Este
consentimento foi totalmente delegado aos �tviks.
“Ent�o, sem esperar por mim,
quandoquer que voc�s considerem correto. Isso depender� de discri��o.”
(conversa com �r�la
Prabhup�da em seu quarto, 7/7/1977, V�nd�vana)
�r�la Prabhup�da nos
instrui que:
“Sobre
o tempo para d�k�� (inicia��o), tudo depende da
posi��o do guru [...]
Se o sad-guru, o mestre espiritual fidedigno concordar, algu�m poder�
ser iniciado imediatamente, sem esperar por um tempo ou local
adequados.” (Cc,
Madhya-l�l�, 24.331,
coment�rio)
�
significativo observar que n�o h� uma estipula��oque o d�k��
guru e o
disc�pulo futuro devam ter contato f�sico ouque o d�k��
guru tenha que
estar fisicamente presente para dar sua aprova��o (tamb�m �
interessante que �r�la
Prabhup�da use o termo sad-guru comoequivalente
ao termo d�k��
guru). �r�la
Prabhup�da afirmou muitas vezes que o
requisito para ser iniciado era simplesmente obedecer �s regras e
regula��es que ele tinha ensinado tantas vezes:
“Este
� o processo de inicia��o. O disc�pulo deve admitir que ele n�o ir�
maiscometer atividades pecaminosas [...] Ele promete seguir as ordens
do mestre espiritual. Ent�o, o mestre espiritual toma cuidado
dele e o eleva para a emancipa��o espiritual.” (Cc, Madhya-l�l�, 24.256,
coment�rio)
| Devoto: |
“Qual a
import�ncia da inicia��o formal?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Inicia��o
formal significa aceitar oficialmente e obedecer �s ordens de K���a e Seu
representante. Isto � inicia��o formal.” |
| (�r�la Prabhup�da,
palestra, 22/2/1973, Auckland) |
| �r�la Prabhup�da: |
“Quem � meu disc�pulo?
Primeiro de tudo, que ele siga estritamente as regras de disciplina.” |
| Disc�pulo: |
“Ent�o, enquanto
ele estiver seguindo, ele �...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Ent�o tudo est� bem.” |
| (�r�la Prabhup�da,
caminhada matinal, 13/6/1976, Detroit) |
“... ao menos que haja
disciplina, n�o h� quest�o de ser disc�pulo. Disc�pulo significa aquele
que segue a disciplina.” (caminhada matinal, �r�la Prabhup�da,
8/3/1976, Mayapur)
A defini��o da palavra d�k��
implica em uma conex�o com o guru estando fisicamente
presente no planeta?
“D�k��
� o processo pelo qual algu�m pode despertar seu conhecimento
transcendental e aniquilar todas as rea��es causadas por atividades
pecaminosas. Uma pessoa perita no estudo das escrituras reveladas
conhece este processo como d�k��.” (Cc, Madhya-l�l�, 15.108,
significado)
Por favor veja o diagrama “D�k��”,
p. 96
N�o
h� nada nesta defini��o de d�k��
que de algum modo implique que o guru
precisa estar no mesmo planeta do disc�pulo para que o processo
funcione apropriadamente. Por outro lado, as instru��es de �r�la Prabhup�da
e o seu exemplo pessoal provam categoricamente que os
elementos que constituem d�k��
podem ser utilizados sem a necessidade
do envolvimentof�sico do guru:
“A recep��o de conhecimento
espiritual jamais � obstru�da por nenhuma condi��o material.” (SB, 7.7.1,
coment�rio)
“A pot�ncia do som transcendental
nunca � minimizada porque aquele que o vibrou aparentemente esteja
ausente.” (SB,
2.9.8, significado)
Assim, todos os elementos de d�k��
– conhecimento transcendental, receber o mantra, etc. -
podem ser efetivamente entregues sem a presen�a f�sica do guru.
Em
suma, pode ser mostrado conclusivamente que n�o existe princ�pio
s�strico mencionado em nenhum dos livros de �r�la Prabhup�da
que
prevenha a concess�o de d�k��
uma vez que o guru tenha abandonado o
planeta. Emboraprecedente hist�rico �s vezes seja citado como obje��o,
um precedente hist�rico n�o � um princ�pio s�strico. Ainda que o
precedente hist�rico possa servir como evid�ncia ao aplicar um
princ�pio s�strico, a falta de precedente hist�rico n�o prova
necessariamente que um princ�pio s�strico tenha sido violado. Portanto,
nossa filosofia est� baseada em seguir os mandamentos sastricos, n�o a
tradi��o hist�rica. Esta � a mesma coisa que diferencia a ISKCON de
qualquer outro grupo Gaudiya Vaisnava. Na �ndia existem muitos smarta
brahmanas influentes que criticam fortemente a falta de ades�o �
tradi��o demonstrada por �r�la Prabhup�da.
Afirma��es s�stricas,
junto com os exemplos pr�ticos de �r�la Prabhup�da
mesmo, ap�iam
plenamente o princ�pio de que d�k��
n�o depende de modo algum da
presen�a f�sica do guru.
9. “Uma vez que esta instru��o
levaria a um sistema que n�o tem precedente nem base hist�rica, ela
deve ser rejeitada.”
|
Esta
n�o pode ser a raz�o para rejeitar a carta do dia 9 de Julho, uma vez
que �r�la
Prabhup�da estabeleceu muitos precedentes, como por
exemplo,
reduzindo o n�mero de voltas de japa para dezesseis; fazendo
casamentos, permitindo mulheres viverem no templo, dando o mantra
Gayatri por fita, etc. De fato, existe uma diferencia��o que
retrata os �c�ryas
de nossa linhagem pois, praticamente sem exce��o,
eles possuem seus pr�prios precedentes hist�ricos. Como �c�ryas,
eles
possuem prerrogativas para fazerem isso, ainda que de acordo com os
princ�pios s�stricos. Como j� foi mencionado, o uso de �tviks
sem a
presen�a f�sica do guru no planeta n�o viola qualquer princ�pio
s�strico. Os livros de �r�la
Prabhup�da cont�m todos os princ�pios
s�stricos essenciais, e uma vez que n�o h� men��o em seus
livros
de que o guru necessita estar no planeta no momento da inicia��o, isso
n�o pode ser um princ�pio. Assim, o precedente hist�rico de continuar a
usar �tviks
depois da sua partida pode apenas ser uma mudan�a em
detalhe, n�o em princ�pio.
�r�la Prabhup�da fez
muitas coisas,
particularmente conectadas com inicia��o, que foram sem precedentes e
n�s n�o as rejeitamos. Poderia se argumentarque ele explicou algumas
destas mudan�as em seus livros. Isso � verdade, mas h� muitas mudan�as
que ele n�o explicou em seus livros. Al�m do mais, n�o h� necessidade
de dar explica��es detalhadas sobre o sistema �tvik
em seus livros, uma
vez que ele tinha demonstrado praticamente seu prot�tipo por muitos
anos, com o toque final de como o sistema deveria continuar plenamente
elucidado na ordem da carta do dia 9 de julho. �r�la Prabhup�da
jamais
nos ensinou a apenas seguir cegamente a tradi��o:
“Nossa �nica
tradi��o � como satisfazer a Visnu.” (�r�la Prabhup�da,
palestra do Bg, 30/7/1973, Londres)
“N�o. Tradi��o, religi�o, elas
s�o materiais. Elas todas s�o designa��es tamb�m.” (�r�la Prabhup�da,
conversa no quarto, 13/3/1975, Teheran)
Se
precisamente a mesma ordem que n�s recebemos de �r�la Prabhup�da
fora
alguma vez emitida por um �c�rya
anterior ou n�o, � completamente
irrelevante. Nossa �nica obriga��o � seguir as ordens dadas por nosso
pr�prio �c�rya.
Se um sistema
de inicia��o pode ser rejeitado unicamente com base na n�o
exist�ncia de um exato precedente hist�rico, ent�o necessariamente
estar�amos for�ados a rejeitar o atual sistema de gurus
dentro da
ISKCON pelo mesmo princ�pio.
Nunca antes esteve um
grupo de d�k��
gurus subordinados a um comit�, o qual tem o poder de
suspender ou de anular suas atividades de iniciadores. Nenhum �c�rya
anterior em nossa linhagem fora jamais eleito para atuar como tal com
2/3 dos votos, nem subseq�entemente ca�ra presa de grosseiras
atividades pecaminosas, e como conseq��ncia, fora repentinamente
retirado da “sucess�o discipular”. N�s rejeitamos tais pr�ticas
irregulares, n�o com base em precedentes hist�ricos, mas porque elas
chocam violentamente com os princ�pios b�sicos da filosofia Vaisnava
encontrados nos livros de �r�la Prabhup�da,
e s�o uma descarada
viola��o da ordem final de �r�la Prabhup�da.
O fato de que um
sistema como o �tvik
n�o ser mencionado diretamente nos sastras ou em
antigos textos v�dicos tamb�m n�o � pertinente. De acordo com algumas
regras v�dicas, sudras e mulheres nem mesmo podem receber inicia��o
brahm�nica de forma alguma:
“D�k��
n�o pode ser oferecida a um sudra [...] esta inicia��o � oferecida n�o
de acordo com as regras v�dicas, porque � muito dif�cil
encontrar
um brahmana qualificado”. (�r�la Prabhup�da,
palestra sobre o Bg. 29/3/1971, Bombay)
Assim,
estritamente falando, �r�la
Prabhup�da n�o deveria ter iniciado nenhum
dos seus disc�pulos ocidentais, uma vez que eles todos tiveram um
nascimento inferior � mais baixa casta v�dica. �r�la Prabhup�da
foi
capaz de sobrepor-se a tais leis v�dicas atrav�s da invoca��o
deinjun��es s�stricas de uma ordem mais elevada. Ele algumas vezes
exercitou essas injun��es de um modo nunca antes aplicado:
“
Assim como Hari n�o est� sujeito � cr�tica de regras e regulamentos
mundanos, o mestre espiritual empoderado por Ele tamb�m n�o est�
sujeito .” (Cc.
Madhya-l�l�, 10.136,
coment�rio)
“Portanto,
a miseric�rdia da Suprema Personalidade de Deus e Isvara Puri n�o est�
sujeita a qualquer regrae regulamento v�dico.” (Cc. Madhya-l�l�, 10.137)
O
ponto importante � que, embora o sistema �tvik
possa ser totalmente
�nico-pelo menos ao que sabemos- ele n�o violaprinc�pios s�stricos mais
elevados. Issotestifica o g�nio de �r�la Prabhup�da,
que era capaz de
aplicar tais princ�pios s�stricos de forma nova de acordo com o tempo,
lugar e circunst�ncias.
Talvez ainda teremos que realizar qu�o
�nico �r�la
Prabhup�da �. Nunca houve um �c�rya
mundial antes. Nenhum �c�rya
anterior afirmou que seus livros seriam os livros da lei para a
humanidade durante os pr�ximos dez mil anos. Nunca houve nada como a
ISKCON antes. Por que, ent�o, dever�amos nos surpreender que tal
personalidade sem precedentes tenha decididoestabelecer um sistema de
inicia��o aparentemente incomum?
10.
“Uma vez que n�o h� men��o especifica do sistema �tvik antes do dia 9
de Julho de 1977, n�o � poss�vel ter sido a inten��o de �r�la Prabhup�da que tal sistema continuasse
depois do desaparecimento de seu
desaparecimento.”
|
Esta obje��o
se ap�ia na premissa que �r�la Prabhup�da
nunca iria ‘lan�ar’ nada de
novo no Movimento. Tomada de forma literal, esta obje��o � absurda,
pois significa que qualquer ordem do guru pode ser rejeitada se for
nova ou mesmo se for um pouco diferente das outras que foram emitidas
anteriormente. Se infere que em seus �ltimos meses �r�la Prabhup�da
n�o
teriaemitido instru��es extremistas sobre a sua Sociedade a menos que
todos j� estivessem familiares com elas.
Como n�s j� explicamos,
o sistema �tvik
n�o � “novo” de forma alguma. Antes da carta do dia 9
de julho, a experi�ncia de inicia��o, d�k��,
no Movimento tinha sido
predominantemente atrav�s de representantes. �r�la Prabhup�da
era o d�k��
guru da ISKCON, e a maioria das cerim�nias de inicia��o,
particularmente nos anos finais, foram executadas pelos presidentes de
templo ou por algum outro representante ou sacerdote.
A mais
not�vel diferen�a ap�s 9 de Julho de 1977 foi que a aceita��o de novos
disc�pulos agora seriafeita pelos representantes sem recorrer
a �r�la
Prabhup�da. A cartaque era enviada para os novos iniciados
n�o seria
mais assinada por �r�la
Prabhup�da, como havia sido no passado, e a
sele��o dos nomes dos iniciados seria feita pelos �tviks.
Tamb�m o
procedimento agora estava ligado com a palavra relativamente
desconhecida – “�tvik”.
Conectar-se
com um �c�rya
fidedigno atrav�s do uso de um representante fora a
experi�ncia de inicia��o familiar para milhares de disc�pulos. A carta
do dia 9 de julho define a palavra “�tvik
” com o significado:
“representante do �c�rya”.
Claramente, o sistema de ser iniciado por �r�la Prabhup�da
atrav�s do uso de representantes n�o era nada novo de
forma alguma. Isso foi meramente uma continua��o do que �r�la Prabhup�da
tinha ensinado e colocado em pr�tica t�o logo o seu
Movimento alcan�ou um estado de r�pido crescimento.
Por que teriasido um choque t�o
grande o fato de que este sistema continuaria depois do dia 14 de
novembro de 1977?
Apesar
de ser uma palavra n�o familiar para muitos, a palavra “�tvik”
n�o era
nova. Estae suas deriva��es j� haviam sido definidas 32 vezes
por �r�la
Prabhup�da em seus livros. O que era novo era o sistema o
qual j�
estava existindo por muitos anos agora fora colocado por escrito, com o
necess�rio ajustamento para o futuro. Dificilmente isso seria
surpreendente, uma vez que �r�la Prabhup�da
estava nessa �poca
emitindo muitos documentos por escrito a respeito do futuro do seu
Movimento. Este arranjo foi de fato mais um endorsamento do sistema que
todos j� consideravam pr�tica padr�o.
Ironicamente,
de fato o que foi “novo” era a curiosa metamorfose
dos �tviks em
“puros sucessores do �c�rya, material e espiritualmente”.
Esta inova��o
particular veio a chocar muitas centenas de disc�pulos que
deixaram o Movimento imediatamente ap�s a sua implementa��o,
e
milhares os seguiriam.
Resumo
N�s
demonstramos que n�o h�evid�ncia direta apoiando o t�rmino do
sistema �tvik
com a partida de �r�la
Prabhup�da, nem a subseq�ente
transforma��o dos �tviks
em d�k��
gurus – suposi��es a) e b). Mesmo que
houvesse uma evid�ncia indireta muito forte apoiando as suposi��es a) e
b), ainda assim seria discut�vel se essa evid�ncia poderia de fato
suplantar a evid�ncia direta, uma vez que esta geralmente prevalece.
Contudo, como acabamos de demonstrar, n�o existe sequer um fragmento de
evid�ncia indireta que ap�ie o desmantelamento do sistema �tvik
depois
da partida de �r�la
Prabhup�da. Assim:
1. Uma
instru��o que foi emitida para todo o Movimento para ser seguida – evid�ncia direta.
2.
Um exame da pr�pria instru��o , bem como de outras instru��es
subseq�entes, apenas ap�iam a continua��o do sistema �tvik
– evid�ncia
direta.
3. N�o h� evid�ncia
direta de que �r�la Prabhup�da
especificamente ordenou que terminassem com o sistema �tvik
depois de sua partida.
4. N�o h�
tamb�m nenhuma evid�ncia
indireta
com base na instru��o, sastra, outras instru��es, circunst�ncias
especiais, antecedentes, a natureza e o contexto da instru��o, nem
qualquer outra que possamos conceber, que seja um fundamento para parar
com o sistema �tvik
na ocasi�o da partida de �r�la Prabhup�da.
�
interessante que aoexaminar estes outros fatores n�s encontramos apenas
mais evid�ncias indiretas apoiando a continua��o da
ordem.
Em vista da an�lise acima, n�s
humildemente propomos que revogar a instru��o de �r�la Prabhup�da
do
dia 14 de Novembro de 1977 com respeito �s inicia��es foi no m�nimo um
ato arbitr�rio e desautorizado. N�o podemos encontrar evid�ncias que
ap�iem as suposi��es a) e b), as quais, como dissemos, formam a pr�pria
base do sistema atual de gurus na ISKCON. Voltar a cumprir a ordem
original de �r�la
Prabhup�da � nossa �nica op��o como disc�pulos,
seguidores e servos de �r�la
Prabhup�da.
Para ajudar ainda mais
com este cumprimento n�s agora passam por a 28 de Maio conversa e uma
s�rie de acusa��es relacionadas que parecem ter dado origem a confus�o.
“A
Fita da Nomea��o”
O
GBC proclama no texto GII
que a �nica justifica��o para as modifica��es
a) e b) na instru��o final do dia 9 de Julho vem de uma conversa
gravada no quarto de �r�la
Prabhup�da, a qual aconteceu em Vrindavana
no dia 28 de Maio de 1977. Estas modifica��es s�o dadas a seguir como
refer�ncias:
Modifica��o a):
que a nomea��o de �tviks
ou representantes foi somente tempor�ria,
especificamente para terminar com a partida de �r�la Prabhup�da.
Modifica��o b):
tendo cessado sua fun��o como representantes, os �tviks
deveriam
automaticamente se tornar d�k��
gurus, iniciando pessoas como seus
pr�prios disc�pulos, e n�o de �r�la Prabhup�da.
Portanto,
esta ser� dedicada a um exame mais detalhado da conversa do
dia
28 de Maio para ver se ela pode ser legitimamente usada para modificar
a Ordem Final nos termos de a) e b) acima citados.
Uma vez que
a posi��o de todo o GBC se ap�ia apenas nesta �nica pe�a de evid�ncia,
� bastante preocupante que eles j� tenhampublicado pelo menos quatro
diferentes vers�es ou transcri��es desta mesma evid�ncia. Estas
diferentes transcri��es apareceram nas seguintes publica��es:
1983: �r�la Prabhup�da-L�l�m�ta,
Vol 6 (Satsvarupa dasa Goswami, BBT)
1985: Under My Order
(Ravindra-svarupa dasa)
1990: ISKCON
Journal (GBC)
1995: Gurus and
Initiation in ISKCON (GBC)
A
presentar quatro diferentes vers�es da mesma conversa gravada, em si
mesmo faz surgir um n�mero de perguntas s�rias. Por exemplo, n�o seria
razo�vel perguntar qual � a vers�o correta? Primeiro de tudo, por que
h� diferentes vers�es? Ser� a transcri��o uma montagem de mais de uma
conversa? Teria sido a fita editada com mais de uma conversa? Houve
mais de uma vers�o desta fita? Se assim foi, como poderemos estar
seguros de que uma vers�o apresentada � a verdadeira e de acordo com a
conversa original? Assim, mesmo antes da evid�ncia ser examinada, somos
postos em uma posi��o na qual esperam que aceitemos a modifica��o de
uma carta assinada mediante a an�lise da transcri��o de uma fita cuja
pr�pria autenticidade � question�vel.
No entanto, uma vez que
grande parte da transcri��o � comum em todas as vers�es, n�s tomaremos
uma composi��o das quatro diferentes transcri��es consideradas como
evid�ncia. Aqui est� a conversa, com as varia��es em par�nteses:
(1)
Satsvarupa dasa Goswami:
Ent�o, nossa pr�xima pergunta diz
respeito �s inicia��es no futuro,
(2)
particularmente quando o
senhor n�o estiver mais conosco. N�s queremos saber
(3)
(a) como a primeira e
segunda inicia��es
dever�o ser conduzidas.
(4)
�r�la Prabhup�da:
Sim. Eu irei recomendar alguns de voc�s. Depois
que isso estejaestabelecido
(5)
Eu irei
recomendar alguns de voc�s
para agir como �c�ryas representantes.
(6)
Tam�la K���a Goswami:
Isso � chamado �tvik �c�rya?
(7)
�r�la Prabhup�da: �tvik.
Sim
(8)
Satsvarupa dasa Goswami:
(Ent�o) qual � a rela��o daquela pessoa que d�
inicia��o e...
(9)
�r�la Prabhup�da:
Ele � guru. Ele � guru.
(10) Satsvarupa
dasa Goswami: Mas ele age em seu nome.
(11)
�r�la Prabhup�da:
Sim. Isso � formalidade. Porque na minha presen�a
ningu�m deve se tornar guru,
(12)
Ent�o, em meu
nome; sob minha ordem, �m�ra
aj�aya guru
hana (ele �) (seja) realmente guru.
(13)
Mas sob minha
ordem.
(14) Satsvarupa
dasa Goswami: Assim (ent�o) (eles)
(eles ir�o) (podem) tamb�m ser considerados seus disc�pulos?
(15)
�r�la Prabhup�da:
Sim, eles s�o disc�pulos, (mas) (por que), considere quem
(16) Tam�la K���a Goswami:
N�o. Ele est� perguntando se estes
�tvik-�c�ryas, eles est�o atuando, dando d�k��,
(17)
(seus)... as pessoas para
quem eles d�o d�k��
s�o disc�pulos de quem?
(18)
�r�la Prabhup�da:
Eles s�o seus disc�pulos.
(19) Tam�la K���a Goswami:
Eles s�o seus disc�pulos (?)
(20)
�r�la Prabhup�da:
Quem est� iniciando.. (ele �) disc�pulo
do (seu) disc�pulo...
(21) Satsvarupa
dasa Goswami: (Sim)
(22)
Tam�la K���a Goswami:
(isso � claro)
(23)
Tam�la K���a Goswami: (continue)
(24) Satsvarupa
dasa Goswami: Ent�o n�s temos uma
pergunta a respeito...
(25)
�r�la Prabhup�da:
Quando eu ordenar voc� se torna guru, ele se torna guru
regular.
(26)
Isso � tudo. Ele
se torna disc�pulo
de meu disc�pulo (� isso). (veja s�).
Como
n�s mencionamos anteriormente, nem a ordem do dia 9 de julho,
nemqualquer documento subseq�ente assinado por �r�la Prabhup�da
jamais
se refere � conversa acima. Isso � muito peculiar, uma vez que o
argumento central do texto GII � que esta breve troca de palavras �
absolutamente crucial para o entendimento apropriado da ordem do dia 9
de Julho.
Este n�o era o
meio regular no qual �r�la
Prabhup�da
emitia instru��es para sua
vasta organiza��o mundial, ou seja, enviandodiretrizes escritas
incompletas e dubitosas que poderiam apenas ser propriamente entendidos
com uma pesquisa atrav�s de fitas de conversas.
Quando
se considera a magnitude da ordem em quest�o, ou seja, a continua��o da
miss�o do Sankirtan para os pr�ximos dez mil anos, e o que aconteceu
com a Gaudiya Math precisamente neste assunto, seria
inconceb�velque �r�la
Prabhup�da administrasse as coisas desse modo. No entanto,
nisso
� o que n�s deveremos acreditar seaceitarmos a presente posi��o do GBC.
Deixe-nos agora continuar cuidadosamente atrav�s da transcri��o
composta, prestando uma aten��o particular em todas as linhas que o
texto GII
afirma ser a base para as modifica��es acima na ordem do dia 9 de Julho.
Linhas 1-3: Aqui,
Satsvarupa Goswami pergunta para �r�la Prabhup�da
uma quest�o
espec�fica a respeito de como as inicia��es iriam ocorrer no futuro – “particularmente, quando o senhor
n�o estiver mais conosco”.
O que quer que �r�la
Prabhup�da responda, n�s sabemos que ser�
particularmente relevante depois de sua partida, uma vez que claramente
esse � o tempo sobre o qual Satsvarupa est� preocupado, ou seja. – “quando o senhor n�o estiver
mais conosco”.
Linhas 4-7: Aqui �r�la Prabhup�da
responde a pergunta de Satsvarupa Dasa Goswami. Ele
diz que ir� apontar alguns disc�pulos para agir como “representantes do �c�rya”,
ou “�tviks”.
Tendo claramente respondido a pergunta, �r�la Prabhup�da
permanece em sil�ncio.
Ele
n�o elabora mais neste ponto, nem tampouco qualifica ou tenta
qualificar sua resposta. Portanto, devemos deduzirque essa foi a sua
resposta. As �nicas alternativas para esta opini�o s�o:
1) �r�la Prabhup�da
deliberadamente respondeu a pergunta de forma incorreta ou
enganosamente; Ou
2)
Ele n�o escutou a pergunta apropriadamente e pensou que Satsvarupa dasa
Goswami estava apenas perguntando sobre o que era para ser feito
enquanto ele estivesse presente.
Nenhum disc�pulo de �r�la
Prabhup�da ir� considerar a op��o 1), e se a op��o 2) for
o caso, ent�o
a conversa n�o pode nos dizer nada sobre as inicia��es futuras depois
da sua partida; por conseguinte, n�s ainda permanecemos com a carta do
dia 9 de Julho sem modifica��es como sendo sua �nica declara��o sobre
as inicia��es futuras.
Algumas vezes as pessoas argumentam que a
resposta completa s� � apropriadamente revelada parte por parte atrav�s
do resto da conversa. O problema com esta proposi��o � que ao dar
instru��es de tal modo �r�la
Prabhup�da apenas responderia corretamente
� pergunta originalmente feita por Satsvarupa dasa Goswami se as
seguintes condi��es fossem satisfeitas:
- Que algu�m fizesse mais perguntas.
- Que
apenas por sorte eles chegariam �s perguntas certas para obter a
resposta correta da pergunta original de Satsvarupa Mah�r�ja.
Este
seria um modo exc�ntricopara algu�m responder uma pergunta, o que falar
para dirigir uma organiza��o mundial, e certamente esse n�o era o
estilo de �r�la
Prabhup�da. Realmente, como est� sendo proposto pelo
GBC, se ele teve o trabalho de enviarpara todo o Movimento uma carta
com instru��es sobre inicia��oque seriam relevantes por apenas quatro
meses, com certeza ele n�o teria lidado de modo t�o obscuro com
instru��es que poderiam seguir por dez mil anos.
Claramente se
n�s olharmos esta transcri��o para indubitavelmente apoiar as
modifica��es a) e b), n�s n�o fomos muito bem at� agora. �r�la Prabhup�da
est� sendo questionado sobre como ser�o as inicia��es,
particularmente quando ele deixasse o planeta: ele respondeu que iria
apontar �tviks.
Isso contradiz ambas as modifica��es propostas pelo
GBC, e simplesmente refor�a a id�ia de que a ordem do dia 9 de Julho
estaria em vigor dali para frente. Vamos continuar lendo:
Linhas 8-9: Aqui
Satsvarupa dasa Goswami pergunta qual a rela��o do iniciador
com a pessoa sendo iniciada. Satsvarupa n�o acaba totalmente a pergunta
quando �r�la
Prabhup�da imediatamente responde, “ele � guru”. Uma vez
que �tviks,
por defini��o, n�o s�o iniciadores, �r�la Prabhup�da
pode
ter se referido somente a si mesmo como “guru” daqueles que est�o sendo
iniciados. Isso est� confirmado na carta do dia 9 de Julho, onde � dito
tr�s vezes que aqueles que forem iniciados ser�o “disc�pulos
de �r�la
Prabhup�da.”
Algumas
vezes uma curiosa teoria � levantada que quando �r�la Prabhup�da
diz:
“ele � guru”, ele est� realmente falando sobre os pr�prios �tviks.
Isso
� bastante bizarro, uma vez que �r�la Prabhup�da
tinha apenas definido
a palavra �tvik
como “representante do �c�rya”
– literalmente, um
sacerdote que conduz algum tipo de fun��o cerimonial ou religiosa. Na
carta do dia 9 de julho �r�la
Prabhup�da esclarece de modo preciso qual
� a fun��o cerimonial que aqueles sacerdotes representantes iriam
conduzir. Eles deveriam dar os nomes espirituais para os novos
iniciados, e no caso da segunda inicia��o, cantariam no cord�o do
Gayatri – tudo em nome de �r�la Prabhup�da.
Era isso. N�o foi
mencionado que eles deveriam ser d�k��
gurus iniciando seus pr�prios
disc�pulos, ou sendo eles mesmos mestres espirituais. A carta define
especificamente o �tvik
como um representante do �c�rya.
Eles deveriam
agir emnome do �c�rya,
n�o como o �c�rya.
Sendo este o caso, por
que �r�la
Prabhup�da iria obscurecer o assunto chamando os �tviks
“gurus”? Se eles fossem gurus iniciadores desde o come�o, por que n�o
apenas cham�-los assimpara evitar confus�o?
Enquanto discutindo
filos�fica ou administrativamente assuntos sobre sua posi��o
como �c�rya, �r�la Prabhup�da
falava freq�entemente na terceira pessoa. �
particularmente compreens�vel que ele assim o fizesse aqui, uma vez que
Satsvarupa Dasa Goswami se refere � terceira pessoa em suas perguntas.
Assim,
a conversa pode apenas fazer sentido se n�s aceitarmos que �r�la
Prabhup�da �
o guru que iniciava os novos disc�pulos atrav�s de
seus representantes, os �tviks.
Apesar da resposta de �r�la
Prabhup�da ser bastante clara e consistente, parece que
neste
ponto h� alguma confus�o na mente de quem pergunta . Ent�o Satsvarupa
dasa Goswami pergunta na linha
10 – “Mas ele age em seu nome”.
O “ele” a quem Satsvarupa dasa Goswami est� se referindo � o �tvik,
enquanto que o “ele” a quem �r�la Prabhup�da
estava se referindo,como
n�s mostramos, poderia apenas ser ele mesmo, uma vez que ele � o �nico
iniciador dentro do sistema �tvik.
Apesar da aparente confus�o de
seus disc�pulos, �r�la
Prabhup�da, habilmente adapta a sua pr�xima
resposta de acordo com a verdadeira preocupa��o de Satsvarupa dasa
Goswami, ou seja, o status destes futuros �tviks.
Linhas 11-13: Este
� o ponto no qual o texto GII
afirma estar a evid�ncia da modifica��o
a). Antes de consideramos se estas linhas constituem tal
evid�ncia ou n�o, n�s deveremos primeiramentelembrar da analise das linhas 1-7.
Se as linhas 11-13
estabelecem a modifica��o a), isso ser� apenas uma contradi��o das linhas 1-7,
onde �r�la
Prabhup�da j� tinha respondido claramente que os �tviks
foram apontados “particularmente” para depois de sua partida. Ent�o, se
de fato a modifica��o a) est� estabelecida nas linhas 11- 13, a
implica��o � que �r�la
Prabhup�da contradisse uma afirma��o que ele
mesmo havia feito apenas alguns momentos antes. Se este fosse o caso,
mais uma vez a transcri��o seria in�til para determinar qualquer coisa
sobre as inicia��es futuras, uma vez que duas posi��es totalmente
contradit�rias seriamigualmente validadas na mesma conversa. Novamente,
n�s seremos for�ados a nos referir � ordem do dia 9 de julho em sua
forma inadulterada.
Vamos ver se isso de fato aconteceu. Lembrem
que estamos procurando por uma afirma��o espec�fica de que os �tviks
deveriam cessar suas obriga��es com a partida de �r�la Prabhup�da.
Em
outras palavras, que eles poderiam apenas atuar em sua presen�a.
Lendo as linhas 11-13
n�s vemos que tudo o que � dito � que os �tviks
deveriam atuar na sua
presen�a , pois na sua presen�a eles n�o poderiam ser gurus. Deste
modo, �r�la
Prabhup�da est� simplesmente reafirmado um princ�pio que
ele era eventualmente mencionava ao lidar com disc�pulos ambiciosos:
que na presen�a do guru deve-se atuar apenas em seu nome.
Portanto, �r�la
Prabhup�da n�o diz que esse “atuar em seu nome” deve
cessar uma
vez que ele deixe o planeta. Ele tamb�m n�o diz que “atuar em seu nome”
pode apenas acontecer enquanto ele estiver presente. Realmente, at�
aqui em nenhum lugar ele relaciona diretamente de alguma forma a sua
presen�a f�sica com o conceito de atuar em seu nome, mas ao contr�rio
simplesmente expressa isso como a raz�o que previne a seus disc�pulos
de serem gurus, e � esse “n�o ser guru” que est� relacionado com o
atuar como �tvik.
Em
outras palavras, na �poca dessa conversa uma das raz�es pelas
quais eles n�o poderiam ser d�k��
gurus era a presen�a f�sica de �r�la Prabhup�da.
Mas esse n�o � o �nico empecilho prevenindo seus disc�pulos
de aceitarem o posto de d�k��
guru, como n�s veremos na pr�xima linha.
Na linha 12
n�s vemos que ser guru tamb�m depende de receber uma ordem
espec�fica de �r�la
Prabhup�da – “Sob
minha ordem”. Ele repete esta condi��o na linha 13 – “Mas sob minha ordem”,
e mais uma vez na linha 25
– “Quando eu ordenar”.
Est� bem claro ent�o que essa n�o pode seraordem, caso contr�rio por
que dizer “quando eu
ordenar”? Se
esta fosse uma ordem para se tornar guru ap�s a sua partida, como o GBC
mant�m, ent�o certamente ele teria dito alguma coisa como: “eu vou agora ordenar voc�s que
assim que eu v�, voc�s parem de ser �tviks e se tornem d�k�� gurus”.
Semelhante enunciado com certeza traria certa credibilidade para a
atual posi��o do GBC e a doutrina do M.A.S.S. No entanto, como se pode
ver, nada sequer remotamente parecido com tal enunciado pode ser
encontrado em parte alguma na conversa do dia 28 de Maio.
Tamb�m se argumenta que o uso do verso “�m�ra aj�aya”
neste ponto significa que a ordem para ser d�k��
guru j� havia sido
dada, uma vez que esta ordem do Senhor Caitanya fora repetida milhares
de vezes por �r�la
Prabhup�da. No entanto, a ordem “�m�ra aj�aya”,
como n�svimos, refere-se somente ao sik��-guru;
n�s sabemos que a ordem
para se tornar d�k��
guru ainda n�ohavia sido dada, pois �r�la Prabhup�da
diz: “Quando eu ordenar”.
Portanto, o uso do verso por �r�la Prabhup�da
neste ponto �
simplesmente para expressar a no��o de que antes de aceitar uma posi��o
como qualquer tipo de guru, � preciso haver uma ordem.
Com certeza n�o h� nada nas
linhas 11-13 que modifique de alguma forma o que �r�la Prabhup�da
claramente responde � pergunta original de Satsvarupa (linhas 1-7). Deste
modo, nosso entendimento das
linhas 1-7 permanece intacto. �r�la Prabhup�da
n�o contradiz a si mesmo e a carta do dia 9 de julho permanece at� aqui
sem modifica��es.
O que as linhas 11-13
estabelecem � que o sistema �tvik
deveria operar enquanto �r�la
Prabhup�da estivesse presente, mas n�o que deveria operar
apenas
enquanto ele estivesse presente. A carta do dia 9 de julho deixa claro
isso pelo uso da palavra “henceforward” (daqui para frente). A palavra
“henceforward” inclui todo o per�odo de tempo daquele dia em diante,
sem necessidade da presen�a f�sica de �r�la Prabhup�da.
Vamos continuar
lendo.
Linhas 14-15:
� interessante que neste ponto Satsvarupa dasa Goswami faz a pergunta
na primeira pessoa: “ent�o
elestamb�m ser�o considerados seus disc�pulos?” �r�la Prabhup�da
responde: “Sim, eles s�o
disc�pulos...”.
Mais uma vez confirma a posse dos futuros disc�pulos. Apesar de n�o
estar claro o que �r�la
Prabhup�da continua a dizer, sua resposta
inicial � bem definida. Esta � uma pergunta direta, e ele responde:
“Sim”.
Se o GBC tivesse qualquer esperan�a de manter as modifica��es a) e b),
ent�o �r�la
Prabhup�da deveria terrespondido algo como: “n�o, ele n�o s�o meus
disc�pulos”.
O que quer que �r�la
Prabhup�da estivesse prestes a dizer �
irrelevante, pois ningu�m poder� jamais saber. N�s apenas sabemos que
quando lhe foi perguntado se os futuros iniciados seriam seus
disc�pulos, ele respondeu: “sim”. Novamente, n�o � um bom sinal para as
modifica��es a) e b).
Linhas 16-18: Tam�la K���a Goswami
parece perceber alguma confus�o aqui e interrompe �r�la Prabhup�da.
Ele clarifica mais a pergunta de Satsvarupa
perguntando a �r�la
Prabhup�da de quem seriam os disc�pulosque estavam
recebendo d�k��
dos �tviks.
Mais uma vez �r�la
Prabhup�da
responde na terceira pessoa (tendo sido questionado na terceira
pessoa): “eles s�o seus
disc�pulos”.
Como n�s discutimos, ele apenas pode estar se referindo a si mesmo, uma
vez que os �tviks
por defini��o n�o t�m disc�pulos. Al�m disso,
n�s sabemos que ele definitivamente estava se referindo a si mesmo, uma
vez que ele responde a pergunta no singular (“seus [his] disc�pulos... quem
est� [is] iniciando”), tendo sido questionado a respeito
dos �tviks
no plural (“estes �tviks-�c�ryas”).
Uma
id�ia algumas vezes sugerida � que neste ponto da conversa Tam�la K���a
Goswami faz a pergunta num vago sentido futuro, sobre um tempo n�o
especificado no qual os �tviks
de certo modo se transformariam em d�k��
gurus. De acordo com esta teoria, quando �r�la Prabhup�da,
que agora
presumidamente de forma m�stica est� sintonizado com a mente
de Tam�la K���a Goswami,
responde que os futuros iniciados s�o “seus disc�pulos”,
o que ele de fato quer dizer � que eles s�o disc�pulos dos �tviks,
que
agora n�o s�o mais �tviks,
mas d�k��
gurus. Deixando de lado o fato de
que este fantasioso “encontro de mentes” � tanto improv�vel como
altamente especulativo, h� pelo menos um outro problema com esta
hip�tese:
At� este ponto �r�la
Prabhup�da
n�o afirmou que os �tviks- os quais ele ainda iria
apontar-iriam atuar de outra forma al�m de �tviks. Ent�o, por que
deveria Tam�la K���a Goswami ter assumido que o
status deles fora mudado?
Linhas 19-20: Tam�la K���a Goswami
repete a resposta e ent�o �r�la Prabhup�da
continua:
“quem est� iniciando... disc�pulo de seu disc�pulo”. N�s escolhemos a
vers�o da transcri��o “disc�pulo de seu disc�pulo” (his grand-disciple)
em vez da vers�o “ele � disc�pulo do disc�pulo” (he is grand-disciple),
uma vez que se aproxima mais do que ouvimos na fita, e parece fazer
mais sentido na conversa (caso contr�rio a pessoa que
iniciasimultaneamente se tornariao disc�pulo do disc�pulo! – “quem est� iniciando
... ele �
disc�pulo do disc�pulo”).
O
argumento que quando falando na terceira pessoa, �r�la Prabhup�da
deve
estar se referindo aos �tviks
e n�o a si mesmo pode ser testado pela
modifica��o da conversa substituindo os pronomes (mostrado em
par�nteses) nas linhas
17-20:
TKG: “De
quem eles s�o disc�pulos?”
�r�la
Prabhup�da: “Eles s�o disc�pulos (do �tvik
).”
TKG: “Eles
s�o disc�pulos (do �tvik
).”
�r�la
Prabhup�da: “(o �tvik
) est� iniciando... o disc�pulo do disc�pulo (do �tvik).”
Dada
a premissa de que os �tviks
est�o apenas oficialmente atuando, e que o
seu papel � apenas de representantes, deveria ser evidente para o
leitorque a interpreta��o das
linhas 17-20 � um disparate. � uma contradi��o que
um �tvik
tenha seus pr�prios disc�pulos, o que falar de terdisc�pulos de
disc�pulos.
Uma
acusa��o que pode ser feita � que n�s estamos de algum modo distorcendo
as palavras de �r�la
Prabhup�da quando tomamos afirma��es em terceira
pessoa como primeira pessoa. Mas n�s sentimos que nossa interpreta��o �
consistente com a fun��o designada por �r�la Prabhup�da
a seus �tviks.
Parece haver apenas duas poss�veis op��es de interpreta��o em rela��o a
esta conversa:
1) Os
futuros novos disc�pulos pertenceriam aos sacerdotes �tviks,
que por
defini��o n�o s�o d�k��
gurus, mas oficiais que foram designados
especificamente para atuarem como procuradores;
2) Os
futuros novos disc�pulos pertenceriam ao d�k��
guru, �r�la
Prabhup�da.
Op��o
1) � simplesmente absurda. Portanto, n�s vamos para a op��o 2) como
sendo a �nica escolha racional, e teremos assim interpretado a
fitacorretamente.
Linhas 25-26: �r�la Prabhup�da
conclui com a inequ�voca estipula��o que apenas quando
ele ordenasse algu�m se tornaria guru. Em tal situa��o os novos
iniciados seriam “disc�pulo
de meus disc�pulos”.
Uma
grande import�ncia � dada ao uso do termo “disc�pulo do disc�pulo
(grand-disciple)”. Para muitos, o uso desta frase por �r�la Prabhup�da
age como um argumento conclusivo, uma vez que voc� pode apenas ter
disc�pulos de disc�pulos se for d�k��
guru. Isso � verdade.
Infelizmente, as palavras que seguem a express�o “disc�pulo de seu
disc�pulo” s�o geralmente ignoradas. �r�la Prabhup�da
afirma que o
disc�pulo de um disc�pulo, e por conseguinte um d�k��
guru, existir�o
apenas quando ele (�r�la
Prabhup�da) ordenar que seu disc�pulo se torne d�k��
guru. Em outras palavras, �r�la Prabhup�da
est� simplesmente
dizendo que quando o guru ordenar a seu disc�puloquese torne d�k��
guru, ent�o este ter� disc�pulos de disc�pulos (“his grand-disciple”),
uma vez que o novo d�k��
guru ir� ent�o iniciar pela sua pr�pria conta
(“ele se torna disc�pulo de meu disc�pulo”). Isto parece
direto o
suficiente a ponto de que ningu�m questionar. Mas onde est� a ordem
para quealgu�m aceite o status de guru? Certamente n�o est� nas linhas 25-26, nem
em lugar algum na conversa.
Na
realidade a conversa do dia 28 de Maio n�o est� ordenando nenhuma
pessoa espec�fica a fazer coisa alguma. �r�la Prabhup�da
est�
simplesmente expressando a sua inten��o de apontar �tviks
em algum
ponto no futuro. Ele ent�o responde algumas quest�es um tanto confusas
sobre a rela��o entre o gurue o disc�pulo no sistema �tvik.
Ent�o ele
conclui com um enunciado sobre o queaconteceria se ele decidissedar a
relevante ordem para algu�m se tornar d�k��
guru. Todavia, a ordem
espec�fica nomeando pessoas espec�ficas para executar uma fun��o
espec�fica primeiramente foi dada no dia 7 de Julho (por favor veja os
Ap�ndices, p.132), e ent�o confirmada na carta assinada do dia 9 de
Julho. Mas como pode ser vistolendo a carta do dia 9 de julho, n�o h�
men��o alguma que os onze apontados como �tviks
alguma vez se
tornariam d�k��
gurus, ou que o sistema �tvik
deveria parar.
Ap�s
nossa exaustiva an�lise da conversa��o do dia 28 de maio, est�
claro de que o GBC est� apresentando um cl�ssico
argumento
circular:
Tendo
em vista apoiar as modifica��es a) e b), as quais s�o absolutamente
vitais para a atual posi��o dos gurus dentro da ISKCON, eles afirmamque
se deve modificar a carta do dia 9 de Julho usando uma “ordem”
que �r�la
Prabhup�da deu na transcri��o do dia 28 de Maio. Contudo,
tendo
lido cuidadosamente a transcri��o n�s vimos que �r�la Prabhup�da
disse
que eles apenas poderiam ser gurus “quando eu ordenar”. Ent�o, como
pode ser declarado que “quando eu ordenar” foi a mesma ordem finalmente
colocadanos dias 7 e 9 de Julho, uma vez que esta “ordem” � puramente
para a cria��o dos �tviks,
e � esta mesma ordem que o GBC precisou
modificar em primeiro lugar para manter suas cruciais modifica��es a) e
b)?
Infelizmente ao adotar a
linha de racioc�nio defendido no texto GII, n�s nos
encontramos levados inexoravelmente na dire��o ao absurdo impasse
dial�tico mencionado acima. Como aux�lio para a compreens�o
do impasse acima, por favor veja o fluxograma na p�gina 97.
Finalmente,
o maior problema com toda a teoria da “modifica��o”, al�m da �bvia
aus�ncia de qualquer evid�ncia de apoio, � que n�o se pode modificar
legitimamente uma instru��o com uma informa��o que n�o estava
dispon�vel para as pr�prias pessoas que deveriam seguir a instru��o.
Se
de fato a conversa do dia 28 de Maio contivesse claras instru��es
apoiando as modifica��es a) e b), ent�o certamente a carta final
deveria conter pelo menos algum vest�gio delas. De fato o principal
prop�sito da reuni�o do dia 28 de maio foiestabelecer claramente o que
seria feito sobre as inicia��es depois que �r�la Prabhup�da
deixasse o
planeta. E ainda assim,est� sendo propostoque quando �r�la Prabhup�da
finalmente emitiu sua �ltima diretriz escrita sobre inicia��o, ele de
alguma maneira apenas tratou do que era para ser feito antes dele
deixar o planeta.
Em outras palavras, �r�la
Prabhup�da
supostamente deu claras e enf�ticas diretrizes sobre um assunto que n�o
lhe foi perguntado; enquanto que o assunto realmente importante, sobre
o qual todos queriam saber, ou seja, o futuro das inicia��es para os
pr�ximos dez mil anos, ele omitiu inteiramenteem sua �ltima instru��o
assinada sobre tal assunto.
N�s n�o encontramos exemplos de �r�la Prabhup�da
dirigindo sua Sociedade das seguintes formas:
1) Emitindo
importantes diretrizesque falham em sequer tratar do principal
prop�sito de suas emiss�es.
2) Deliberadamente
retendo informa��o vital pertinente a um importante novo sistema de
administra��o.
3) Esperando
que os destinat�rios de suas instru��es fossemm�sticos leitores de
mentes para que seguissem corretamente uma instru��o.
A defesa
comum que �r�la
Prabhup�da n�o necessitava ditar na sua carta final o
que era para ser feito sobre as futuras inicia��es, uma vez que ele j�
tinha claramente explicado nos seus livros e palestras como ele queria
que todos se tornassem d�k��
gurus, j� foirefutada na obje��o 7 acima.
(por favor veja p.14)
H� uma outra tentativa feita no texto GII
para extrair alguma coisa mais da conversa do dia 28 de Maio em apoio
as modifica��es a) e b), quando indica-se como �r�la Prabhup�da
usa o
verso “�m�ra aj�aya guru hana”
na linha 12.
O verso � tamb�m repetido mais adiante na conversa��o do dia 28 de Maio
em uma discuss�o relacionada com a tradu��o de seus livros. De acordo
com esta opini�o, a ordem �tvik
� id�ntica a ordem para ser d�k��
guru
simplesmente por m�rito de �r�la Prabhup�da
ter mencionado a famosa
instru��o do Senhor Caitanya para “todos se tornarem guru” na mesma
conversa em que fala sobre �tviks.
Mas tudo o que �r�la
Prabhup�da diz
� que:
“...
algu�m que entende as ordens de seu guru, do mesmo parampara, ele pode
se tornar guru. Eportanto eu irei selecionar alguns de voc�s”
(Conversa do dia 28 de Maio)
Os pontos essenciais a considerar aqui s�o:
1. Qual
foi a ordem do guru que eles deveriam entender? Atuar como �tviks.
(“Eu irei recomendar alguns de voc�s
para atuarem como �c�ryas representantes.”)
2. Afinal
das contas, eles foram selecionados para fazer o qu�? Atuar
como �tviks.
(por favor leia a carta do dia 9 de Julho, p.113)
3.
E ao seguir a ordem do guru, que tipo de guru eles se tornaram? Como
n�s vimos anteriormente na an�lise da ordem do Senhor Caitanya para
“tornar-se guru”, qualquer um que com plena f� executa esta ordem est�
automaticamente qualificado como sik��
guru.
GII a
presenta a proposi��o contradit�riaque seguindo as ordens do guru para
atuar como �tvik apenas (e n�o como d�k�� guru), deve-se
automaticamente atuar como d�k�� guru.
Por esta l�gica,
qualquer um que segue qualquer ordem dada pelo guru, de alguma maneira
automaticamente tamb�m recebeu uma ordem espec�fica para se
tornar d�k��
guru! Infelizmente, o texto GII n�o oferece qualquer evid�ncia
que ap�ie esta tese. Como foi mostrado anteriormente, o uso do
verso“�m�ra
aj�aya” �
simplesmente uma ordem para qualquer um apenas se
tornar sik��
guru (“� melhor n�o
aceitar disc�pulos”).
Conclus�o:
1.
No dia 9 de Julho �r�la
Prabhup�da apontou 11 �tviks
para levar adiante
a primeira e segunda inicia��es dali para frente (henceforward).
2. N�o
h� evid�ncia na conversa do dia 28 de Maio que possa ser usada para
modificar a ordem do dia 9 de Julho, tal como dizer que os �tvik
apontados devem pararsuas fun��es com a partida de �r�la Prabhup�da.
3.
Tamb�m n�o h� nada na conversa do dia 28 de Maio que possa ser usado
para modificar a ordem do dia 9 de Julho, tal como dizer que
os �tviks
deveriam se metamorfosear em d�k��
gurus t�o logo �r�la
Prabhup�da
deixasse o planeta.
4. A
�nica coisa claramente estabelecida na conversa��o do dia 28 de Maio �
que os �tviks
deveriam atuar depois da partida de �r�la Prabhup�da.
Deve-se
notar que h� pelo menos quatro diferentes transcri��es, e tres
diferentes interpreta��es “oficiais” desta mesma conversa. Muitos
devotos sentem que por esta raz�o apenas esta conversa n�o pode ser
considerada como evid�ncia conclusiva. Se esta for tamb�m a conclus�o
do leitor, ent�o n�o haver� escolha sen�o retornar mais uma vez � carta
do dia 9 de julho como sendo a ordem final, uma vez que ela � uma carta
assinada, claramente escrita e enviada para o Movimento inteiro. Esta
certamente seria a conclus�o em uma corte de justi�a; evid�ncia escrita
e assinada sempre sobrep�em- se sobre fitas gravadas. A �nica raz�o
pela qual examinamos a conversa do dia 28 de Maio t�o cuidadosamente �
porque o GBC a tem apresentado como sendo a �nica pe�a de evid�ncia
para apoiar as modifica��es a) e b).
N�s somos ent�o for�ados a
rejeitar totalmente as modifica��es a) e b), que s�o o fundamento da
posi��o atual do GBC sobre inicia��es dentro da ISKCON, uma vez que n�o
h� evid�ncias que as suportem. Consequentemente, as instru��es contidas
no documento de pol�tica de 9 de julho,de fato, constitui a ordem final
de �r�la
Prabhup�da acerca da inicia��o e deveria, portanto, ser
seguida.
A seguir h� algumas obje��es relacionadas ao assunto. Pensamos que sua
abordagem possa ser �til.
Obje��es
Relacionadas
1. “�r�la
Prabhup�da
n�o mencionou o uso de �tviks em seus livros.”
|
1)
A palavra “�tvik”
e suas deriva��es na verdade possuem 31 refer�ncias
distintas nos livros de �r�la
Prabhup�da, apenas um pouco menos do que
a palavra d�k��
e suas deriva��es,que t�m 41 refer�ncias distintas nos
livros de �r�la
Prabhup�da. Certamente o uso de sacerdotes �tviks
para
dar assist�ncia em cerim�nias � um conceito plenamente sancionado nos
livros de �r�la
Prabhup�da:
�tvik
:
4.6.1 / 4.7.16 / 5.3.2 / 5.3.3 / 5.4.17 /
7.3.30 / 8.20.22 / 9.1.15
�tvija�
:
4.5.7 / 4.5.18 / 4.7.27 / 4.7.45 / 4.13.26 /
4.19.27
/4.19.29 / 5.3.4 / 5.3.15 / 5.3.18 / 5.7.5 / 8.16.53 / 8.18.21 /
8.18.22 / 9.4.23 / 9.6.35
�tvij��
: 4.6.52 / 4.21.5 / 8.23.13 / 9.13.1
�tvigbhya� :
8.16.55
�tvigbhi�
:
4.7.56 / 9.13.3
(conforme vemos, no �rimad
Bh�gavatam
h� as seguintes cita��es)
2)
Apesar de os princ�pios espirituais serem tratados extensivamente
por �r�la
Prabhup�da em seus livros, os detalhes espec�ficos
daqueles
princ�pios freq�entemente n�o s�o fornecidos (por exemplo, na �rea de
adora��o � Deidade). Estes detalhes espec�ficos geralmente seriam
comunicados por outros meios, como por cartas e demonstra��es pr�ticas.
Assim, � preciso distinguir entre o princ�pio de inicia��o ou d�k��,
e
os detalhes da sua formaliza��o. �r�la Prabhup�da
jamais definiu d�k��
em termos de qualquer cerim�nia ritual�stica, e sim como a recep��o de
conhecimento transcendental que conduz a libera��o:
“Em
outras palavras, o mestre espiritual desperta a entidade viva
adormecida � sua consci�ncia original para que ela pode adorar o Senhor
Vishnu. Este � o prop�sito de d�k��, ou inicia��o. Inicia��o
significa
receber o conhecimento puro da consci�ncia espiritual.” (Cc. Madhya-l�l�, 9.61, coment�rio)
“D�k��
na verdade significa iniciar um disc�pulo com o conhecimento
transcendental pelo qual ele se torna livre de todas as
contamina��es materiais.” (Cc. Madhya-l�l�, 4.111, coment�rio)
“D�k��
� o processo pelo qual algu�m pode despertar seu conhecimento
transcendental e aniquilar todas as rea��es causadas por atividades
pecaminosas. Uma pessoa perita no estudo das escrituras reveladas
conhece este processo como d�k��.” (Cc. Madhya-l�l�, 15.108,
coment�rio)
D�k�� normalmente
envolve uma cerim�nia, mas ela n�o � absolutamente essencial; � mera
formalidade:
“Ent�o,
de qualquer modo, de 1922 at� 1933 praticamente eu n�o era
iniciado, mas eu obtive a impress�o de pregar o culto de
Caitanya Mah�prabhu. Isso era o que eu pensava. E
isso � que foi a inicia��o
pelo meu Guru Mah�r�ja.” (�r�la Prabhup�da,
palestra 10/12/1976, Hyderabad)
“Inicia��o
� uma formalidade. Se voc� for s�rio, essa � a verdadeira inicia��o.
Meu toque � simplesmente uma formalidade. � a sua determina��o, isso �
inicia��o.” (BTG # 49, procura pelo divino)
“...sucess�o
discipular nem sempre significa que algu�m tenha que ser
iniciado
oficialmente. Sucess�o discipular significa aceitar a conclus�o
discipular.” (�r�la
Prabhup�da, carta para Dinesh, 31/10/1969)
“O
canto de Hare K���a � nossa principal atividade,
essa � a verdadeira
inicia��o. E como voc�s todos est�o seguindo as minhas instru��es neste
assunto, o iniciador j� est� presente.” (�r�la Prabhup�da,
carta para Tam�la K���a, 19/8/1968)
“Bem,
inicia��o ou n�o, a primeiracoisa � conhecimento... conhecimento.
Inicia��o � formalidade. Assim como voc� vai � escola por conhecimento,
e admiss�o � formalidade. Essa n�o � uma coisa muito importante.” (�r�la Prabhup�da,
entrevista, 16/10/1976, Chandigarh)
| �r�la Prabhup�da: |
“Quem � meu disc�pulo?
Primeiro de tudo ele deve seguir estritamente as regras disciplinares.” |
|
Disc�pulo: |
“Enquanto eles
estiverem seguindo, ent�o ele �...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Ent�o est� tudo
bem.” |
| (�r�la Prabhup�da,
caminhada matinal, 13/6/1976, Detroit) |
“...
a n�o ser que haja disciplina, n�o h� possibilidade de haver disc�pulo.
Disc�pulo quer dizer aquele que segue a disciplina.” (�r�la Prabhup�da,
caminhada matinal, 8/3/1976, Mayapur)
“Se algu�m n�o observa a
disciplina, ent�o ele n�o � disc�pulo.” (�r�la Prabhup�da,
aula do SB, 21/1/1974)
Assim,
a cerim�nia de inicia��o � uma formalidade executada para solidificar
na mente do disc�pulo o s�rio compromisso que assume com o processo
de d�k��.
Tal compromisso inclui:
- Receber o conhecimento transcendental o qual ir�
purific�-lo de todas as contamina��es.
- Manter a determina��o de sempre seguir as ordens
do d�k��
guru.
- Come�ar a executar entusiasticamente as ordens do mestre
espiritual.
�r�la Prabhup�da declarouclaramente
que a cerim�nia � apenas uma formalidade,
n�o algo essencial. Al�m disso, esta formaliza��o da inicia��o atrav�s
de uma cerim�nia envolve um n�mero de elementos em si:
1.
Recomenda��o de uma autoridade da institui��o, normalmente o presidente
do templo.
2. Aceita��o
pelo
�tvik atuante.
3. Participa��o
em um yaj�a de fogo.
4. Receber
um nome espiritual.
Apenas nos pontos 2
e 4 �
necess�rio o envolvimento de um sacerdote �tvik;
1 e 3 s�o geralmente
executados pelo presidente do templo ou algum brahmana qualificado.
Como
foi mencionado anteriormente, em nenhum lugar est� ditoque o guru e o
disc�pulo devem estar no mesmo planeta tendo em vista o disc�pulo
receber qualquer elemento de d�k��,
tais como conhecimento
transcendental, aniquila��o das rea��es pecaminosas, uma cerim�nia de
fogo ou yaj�a e um nome espiritual. Por outro lado, cada elemento
de d�k��
(transmiss�o de conhecimento, yaj�a, etc.), pode ser dado muito
facilmente sem a presen�a f�sica do guru. Isso foi demonstrado de forma
pr�tica por �r�la
Prabhup�da, uma vez que ele dera todos os elementos
de d�k��
atrav�s de intermedi�rios como seus disc�pulos e livros.
Assim, nenhum princ�pio espiritual � mudado atrav�s do uso de �tviks.
Apenas h� uma mudan�a de detalhes.
Deste modo, para colocar em
perspectiva o uso de �tviks,
podemos ver que n�s estamos lidando com os
detalhes de um elemento de uma cerim�nia, uma cerim�niaque em si mesma
constitui apenas um elemento- e um elemento desnecess�rio- do processo
transcendental de d�k��
(por favor veja o diagrama “D�k��” na
p.96).
N�s observados que �r�la
Prabhup�da lida com todos estes elementos de maneira
proporcional � sua import�ncia:
| �tem |
Explicado
nos livros? |
Segue
a tradi��o? |
Maiores
mudan�as da tradi��o? |
Mudan�a
da tradi��o explicada nos livros?
|
| D�k�� |
Sim |
N�o
|
Conhecimento
dado primeiramente atrav�s de vani, e n�o por contato f�sico.
Parik��
pessoal � pouco usada.
Novo padr�o de inicia��o.
|
Um
pouco |
Processo
e cerim�nia
de inicia��o |
N�o |
N�o |
Uso
de representantes para cantar nas contas dos iniciados.
Dar o Mantra Gayatri por fita magn�tica. |
N�o |
Processo
de dar
o nome |
N�o |
N�o |
Nome
dado no momento da d�k��
harinama .
Uso de representantes para dar o nome. |
N�o |
Assim,
a falta de men��o espec�fica nos livros de �r�la Prabhup�da
sobre o uso
de
�tviks em procedimentos de inicia��o, quer hist�rica ou
contempor�nea, � consistente com a abordagem geral de �r�la Prabhup�da
aos assuntos que cercam a inicia��o; men��o espec�fica
em seus livros sendo diretamente proporcional � import�ncia das
inova��es envolvidas.
2.
“Como pode parik�� (m�tua
an�lise entre o guru e o disc�pulo), um
elemento essencial em d�k��,
ser poss�vel sem contato f�sico?”
|
Esta
quest�o surge da declara��o do dito requisito que um disc�pulo deve
“aproximar-se”, “inquirir de”, e “render servi�o” ao guru (Bg. 4.34), e
que o guru deve “observar” o disc�pulo (Cc. Madhya-l�l�, 24.330).
Se n�s examinarmos o verso cuidadosamente, os seguintes pontos ficam
aparentes:
- N�o h� men��o de que o “inquirir”, “render
servi�o” e “observar” necessitem do contato f�sico direto.
- O
coment�rio explica estas atividades como sendo essenciais para um
disc�pulo. Assim, se estas atividades requerem absolutamente que o guru
esteja no mesmo planeta, ent�o ningu�m tem sido disc�pulo de �r�la Prabhup�da
desde 14 de Novembro de 1977.
- O “inquirir” � feito tendo em vista o “mestre
espiritual” poder “transmitir conhecimento”. Portanto, “transmitir
conhecimento” � tamb�m uma defini��o de sik��,
e j� foi aceito que
tendo em vista transmitir sik��,
ou aceitar a investiga��o a cerca de sik��,
o guru n�o precisa estar no planeta (por favor veja p.98 - “O
guru deve estar fisicamente presente?”). E como foi explicado acima,
pela l�gica deste proposi��o ningu�m teria recebido conhecimento algum
desde 14 de Novembro de 1977.
- O “observar” �
simplesmente o compromisso do futuro disc�pulo de seguir os princ�pios
regulativos, e poder ser monitorado pelos representantes do guru:
“Em
nosso Movimento para a Consci�ncia de K���a o requisito � quedeve-se
estar preparado para abandonar os quatro pilares da vida pecaminosa
[...] nos pa�ses ocidentais especialmente n�s primeiramente observamos
se o candidato disc�pulo est� preparado para seguir os princ�pios
regulativos.” (Cc.
Madhya-l�l�, 24.330,
coment�rio).
Essa
facilidade de usar representantes � sempre repetida em poucas linhas
depois, quando discutindo a observa��o necess�ria para uma poss�vel
candidatura para a segunda inicia��o:
“Deste
modo o disc�pulo rende servi�o devocional sobre a guia do
mestre
espiritual ou
seus representantes por pelo menos seis meses
at�
um ano.” (Cc.
Madhya-l�l�, 24.330,
coment�rio)
Poucas linhas depois n�s vemos como realmente � vital � o uso de �tviks:
“O mestre espiritual dever�
estudar a curiosidade do disc�pulo por pelo menos seis meses
ou um ano.” (Cc.
Madhya-l�l�, 24.330,
coment�rio)
- Levando
em considera��o a forma na qual �r�la Prabhup�da
estabeleceu sua
Sociedade, a estipula��o acima teria sido imposs�vel de seguir. Ele n�o
poderia ter a possibilidade de observar cada um dos seus milhares de
disc�pulos por 6 meses seguidos. Assim, o uso de representantes n�o
fora apenas uma quest�o de escolha, mas totalmente inevit�vel se o
requisito acima tivesse que ser preenchido pessoalmente por �r�la Prabhup�da.
Se parik��
pessoal feita pelo guru (com ele estando
fisicamente envolvido) fosse um princ�pio s�strico
inviol�vel,
por que deveria �r�la
Prabhup�da ter propositadamente estabelecido uma
miss�o de prega��o (com disc�pulos e centros ao redor do mundo) que
tornasse tal exame pessoal imposs�vel? De fato
argumenta-se
que �r�la
Prabhup�da apenas conseguiu alcan�ar seu sucesso na
prega��o
� custa da viola��o dos sastras, um argumento comumente usado por
outros grupos Gaudiya Vaisnavas na India.
- Todos os
pontos acima s�o ainda substanciados pela mais forte evid�ncia poss�vel
– extenso exemplo pr�tico pessoal do �c�rya: �r�la Prabhup�da
iniciou a
maioria de seus disc�pulos sem qualquer parik��
pessoal. Deste modo, �r�la
Prabhup�da instituiu um sistema segundo o qual o
aproximar-se de
seus representantes para d�k��
seria o mesmo que se aproximar dele
diretamente. Pode-se argumentar que a elimina��o de parik��
pessoal era
justificada porque o guru estava presente no planeta, assim pelo
menos parik��
pessoal poderia teoricamente ter ocorrido. Todavia, este
argumento n�o possui fundamento, uma vez que:
(i)
N�o h� men��o desta cl�usula especial para parik��
pessoal
em nenhuma escritura. Isso seria apenas umainven��o para ajustar as
circunst�ncias depois do fato.
(ii)
Quando descrevendo o uso de representantes para parik��
pessoal, �r�la
Prabhup�da jamais declarou que eles apenas existiriam se
ele estivesse
no planeta. Qual � este princ�pio s�strico at� agora n�o
mencionado que for�a uma limita��o no uso de representantes em certas
circunst�ncias?
(iii)
Como foi demonstrado, a necessidade de parik�� pessoal n�o � um
requisito s�strico. O uso de representantes, tais como disc�pulos e
livros, como substitutos de parik�� pessoal � apoiado
por �r�la
Prabhup�da. Ent�o, est� fora de quest�o considerar
quando parik��
pessoal deve ou n�o deve ser eliminada.
(iv) D�k�� era
dada sem o contato f�sico, o que prova que d�k��
pode ser obtida sem parik��
pessoal.
(v)
O pr�prio fatode que parik��
pessoal n�o foi sempre efetuada, mesmo
quando era poss�vel faz�-la, prova que isso n�o pode ser
necess�rio para o processo de d�k��. �r�la Prabhup�da
deixou muito
claro qual o padr�o que ele esperava de um disc�pulo; os presidentes de
templo e os
�tviks deveriam dar a continuidade aos mesmos. Os padr�es
de inicia��es hoje s�o id�nticos �queles estabelecidos por �r�la Prabhup�da
enquanto ele estava presente. Ent�o, quando ele pediu para
n�o ser consultado enquanto estava presente, o qu� nos faria crer que
eleurgentemente desejaria intervir agora? A �nica coisa preocupa��o
para n�s � assegurar que o padr�o seja rigidamente mantido sem mudan�as
ou especula��es.
3.
“N�s poderemos aceitar �r�la
Prabhup�da,
mas como n�s saberemos que ele
nos aceitou como seus disc�pulos, mesmo na sua aus�ncia f�sica?”
|
No
dia 7 de Julho de 1977 quando estabelecendo o o sistema �tvik, �r�la Prabhup�da
declarou que os �tviks
poderiam aceitar devotos como
disc�pulos dele sem consult�-lo. Assim, �r�la Prabhup�da
n�o estava
envolvido no processo de sele��o ou aprova��o de novos disc�pulos. Os �tviks
tinhamplena autoridade e discri��o. O envolvimento f�sico de �r�la Prabhup�da
n�o era necess�rio:
| �r�la Prabhup�da: |
“Ent�o, sem esperar por
mim, quando quer que voc�s considerem correto. Isso ir� depender de
discri��o.” |
| Tam�la K���a Goswami:
|
“Com discri��o.” |
|
�r�la Prabhup�da: |
“Sim.” |
| (�r�la Prabhup�da,
conversa no quarto, 7/7/1977,
V�nd�vana) |
Al�m
disso, os nomes dados pelos �tviks
deveriam ser anotados por Tam�la K���a Goswami no
livro de “disc�pulos iniciados” de �r�la Prabhup�da.
Assim, pelo menos externamente, �r�la Prabhup�da
nem mesmo precisava
ser informado da exist�ncia do disc�pulo. Conseq�entemente, o processo
deveria ser o mesmo como fora antes, uma vez que os �tvik
tinha plenos
poderes como procuradores.
4.
“Somente se a inicia��o, d�k��,
tiver ocorrido antes de o guru deixar o
planeta � poss�vel continuar aproximando-se, inquirindo e
servindo-o em sua aus�ncia f�sica.”
|
Pelo
menos esta afirma��o concorda com o ponto que � poss�vel aproximar-se,
inquirir e servir o mestre espiritual fisicamente ausente. A afirma��o
de que isso somente � poss�vel “se a liga��o d�k��
� feita antes do
guru abandonar o planeta” � pura inven��o esem refer�ncia nos livros
de �r�la
Prabhup�da, portanto deve ser ignorada. D�k��
nem mesmo requer
uma cerim�nia de inicia��o formal para faz�-la funcionar; ela � a
transmiss�o do conhecimento transcendental do guru para um disc�pulo
receptivo (junto com a aniquila��o das rea��es pecaminosas)
“...sucess�o
discipular nem sempre significa que algu�m tenha que ser
iniciado
oficialmente. Sucess�o discipular significa aceitar a conclus�o
discipular.” (�r�la
Prabhup�da, carta para Dinesh, 31/10/1969).
“Bem,
inicia��o ou n�o, a primeira coisa � conhecimento... conhecimento.
Inicia��o � formalidade. Assim como voc� vai para uma escola por
conhecimento, eadmiss�o � formalidade. Isso n�o � uma coisa muito
importante.” (�r�la
Prabhup�da, entrevista, 16/10/1976, Chandigarh)
�
irracional afirmar que o transcendental processo de d�k��
n�o pode
funcionar apropriadamente se o guru n�o estiver fisicamente presente
durante uma cerim�nia de fogo ou yaj�a que n�o � essencial,
particularmente uma vez que:
- �r�la
Prabhup�da freq�entemente n�o estava presente
durante as cerim�nias de inicia��o.
Elas eram freq�entemente realizadas pelos seus representantes, ou seja,
presidente de templo, sanny�s�s seniores
e
�tviks.
- �
um fato aceito que muitos milhares de disc�pulos de �r�la Prabhup�da
est�o ainda sendo beneficiados pelo processo de d�k��
embora seu guru
tenha estado fisicamente ausente por quase duas d�cadas.
Pode-se
argumentarque apesar de �r�la
Prabhup�da n�o estar presente naquelas
inicia��es, mesmo assim ele estava fisicamente presente no mesmo
planeta na �poca em que elas ocorreram. Ent�o, seria a
presen�a
f�sica do guru no planetaessencial para d�k��?
A fim de validar este
argumento, n�s precisar�amos encontrar uma injun��o nos livros
de �r�la
Prabhup�da que afirmasse que:
‘D�k��
pode apenas ocorrer se a
dist�ncia entre o guru e seu disc�pulo durante a inicia��o formal n�o
for maior do que o di�metro da Terra.’
At� agora ningu�m foi
capaz de localizar tal afirma��o. Ao contr�rio, como mostra a cita��o
abaixo, um exemplo bem conhecido de d�k��
em nossa filosofia (Bg. 4.1)
de fato contradiz a proposi��o acima:
“Ent�o,
n�o havia dificuldades em se comunicar com Manu ou
com os
filhos de Manu, Iksvaku. A comunica��o existia. O sistema de r�dio era
t�o bom que a comunica��o
podia ser transferida de um planeta para outro.”
(�r�la Prabhup�da,
palestra sobre o Bg., 24/8/1968)
Ao que parece, d�k��
n�o � afetada pelas dist�ncias f�sicas entre o guru e os disc�pulos.
5.
“O que voc�s est�o propondo soa suspeitosamente como Cristianismo!”
|
1)
N�s n�o estamos propondo o sistema �tvik;
� �r�la
Prabhup�da que
o prop�s na sua ordem final. Assim, mesmo se isso for como o
Cristianismo, ainda assimn�s deveremos segui-lo,uma vez que � a ordem
do guru.
2) �r�la Prabhup�da
claramente aprovou a id�ia de que os crist�os continuem
seguindo a Jesus Cristo como seu guru, embora ele j� tenha partido do
planeta. Ele nos ensinou que qualquer um que seguisse os ensinamentos
de Jesus Cristo era seu disc�pulo, e alcan�aria o n�vel de libera��o
oferecida por Jesus Cristo.
| Madhudvi�a: |
“Existe
alguma forma para um crist�o alcan�ar o c�u espiritual , sem a ajuda de
um mestre espiritual, crendo nas palavras de Jesus Cristo e tentando
seguir seus ensinamentos?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Eu n�o compreendo.” |
| Tam�la K���a: |
“Pode um crist�o
nesta era, sem um mestre espiritual, mas lendo a B�blia, e seguindo as
palavras de Jesus, alcan�ar o...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Quando voc� l� a B�blia,
voc� segue o mestre espiritual. Como pode voc� dizer ‘sem mestre
espiritual’? T�o
logo voc� leia a B�blia, isso significa que voc� est� seguindo as
instru��es do senhor Jesus Cristo, o que significa seguir o mestre
espiritual. Ent�o, onde est� a chance de estar
sem mestre espiritual?” |
| Madhudvi�a: |
“Eu estou me referindo a
um mestre espiritual vivo.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Mestre
espiritual n�o se trata de... O mestre espiritual � eterno. O
mestre espiritual � eterno. Ent�o, a sua pergunta �: “sem um mestre
espiritual”. Sem um mestre espiritual voc� n�o pode estar em fase
alguma da vida. Voc� pode aceitar este mestre espiritual ou aquele.
Isso � outra coisa. Mas voc� deve aceitar. Como voc� disse que “lendo a
B�blia”, quando
voc� l� a
B�blia isso quer dizer que voc� est� seguindo o mestre espiritual
representado por algum sacerdote ou membro do clero na linha do Senhor
Jesus Cristo.” |
| (�r�la Prabhup�da,
Palestra, 2/10/1968, Seattle) |
“Com
rela��o ao destino dos devotos do Senhor Jesus Cristo, eles podem ir
para o para�so, isso � tudo. Esse � um planeta no mundo material. Um
devoto do Senhor Jesus Cristo � aquele que segue estritamente os dez
mandamentos [...], portanto, a conclus�o � que os devotos do Senhor
Jesus Cristo s�o promovidos aos planetas celestes dentro do
mundo
material.” (Carta de �r�la Prabhup�da
para Bhagavan, 2/3/1970)
“Na realidade, quem
est� sendo guiado por Jesus Cristo certamente alcan�ar�liberta��o.” (Perguntas Perfeitas, Respostas
Perfeitas, Cap. 9)
“..
ou os crist�o est�o seguindo Cristo, uma grande personalidade; Mah�jano
yena
gata� sa panth��.
Voc� segue um mah�jana,
uma grande
personalidade [...] voc� segue um �c�rya, como os crist�os seguem
Cristo, �c�rya. Os maometanos, eles seguem
o �c�rya Maom�. Isso �
bom. Voc� deve seguir algum �c�rya [...] Eva�
parampar�-pr�ptam.”
(�r�la Prabhup�da,
conversa no quarto, 20/5/1975, Melbourne)
3)
Esta obje��o de ser ‘Crist�o’ � ir�nica, uma vez que o sistema corrente
de gurus na ISKCON adota alguns procedimentos dos crist�os: A teologia
por detr�s do sistema de vota��o do GBC � similar ao sistema dos
Cardeais que votam o Papa na Igreja Cat�lica:
“O
processo de vota��o [...] para o candidato a guru [...] que ser�
estabelecido pelos membros eleitores [...] votando para eleger um guru
[...] por dois ter�os dos votos do GBC [...] todos os membros do GBC
s�o candidatos para serem apontados como guru.” (Resolu��o
do GBC)
Similarmente,
o GBC chama a si mesmo como “o corpo eclesi�stico supremodirigindo a
ISKCON” (Back to Godhead, 1990-1991); de novo a terminologia “Crist�”.
Estas pr�ticas “Crist�s” em particular nuncaforam ensinadas por Jesus,
e foram inteiramente condenadas por �r�la Prabhup�da:
“Vota��o
mundana n�o tem jurisdi��o para eleger um �c�rya vaisnava. Um
vaisnava �c�rya �auto-refulgente, e
n�o h� necessidade de uma
corte de julgamento.” (Cc. Madhya-l�l�, 1.220, coment�rio)
“�rila
Jiva Goswami aconselha que n�o se deve aceitar um mestre espiritual em
termos de hereditariedade ou costume social e conven��es eclesi�sticas.”
(Cc. �di-l�l�, 1.35, coment�rio)
6. “Os
�tviks d�o
um tipo de d�k��. �r�la
Prabhup�da �
apenas nosso sik�� guru.
|
1)
A fun��o do
�tvik � distinta da fun��o de um d�k��
guru. Seu �nico
prop�sito � auxiliar o d�k��
guru nas inicia��es dos disc�pulos, n�o
aceit�-los para si mesmo.
2) O �tvik
unicamente inspeciona o procedimento da inicia��o e d� um nome
espiritual, mas n�o h� nem mesmo a necessidade de executar uma
cerim�nia de fogo, yaj�a. Isso era feito normalmente pelo presidente de
templo- e ele n�o era com certeza o d�k��
guru.
3)
Por que n�o permitirque �r�la Prabhup�da
seja o que ele deseja
ser? Ele � certamente nosso sik��
guru, mas como ele indicou claramente
na carta do dia 9 de Julho, ele tamb�m deveria ser nosso d�k��
guru.
4) Uma vez
que �r�la
Prabhup�da � nosso sik��-guru
predominante, ele � de fato nosso d�k��
guru de qualquer modo, uma vez que:
- Ele d� divya-j�ana
ou conhecimento transcendental – defini��o de d�k��.
- Ele planta bhakti-lata-bija – defini��o de d�k��
Os
devotos tamb�m podem auxiliar nas duas atividades acima ( pela prega��o
e distribui��o de livros etc.), mas eles s�o vartma-pradarsaka-gurus,
n�o d�k��
gurus, embora por esse servi�o que eles tamb�m podem se
tornar almas liberadas.
5) O sik��
guru predominante geralmente se torna o d�k��
guru de qualquer forma:
“�r�la
Prabhup�da �
o sik��-guru fundador para
todos os devotos da
ISKCON [...] as instru��es de �r�la
Prabhup�da
s�o ensinamentos
essenciais para cada devoto da ISKCON.” (Resolu��o
do GBC, n� 35, 1994).
“Geralmente
um mestre espiritual que instrui constantemente um disc�pulo na ci�ncia
espiritual torna-se seu mestre espiritual iniciador mais
tarde.” (Cc. �di-l�l�, 1.35, coment�rio)
“�
dever do sik�� guru ou d�k�� guru instruir o disc�pulo no
caminho
correto, e depende do disc�pulo executar o processo. De acordo
com as injun��es s�stricas, n�o h� diferen�a entre o sik�� guru e
o d�k�� guru, e geralmente o sik��-guru mais tarde se torna
o d�k��
guru.” (SB,
4.12.32, coment�rio)
7. “Se �r�la
Prabhup�da �
o sik�� guru de todos, ent�o como ele
pode tamb�m ser o d�k�� guru?”
|
A
confus�o entre d�k��
e sik��
gurus ocorre porque os t�tulos s�o
confundidos com suas fun��es. Assim, � que algumas vezes presume-se que
somente o sik��-guru
pode dar sik��,
n�o o d�k��
guru. Contudo, como no
�ltimo verso que citamos demonstra, o d�k��
guru tamb�m instrui. Isso
devia ser �bvio, de outro modo como ele iria transmitir divya-j�ana?
| Pradyumna: |
“Guru-p�d��raya�.‘Primeiramente
deve-se tomar o ref�gio aos p�s de l�tus do mestre espiritual’ Tasm�t
k���a-d�k��di-�ik�a�am. Tasm�t, ‘dele’, K���a-d�k��di-�ik�a�am,‘deve-se
tomar K���a-d�k��,
inicia��o e sik��.’” |
| �r�la Prabhup�da: |
“D�k��
significa divya
j��na� k�apayati iti d�k��. o que explica divya-j��na,
transcendental, isso � Di, divya, D�k��.
d�k��nam. D�k��. Ent�o
divya-j��na,
conhecimento transcendental... se voc� n�o aceitar um mestre
espiritual, como voc� poder� obter transcend�ncia... lhe ensinar�o aqui
e ali, aqui e ali, e voc� perder� tempo; Perda de tempo para o mestre e
tamb�m voc� perder� seu tempo valioso. Portanto, voc� tem que ser
guiado por um mestre espiritual experiente. Leia.” |
| Pradyumna: |
“K���a-d�k��di-�ik�a�am.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“�ik�a�am.
N�s temos que aprender. Se voc� n�o aprende, como poder� fazer
progresso? Ent�o?” |
| (�r�la Prabhup�da, conversa
no quarto, 27/1/1977, Bhubaneswar) |
Sik�� transcendental
� a ess�ncia de d�k��,
e isso est� muito evidente no bem
conhecido verso do Bhagavad-gita, 4.34, sobre o relacionamento entre
guru e disc�pulo. Neste verso, a palavra “upadeksyanti” � traduzida em
palavra por palavra como“iniciando”. Contudo, o verso afirma que esta
“inicia��o” requer um guru para “transmitir conhecimento”, e que isso
se faz acompanhar do desejo do disc�pulo de indagar. Conseq�entemente,
aqueles que advogam que �r�la
Prabhup�da � o sik��-guru
e n�o o d�k��
guru est�o enrolados numa armadilhalog�stica feita por eles mesmos.
Se �r�la
Prabhup�da � capaz de “transmitirconhecimento” mesmo
quando ele
n�o est� no planeta, ent�o por defini��o ele deve estar dando
divya-j�ana, conhecimento transcendental. Assim, se �r�la Prabhup�da
pode ser um sik��-guru
sem a necessidade de intera��o f�sica, ent�o por
que n�o poderia tamb�m ser d�k��?
� um absurdo argumentar que �r�la Prabhup�da
pode dar sik��
quando n�o est� no planeta se ele estiver
atuando como sik��-guru,
mas que ele n�o pode dar sik��
se mudarmos o
seu t�tulo. O pr�prio
fatode que ele
possa ser sik�� guru, ainda que n�o esteja neste
planeta, � a pr�pria
evid�nciade queele pode simultaneamente dar d�k��.
Alguns
indiv�duos t�m dado um outro passo argumentando que �r�la Prabhup�da
nem mesmo pode dar sik��
transcendental sem um corpo f�sico. Se este
fosse o caso, algu�m poderia se perguntar por que �r�la Prabhup�da
fez
tal esfor�o em escrever tantos livros e em estabelecer uma sociedade
com o �nico prop�sito de propag�-los durante os pr�ximos dez mil anos?
Se j� n�o � poss�vel receber instru��es transcendentais dos livros
de �r�la
Prabhup�da, ent�o por queestamos distribuindo-os? E por
que as
pessoas est�o ainda se rendendo simplesmente pela for�a deles?
8. “Voc� est� dizendo
que �r�la
Prabhup�da
n�o fez nenhum devoto puro?”
|
N�o,
tudo o que n�s estamos dizendo � que �r�la Prabhup�da
estabeleceu um
sistema
�tvik para que as inicia��es continuassem. Se �r�la Prabhup�da
fez devotos puros oun�o � algo irrelevante �sua instru��o final,que �
clara e inequ�voca. Como disc�pulos, nosso dever � simplesmente seguir
as instru��es do guru. � inapropriado abandonar as instru��es do guru e
em vezde segui-las especularquantos devotos puros existem ou
existir�o no futuro.
Mesmo aceitando o pior caso, que n�o haja
de fato devotos puros no presente, deve-se considerar a situa��o que
existiu depois da partida de �rila Bhaktisiddh�nta
Saraswati. Depois de
quase 40 anos, �r�la
Prabhup�da indicou que haviasomente um �c�rya
produzido pela Gaudiya Matha que era autorizado a iniciar:
“Na
realidade, entre todos os meus irm�os espirituais, nenhum � qualificado
para tornar-se �c�rya* [...] em vez de inspirar nossos
estudantes e
disc�pulos, eles podem eventualmente contamin�-los [...] eles s�o muito
competentes para causar danos ao nosso progresso natural.” (Carta
de �r�la
Prabhup�da para Rupanuga, 28/4/1974)
*(�r�la Prabhup�da
usava os termos “�c�rya”
e “guru” alternadamente):
“Eu
produzirei alguns gurus. Eu direi quem � guru.
‘Agora voc�
se torna �c�rya’ [...] voc� pode trapacear, mas
isso n�o ser� muito
efetivo. Apenas veja nossa Gaudiya Matha. Todos queriam ser gurus. Um
pequeno templo e ‘guru’. Que tipo de guru?” (�r�la Prabhup�da,
caminhada matinal, 22/4/1977)
Isso
poderia ser visto como uma condena��o ao trabalho de prega��o
de �rila
Bhaktisiddh�nta.
Portanto, seria extrema ignor�ncia argumentar que �rila Bhaktisiddh�nta
foi um “fracasso”. � bem conhecido o fato de que �rila Bhaktisiddh�nta
havia dito que se a sua miss�o somente produzisse
um devoto puro ele a consideraria um sucesso.
De qualquer forma,
a implementa��o do sistema �tvik
n�o descarta, a priori, a poss�vel
exist�ncia de devotos puros. H� v�rias circunst�ncias que podem
facilmente acomodar tanto �tviks
como devotos puros, por exemplo:
�r�la Prabhup�da pode
ter feito muitos devotos puros que n�o t�mdesejo de se
tornar d�k��
gurus. N�o h� evid�ncia que sugira que os devotos mais
avan�ados na ISKCON devem necessariamente ser aqueles indiv�duosque se
candidatam para as elei��es a cada ano. Estes devotos puros podem
simplesmente desejar humildemente auxiliar na miss�o de �r�la Prabhup�da.
Em nenhum lugar se afirma que � obrigat�rio que um devoto
puro se torne d�k��
guru. Tais pessoas estariam encantadas em trabalhar
dentro do sistema �tvik
se essa for a ordem do seu guru.
�r�la Prabhup�da poderia
desejar um grande n�mero de gurus instrutores, mas
n�o necessariamente mais gurus iniciadores. Isso est� de acordo com a
instru��o citada anteriormente para que todos se tornem sik��-gurus,
e
com a advert�ncia de �r�la
Prabhup�da para n�o aceitem disc�pulos.
Tamb�m estaria de acordo com o fato de que �r�la Prabhup�da
sozinho j�
havia conseguido sucesso em suamiss�o:
| Convidado: |
“... O senhor planeja
escolher um sucessor?” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Isso j� � um sucesso.” |
| Convidado: |
“Mas deve ter algu�m que o
senhor conhe�a, e que seja necess�rio para tomar conta de tudo.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Sim. N�s estamos criando.
Estamos criando aqueles devotos que ir�o tomar conta.” |
| Hanum�n: |
“O que este cavalheiro
est� dizendo, e eu gostaria de saber, � qual o nome de seu sucessor ou
quem ser� o sucessor ...” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Meu sucesso est� sempre
presente.” |
(Conversa
no quarto �r�la
Prabhup�da, 12/2/1975, M�xico)
|
“Ent�o,
n�o h� nada novo a ser dito. Tudo o que havia para falar eu j� falei em
meus livros. Agora voc�s tentem entender isso e continuem seus
esfor�os. Se eu estiver ou n�o presente, isso n�o importa.” (�r�la Prabhup�da,
chegada conversa, 17/5/1977, V�nd�vana)
| Rep�rter: |
“O que ir�
acontecer com o Movimento nos Estados Unidos depois que o senhor
morrer?” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Eu
nunca morrerei.” |
| Devotos: |
“Jaya! Haribol!” (risos)
|
| �r�la
Prabhup�da: |
“Eu
viverei em meus livros e voc�s os utilizar�o.” |
| (confer�ncia com a imprensa, 16/7/1975, S�o
Francisco) |
| Rep�rter: |
“O senhor
est� treinando um sucessor?” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Sim, meu
Guru-Mah�r�ja
est� aqui.” |
| (confer�ncia com a imprensa, 16/7/1975, S�o
Francisco) |
“Apenas
o Senhor Caitanya pode tomar meu lugar. Ele ir� tomar conta do
Movimento.” (�r�la
Prabhup�da,
conversa no quarto, 2/11/1977)
| Rep�rter: |
“O que ir�
acontecer quando chegar o momento inevit�vel e a necessidade de um
sucessor?” |
| R�mesvara: |
“Ele est� perguntando
sobre o futuro, quem ir� liderar o Movimento no futuro?” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Eles ir�o guiar; eu estou
treinando-os.” |
| Rep�rter: |
“Mas
haver� um l�der espiritual?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“N�o, Eu estou treinando o
GBC, 18 pelo mundo todo.” |
| (�r�la Prabhup�da,
entrevista, 10/6/1976, Los Angeles) |
Rep�rter:
|
“O senhor espera
nomear uma pessoa como seu sucessor ou j� o fez?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“N�o estou ponderando
sobre isso agora. Mas n�o h� necessidade de uma pessoa.” |
| (�r�la Prabhup�da,
conversa no quarto, 4/6/1976, Los Angeles) |
Rep�rter:
|
“Eu
estou curioso para saber se ele tem um sucessor para fazer... o senhor
tem um sucessor para tomar o seu lugar quando o senhor morrer?” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“N�o, ainda
n�o est� estabelecido . Ainda n�o est� estabelecido.” |
| Rep�rter: |
“Ent�o,
qual � o processo? Os Hare
K���as seriam...” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“N�s temos
secret�rios. Eles est�o administrando.” |
| (Entrevista com �r�la Prabhup�da,
14/7/1976, Nova Iorque) |
O
fato de �r�la
Prabhup�da n�o ter autorizadoqualquer de seus disc�pulos
para atuar como d�k��
guru n�o significa necessariamente que nenhum
deles era devoto puro. Pode ser apenas o plano de K���a que nenhum
deles aceite tal papel. Ainda assim os seguidores de �r�la Prabhup�da
possuem uma importante papel a executar, assim como quando ele estava
fisicamente presente no planeta, ou seja, atuar como seus
assistentes,n�o como sucessores �c�ryas:
“Todos
os membros do GBC devem ser gurus instrutores. Eu sou o guru
iniciador e voc�s devem ser os gurus instrutores, ensinando o
que
eu estou ensinando, e fazendo o que eu estou fazendo.” (�r�la Prabhup�da,
carta para Madhudvisa, 4/8/1975)
“�s vezes o d�k��
guru n�o est� sempre presente. Portanto, pode-se adquirir conhecimento
einstru��o de um devoto avan�ado. Este � chamado sik�� guru.” (�r�la Prabhup�da,
palestra sobre o Bg. 4/7/1974, Honolulu)
Assim,
se �r�la
Prabhup�da algum devoto puro ou n�o � irrelevante,o fato �
que
ele estabeleceu o sistema �tvik.
Apesar do d�k��
guru no momento n�o
estar presente fisicamente, isso n�o significa que ele n�o
seja d�k��
guru. Na sua aus�ncia se espera que n�s recebamos instru��es
de sik��-gurus
fidedignos, que eventualmente podem ser milh�es.
9.
“Enquanto um guru estiver seguindo estritamente, n�o importa
qu�o
avan�ado ele seja, eventualmente ele ir� se tornar qualificado e levar
disc�pulos de volta para o Supremo.”
|
Como
foi discutido anteriormente, a fim de atuar como d�k��
guru deve-se
primeiramente alcan�ar a mais elevada plataforma de servi�o devocional,
e assim tornar-se um mah�-bh�gavata. Ent�o ele
necessita ser autorizado
pelo �c�rya
predecessor para iniciar. Esta filosofia sobre o guru �
como um cheque pr�-datado, e � uma especula��o ofensiva, como
a
seguinte ilustra��o:
“Embora
P�thu Mah�r�ja fosse
de fato uma encarna��o da Suprema Personalidade de
Deus, ele rejeitou aquelas honrarias porque as qualidades da Pessoa
Suprema ainda n�o estavam manifestas nele. Ele queria
enfatizar
que algu�m que na realidade n�o possui estas qualidades n�o deve tentar
ocupar a seus seguidores e devotos em oferecer-lhe gl�ria por causa
delas, ainda que estas qualidades possam ser manifestadas no futuro. Se
um homem que de fato n�o possui os atributos de uma grande
personalidade ocupa seus seguidores em seu louvor com a
expectativa de que tais atributos ir�o se desenvolver no futuro, tal
tipo de adora��o � na realidade um insulto.”
(SB,
4.15.23, significado)
Assim
como seria um insulto dirigir-se a um homem cego como
tendo“olhos-de-l�tus”, dirigir-se a uma alma condicionada e dizer-lhe
que � como Deus (GII,
p.15,
ponto 8) � similarmente ofensivo; n�o apenas � pessoa que est�
falsamente sendo elogiada, mas tamb�m � ofensivo � sucess�o discipular
pura, constitu�da por almas de fato realizadas e pelo pr�prio Senhor
Supremo.
“Seguir estritamente” � o processo pelo qual o
disc�pulo avan�a, n�ouma qualifica��o em si. Devotos freq�entemente
confundem o processo com a qualifica��o,
e mesmo algumas vezes pregam que s�o a mesma coisa. Apenas porque
algu�m est� seguindo estritamente isso n�o significa que seja maha-
bhagavata, ou que seu pr�prio mestre espiritual pediu que ele
iniciasse; e se um disc�pulo come�a a iniciar antes de ser
apropriadamente qualificado e autorizado, ele certamente tampoucoest�
“seguindo estritamente”.
Algumas vezes devotos citam o texto 5 do N�ctar da Instru��o
(coment�rio) para provar que “um vaisnava ne�fito ou um vaisnava na
plataforma intermedi�ria tamb�m pode aceitar disc�pulos...”. Por alguma
raz�o, eles n�o observam o resto da frase, que adverte aos disc�pulos
de taisgurus que “eles
n�o podem avan�ar muito bem em dire��o � meta �ltima da vida
sob sua orienta��o insuficiente.” Mais adiante est�
afirmado:
“Portanto, o disc�pulo deve ser
cuidadoso em aceitar um uttama-adhik�ri como um mestre
espiritual.”
Gurus desqualificados tamb�m s�o advertidos:
“Ningu�mdeve se tornar um mestre
espiritual a menos que ele tenha alcan�ado a
plataforma de uttama-adhik�ri” (O N�ctar da Instru��o,
texto 5, significado).
Se
um guru est� oferecendo apenas uma “orienta��o insuficiente”, ele n�o
pode, por defini��o, ser um d�k��
guru, uma vez que isso requer a
transmiss�o de pleno divya-j�ana. Insuficiente significa que n�o � o
bastante. � auto-evidente que provavelmente � melhor que gurus
iniciadores que n�o podem ajudaralgu�m a “avan�ar muito bem” sejam
completamente evitados .
10.
“O sistema
�tvik por defini��o significa o final da sucess�o
discipular.”
|
A
sucess�o discipular ou guru parampar� � eterna; par�-la
est� fora de
cogita��o. De acordo com �r�la Prabhup�da,
o movimento de sankirtana
(e
por conseguinte a ISKCON) ir� existir apenas pelos pr�ximos 9500 anos.
Comparado com a eternidade, 9500 anos n�o s�o nada, apenas algo
irris�rio no tempo c�smico. Este parece ser o per�odo de tempo durante
o qual �r�la
Prabhup�da dever� permanecer como o “corrente elo” na
ISKCON, a n�o ser que ele ou K���a revogue a
ordem do dia 9 de Julho,
ou alguma circunst�ncia externa torne a ordem imposs�vel de ser seguida
(como uma total aniquila��o termo-nuclear).
�c�ryas
anteriores
t�m ficado na corrente por longos per�odos de tempo; milhares (�r�la
Vy�sadeva) ou mesmo milh�es de anos (veja a cita��o
abaixo). N�s n�o
vemos raz�o para que a dura��o do reinado de �r�la Prabhup�da
como o
“corrente elo ”- mesmo que isso se estendaat� o fim do Movimento de
Sankirtana-seja um problema em particular.
“A
respeito do sistema de parampara: n�o h� nada para se maravilhar quando
se v�grandes espa�os de tempo [...] n�s encontramos no Bhagavad-g�t�
que o Git� foi ensinado ao deus do
Solv�rios milh�es de anos atr�s,
por�m K���a somente mencionou tr�s nomes
neste sistema de parampara,
chamados: Vivasvan, Manu e Iksvaku; por�m estes espa�os de tempo n�o
apresentam nenhum obst�culo para entender o sistema de parampara; temos
que aceitar o �c�rya proeminente e segui-lo [...] n�s
temos que
aceitar o �c�rya autorizado em qualquer
que seja a samprad�ya a que perten�amos.” (Carta
de �r�la
Prabhup�da para Dayananda, 12/4/1968)
A
ordem do dia 9 de Julho � importante, uma vez que significa
que �r�la
Prabhup�da ser� o �c�rya
proeminente-pelo menos para os membros da
ISKCON- por tanto tempo quanto a Sociedade exista. Apenas pela
interven��o direta de �r�la
Prabhup�da ou de K���a poder� ser
revogada
a ordem final (tal interven��o necessariamente dever� pelo menos ser
t�o clara e inequ�voca como uma diretriz assinada e enviada para toda a
Sociedade). Desta forma, at� que uma contra-instru��o seja dada, a
ci�ncia do servi�o devocional dever� continuar a ser transmitida
diretamente por �r�la
Prabhup�da para as sucessivas gera��es de seus
disc�pulos. Uma vez que este � um fen�meno comum em nossa sucess�o
discipular, n�o h� causa para alarme. A sucess�o discipular somente
pode ser considerada “acabada” se essa ci�ncia do servi�o devocional
estiver perdida. Em tais ocasi�es, geralmente o Senhor K���a
pessoalmente desce para reestabelecer os princ�pios da religi�o.
Enquanto os livros de �r�la
Prabhup�da estiverem em circula��o, essa
“ci�ncia” permanecer� vigorosamente intacta e perfeitamente acess�vel.
11.
“O sistema
�tvik significa o fim da rela��o guru-disc�pulo, a qual
tem sido a tradi��o por milhares de anos.”
|
O
sistema
�tvik envolve a conex�o de um n�mero
potencialmente
ilimitado de disc�pulos sinceros com o maior �c�rya
que j�
aben�oou a Terra para sempre, chamado �r�la Prabhup�da.
Estes
disc�pulos ter�o um relacionamento com �r�la Prabhup�da
baseado nos
estudos dos seus livros e servindo-o na sua Sociedade, onde h� ampla
oportunidade para que exista um ilimitado n�mero de rela��es entre
disc�pulos e sik��
gurus. Em que sentido significa que isso acabaria
com a tradi��o guru-disc�pulo?
Os detalhes de como o
relacionamento entre o d�k��
guru e o disc�pulo � formalmente realizado
pode ser adaptado por um �c�rya
de acordo com o tempo, lugar e
circunst�ncia, mas o princ�pio permanece o mesmo:
“�r�m�n
V�rar�ghav�c�rya, um �c�rya
da sucess�o discipular da R�m�nuja
Samprad�ya, observou em seu coment�rio que os candalas, ou
almas
condicionadas que nascem na classe inferior �quela das fam�lias sudra,
tamb�m podem ser iniciados de acordo com as circunst�ncias.
As
formalida depodem ligeiramente ser modificadas aqui e ali para
torn�-los Vaisnavas.” (SB, 4.8.54,
significado)
Similarmente,
este princ�pio de aceitar inicia��o de um mestre espiritual fidedigno
n�o � demodo algum diminu�do ou comprometido pelo sistema �tvik.
Algumas
pessoas indicam que os gurus tradicionais que vivem em vilarejos na
�ndia s�o um modelo para a ISKCON. Cada guru tem uns poucos disc�pulos
que s�o por ele treinados pessoalmente. No entanto, por mais c�modo que
isso possa parecer, nem remotamente tem algo a ver com a miss�o mundial
predita pelo Senhor Caitanya e estabelecida por �r�la Prabhup�da.
Dentro desta Miss�o, �r�la
Prabhup�da � o �c�rya
com milhares, e
potencialmente milh�es, de disc�pulos. �r�la Prabhup�da
estabeleceu um
movimento mundial atrav�s do qual qualquer um pode se “aproximar”,
“servi-lo” e “indagar” dele em qualquer lugar do mundo. Por que n�s
desejar�amos introduzir um sistema de guru como o dos vilarejos da
�ndia dento da ISKCON, quandon�o foi isso o que �r�la Prabhup�da
ordenou ou estabeleceu?
Se cada um meditar em centenas de
diferentes gurus com diferentes pontos de vista, opini�es e n�veis de
realiza��o, como poderia haver unidade? Em vez desta abordagem da vida
espiritual como se fosse uma loteria, como n�s demonstramos, �r�la Prabhup�da
nos deu um sistema seguro que facilitava a rendi��o
diretamente a ele, que � 100% garantido. N�s sabemos que ele nunca ir�
nos decepcionar, e deste modo a ISKCON ir� permanecer unida, n�o apenas
no nome, mas em consci�ncia.
Alguns devotos sentem que sem a
sucess�o de gurus iniciadores que estejam vivos e fisicamente
presentes, a ci�ncia do servi�o devocional ser� perdida. No
entanto,este princ�pio nunca foi dito sequer uma vez por �r�la Prabhup�da,
e assim n�o pode existir em nossa filosofia. Enquanto o
sistema
�tvik permanecer em vigor (uma vez que seja reinstitu�do,
obviamente) haver� uma sucess�o de sik��-gurus
vivos atuando em nome do mah�-bh�gavata
que tamb�m est� vivo, embora n�o esteja fisicamente
presente. Enquanto esses sik��-gurus
n�o mudarem nada, inventarem
filosofia, desobedecerem �s ordens importantes e desautorizadamente se
apresentarem como d�k��
gurus, a exist�ncia do servi�o devocional ir�
permanecer perfeitamente intacta. Se tal mau comportamento obstru�sse a
ci�ncia imperec�vel de bhakti, ent�o K���a certamente
interviria de
algum modo, talvez enviando novamente um residente de Goloka para
reestabelecer uma nova Sociedade fidedigna. Vamos trabalhar juntos para
assegurar que isso n�o ser� necess�rio.
12.
“�tviks
n�o s�o o meio regular para conduzir se a sucess�o
discipular. A maneira apropriada para fazer isso � ter um
guru
ensinando o disc�pulo tudo o que ele necessite para saber
sobre K���a,
enquanto fisicamente presente. Uma vez que o guru abandone o planeta, �
deverde todos os seus disc�pulos estritos imediatamente come�ar a
iniciar seus pr�prios disc�pulos, assim levando adiante a sucess�o
discipular. Este � o modo regular de fazer as coisas.”
|
Deixando
de lado dois importantes pr�-requisitos para algu�m que d� inicia��es
(autoriza��o e qualifica��o), � claro que a atividade de d�k��
dentro
do nosso parampar�
� imensamente diversa. N�s temos observado
queviola��es do assim chamado “sistema regular” se enquadram em cinco
categorias b�sicas, apesar de n�s n�o negarmos que pode haver muitas
outras
(a) Intervalos
S�o
ocasi�es quando um �c�rya
no parampara parte, e n�o h� um elo seguinte
para come�ar a dar inicia��es imediatamente; ou a pessoa que se
tornaria o pr�ximo elo n�o recebe imediatamente a autoriza��o de seu
mestre espiritual para dar inicia��o depois de sua partida. Por
exemplo, h� um intervalo de cerca de vinte anos entre a partida
de �rila Bhaktisiddh�nta
e a pr�xima inicia��o fidedigna em nossa samprad�ya. Intervalos de
mais do que cem anos n�o s�o incomuns entre
os membros da sucess�o discipular.
(b) Intervalos reversos
S�o
ocasi�es quando um �c�rya
ainda n�o deixou o planeta antes de seus
disc�pulos come�arem a dar inicia��es. O Senhor Brahma, por exemplo,
n�o havia deixado seu corpo, e ainda assim gera��es de gurus sucessores
iniciaram muitos milh�es de disc�pulos. �rila Bhaktisiddh�nta
iniciou
quando �rila
Bhaktivinoda e �rila
Goura Kisora estavam fisicamente
presentes. De acordo com o texto GII
(p. 23), isso � um fen�meno comum
na nossa samprad�ya.
(c) Elos
como sik�� guru/d�k��
guru
H�
exemplos de um disc�pulo aceitar um �c�rya
como seu mestre espiritual
ap�s este ter deixado o planeta. Se o �c�rya
que partiu � um sik��
guru
ou d�k��
guru para o disc�pulo � dif�cil de discernir. �r�la Prabhup�da
geralmente n�o especificava a precisa natureza destas intera��es
espirituais. Por exemplo, a exata natureza do relacionamento entre
�r�la
Visvanatha Cakravarti �h�kura
e Narottama Dasa �h�kura,
que
viveram cerca de cem anos distantes, n�o � detalhada por �r�la Prabhup�da.
N�s poder�amos chamar issoum relacionamento sik��,
mas isso
� especula��o, uma vez que �r�la Prabhup�da
simplesmente diz:
“�r�la Narottama
d�sa �h�kura aceitou �r�la Visvan�tha Cakravarti como seu servo.”
(Cc. �di-l�l�, 1)
“... Visvan�tha
Cakravarti �h�kura. Ele aceitou seu guru, Narottama
d�sa �h�kura.” (�r�la Prabhup�da,
palestra sobre o SB, 17/4/1976, Bombay)
Apesar
de tais disc�pulos normalmente passarem por algum tipo de cerim�nia com
algu�m que est� fisicamente presente, isso n�o quer dizer que
o �c�rya
que j�partiu n�o seja seu d�k��
guru; assim como em uma cerim�nia �tvik
n�o significa que o �tvik
ou o presidente de templo se torne o d�k��
guru. Tamb�m � um fato que tais disc�pulos geralmente obtinhampermiss�o
de uma autoridade que estava presente fisicamente para aceitar seu
sad-guru , que n�o estava presente. De uma maneira similar, quando o
sistema
�tvik for reestabelecido, os novos disc�pulos de �r�la Prabhup�da
primeiramente obter�o a permiss�o do presidente de templo e
do
�tvik antes de serem iniciados.
(d) Modo de inicia��o
S�o
formas an�malas de inicia��o, ondeformas �nicas ou inconceb�veis de
transmiss�o de d�k��
ocorreram. Por exemplo, o Senhor K���a para o
Senhor Brahma; ou o Senhor Caitanya sussurrando no ouvido de um
budista. D�k��
interplanet�ria pode tamb�m estar sob esta categoria.
Isso � quando as personalidades d�o inicia��o-ou transmitem d�k��-
para
um disc�pulo que reside em um planeta diferente, como o exemplo de Manu
para Iksvaku no Bhagavad-g�t�
(4.1).
(e) Sistemas de sucessores:
Refere-se
a diferentes sistemas de �c�ryas
sucessores dentro de nossa samprad�ya.
Por exemplo, �rila
Bhaktivinoda adotou o sistema de sucessor com um
“poderoso filho vaisnava”. �rila Bhaktisiddh�nta
idealizou um sistema
de sucessor com um “�c�rya
auto-refulgente”. At� onde podemos
determinar, �r�la
Prabhup�da deixou no seu lugar o sistema “�tvik
–representante do �c�rya
com o prop�sito de executar as inicia��es,
segundo o qual “os novos
devotos iniciados s�o disc�pulos de Sua Divina Gra�a, A. C.
Bhaktivedanta Swami Prabhup�da”. O atual sistema
favorecido pelo GBC � um “sistema de m�ltiplos �c�ryas
sucessores”.
Est�
bem claro que a abordagem de cada �c�rya
� �nica; ent�o, falar sobre um
“sistema regular” para continuar o
parampar�
� praticamente sem sentido.
13.
“Se n�s adotarmos o sistema �tvik, o qu� iria imperdir-nos de
aceitar
inicia��o de qualquer �c�rya anterior, como por
exemplo �r�la Bhaktisiddh�nta?”
|
Duas coisas impedem esta op��o de ser v�lida :
(a) �rila Bhaktisiddh�nta
e outros �c�rya
anteriores n�o autorizaram o sistema �tvik
para funcionar “daqui para frente”.
(b) N�s
devemos nos aproximar do elo corrente:
““...
a fim de receber amensagem real do �rimad
Bh�gavatam, deve-se aproximar
do elo corrente, ou mestre espiritual na corrente de sucess�o
discipular.” (SB,
2.9.7, coment�rio)
� auto-evidente que �r�la
Prabhup�da � o samprad�ya-�c�rya
sucessor de �rila Bhaktisiddh�nta. �r�la Prabhup�da
� portanto o nosso
elo corrente, sendo a pessoa correta para nos aproximar para inicia��o.
14.
“Para algu�m ser o elo corrente ele deve estar presente fisicamente.”
|
�r�la
Prabhup�da nunca
fez tal afirma��o. the above injunction.
Ent�o, vamos analisar: pode um mestre espiritual ser “corrente” se
estiver fisicamente ausente?
(a)
O termo “elo corrente (current link)” � apenas usado em uma passagem
nos livros de �r�la
Prabhup�da; n�o h� refer�ncia a presen�a f�sica
adjacente ao termo. Se a presen�a f�sica fosse essencial, certamente
teria sido mencionada.
(b) Nos
dicion�rios as defini��es da palavra “corrente(current)” n�o se referem
� presen�a f�sica.
(c) Nos
dicion�rios as defini��es da palavra “corrente(current)” podem ser
prontamente aplicadas a um mestre espiritual fisicamente ausente e seus
livros: “mais recente”, “comumente conhecido, praticado ou aceito”,
“muito divulgado”, “circulando e v�lido no presente” (Collings English
Dictionary).
At� onde vemos, todas as defini��es acima podem ser aplicadas
a �r�la
Prabhup�da e aos seus
livros.
(d) O
pr�prio prop�sito de se aproximar do “elo corrente” pode ser plenamente
satisfeito lendo os livros de �r�la Prabhup�da:
“...
a fim de receber a verdadeira mensagem do �r�mad-Bh�gavatam, deve-se
aproximar do elo corrente, ou mestre espiritual na corrente de sucess�o
discipular.” (SB,
2.9.7, coment�rio)
(e) �r�la Prabhup�da
tamb�m usa o termo “�c�rya
imediato” como sin�nimo de “elo corrente”. A palavra “imediato”
significa:
“Sem interfer�ncia de
intermedi�rio”, “mais pr�ximo ou mais direto em efeito ou
relacionamento” (Collins English Dictionary).
Estas
defini��es legitimamum relacionamento direto com �r�la Prabhup�da
sem a
necessidade de intermedi�rios, novamente sem liga��o com a presen�a
f�sica ou n�o.
(f) Uma
vez que h� exemplos de certos disc�pulos iniciando enquanto seu guru
ainda estava no planeta, parece r que n�o existe uma rela��o direta
entre o status do elo corrente e a sua presen�a ou aus�ncia f�sica. Em
outras palavras, se � poss�vel ser o pr�ximo elo corrente mesmo
enquanto seu pr�prio guru est� presente fisicamente, por que n�o
poderia ser poss�vel para um �c�rya
que se fora do planeta permanecer o
elo corrente?
Em conclus�o, n�s n�o vemos evid�ncia que sugira
que o surgimentode um elo correnteesteja baseado ou em considera��es
f�sicas ou n�o-f�sicas.
15.
“Todos os irm�os espirituais de �r�la Prabhup�da
se tornaram �c�ryas
iniciadores ap�s o desaparecimento de �rila Bhaktisiddh�nta,
ent�o o
que est� errado se os disc�pulos de �r�la Prabhup�da
fazem o mesmo?”
|
Ao
apresentarem-se como �c�ryas
iniciadores, os disc�pulos de �rila Bhaktisiddh�nta
desafiaram diretamente a ordem final de seu mestre
espiritual (para formar um GBC e esperar por um �c�rya
auto-refulgente). �r�la
Prabhup�da condenou inteiramente a
insubordina��o de seus irm�os espirituais, descrevendo-os como in�teis
para pregar, o que dizer para dar inicia��o:
“Entre meus irm�os espirituais,
nenhum � qualificado para se tornar
�c�rya.”
(�r�la Prabhup�da,
carta para Rupanuga, 28/4/1974)
“Em
geral, voc� talvez saiba que ele (Bon Mah�r�ja) n�o � uma pessoa
liberada, portanto ele n�o pode iniciarpessoa na Consci�ncia
de K���a.
Isso requer uma b�n��o especial de autoridades superiores.” (�r�la Prabhup�da,
carta para Janardana, 26/4/1968)
“Se
todos simplesmente come�arem a dar inicia��o, o resultado ser�
contr�rio. Enquanto isso continuar, haver� somente fracasso.”
(�r�la
Prabhup�da,
Phalgun K���a Panchami, verso
23, 1961)
N�s
podemos ver em recentes experi�ncias quanto preju�zo uma destas
personalidades pode causar � miss�o de �r�la Prabhup�da.
N�s
sugerimosrespeito de uma dist�ncia t�o grande quanto poss�vel.
Certamente, n�s n�o podemos tom�-los comomodelos de como um disc�pulo
deve levar adiante a miss�o de seu mestre espiritual. Eles destru�ram a
miss�o de seu mestre espiritual , e s�o mais do que capazes de fazer o
mesmo com a ISKCON se n�s deixarmos.
Com
respeito ao sistema de gurus da Gaudiya Matha, talvez seja o
�nico precedente hist�rico ao qual o M.A.S.S. possa se referir; e
tamb�m este sistema foi estabelecido de um desafio direto �s claras
ordens de seu fundador-�c�rya.
16.
“Quando �r�la
Prabhup�da disse que eles n�o deveriam ser �c�ryas,
ele quis dizer com um “A” mai�sculo. Ou seja, um �c�rya
que
dirija uma institui��o.”
|
Quando � que �r�la
Prabhup�da diferenciou �c�ryas
com um “A” mai�sculo de um “a”
min�sculo? Onde � que �r�la
Prabhup�da fala de um tipo espec�fico de �c�ryas
que podem liderar institui��es e indique que h� esp�cies
inferiores que por alguma incapacidade n�o podem faz�-lo?
17.
“� comumente compreendido que h� tr�s tipos de �c�ryas.
Todos na ISKCON aceitam isso.”
|
Mas
esta id�ia nunca foi ensinada por �r�la Prabhup�da.
Ela foi introduzida
por Pradyumna dasa em uma carta para Satsvarupa dasa Goswami, datada de
7/8/1978. Esta carta foi mais tarde reimpressa no texto “Under My Order”
(Ravindra-svarupa dasa, 1985) e foi usada como um dos pilares para as
teses do texto sobre como o sistema de gurus na ISKCON deveria ser
reformado. Por sua vez, este texto “On
My Order Understood”
(GBC 1995) forma a base da doutrina sobre as inicia��es (como j�
mencionamos na introdu��o, p.xiii) no texto GII. Este texto levou �
transforma��o do sistema de �c�rya
regional em sua forma do M.A.S.S.
atual:
“Eu
peguei esta defini��o de �c�rya de uma carta do dia 7
de agosto
de 1978 de Pradyumna para Satsvarupa Dasa Goswami. O leitor dever�
agora voltar-se para esta carta (a qual eu anexei), para um
estudo cuidadoso.” (Under
My Order, Ravindra-svarupa dasa, Agosto de 1985)
Nesta carta Pradyumna explica que a palavra “�c�rya ” pode ser
considerada em tr�s sentidos:
1. Aquele
quem pratica o que prega.
2. Aquele
que concede inicia��o a um disc�pulo.
3. O l�der
espiritual de uma institui��o e que foi especificamente apontado
pelo �c�rya
anterior para ser o seu sucessor.
N�s aceitamos a defini��o 1,
uma vez que �r�la
Prabhup�da costuma us�-la. Esta defini��o dever�
automaticamente aplicar-se a um pregador efetivo, seja ele sik��
guru
ou d�k��
guru.
Seguindo com a defini��o 2:
Pradyumna explica que este tipo de �c�rya
pode iniciar disc�pulos e ser
referido como �c�ryadeva, mas apenas
por seus disc�pulos:
“Qualquer
um que concede inicia��o ou � um guru pode ser chamado“�c�ryadeva”,
etc. apenas pelos seus disc�pulos. Quem quer que o tenha
aceitado
como guru dever� d�-lo todos os respeitosem todos os aspectos, mas isso
n�o se aplica �queles que n�o s�o seus disc�pulos.”
(Pradyumna dasa, 7/8/1978)
Isso � uma inven��o.
Em nenhum lugar �r�la
Prabhup�da jamais descreveu que um guru cuja
natureza � absoluta deva apenas ser reconhecidopelos seus pr�prios
disc�pulos, e n�o pelomundo em geral, ou mesmo por outros vaisnavas da
mesma linha. Vamos ver como �r�la Prabhup�da
define a palavra �c�ryadeva. Os seguintes
excertos da oferenda de Vyasa Puja foram
impressos na Ci�ncia da
auto-realiza��o (“SSR”), Cap�tulo 2, onde ele usa o termo
em rela��o ao seu pr�prio mestre espiritual, �r�la Bhaktisiddh�nta:
“O guru, ou �c�ryadeva,
como n�s aprendemos das escritura fidedignas, entrega a mensagem do
mundo absoluto...”
“..
quando n�s falamos do princ�pio fundamental de gurudeva,
ou �c�ryadeva,
n�s falamos de algo que temaplica��o universal.”
“O �c�ryadeva
por quem n�s estamos reunidos esta noite para
oferecer nossas humildes homenagens n�o � o guru de uma institui��o
sect�ria ou apenas mais um entre tantos diferentes expoentes da
verdade. Pelo contr�rio, ele � o jagad-guru, ou o guru de
todos
n�s.” (SSR,
Cap. 2)
A forma como �r�la
Prabhup�da usa e define a palavra “�c�ryadeva”
� diametralmente oposta �quela de Pradyumna. Est� impl�cito no que
Pradyumna diz que o termo “�c�ryadeva”
pode ser falsamente aplicado a pessoas que n�o est�o de fato naquela
plataforma elevada. Assim, ele relativiza a posi��o absoluta
do d�k��
guru.
O termo “�c�ryadeva”
pode apenas ser aplicado a algu�m que de fato � o “guru de todos n�s”,
algu�m que deve ser adorado pelo mundo inteiro:
“...
ele � conhecido como sendo a manifesta��o direta do Senhor e um genu�no
representante de �ri Nity�nanda Prabhu.
Tal mestre espiritual �
conhecido como �c�ryadeva.”
(Cc. �di-l�l�, 1.46, coment�rio)
Na defini��o 3 Pradyumna explica que a palavra “�c�rya”
indica o l�der de uma institui��o, e que este significado � bem
espec�fico:
“Isso
n�o significa qualquer um; significa apenas quem
foi
especificamente apontado pelo �c�rya anterior para ser o
sucessor acima de todos os outros como l�der da institui��o
espiritual. [...] essa � a tradi��o estrita em toda a
Gaudiya-Samprad�ya.”
(Carta de Pradyumna, para Satsvarupa dasa Goswami,
7/8/1978)
N�s
certamente concordamos que para dar inicia��o algu�m deve primeiramente
ser autorizado pelo �c�rya
anterior (um pontoque n�o � sequer
mencionado na explica��o que da defini��o 2):
“Deve-se
aceitar inicia��o de um mestre espiritual fidedigno vindo na
sucess�o discipular e que � autorizado pelo seu mestre
espiritual
predecessor.” (SB,
4.8.54, coment�rio)
Todavia,
que isso tem a ver com ocupar a posi��o de l�der de uma institui��o
espiritual � bastante confuso, j� que �r�la Prabhup�da
� o �c�rya
de
uma institui��o inteiramente separada daquela de seu Guru-Mah�r�ja.
Ent�o, de acordo com a filosofia de Pradyumna, a posi��o de �r�la Prabhup�da
como �c�rya
somente poderia se enquadrar na defini��o 2.
Qualquer que seja a “tradi��o estrita” a que se refere Pradyumna, ela
certamente, jamais fora mencionada por �r�la Prabhup�da,
e assim n�s
poderemos seguramente descart�-la. Mais abaixo n�s vemos exatamente de
onde foi que Pradyumna tirou essas insidiosas id�ias:
“De
fato, nas diferentes Gaudiya Mathas mesmo se um irm�o espiritual
estiver na posi��o de �c�rya, ele freq�entemente por
humildade aceita
apenas um numtecido leve como asana, nada mais elevado.” (Carta
de Pradyumna, para Satsvarupa dasa Goswami, 7/8/1978)
Nenhum
dos irm�os espirituais de �r�la Prabhup�da
era um �c�rya
autorizado.
Poderia se pensar que verdadeira humildade se traduziria em abandonar
uma atividade desautorizada, qualquer que fosse, e reconhecendo a
eminente posi��o de �r�la
Prabhup�da, render-se ao verdadeiro
Jagad-guru. Infelizmente, poucos membros da Gaudiya Matha fizeram isso.
O fato de Pradyumna citar estas pessoas comoexemplos fidedignos
significa que ele est� mais uma vez denegrindo a posi��o do verdadeiro
�c�ryadeva.
“Com
respeito a Bhakti Puri e Tirtha Mah�r�j,
eles s�o meus irm�os
espirituais e devem ser respeitados. Mas voc� n�o dever� ter nenhuma
conex�o �ntima com eles, uma vez que t�m agido
contra as
ordens de meu guru-mah�r�ja.” (Carta
de �r�la
Prabhup�da para Pradyumna, 17/2/1968)
�
vergonhoso que Pradyumna Prabhu tenha ignorado esta instru��o direta de
seu guru-Mah�r�ja,
e � muito extraordin�rio que esta vis�o desviante
forme o “siddhanta” do atual sistema de guru dentro da ISKCON.
Assim,
quando �r�la
Prabhup�da disse que nenhum de seus irm�os espirituais era
qualificado para se tornar �c�rya,
se ele estava se referindo �
defini��o 1
ou 3 �
algo irrelevante. Se eles n�o eram qualificados de acordo com a
defini��o 1,
ent�o isso significa que eles n�o ensinavam pelo exemplo, o qual
automaticamente os desqualifica para a defini��o 3, e por conseguinte
para dar inicia��o. E se eles n�o estavam qualificados de acordo com a
defini��o 3,
ent�o eles n�o eram autorizados, e portanto mais uma vez tampouco
poderiam dar inicia��o.
Em Conclus�o:
(a) Todos
os pregadores devem aspirar se tornar �c�rya
de acordo com a defini��o 1,
ou sik��
guru.
(b) A
elabora��o da defini��o 2
por Pradyumna dasa � completamente falsa. � proibido para qualquer um,
disc�pulo ou n�o, considerar um guru fidedigno ou �c�ryadeva uma pessoa
comum. E se de fato ele for um homem comum, ent�o ele n�o poder�
iniciar ningu�m,tampouco ser referido como �c�ryadeva.
Al�m
disso, aqui n�o h� men��o da necessidade de se receber
espec�fica
autoriza��o do �c�rya
predecessor na sucess�o discipular, sem a qual
ningu�m pode dar inicia��o.
(c) A
defini��o 3
trata do �nico o tipo de �c�rya
que pode iniciar; ou seja, algu�m que
tenha sido autorizado pelo �c�rya
de sua pr�pria samprad�ya, seu mestre
espiritual. Tendo sido ent�o autorizado, elepode ou n�o liderar uma
institui��o, o que � irrelevante.
Dentro da ISKCON todos os devotos s�o instru�dos a se tornar �c�rya
de acordo com a defini��o 1:
ensinando atrav�s do exemplo como sik��
gurus. Um bom come�o no
caminho para se tornar este tipo de �c�rya
� come�ar a seguir
estritamente as ordens do mestre espiritual.
18.
“Isso parece um pequeno ponto, ent�o como estas id�ias sobre
os �c�ryas
poderiam ter causado algum significativo efeito
adverso na
ISKCON?”
|
De fato, a relativiza��o do d�k��
guru iniciador levou �muitas confus�es dentro da ISKCON. Alguns
gurus da ISKCON dizem que eles est�o levando seus disc�pulos “de volta
ao Supremo” atuando como os elos atuais a �r�la Prabhup�da,
que � o
fundador-�c�rya;
e alguns dizem que eles est�o simplesmente
introduzindoos disc�pulos a �r�la Prabhup�da,
que � o verdadeiro elo
corrente e que est� levando-os de volta ao Supremo (muito parecido com
a filosofia
�tvik). Alguns gurus dizem que �r�la Prabhup�da
ainda �o �c�rya
corrente; outros dizem que ele n�o �; enquanto que uma dupla
deles proclamaram a si mesmos como os �nicos �c�ryas
sucessores de �r�la
Prabhup�da. Alguns gurus da ISKCON ainda cr�em
que �r�la
Prabhup�da apontou 11 �c�ryas
sucessores (um mito que foi recentemente
reportado como fato no
LA Times);
outros dizem que ele apontou 11 �tviks
que se tornariam �c�ryas
com “a”
min�sculo imediatamente depois de sua partida; outros dizem que n�o
somente s�o aqueles 11 que deveriam se tornar �c�ryas
com “a” min�sculo
depois da partida de �r�la
Prabhup�da, mas sim todos os disc�pulos de �r�la Prabhup�da
(com exce��o das mulheres ao que parece).
Se
n�s retornarmos mais uma vez para o texto GII, n�s poderemos ver que o
GBC � altamente ambivalente com rela��o aosgurus que eles “autorizam”.
Apesar de recon hecerem que rotular samprad�ya-�c�ryas
n�o � algo fidedigno (GII,
p. 15, ponto 6), o GBC n�o obstante executa precisamente esta mesma
fun��o a cada ano em Mayapur, durante o festival de Gaura-purnima. N�s
agora quase uma centena de gurus iniciadores, todos ungidos com o selo
de aprova��o “sem obje��o”. Todos esses gurus est�o sendo adorados como
“s�k��d-hari”
(“t�o bons quanto Deus”) de acordo com as pr�prias diretrizes do GBC
para os disc�pulos (GII,
p.15, ponto 8).
Esses �c�ryas
iniciadores s�o anunciados como elos correntes da sucess�o
discipular de m�ha-bh�gatavas, a qual
remonta a milhares de anos atr�s
at� chegar ao pr�prio Senhor Supremo:
“O
devotos devem tomar abrigo dos representantes de �r�la
Prabhup�da,
que s�o os “elos correntes” na sucess�o discipular.” (GII, p.34)
Mas
ao mesmo tempo, o aspirante a disc�pulo � enfaticamente advertido que a
aprova��o da ISKCON “... n�odeve ser automaticamente aceita como uma
declara��o do n�velde realiza��o de Deus que possa ter sido atingido
pelo guru aprovado.” (GII,
se��o 2.2, p.9).
Mais adiante� avisado:
“Quando
um devoto tem a permiss�o para levar adiante a “ordem” de �r�la
Prabhup�da
para expandir a sucess�o discipular iniciando novos
disc�pulos, isso n�o � para ser tomado como uma certifica��o ou
endossamento de que ele � um “uttama- adhik�ri”, “devoto puro”, ou que
tenha alcan�ado algum de estado espec�fico de realiza��o.” (GII, p.15)
Estes gurus n�o devemser adorados por todos no templo, mas apenas pelos
seus pr�prios disc�pulos num lugar separado. (GII, p.7) –
defini��o de “�c�ryadeva”
dada por Pradyumna.
N�s
mostramos que o �nico tipo de d�k��
guru fidedigno � um mah�-bh�gavata
autorizado; n�s tamb�m mostramos que a verdadeira
“ordem” fora para �tviks
e sik��
gurus. Assim, para descrever qualquer
um como “elo corrente” ou guru iniciador, � sin�nimo declar�-lo como
sendo um �c�rya
com “A” mai�sculo da defini��o 3, um “uttama-adhik�ri” ou um “devoto
puro”.
Aventuramo-nos
a dizer que parece inadequado aprovar ou objetar � cria��o de d�k��
gurus e simultaneamente negar qualquer culpa ou responsabilidade
sacoeles se desviem. Isso � o que se chama “viver em nega��o” de acordo
com terminologia da psicologia moderna. N�s temos que �r�la Prabhup�da
n�o tinha a inten��o de fazer da ISKCON um tipo de “loteria” ou “roleta
russa”, onde se aposta a vida espiritual de algu�m. Talvez os membros
do GBC devessem parar de rotular gurus at� que eles estejam 100%
seguros sobre a idoneidade daquelespor eles aprovados. Afinal de
contas, cada um de n�s est� 100% seguro a respeito da idoneidade
de �r�la
Prabhup�da como um mestre espiritual fidedigno; assim, tal
consenso em reconhecer a qualifica��o pessoal de algu�m n�o �
imposs�vel.
A ambival�ncia do GBC foi recentemente resumida de modo muito sucinto
por Jayadvaita Swami:
“A
palavra ‘apontado’ jamais � usada. Mas h� ‘candidatos a guru
iniciador’, votos s�o dados, e aqueles que passam neste procedimento se
tornam ‘gurus aprovados pela ISKCON’, ou ‘gurus autorizados pela
ISKCON’. Para refor�ar sua confian�a: por um lado o GBC encoraja voc� a
ser iniciado por um guru fidedigno, autorizado pela ISKCON, e
ador�-lo como Deus. Por outro, tem um elaborado sistema de
leis a
serem aplicadas de tempos em tempos quando o seu guru autorizado pela
ISKCON cai. Talvez possa-se perdoaralgu�m por pensar que com
tantas leis e resolu��es, o papel do guru na ISKCON � ainda uma
perplexidade mesmo para o GBC.” (Where the �tvik People are
Right, Jayadvaita Swami, 1996)
Quando
n�s olhamos o apavorante registro dos gurus na ISKCON, n�o � nada
surpreendente que tal desconfian�a exista. Citando mais uma vez o texto
de Jayadvaita Swami:
“Fato: gurus
da ISKCON se opuseram, oprimiram e mandaram embora muitos dos seus
irm�os e irm�s espirituais sinceros.
Fato:
gurus da ISKCON usurparam e usaram dinheiro de forma
impr�pria,
e exploraram outros recursos da ISKCON para prest�gio pessoal e
gratifica��o dos sentidos.
Fato: gurus
da ISKCON tiveram intercurso sexual tanto com mulheres quanto com
homens, epossivelmente com crian�as tamb�m.
Fato:
..... (...etc, etc... )”
(Where the �tvik People are
Right, Jayadvaita Swami, 1996)
�
dito aos rec�m-chegados na ISKCON que �responsabilidade deles examinar
cuidadosamente os gurus da ISKCON baseados nas instru��es dos livros
de �r�la
Prabhup�da para assegurarem-se pessoalmente que eles s�o
qualificados para dar inicia��o. Contudo, se algum candidato a
disc�pulo chega � conclus�o de que nenhum dos gurus que est�o
sendo oferecidos “presentes fisicamente” est� no padr�o, e que em vez
deles deseje colocar sua f� em �r�la Prabhup�da
como seu d�k��
guru,
ele � perseguido e afastado da Sociedade. Ser� isso verdadeiramente
justo? Afinal, ele est� fazendo o que o GBC disse que ele devia fazer.
Deveria ele ser punido por n�o chegar � conclus�o “correta”,
especialmente quando existe evid�ncia t�o clara e inequ�voca que esta
escolha � precisamente o que �r�la Prabhup�da
sempre quis?
Seria
razo�vel esperar que algu�m tenhaf� inabal�vel no presente sistema de
gurus quando se v� que mesmo o GBC considera necess�rio construir um
rigoroso sistema penal simplesmente para mant�-los na linha? Um sistema
penalque em si mesmo jamais fora sequer uma vez mencionado nos livros e
nas instru��es nos quais o candidato a disc�pulo � aconselhado a basear
sua decis�o. Seria dif�cil encontrar um caso de incoer�ncia
auto-referente mais claro do que este.
Seria mais seguro para
todos os interessados sen�s apenas segu�ssemos a ordem clara
da �r�la
Prabhup�da, mantendo-o como o �nico iniciador dentro da
ISKCON. Quem
poderia objetar contra isso?
19.
“De acordo com o Jornal da ISKCON de 1990, alguns irm�os
espirituais de �r�la
Prabhup�da eram de fato �c�ryas.”
|
Quem disse isso?
- A mesma pessoa que disse que n�o havia a palavra “�tvik”
no dicion�rio vaisnava (ISKCON
Journal 1990, p.23), ainda que o termo seja usado
repetidamente no �r�mad-Bh�gavatam
e na carta do dia 9 de Julho assinada pessoalmente
por �r�la
Prabhup�da.
- A mesma pessoa que sugeriu que �r�la Prabhup�da
n�o estava especificamente autorizado para iniciar:
“Bhaktisiddh�nta Saraswati nunca disse ou deu
qualquer documento para que Swamiji (�r�la
Prabhup�da)
se torna-se guru.” (ISKCON
Journal 1990, p.23)
- A
mesma pessoa que disse que Tirtha, Madhava e �ridhar Mah�raja
eram �c�ryas
fidedignos, apesar de �r�la
Prabhup�da ter dito que nenhum
deles era qualificado:
“Mas
h� um sistema em nossa samprad�ya. Ent�o Tirtha Mah�raj,
Madhava Mah�raj, �ridhar Mah�raj, nosso Gurudev, Swamiji –
Swamiji
Bhaktivedanta Swami – todos eles se tornaram �c�ryas.” (ISKCON Journal 1990,
p.23)
Compare as cita��es acima
com o que �r�la
Prabhup�da pensava sobre um destes “�c�ryas”...
“Bhakti
Vil�s Tirtha � muito
antagonista � nossa sociedade e n�o tem uma
concep��o clara sobre servi�o devocional; ele est� contaminado.” (�r�la Prabhup�da,
carta para Sukadeva, 14/11/1973)
…E comoele se referiu aos
demais:
“Entre meus irm�os espirituais
nenhum est� qualificado para se tornar �c�rya.” (�r�la Prabhup�da,
carta para Rupanuga, 28/4/1974)
- A
mesma pessoa que recentemente disse que �r�la Prabhup�da
n�o nos havia
dado tudo, e que havia chegado o momento para um rasika guru.
20. “�r�la Prabhup�da
algumas vezes falou bem de seus irm�os espirituais.”
|
�
verdade que em diferentes ocasi�es �r�la Prabhup�da
lidou
diplomaticamente com seus irm�os espirituais, referindo-se a �ridhar Mah�r�ja
como seu sik��-guru,
etc. �r�la
Prabhup�da era tamb�m uma
pessoa calorosa, que tinha cuidadoe afei��o genu�nos por seus irm�os
espirituais, sempre tentando um jeito de engaj�-los no Movimento de
sankirtana. Contudo, n�s devemos entender que se eles fossem
genu�nos �c�ryadevas, �r�la Prabhup�da
nunca teria falado mal deles, nem sequer
uma vez. Falar de d�k��
gurus fidedignos como sendo “desobedientes”,
“cobras invejosas”, “c�es”, “porcos”, “vespas”, etc., em si mesmo seria
uma s�ria ofensa, e portanto algo que �r�la Prabhup�da
n�o teria feito.
Para ilustrar o modo no qual �r�la Prabhup�da
via seus irm�os
espirituais, n�s iremos oferecer alguns excertos de uma conversa na
qual Bhavananda est� lendo um panfleto editado pela matha de Tirtha Mah�r�ja:
Bhav�nanda:
|
“Come�a com
letras grandes: “�c�ryadeva
Tridandi Swami �rila
Bhaktivil�sa
Tirtha Mah�r�ja.
Todos os homens
eruditos est�o conscientes de que nos tempos da escurid�o na �ndia,
quando a religi�o Hindu estava em grande perigo...”” |
| �r�la Prabhup�da: |
(risadas.) “isso � um
besteirol.” |
� �bvio qual o tipo de
“�c�ryadeva” �r�la Prabhup�da
considera Tirtha Mah�r�ja
(o mesmo Tirtha que � saudado como um �c�rya
fidedigno no ISKCON
Journal
1990, mencionado anteriormente). Mais adiante, o panfleto descreve
como �rila
Bhaktisiddh�nta
foi t�o afortunado em ter uma maravilhosa
personalidade para levar adiante a sua miss�o.
Bhav�nanda:
|
“... no devido tempo, ele (�rila Bhaktisiddh�nta)
obteve uma grande personalidade a qual prontamente assumiu o...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Agora
veja s� ! ‘Ele obteve uma grande personalidade’. Ele � essa
personalidade. Ele tamb�m ir� provar isso. [...]
Ningu�m
aceita ele. [...] Onde est� a sua grandeza? Quem conhece ele? Veja s�.
Ele est� fazendo um plano para declarar a si mesmo uma grande
personalidade... (Tirtha Mah�r�ja) tem
muitainveja de n�s... estes
patifes podem criar problemas.” |
| (Conversa
no quarto, 19/1/1976, Mayapur) |
�c�ryas
fidedignos jamais poderiam ser descritos como patifes invejosos que
apenas querem causar problemas. Infelizmente, mesmo hoje em dia, alguns
dos membros da Gaudiya Math
ainda causam problemas. Respeito � dist�ncia � a pol�tica mais segura.
21.
“N�s sabemos que os �c�ryas
fidedignos n�o t�m que ser t�o avan�ados, porque algumas vezes eles
caem.”
|
�r�la Prabhup�da afirma
precisamente o oposto:
“Um
mestre espiritual fidedigno est� na sucess�o discipular eternamente e
ele n�o se desvia de forma alguma das instru��es do Senhor Supremo.”
(Bg. 4.42, coment�rio)
22.
“Mas �c�ryas
anteriores inclusive descrevem o que algu�m deve fazer quando o mestre
espiritual se desvia.”
|
Aqueles
gurus que se desviaram como descrito, por defini��o nunca poderiam ter
sido membros de uma sucess�o discipular eterna. Ao contr�rio, eles n�o
eram liberados, mas apenas membros de fam�lias de sacerdotes
autorizados por si mesmos, apresentando-se como �c�ryas
iniciadores.
Membros fidedignos da sucess�o discipular nunca se desviam:
“Deus � sempre Deus,guru � sempre
guru.” (A
ci�ncia da auto-realiza��o, Cap. 2)
“Bem, se ele � mau, como ele pode
se tornar guru?” (A
ci�ncia da auto-realiza��o, Cap. 2)
“O devoto puro est� sempre livre
das garras de maya e de sua influ�ncia.” (SB, 5.3.14)
“N�o h� possibilidade de que um
devoto de primeira classe caia.” (Cc. Madhya-l�l�, 22.71)
“Um mestre espiritual � sempre
liberado.” (�r�la
Prabhup�da, carta para Tam�la K���a, 21/6/1970)
N�o
h� um �nico exemplo nos livros de �r�la Prabhup�da
de um d�k��
guru
formalmente autorizado em nossa sucess�o discipular que alguma vez
tenha se desviado do caminho do servi�o devocional. A rejei��o de
Sukr�c�rya
� algumas vezes utilizada para validar o ponto de vista de
que �c�ryas
caem ou podem ser rejeitados, mas este exemplo � altamente
enganoso, uma vez que ele jamais foi um membro autorizado na nossa
sucess�o discipular. O passatempo do Senhor Brahma com sua filha � �s
vezes mencionado. Mesmo assim, est� claramente afirmado no
�r�mad-Bh�gavatam
que estes incidentes ocorreram antes que o Senhor
Brahma se tornasse o l�der de nossa samprad�ya. De fato, quando
o
disc�pulo Nitai se referiu a este passatempo como exemplo de que
um �c�rya
pode cair, �r�la
Prabhup�da ficou muito descontente:
| Ak�ay�nanda: |
“Recentemente
um devote me disse que o �c�rya
n�o precisa ser um devoto puro. [....]” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Quem � esse patife? [...]” |
|
Ak�ay�nanda: |
“Ele
disse isso. Nitai disse isso. Ele disse isso neste contexto, que Brahma
� o �c�rya
na Brahma-samprad�ya,
mas ainda assim ele �s vezes �
aflingido pela paix�o. Por isso ele est� dizendo que parece que
o �c�rya
n�o precisa ser um devoto puro. Ent�o n�o parece correto. [...]” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Ele
inventou sua pr�pria id�ia. Por isso ele � um patife. Por isso ele � um
patife. Nitai se tornou uma autoridade? [...]
Ele
pensou alguma patifaria e est�
expressando
isso. Por isso ele � mais patife. Essas coisas est�o acontecendo.” |
| (Conversa
matinal, V�nd�vana,
10/12/1975) |
De acordo com �r�la
Prabhup�da, apenas gurus desautorizados podem ser levados
por opul�ncia e mulheres.
Apesar de gurus que se desviam n�o serem mencionados nos livros
de �r�la
Prabhup�da, o livro do GBC (GII) possui
toda uma se��o sobre o que o disc�pulo deve fazer quando seu guru,
previamente fidedigno, se desvia. O cap�tulo inicia enfatizando a
import�ncia de se aproximar de um elo corrente, e n�o “saltar sobre” (GII,
p. 27). Por�m, os autoresfazem precisamente isso
citandonumerosos �c�ryas
anteriores com a inten��o de estabelecer princ�pios jamais
ensinados por �r�la
Prabhup�da. Os gurus descritos por aqueles �c�ryas
anteriores jamais poderiam ter sido membros fidedignos do parampar�:
“N�rada
Muni, Haridasa �h�kura e
outros �c�ryas semelhantes especialmente
autorizados para propagar as gl�rias do Senhor n�o podem ser
rebaixados � plataforma material.” (SB, 7.7.14,
coment�rio)
O Perigo de “saltar sobre” na maneira feita no texto GII
est� claramente demonstrado no cap�tulo sobre “re-inicia��o” (em si
mesmo um termo jamaisusado por �r�la Prabhup�da
nem sequer uma vez, nem
por qualquer �c�rya
anterior). Na se��o de perguntas e respostas (GII,
pergunta 4, p.35), as condi��es sobre as quais algu�m possa rejeitar um
guru e tomar “re-inicia��o” s�o descrita. A “explica��o” segue:
“Felizmente,
o ponto crucial deste tema foi esclarecido por �r�la
Bhaktivinoda �h�kura
em seu Jaiva Dharma e por �r�la
Jiva Goswami em seu Bhakti
Sandarbha” (GII,
p.35)
A palavra “felizmente” ao contr�rio infelizmente implica que “uma
vez que �r�la
Prabhup�da
nunca nos disse o que fazer quando um guru se
desvia, � justo que n�s possamos saltar sobre ele e recorrer a todos
estes �c�ryas anteriores”.
Por�m, �r�la
Prabhup�da nos disse que
tudo que precisamos saber sobrevida espiritual est� em seus livros. Por
que n�s estamos introduzindo sistemas que nunca foram mencionados pelo
nosso mestre �c�rya?
23.
“Mas o que est� errado em consultar �c�ryas
anteriores?”
|
Nada,
enquanto n�o se tenha a inten��o de utiliz�-los para adicionar novos
princ�pios que n�o foram mencionados pelo nosso pr�prio �c�rya.
A id�ia
de que um guru fidedigno pode se desviar � totalmente estranha a
qualquer coisa que �r�la
Prabhup�da tenha ensinado. Todos os problemas
sobre “a origem da jiva” resultam desta propens�o de saltar sobre:
“...
n�s devemos ver os �c�ryas anteriores atrav�s de Prabhup�da. N�s n�o
podemos pular sobre Prabhup�da e ent�o olhar para tr�s atrav�s
dos
olhos dos �c�ryas anteriores.” (Our Original Position, GBC
Press, p.163)
Como
� poss�vel que adotarprinc�pios filos�ficos inteiramente novos jamais
mencionados por �r�la
Prabhup�da seja a mesma coisa que ver “os �c�ryas
anteriores atrav�s de Prabhup�da”?
Mesmo se a interpreta��o do
GBC em GII sobre os textos de �c�ryas
anteriores estivesse correta n�s
mesmo assim n�o poder�amos us�-la para modificar ou adicionar algo aos
ensinamentos de �r�la
Prabhup�da. Isso est� claramente explicado em
dois versos no livro �r� K���a
Bhajan�m�ta de
�r�la
Narahari Sarakara. O texto GII deveria ter mencionado estes versos como
um aviso, uma vez que ap�ia suas teses com outros versos deste mesmo
livro:
Verso 48:
“Um
disc�pulo pode escutar alguma instru��o de outro vaisnava avan�ado, mas
ap�s obter aquela boa instru��o ele dever� traz�-la e apresent�-la ao
seu pr�prio mestre espiritual. Ap�s apresent�-la ele dever� escutar os
mesmos ensinamentos novamente do seu mestre espiritual com
instru��es apropriadas.”
Verso 49:
“...
um disc�pulo que escuta as palavras de outros vaisnavas, mesmo que suas
instru��es sejam apropriadas e verdadeiras, mas n�o re-confirma aqueles
ensinamentos com seu pr�prio mestre espiritual e em vez disso
aceita direta e pessoalmente aquelas instru��es � considerado um mau
disc�pulo e pecador.”
N�s humildemente sugerimos
pelo interesse da vida espiritual de todos os membros da ISKCON que o
texto GII deve ser revisado de modo harm�nico com a injun��o acima.
24.
“Por que �r�la
Prabhup�da n�o explicou o que fazer quando um guruse
desvia?”
|
De
acordo com a ordem final de �r�la Prabhup�da
eleseria o iniciador por
muito tempo no futuro, e como um elo autorizado na sucess�o discipular,
est� fora de quest�o que ele se desvie do caminho do servi�o devocional
puro mesmo por um segundo:
“Um mestre espiritual fidedigno
sempre se engaja no servi�o devocional puro � Suprema Personalidade de
Deus” (Cc. �di-l�l�, 1.46, coment�rio)
�r�la Prabhup�da ensinou
que um gurucair� somente se n�o for devidamente autorizado para
iniciar:
“...
algumas vezes um mestre espiritual n�o � devidamente autorizado para
iniciar, e apenas sob sua pr�pria iniciativa torna-se um
mestre
espiritual; ele pode ser levadopor acumular riquezas e um
grande
n�mero de disc�pulos.” (N�ctar da devo��o,
p.116)
Quando
um guru cai, esta � a prova conclusiva de que ele jamais fora
devidamente autorizado pelo seu �c�rya
predecessor. Mesmo se nenhum
guru da ISKCON tivesse jamais ca�do ainda assim algu�m
poderialegitimamente questionar de onde veio sua autoriza��o para
iniciar.
O problema para o GBC � que ao aceitar a simples
verdade de cita��es como esta acima, v�rias ramifica��es desagrad�veis
surgem amea�adoramente diante deles. Uma vez que todos os gurus da
ISKCON afirmam ser autorizados no mesmo n�vel, como parte de um mesmo
pacote (a alegada “ordem” de �r�la Prabhup�da
aplicando-se igualmente a
todos eles), o pr�prio fato de que muitos deles ca�ram visivelmente �
prova positiva de que a “ordem” foi mal-entendida. Se eles
realmentetivessem recebido uma autoriza��o apropriada, estaria fora de
quest�o que algumdeles ca�sse. De fato, todos seriam mah�-bh�gavatas.
“Um mestre espiritual sempre �
liberado.” (Carta de �r�la Prabhup�da,
21/6/1970)
25.
“Assim que os disc�pulos de �r�la Prabhup�da
alcan�arem a perfei��o, o sistema �tvik
se tornar� redundante”.
|
Algumas vezes referida como “soft (suave) �tvik
”, a injun��o acima se baseia na premissa de que o sistema �tvik
foi
estabelecido porque antes da partida de �r�la Prabhup�da
n�o havia
disc�pulos qualificados.
Contudo, esta premissa � uma
especula��o, uma vez que ela jamais foi expressa por �r�la Prabhup�da.
N�o h� evid�ncia de que o sistema �tvik
tenha sido estabelecido apenas
o devido � falta de pessoas qualificadas, e que uma vez que haja uma
pessoa qualificada n�s devemos parar de seguir essesistema. Esta no��o
causa o desafortunado efeito colateral de fazer o sistema �tvik
parecer apenassecund�rio ou provis�rio, quando de fato ele � plano
perfeito de K���a.
Isso tamb�m torna poss�vel que no futuro alguma
personalidade inescrupulosa e carism�tica pare o sistema atrav�s de
alguma falsa exibi��o de devo��o.
Em teoria, mesmo se houvessem disc�pulos qualificados, uttama-adhik�ris,
presentes agora, ainda assim eles teriam que seguir o sistema �tvik
se
quisessem permanecer na ISKCON. N�o h� nenhuma raz�o porque uma pessoa
n�o seria mais do que feliz em seguir a ordem de �r�la Prabhup�da,
como
n�s j� mencionamos.
Uma poss�vel origem desta concep��o err�nea
pode ser as instru��es que �r�la Bhaktisiddh�nta
deixou para a Gaudiya
Matha. �r�la
Prabhup�da nos disse que seu Guru Mah�r�ja tinha
pedido
que houvesse um GBC, e que no devido decurso do tempo um �c�rya
auto-refulgente surgiria. Como n�s sabemos, a Gaudiya Matha n�o seguiu
isso, para um catastr�fico efeito. Alguns devotos cr�em que n�s tamb�m
devemos procurar um �c�rya
auto-refulgente; e que uma vez que ele
poderia vir a qualquer momento, o sistema �tvik
� apenas uma medida
provis�ria.
A dificuldade com esta teoria � que as instru��es
que �rila Bhaktisiddh�nta
deixou para seus disc�pulos e aquelas que �r�la Prabhup�da
deixou para n�s s�o diferentes. �r�la Prabhup�da
certamente deixou instru��es que o GBC deveria continuar administrando
sua Sociedade, mas ele n�o disse em lugar algum queum futuro �c�rya
auto-refulgente iria surgir para a ISKCON. Em vez disso, ele
estabeleceu o sistema �tvik
pelo qual ele permaneceria sendo o �c�rya
dali para frente (“henceforward”) Obviamente, como disc�pulos n�s n�o
podemos pular sobre �r�la
Prabhup�da e come�ar a seguir as ordens de
�r�la Bhaktisiddh�nta.
Se �r�la
Prabhup�da tivesse dado alguma
injun��o de K���a
que a sua Sociedade em breve seria liderada por um
novo �c�rya,
ent�o eleteria feito algumas provis�es para isso em suas
instru��es finais. Em vez disso, ele ordenou que apenas seus livros
fossem distribu�dos, e que eles seriam a lei para os pr�ximos dez mil
anos. O que haveria sobrado para ser feito por um futuro �c�rya? �r�la Prabhup�da
j� havia estabelecido o Movimento que ir� realizar cada
profecia e objetivo da nossa sucess�o discipular por toda a dura��o do
Movimento de Sankirtana.
Como ser� poss�vel para um novo auto-refulgente d�k��
guru surgir dentro da ISKCON, quando a �nica pessoa permitida a
dar d�k��
� �r�la
Prabhup�da?
Alguns
argumentam que os �c�ryas
t�m o poder de mudar as coisas, e assim um
novo �c�rya
poderia alterar o sistema �tvik
dentro da ISKCON. Mas iria
um �c�rya
autorizado alguma vez contradizer as ordens diretas deixadas
pelo �c�rya
anterior para seus seguidores? Com certeza fazer isso seria
arruinar a autoridade do �c�rya
anterior. Isso certamente causaria
confus�o e perplexidade ara aqueles seguidores que tivessem que encarar
a tortuosa escolha de qual ordem seguir.
Todas estas tais
preocupa��es se dissolvem quando n�s lemos a ordem final. Simplesmente
n�o h� men��o de uma injun��o sobre “soft (suave)” �tvik.
A carta
apenas diz “henceforward”, daqui para frente. Assim, dizer que isso ir�
terminar com o surgimento de um novo �c�rya,
ou disc�pulo perfeito, �
uma especulativa superimposi��o sobre um pedido perfeitamente claro. A
carta ap�ia somente o entendimento de “hard (r�gido)” �tvik,
ou seja., que:
�r�la
Prabhup�da ser�
o iniciador dentro da ISKCON enquanto a Sociedade
existir.
Este
entendimento � consistente com a id�ia que �r�la Prabhup�da
sozinho j�
havia obtido sucesso em sua miss�o (por favor veja a obje��o
relacionada, n� 8: “voc� est� dizendo que �r�la Prabhup�da
n�o fez
devotos puros?”)
�s vezes � afirmadoque uma vez que a carta do
dia 9 de Julho apenas autorizou 11 �tviks
originais, o sistema dever�
parar assim que as 11 pessoas nomeadas morrerem ou se desviarem.
Este
argumento � um tanto extremista. Afinal de contas, a carta do dia 9 de
Julho n�o diz que apenas �r�la Prabhup�da
pode escolher
�tviks, ou que
a lista de
�tviks atuantes jamais possa ter adi��es. Existem outros
sistemas de administra��o estabelecidos por �r�la Prabhup�da,
tal como
o GBC, ondemembros s�o livremente adicionados ou subtra�dos quando se
sinta que isso � necess�rio. � il�gico isolar um sistema de
administra��o e trat�-lo de modo inteiramente diferente de outrosque
s�o igualmente importantes. Isso � particularmente verdade
porque �r�la
Prabhup�da jamais nunca sequer indicou que o modo de
manter o sistema �tvik
deveria ser de alguma forma diferente da manuten��o dos outros
sistemas que ele pessoalmente estabeleceu.
Este argumento se tornou popular, ent�o n�s convidamos o leitor a
considerar os seguintes pontos:
1)
Nas transcri��es da conversa em Topanga Canyon, Tam�la K���a Goswami
relata a seguinte pergunta que ele fizera enquanto preparava-se para
datilografar a lista de �tviks
selecionados:
| Tam�la K���a: |
“�r�la Prabhup�da, isso � tudo ou
o senhor deseja adicionar mais?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Na medida do
necess�rio, outros podem ser adicionados.” |
| (Confiss�es
na Pyramid House, Topanga Canyon, 3/12/1980) |
Certamente,
se alguns ou todos os �tviks
morrerem ou se desviarem seriamente, se
deve avaliar uma circunst�ncia “necess�ria” para mais �tviks
serem
“adicionados”.
2) A
carta do dia 9 de Julho define �tvik
como “representante do �c�rya”.
Est� perfeitamente dentro da al�ada do GBC selecionar ou remover
qualquer um para representar �r�la Prabhup�da,
sejam eles sanny�s�s
,
presidentes de templo ou mesmo os pr�prios representantes do GBC.
Atualmente, eles aprovam d�k��
gurus que s�o supostamente os
representantes diretos do pr�prio Senhor Supremo. Assimestaria
facilmente dentro de sua capacidade selecionar novos sacerdotes para
dar nomes e atuar responsavelmenteem nome de �r�la Prabhup�da.
3)
A carta do dia 9 de Julho mostra que a inten��o de �r�la Prabhup�da
era
que o sistema
�tvik fosse aplicado dali para frente
(“henceforward”). �r�la
Prabhup�da fez o GBC a �ltima autoridade administrativa
com o
motivo de que mantivessem e regulassem todos os sistemas que ele
estabeleceu. O sistema �tvik
foi o seu sistema para a manuten��o das
inicia��es. � o trabalho do GBC manter este sistema, adicionando ou
subtraindo o pessoal, da mesma maneira que fazem em outras �reas nas
quais eles est�o autorizados a dirigir.
4)
As cartas assinadas no dia 9, 11 e 21 de Julho indicam que a lista
poderia ser aumentada com o uso de tais frases como: “at� aqui”, “por
hora”, “lista inicial”, etc. Portanto, um mecanismo para adicionar mais �tviks
deve ter sido estabelecido, ainda que isso ainda esteja porser
exercido.
5) Ao tentar
entender uma instru��o, deve-se naturalmente considerar o prop�sito por
tr�s dela. A carta afirma que �r�la Prabhup�da
apontou “alguns dos
disc�pulos seniores para atuar como “�tviks”
– representantes do �c�rya–
com o prop�sito de executar inicia��es...”, e que naquele
momento �r�la
Prabhup�da tinha “at� agora” dado onze nomes. A meta de
um disc�pulo obediente � entender e satisfazer o prop�sito do sistema.
O objetivo da ordem final claramente n�o era restringir todas as
inicia��es futuras a um grupo de indiv�duos de “elite”(‘alguns...at�
agora’) que com o tempo morreriam e assim acabaria o processo de
inicia��o dentro da ISKCON. Ao contr�rio, o prop�sito era assegurar que
as inicia��es continuassem de um modo pr�tico desde ent�o. Portanto
este sistema deve permanecer em vigor enquanto houver necessidade de
inicia��es. Assim, a adi��o de mais “disc�pulos seniores” para atuar
como “representantes do �c�rya”,
quando e como seja necess�rio,
asseguraria que o prop�sito deste sistema continue a ser satisfeito.
6)
Tomado junto com o testamento de �r�la Prabhup�da
(o qual indica que
todos os futuros diretores para as propriedades permanentes na �ndia
poderiam somente ser selecionados entre seus “disc�pulos iniciados”),
est� perfeitamente claro que a inten��o de �r�la Prabhup�da
era que o
sistema andasse indefinidamente, com o GBC simplesmente administrando a
coisa toda.
Tendo dito isso, � sempre poss�vel que �r�la Prabhup�da
pudesse revogar esta ordem se ele o desejasse. Como
afirmamos anteriormente, a contra-instru��o teria que ser pelo menos
t�o clara e inequ�voca como a carta assinada pessoalmente, a qual
coloca o sistema �tvik
em primeiro lugar. Com K���a
e seus devotos
puros qualquer coisa � poss�vel:
| Rep�rter do Newsday: |
“...Agora
o senhor � o l�der e o Mestre Espiritual. Quem ir� tomar o seu lugar?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Isso ser� K���a que ir�
dizer, quem ir� tomar o meu lugar.” |
| (Entrevista,
14/7/1976, Nova Iorque) |
Portanto,
cremos ser mais seguro seguir as instru��es que recebemos de
nosso �c�rya
em vez de especular sobre algum �c�rya
que possa vir ou n�o no
futuro, ou pior que isso, inventar o nosso pr�prio.
26.
“Os proponentes do sistema �tvik
apenas n�o querem se render a um Guru.”
|
Esta
acusa��o est� baseada na concep��o err�neaque para render-se a um
mestre espiritual, ele deve estar presente fisicamente. Se isso fosse
verdade, ent�o nenhum dos disc�pulos originais de �r�la Prabhup�da
poderia atualmente estar se rendendo a ele. Render-se ao mestre
espiritual significa seguir suas instru��es, e isso pode ser feito
esteja ele presente fisicamente ou n�o. O prop�sito da ISKCON �provera
todos orienta��o eentusiasmo adequadosatrav�s de potencialmente
ilimitadas rela��es sik��.
Uma vez que o pr�prio GBC atual se renda �
ordem de �r�la
Prabhup�da, este sistema naturalmente ir� inspirar mais
e mais pessoas a se renderem, e eventualmente poder� inclusive atrair
os mais fan�ticos ativistas �tviks
ajuntarem-se a eles.
Mesmo se
todos os proponentes �tviks
fossem obstinadamente relutantes a
renderem-se a um guru, ainda assim isso n�o invalidaria a carta do dia
9 de Julho. O fato de que os �tviks
supostamente n�o s�o rendidos
deveria fazer o GBC ainda mais ansioso para seguir a ordem final
de �r�la
Prabhup�da, se n�o houver outra raz�o para fazerem
contraste.
27.
“Mas quem ir� oferecer orienta��o e dar servi�o para os
devotos se n�o houver d�k��
gurus?”
|
Haver�
um d�k��
guru: �r�la
Prabhup�da, orienta��o e servi�o ser�o dados
exatamente da mesma maneira comoquando ele estava presente: atrav�s da
leitura de seus livros e do relacionamento sik��
com outros devotos.
Antes de 1977, quando algumas pessoas se juntavam ao templo, elas eram
instru�das pelo l�der dos bhaktas, l�der do Sankirtana, sanny�s�s
visitantes, Cozinheiro, Pujari, presidente do templo, etc. Era
extremamente raro receber orienta��o pessoal diretamente de �r�la Prabhup�da;
de fato, ele constantemente desencorajava tal intera��o,
uma vez que se concentrava emescrever. N�s sugerimos que as coisas
devam seguir da mesma forma como �r�la Prabhup�da
as estabeleceu.
28.
“Em tr�s ocasi�es �r�la
Prabhup�da disse que voc� precisa de um guru
f�sico, e ainda assim toda a sua posi��o baseia-se da id�ia de que n�o.”
|
“Portanto,
t�o logo nos tornamos um pouco inclinados em dire��o a K���a, ent�o de
dentro de nossos cora��es Ele nos d� instru��es favor�veis
para
que n�s possamos gradualmente fazer progresso, gradualmente. K���a � o
primeiro mestre espiritual, e quando nos tornamos mais interessados,
ent�o n�s temos que ir a um mestre espiritual f�sico.” (�r�la Prabhup�da,
aula do Bg. 14/8/1966, Nova Iorque)
“Porque K���a est� situado no cora��o de
cada um. De fato, Ele � o mestre
espiritual, caitya-guru. Ent�o, a fim de nos ajudar, Ele vem como um
mestre espiritual f�sico.”
(�r�la
Prabhup�da, aula do SB, 28/5/1974, Roma)
“Portanto,
Deus � chamado caitya-guru, o mestre espiritual no interior do cora��o.
E o mestre espiritual f�sico � miseric�rdia de Deus [...] Ele ir�
ajudarvoc�dentro efora,fora na forma f�sica do mestre espiritual, e por
dentro como mestre espiritual no interior do
cora��o.”
(�r�la
Prabhup�da, conversa no quarto, 23/5/1974)
�r�la Prabhup�da usou
o termo “guru f�sico” quando explicou que no est�gio
condicionado n�s n�o podemos contar somente com a orienta��o do
caitya-guru ou Superalma. � imperativo que n�s nos rendamos �
manifesta��o externa da Superalma. Este � o d�k��
guru. Tal mestre
espiritual, que � considerado um residente do mundo espiritual e um
�ntimo associado do Senhor K���a aparece
fisicamente apenas para guiar
as almas condicionadas ca�das. Em muitos casos, tal mestre
espiritualescrever� livros f�sicos; eledar� palestrasque podem ser
escutadas por ouvidos f�sicos, e ser gravadas em m�quinas f�sicas; ele
pode deixar murtis f�sicas, e mesmo um GBC f�sico para continuar a
administrar tudo uma vez que tenha partido fisicamente.
No
entanto, o que �r�la
Prabhup�da jamais ensinou foi que este guru f�sico
deve tamb�m estar fisicamente presente a fim de atuar como guru. Como
n�sapontamos, se este fosse o caso, ent�o presentemente ningu�m poderia
ser consideradodisc�pulo de �r�la Prabhup�da.
Se o guru deve sempre
estar fisicamente presente a fim de que o conhecimento transcendental
ser difundido, ent�o uma vez que �r�la Prabhup�da
deixou o planeta,
todos os seus disc�pulos deveriam ter tomado “reinicia��o”. Al�m disso, milhares de disc�pulos
de �r�la
Prabhup�da
foram iniciados sem ter contato com o corpo f�sico de �r�la
Prabhup�da.
Mesmo
assim, � aceito que eles se aproximaram, inquiriram, renderam-se,
serviram e receberam inicia��odo mestre espiritual f�sico. Ningu�m est�
argumentando que suas inicia��es foram nulasdevido �s tr�s cita��es
acima.
29.
“N�o pode o d�k��
guru ser uma alma condicionada?”
|
Como
n�s j� mencionamos, h� apenas um lugar em todos os ensinamentos
de �r�la
Prabhup�da onde a qualifica��o de um d�k��
guru � especificamente
mencionada (Cc. Madhya-l�l�,
24.330). Isso � na se��o do
Caitanya-Carit�mrita
que lida especificamente com d�k��.
A cita��o
estabelece claramente que o d�k��
guru deve ser um mah�-bh�gavata.
O ponto pertinente a ser notado � que �r�la Prabhup�da
usa as palavras
“deve (must)” e “somente (only)”. N�o � poss�vel ser mais enf�tico. N�o
h� cita��es que afirmem que o d�k��
guru pode ser uma alma
condicionada. Isso n�o � surpreendente, pois de outra forma �r�la Prabhup�da
estaria pregando uma contradi��o no guru-tattva. H� cita��es
que podem dar a impress�o de que est�o apoiando a id�ia de um guru n�o
liberado, mas eles usualmente caemdentro de duas categorias:
1)
Cita��es que lidam com a qualifica��o para um sik��
guru:Estas cita��es
en fatizam como � f�cil atuar como guru, como at� mesmo uma crian�a
pode faz�-lo, e est� usualmente ligada ao verso do Senhor Caitanya, “�m�ra
aj�aya”.
2)
Cita��es que descrevem o processo para obter a posi��o de guru:Estas
cita��es usualmentet�m a palavra “tornar-se (become)” nelas. Isso �
porque por “rigorosamente seguindo” o processo delineado uma pessoa ir�
avan�ar e qualificar-se para a posi��o de guru. Deste modo, ela se
tornar� guru. As cita��es jamais dizem que a qualifica��o do guru
resultante ser� menor do que a de um mah�-bh�gavata. Elas
usualmente apenas descrevem o processo.
N�s
mantivemos isso resumidamente, j� que � um tema sobre o qual outro
texto poderia ser escrito; o mais importante � que este � um t�pico que
n�o � diretamente relevante ao tema em pauta, ou seja, o que foi
que �r�la
Prabhup�da de fato ordenou. Apenas porque o d�k��
guru deve ser
um mah�-bh�gavata isso n�o
significa que n�s temos que ter um sistema �tvik,
ou que �r�la
Prabhup�da estabeleceu tal sistema. Pelo contr�rio,
mesmo se a qualifica��o de um d�k��
guru fosse m�nima, isso n�o
significa que �r�la
Prabhup�da n�o ordenou o sistema �tvik.
N�s
simplesmente precisamos examinar o que �r�la Prabhup�da
fez e ent�o
seguir, e n�o o que �r�la
Prabhup�da poderia ou deveria ter feito. Este
texto lida exclusivamente com o as verdadeiras instru��es finais
de �r�la
Prabhup�da.
30.
“�r�la Prabhup�da
colocou o GBC na cabe�a da Sociedade para administrar
tudo e essa � a forma que eles escolheram para as inicia��es .”
|
- �r�la
Prabhup�da jamais autorizou o GBC a mudar
qualquer sistema de administra��o que ele tenha estabelecido
pessoalmente:
“Resolvido:
O GBC (Comiss�o do Corpo Governante) foi estabelecido por Sua Divina
Gra�a A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhup�da para represent�-lo em
executar a responsabilidade da administra��o da Sociedade Internacional
da Consci�ncia de K���a, da qual ele � o fundador-�c�rya e
a autoridade suprema. O GBC aceita como vida e alma as suas divinas
instru��es e reconhece que � completamente dependente de sua
miseric�rdia em todos os aspectos. O GBC n�o tem outra fun��o ou
prop�sito sen�o executar as instru��es assim bondosamente dadas por Sua
Divina Gra�a, preservar e difundir seus ensinamentos para o mundo na
sua forma pura”.
(Defini��o do GBC, resolu��o 1, notas do GBC, 1975)
“O sistema de administra��o ir�
continuar como � agora e n�o h� necessidade de mudar nada.”
(Testamento de �r�la Prabhup�da,
4 de Julho de 1977)
- O
sistema
�tvik foi a forma escolhida para administrar as inicia��es
dentro da ISKCON. O trabalho do GBC � para garantir seu fluxo, n�o
par�-lo e iniciar seu pr�prio sistema desenvolvendo sua pr�pria
filosofia:
“Eu
j� dei os padr�es para voc�s, agora tentem mant�-los o tempo
todo sob procedimento padr�o. N�o tentem inovar, criarou
inventar
algo; isso ir� arruinar tudo.”
(�r�la
Prabhup�da,
carta para Bali Mardan e Pusta K���a, 18/9/1972)
“Agora
eu estabeleci o GBC para manter o padr�o de nossa Sociedade
para
a Consci�ncia de K���a, ent�o mantenha o GBC bem
vigilante. Eu j� dei
para voc�s plenas instru��es em meus livros.” (�r�la Prabhup�da,
carta para Satsvarupa, 13/9/1970)
“Eu
apontei originalmente 12 membros do GBC e dei a eles 12 zonas para sua
administra��o, mas apenas por acordo voc�s mudaram tudo, ent�o eu n�o
sei o qu� � isso.”
(�r�la
Prabhup�da, carta para Rupanuga, 4/4/1972)
“O que ir� acontecer quando eu
n�o estiver aqui, ser� tudo estragado pelo GBC?” (�r�la Prabhup�da,
carta para Hamsaduta, 11/4/1972)
O
GBC deve atuar somente dentro dos par�metros que foram estabelecidos
por �r�la
Prabhup�da. Causa-nos dor vero corpo representante
de �r�la
Prabhup�da comprometido de alguma forma, j� que era o seu
desejoque
todos cooperassem sob sua dire��o.
Vamos todos cooperar sob a
instru��o
da ordem final de �r�la
Prabhup�da.
N�s
esperamos que o leitor agora tenhaaprecia��o mais profunda pela
importante ordem final de �r�la Prabhup�da
sobre o futuro das
inicia��es dentro da ISKCON. N�s pedimos desculpas se em qualquer parte
de nossa apresenta��o tenhamos ofendido a algu�m; essa n�o foi nossa
inten��o; ent�o por favor perdoem nossas imperfei��es.
N�s
come�amos este texto enfatizando que estamos seguros de que se
quaisquer erros foram cometidos, eles n�o foram propositais, e portanto
n�o seria necess�rio perseguirou utilizar energia desnecess�ria para
culpar algu�m. � um fato que quando o �c�rya
parte, automaticamente vem
alguma confus�o. Quando consideramos que o Movimento est� destinado a
continuar pelo menos por mais 9500 anos, dezenove anos de confus�o de
fato � muito pouco tempo. Agora � tempo de assimilar o que foi feito de
errado, aprender com os erros e ent�o colocar nosso passado para tr�s,
e trabalharmos juntos para construir uma ISKCON melhor.
Pode ser
considerado necess�rio iniciar o sistema �tvik
de um modo suave,
talvezemfases. Talvez ele possa at� mesmo correr ao mesmo tempo com o
M.A.S.S. por um curto per�odo de tempo pr�- especificado a fim de n�o
criartens�o desnecess�ria e perturba��o. Tais pontos necessitar�o de
cuidadosa considera��o e discuss�o. T�o logo nossa meta seja
restabelecer a ordem final de �r�la Prabhup�da,
ent�o dentro disso deve
haver suficiente espa�o para tratar-se cuidadosamente com os
sentimentos de cada um. N�s devemos tratar os devotos com cuidado e
considera��o, permitindo-os tempo para que se ajustem. Se um programa
extensivo puder ser introduzido, pelo qual os ensinamentos e
instru��es �r�la
Prabhup�da sobre o guru e inicia��o forem apresentados
sistematicamente, n�s estamos confiantes que tudo poder�
restabelecer-se muito rapidamente e com um m�nimo de perturba��o e
indisposi��o.
Uma vez que se chegue ao consenso que o sistema �tvik
� o caminho a seguir, haver� a necessidade de um per�odo para
refrescar e deixar a inimizade que foi constru�da em ambos os
ladosdissipar-se. Dever�o ser organizados retiros onde ambos os lados
possam unir-se e se tornar amigos. Infelizmente, existe uma
consider�vel imaturidade no momento atual, tanto da parte dos que
defendem o sistema �tvik
quanto dos demais. No que nos diz respeito,
certamente n�o cremos que se tiv�ssemos sido disc�pulos antigos no
momento da partida de �r�la
Prabhup�da ter�amos agido de um modo
diferente ou melhor. Provavelmente ter�amos feito tudo ainda pior.
Em
nossa experi�ncia, muitos devotos na ISKCON, mesmo os mais antigos,
jamais tiveram a chance de examinar de perto a mat�ria sobre
o
sistema
�tvik em detalhes. Infelizmente, a forma como a literatura �tvik
� exposta � suficiente para decepcionar a qualquer um, uma vez
que est� cheia de ataques pessoais e muito pouco de filosofia. A melhor
solu��o que podemos ver � que o GBC resolva este assunto por si mesmo.
Com a informa��o correta diante deles n�s estamos confiantes de que
tudo ser� devida e corretamente ajustado com o tempo. Isso certamente
seria mais desej�vel do que estar constantemente pressionado por um
bando de devotos amargurados e decepcionados para que haja mudan�as,
alguns dos quais podem ter motiva��es pessoais completamente
desalinhadas com a ordem final de �r�la Prabhup�da.
Certamente,
n�s tamb�m estamos sujeitos aos quatro defeitos, e assim calorosamente
damos boas vindas a quaisquer coment�rios ou cr�ticas. Nossa maior
esperan�a ao escrever este livreto � que a discuss�o por ele inspirada
possa de algum modo levar � solu��o de uma das mais dif�ceis e
prolongadas controv�rsias na ISKCON desde a partida de Sua Divina
Gra�a. Por favor perdoem nossas ofensas. Todas as gl�rias a �r�la Prabhup�da.
Apenas �r�la
Prabhup�da pode nos unir.
O Que � Um �tvik?
Os
�tviks s�o freq�entemente definidos de um ou dois modos
incorretos:
1) Como
sacerdotes insignificantes, meros funcion�rios que simplesmente
distribuem nomes espirituais de forma robotizada.
2)
Como d�k��
gurus aprendizes que est�o atuando como �tviks
apenas at�
que eles estejam plenamente qualificados, quando eles iniciar�o por
conta pr�pria.
N�s iremos comparar estas defini��es com o papel de um �tvik,
como foi dado por �r�la
Prabhup�da.
Considerando
primeiro a defini��o 1). o posto de �tvik
� uma posi��o de grande
responsabilidade. Isso deve ser �bvio, uma vez que �r�la Prabhup�da
especificamente escolheu 11 devotos quem tinham demonstrado serem
capazes de tomar responsabilidades maduras dentro de sua Miss�o. N�o �
que ele simplesmente retirou os nomes de dentro de um chap�u. Assim,
ainda que a maior parte de sua fun��o fosse somente de rotina, eles
deveriam ser os primeiros a identificardesvios dos padr�es estritos
necess�rios para inicia��o. Assim como o trabalho de um policial
geralmente � rotina, uma vez que a maioria dos cidad�os obedecem a lei,
ainda assim ele frequentemente ser� � a primeira pessoa a saber quando
algum delito est� sendo cometido. �r�la Prabhup�da
muitas vezes
expressou a preocupa��oque as inicia��es deveriam apenas acontecer
quando um estudante fosse testado por pelo menos uns seis meses, e que
pudesse cantar 16 voltas por dia, seguisse os quatro princ�pios
regulativos, lesse seus livros, etc. Se um presidente do templo
come�asse a enviar a um �tvik
recomenda��es para estudantes que
tivessem falhado em alguma destas �reas essenciais, o �tvik
teriapoder
para recusar a inicia��o. Deste modo, o �tvik
asseguraria que os
padr�es dentro da ISKCON manteriam-se os mesmos como no dia em
que �r�la
Prabhup�da deixou o planeta.
Certamente um
�tvik
pessoalmente teria que seguir de forma estrita, e por conseguinte ser
um sik��-guru
qualificado. O fato de que o �tvik
teria ou n�o uma
rela��o de sik��
com a pessoa que se inicia� um assunto separado. Ele
poderia oun�o. Para um devoto que aceita esta posi��o, seu minist�rio
como
�tvik � separado e distinto do seu minist�rio
como sik��-guru,
apesar de que algumas vezes os dois sobreponham-se. Quando �r�la Prabhup�da
estava presente, os novos iniciados nem sequer precisavam
necessariamente encontrar-se com o �tvik
atuando na sua zona.
Freq�entemente a cerim�nia de inicia��o deveria ser executada pelo
presidente de templo e o nome do iniciado chegava pelo correio, enviado
pelo
�tvik designado. Por�m, ao mesmo tempo n�o podemos ver
nenhuma
raz�o pela qual um �tvik
n�o possa conhecer os novos iniciados, e
inclusive executar a cerim�nia, se tal arranjo for adequado ao n�vel do
templo local.
Agora examinaremos a defini��o 2). Como j� mencionamos muitas vezes, a
fim de aceitar disc�pulos, algu�m deve ser um mah�-bh�gavata
plenamente autorizado. Antes que �r�la Prabhup�da
partisse, ele
estabeleceu um sistema no qual qualquer um que iniciasse na ISKCON al�m
dele mesmo seria ilegal. Assim, n�o houve autoriza��o para ningu�m, em
momento algum no futuro da ISKCON, para dar inicia��o em seu pr�prio
nome em vez de no nome de �r�la Prabhup�da.
Desta forma, mesmo se um �tvik,
ou de fato qualquer outra pessoa, alcan�asse o n�vel de um mah�-bh�gavata, ele
ainda assim teria que seguir o sistema �tvik
se ele desejasse
permanecer dentro da ISKCON. �r�la Prabhup�da
nos deu uma ordem no dia
9 de Julho, e ela n�o diz nada sobre �tviks
tornarem-se d�k��
gurus.
O que eles fazem e como eles s�o
selecionados:
(a)
O
�tvik
aceita o disc�pulo, d� um nome espiritual para o novo iniciado, canta
nas contas, e para a segunda inicia��o d� o Mantra Gayatri – tudo em
nome de �r�la
Prabhup�da (por favor leia a carta do dia 9 de Julho no
Ap�ndice, p.113). Este foi o m�todo que �r�la Prabhup�da
escolheu para
ter devotos respons�veis supervisando o processo de inicia��o e o
padr�o dentro da ISKCON. O �tvik
ir� examinar todas as recomenda��es
enviadas pelos presidentes de templos para garantir-se que o futuro
disc�pulo possui o padr�o requerido para a pr�tica devocional.
(b)
Um
�tvik � um sacerdote e assim deve ser um brahmana
qualificado.
Quando selecionou os �tviks, �r�la Prabhup�da
primeiramente sugeriu os “sanny�s�s
seniores”, apesar de ele tamb�m ter escolhido pessoas que n�o eram sanny�s�s
(por favor veja a conversa��o do dia 7 de Julho no Ap�ndice, p.132). Os �tviks
escolhidos eramhomens seniores respons�veis para garantir que o
processo de inicia��o continuasse sem percal�os atrav�s do mundo todo.
(c)
Os futuros
�tviks podem ser selecionados pelo GBC. O m�todo no qual os �tviks
seriam selecionados, repreendidos ou dispensados seria
praticamente id�ntico ao m�todo no qual os d�k��
gurus s�o
correntemente administrados pelo GBC dentro da ISKCON. Isso est�
definitivamente dentro do �mbito do poder concedido ao GBC por �r�la Prabhup�da,
uma vez que eles t�m a autoridade de selecionar e examinar
muitas pessoas seniores como os sanny�s�s,
administradores, secret�rios regionais, etc. Que mais �tviks
poderiam
ser adicionados pelo GBC foi tamb�m admitido por Tam�la K���a Goswami na
conversa em “Topanga Canyon” (Ap�ndice, p.138).
Ent�o,
em resumo, o sistema funcionaria exatamente como quando �r�la Prabhup�da
estava no planeta. O modo, a atitude, o relacionamento entre
as diversas partes, etc., ir� continuar sem mudan�as, tal como foi por
um breve per�odo de quatro meses em 1977. Como �r�la Prabhup�da
disse
enfaticamente no segundo par�grafo do seu testamento:
“O sistema de administra��o ir�
continuar como � agora, e n�o h� necessidade de nenhuma
mudan�a.”
D�k��
“D�k��
� o processo pelo qual algu�m pode despertar seu conhecimento
transcendental e aniquilar todas as rea��es causadas por atividades
pecaminosas. Uma pessoa perita no estudo das escrituras reveladas
conhece este processo como d�k��.”
(Cc, Madhya-l�l�,
15.108)
O Guru Deve Estar Fisicamente
Presente?
“
A presen�a f�sica n�o � importante. A presen�a do som transcendental
recebido domestre espiritual deve ser a orienta��o para a vida. Que
voc� fa�a a sua vida espiritual um sucesso. Se voc� sentir muito
fortemente a minha aus�ncia voc� pode colocar uma foto minha no meu
assento e isso ser� uma fonte de inspira��o para voc�.”
(�r�la
Prabhup�da
Carta para Brahmananda e outros estudantes, 19/1/1967 )
“Mas
sempre se lembre que eu estou sempre com voc�. Como voc� est� sempre
pensando em mim, eu tamb�m estousempre pensando em voc�. Apesar de n�o
estarmos fisicamente juntos, n�s n�o estamos separados espiritualmente.
Ent�o n�s devemos sempre nos preocupar unicamente com esta conex�o
espiritual.”
(�r�la
Prabhup�da
Carta para Gaurasundara, 13/11/1969)
“Ent�o n�s devemos nos associar pela vibra��o, e n�o pela presen�a
f�sica. Esta � a verdadeira associa��o.”
(�r�la
Prabhup�da
aula do SB, 18/8/1968)
“H�
dois conceitos: o conceito f�sico e o conceito vibracional. O conceito
f�sico � tempor�rio; o conceito vibracional � eterno [...] Quando n�s
sentimos separa��o de K���a
ou do Mestre Espiritual n�s devemos apenas
tentar nos lembrar de suas palavras ou instru��es, e n�o sentiremos
mais separa��o. Tal associa��o com K���a e com o
Mestre Espiritual deve ser uma associa��o pela vibra��o, n�o pela
presen�a f�sica. Est� averdadeira associa��o.”
(Eleva��o � Consci�ncia
de to K���a,
Cap�tulo 4)
“Embora,
de acordo com a vis�o material, Sua Divina Gra�a �r�la Bhaktisiddh�nta
Sarasvati �h�kura
Prabhup�da
deixou este mundo material no �ltimo dia
de dezembro de 1936, ainda assim eu considero Sua Divina Gra�a estando
sempre presente comigo pelo seu v���,
suas palavras. H� dois modos de associa��o: por v��� ou
por vapuh.
V��� significa
palavras e vapuh
significa presen�a f�sica. A presen�a f�sica � algumas vezes
percept�vele algumas vezes n�o, mas v���
continua a existir eternamente. Portanto, deve-se obter benef�cio de v���,
n�o da presen�a f�sica.”
(Cc. Antya-l�l�, conclus�o)
“Portanto, n�s devemos obter benef�cio de v���
, n�o da presen�a f�sica.”
(�r�la
Prabhup�da
Carta para Suci-devi dasi , 4/11/1975)
“Eu
irei sempre permanecer como seu guia pessoal, esteja presente
fisicamente ou n�o; assim como estou sempre recebendo a orienta��o de
meu Guru Mah�r�ja.”
(�r�la
Prabhup�da Conversa no Quarto, V�nd�vana,
14/7/1977)
“Algumas
vezes � mal-entendidoque se algu�m est� engajado em servi�o devocional
ele n�o ser� capaz de resolver o problema econ�mico. Para responder a
este argumento, � descrito aqui que devemos associar-nos com pessoas
liberadas, n�o direta e fisicamente, mas pelo entendimento dos
problemas da vida atrav�s de filosofia el�gica.”
(SB,
3.31.48, coment�rio)
“Eu sempre estou com voc�. N�o importa se eu estou
fisicamente ausente.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Jayananda, 16/9/1967)
| Param�nanda: |
“N�s estamos
sempre sentido fortemente a sua presen�a, �r�la Prabhup�da,
simplesmente por suas instru��es e seus ensinamentos. N�s
estamos sempre meditando nos seus ensinamentos.” |
| �r�la Prabhup�da:
|
“Obrigado. Esta � a
verdadeira presen�a. A presen�a f�sica n�o � importante.” |
| (Conversa no Quarto, 6/10/1977, V�nd�vana) |
“Voc�
me escreveu que tem vontade de ter a minha associa��o, mas por que voc�
se esquece de que voc� est� sempre em associa��o comigo? Quando voc�
est� ajudando na minha atividade mission�ria eu estou sempre pensando
em voc�, e voc� est� sempre pensando em mim. Esta � a verdadeira
associa��o. Assim como eu sempre estou pensando em meu Guru Mah�r�ja
a
cada momento, apesar de ele n�o estar presente fisicamente, e porque eu
estou tentando o melhor que posso para servi-lo, eu estou certo de que
ele est� me ajudando com suas b�n��os espirituais. Ent�o, aqui tem dois
tipos de associa��o: f�sica e preceptoral. A associa��o f�sica n�o �
t�o importante quanto a associa��o preceptoral.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Govinda
Dasi, 17/8/1969)
“No
que diz respeito �s minhas b�n��os, a minha presen�a f�sica n�o �
necess�ria. Se voc� est� cantando Hare K���a a�, e
seguindo minhas
instru��es, lendo os livros, comendo apenas K���a Prasadam,
etc., ent�o
est� fora de quest�on�o receber as b�n��os do Senhor Caitanya, cuja
miss�o eu estou humildemente tentando levar adiante.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Bal K���a, 30/6/1974)
“Qualquer
um que tenha desenvolvido f� inabal�vel no Senhor e no Mestre
Espiritual pode entender as escrituras reveladas, que se abrir�o diante
dele. Ent�o, continue com asua atitude presente e voc� ir� ter sucesso
no seu progresso espiritual. Eu estou certo que mesmo se n�o estiver
fisicamente presente diante de voc�, ainda assim voc� ser� capaz de
executar todos os deveres espirituais da Consci�ncia de K���a, se voc�
seguir os princ�pios acima.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Subala, 29/9/1967)
“Ent�o,
apesar do corpo f�sico n�o estar presente, a vibra��o deve ser aceita
como a presen�a do mestre espiritual; vibra��o. Oque n�s ouvimos do
mestre espiritual, isso est� vivo.”
(�r�la
Prabhup�da Palestra, 13/1/1969, Los Angeles)
| Revati-nandana: |
“...
ent�o algumas vezes o mestre espiritual est� distante. Ele pode estar
em Los Angeles. Algu�m est� vindo ao templo de
Hamburgo.
Ele pensa: ‘como o Mestre espiritual ser� agradado?’” |
| �r�la Prabhup�da: |
“apenas
siga a sua ordem, o mestre espiritual est� junto com voc� pelas suas
palavras. Assim como meu mestre espiritual n�o est�
fisicamente
presente, mas eu estou em associa��o com ele pelas suas
palavras.” |
| (�r�la Prabhup�da
Palestra, 18/8/1971) |
“Assimcomo
eu estou trabalhando, ent�o meu Guru Mah�r�ja
est� aqui, Bhaktisiddh�nta
Saraswati. Fisicamente ele pode n�o estar, mas em cada
a��o ele est� aqui. Servir �s palavras do mestre espiritual � mais
importante do que servi-lo fisicamente.”
(�r�la
Prabhup�da Conversa no Quarto,
27/5/1977, V�nd�vana)
“Ent�o, isso � chamado prakata,
fisicamente presente. Eh� outra fase,� chamada aprakata, ausente
fisicamente. Mas isso n�o significa que K���a ou Deus
est� morto. Este n�o � o significado, prakata ou aprakata,
fisicamente presente ou n�o, isso n�o importa.”
(�r�la
Prabhup�da Palestra, 11/12/1973, Los
Angeles)
“Assim, espiritualmente separa��o est� fora de quest�o,
mesmo fisicamente n�s podemos estar em locais distantes.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Syama-dasi,
30/08/1968)
“Eu
fui at� o seu pa�s difundir esta informa��o da Consci�ncia de K���a, e
voc� est� me ajudando em minha miss�o, apesar de eu n�o estar
fisicamente presente, mas espiritualmente eu sempre estou com voc�.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Nandarani, K���a Devi, Subala e Uddava, 3/10/1967)
“Na realidade n�s n�o estamos separados. H� dois tipos: v���
ou vapuh,
ent�o vapuh
� a presen�a f�sica, e v���
a presen�a vibracional, mas s�o a mesma coisa.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Hamsadutta, 22/6/1970)
“Assim, na aus�nciaf�sica do mestre espiritual, v���-seva
� mais importante. Meu mestre espiritual, Sarasvati Goswami, pode
aparecer ausente fisicamente, mas apesar disso eu tento servir as suas
instru��es; eu jamais me sinto separado dele.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Karandhara, 22/8/1970)
“Eutamb�mn�o
sinto separa��o de meu Guru Mah�r�ja.
Quando estou engajado no seu
servi�o, suas fotos me d�o for�a suficiente. Servir as palavras do
Mestre Espiritual � mais importante do que servi-lo fisicamente.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Syamasundara,
19/7/1970)
Siga As Instru��es, N�o o
Corpo
“No
que diz respeito � associa��o pessoal com o guru, eu estive com
Guru Mah�r�jaaumas
4 ou 5 vezes, mas eu nunca abandonei a sua associa��o, nem
mesmo por um momento. Porque eu estou seguindo suas instru��es, eu
jamais sentisepara��o. H� alguns de meus irm�os espirituais aqui na
�ndia que tinham constante associa��o espiritual com Guru Mah�r�ja,
mas
est�o negligenciando suas ordens. � assim como um percevejo sentado no
colo do rei. Ele talvez esteja muito inflado pela sua posi��o, mas tudo
o que pode fazer � picar o rei. Associa��o pessoal n�o �t�o importante
quanto associa��o atrav�s do servi�o.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Satadhanya, 20/2/1972)
“Ent�o,
espiritualmente aparecimento ou desaparecimento, n�o h� diferen�a...
espiritualmente n�o h� diferen�a, aparecimento ou desaparecimento.
Apesar de que hoje � o dia do desaparecimento de Om Visnupada �ri
�rimad Bhaktisiddh�nta
Sarasvati �h�kura, n�o h�
nada para ser
lamentado, apesar de sentirmos separa��o...”
(�r�la
Prabhup�da Palestra, Los Angeles,
13/12/1973)
“Assim,
Meu Guru Mah�r�ja ser� muito,
muito satisfeito com voc� [...] n�o � que
ele tenha morrido ese foi. Isso n�o � um entendimento espiritual [...]
Ele est� vendo. Eu jamais me senti sozinho.” (�r�la
Prabhup�da Palestra, 2/3/1975, Atlanta)
“V���
� mais importante do que vapuh.”
(�r�la
Prabhup�da Carta paraTu��a K���a
Dasa, 14/12/1972)
“Sim,
eu estou muito feliz que seu centro est� indo muito bem e que todos os
devotos est�o apreciando a presen�a do Mestre Espiritual seguindo as
suas instru��es, apesar de ele n�o estar fisicamente presente. Este � o
esp�rito correto.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Karandhara, 13/9/1970)
“Por
suas palavras, o mestre espiritual pode penetrar dentro do cora��o da
pessoa sofredora e injetar o conhecimento transcendental, que sozinho
pode extinguir o fogo da exist�ncia material.”
(SB,
1.7.22, coment�rio )
“H�
duas palavras: v���
e vapuh.
V���
significa palavras, e
vapuh significa o corpo f�sico. [...] Vapuh ir� ter um
fim. Este corpo
material ter� um fim, esta � a natureza. Mas se n�s permanecemos
com v���,
as palavras do mestre espiritual, ent�o permanecemos muitos
firmes [...] se voc� se mantiver sempre intacto, em liga��o com as
palavras e instru��es elevadas, ent�o voc� estar� sempre novo. Isto �
entendimento espiritual.”
(�r�la
Prabhup�da Palestra, 2/3/1975, Atlanta)
“Ent�o, n�s devemos dar mais �nfase � vibra��o do som,
seja ela de K���a
ou do mestre espiritual.”
(�r�la
Prabhup�da Palestra, 18/8/1968, Montreal)
“Jamais pense que eu estou separado de voc�; presen�a por
minha mensagem (ou por ouvir) � o verdadeiro toque.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para estudantes, 2/8/1967)
“O recebimento de conhecimento espiritual nunca �
bloqueado por qualquer condi��o material.”
(SB,
7.7.1, coment�rio)
“A pot�ncia do som transcendental nunca � minimizada
porque aquele que ovibrou est� aparentemente ausente.”
(SB, 2.9.8,
coment�rio)
“O
disc�pulo e o mestre espiritual jamais est�o separados porque o mestre
espiritual sempre est� na companhia de seu disc�pulo enquanto o
disc�pulo seguir estritamente as instru��es do mestre espiritual. Isso
� chamado de associa��o por v���. A
presen�a f�sica � chamada vapuh.
Enquanto o mestre espiritual estiverpresente, o disc�pulo deve servir o
corpo f�sico do mestre espiritual, e quando o mestre espiritualn�o mais
estiver fisicamente presente, o disc�pulo deve servir as instru��es do
mestre espiritual.”
(SB,
4.28.47, coment�rio)
“Se
n�o h� oportunidadepara servir o mestre espiritual diretamente, o
devoto deve servi-lolembrando-se de suas instru��es. N�o h� diferen�a
entre as instru��es do mestre espiritual e o pr�prio mestre espiritual
. Portanto, na sua aus�ncia, suas palavras de instru��o devem ser o
orgulho do disc�pulo.”
(Cc. �di-l�l� 1.35, coment�rio)
“Ele vive para sempre pelas suas instru��es divinas, e os
seguidores vivem com ele.”
(SB,
pref�cio)
“Raciocina mal quem diz quevaishnavas morrem, pois
v�sainda viveis no som.”
(Bhaktivinoda
�h�kura, Songs of the Vaisnava Acaryas, Edição de 1972)
“Sim, o �xtase da separa��o do mestre espiritual � um
�xtase ainda maior do que encontrar-se com ele.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Jadurani, 13/1/1968)
“K���a
e seu representante s�o o mesmo. Similarmente, o mestre espiritual pode
estar presente quando quer que o disc�pulo deseje. O mestre espiritual
� o princ�pio, n�o no corpo. Assim como a televis�o pode ser vista em
milhares de lugares pelo dispositivo eletr�nico de transmiss�o de
sinais.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Malati, 28/5/1968)
“� melhor servir a K���a
e o mestre espiritual em sentimento de separa��o; algumas vezes h� um
risco emservi�o direto.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Madhusudana,
30/12/1967)
Os Livros S�o o Suficiente
| Devoto: |
“�r�la Prabhup�da, quando o
senhor n�o mais estiver presente entre n�s, como
ser� poss�vel receber instru��es? Por exemplo, em quest�es que possam
surgir... ” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Bem, as
quest�es est�o respon... as respostas est�o em meus livros.” |
| (Caminhada matinal, 13/5/1973,
Los Angeles) |
“Portanto,
utilize qualquer tempo que voc� obter para fazer um
completo estudo dos meus livros. Ent�o, todas as sua quest�es ser�o
respondidas.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Upendra, 7/1/1976)
“Se
for poss�vel ir ao templo, ent�o se beneficie do tempo. Um
templo
� um local onde � dada a oportunidade para se prestar servi�o
devocional direto ao Senhor �ri K���a. Junto com
isso, voc� deve sempre
ler os meus livros diariamente, e todas as suas perguntas ser�o
respondidas, e voc� ter� uma base firme da Consci�ncia de K���a. Deste
modo sua vida ser� perfeita.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Hugo Salemon,
22/11/1974)
“Cada
um de voc�s deve ler regularmente nossos livros, pelo menos duas vezes,
pela manh� e ao anoitecer, e automaticamente todas as suas perguntas
ser�o respondidas.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Randhir, 24/01/1970)
“Nos
meus livros a filosofia da Consci�ncia de K���a �
explicada plenamente,
se houver qualquer coisa que voc�s n�o entendam, ent�o simplesmente
leiam de novo e de novo. Por ler diariamente, o conhecimento ser�
revelado para voc�s, e por este processo, sua vida espiritual ir� se
desenvolver.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Bahurupa Dasa,
22/11/1974)
| �r�la Prabhup�da: |
“‘mesmo um momento de
associa��o espiritual com um devoto puro � pleno sucesso!’” [...] |
| Revat�-nandana: |
“isso se aplica
a ler as palavras de um devoto puro.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Sim.” |
| Revat�-nandana: |
“mesmo uma pequena
associa��o com seus livros tem o mesmo efeito?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Efeito. Claro, isso
requer ambas as coisas. Deve-se estar muito ansioso para receber.” |
| (Conversa no quarto, 13/12/1970) |
| Paramaha�sa: |
“Minha
pergunta �- um devoto puro, quando ele comenta sobre o Bhagavad-g�t�,
algu�m que jamais o v� fisicamente, mas ele apenas teve
contato
com seu coment�rio, explica��o, isso � a mesma coisa?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Sim. Voc� pode
associar-se com Krna por ler o Bhagavad-g�t�.
E estas pessoas santas, elas ir�o dar as explica��es e
coment�rios. Ent�o onde est� a dificuldade?” |
| (Caminhada matinal,
11/6/1974, Paris) |
“N�o
h� de novo para ser dito. O que quer que eu tinha para dizer, eu j�
disse em meus livros. Agora voc�s devem tentar entender e continuar com
os seus esfor�os. Esteja eu presente ou n�o, isso n�o importa.”
(�r�la
Prabhup�da Chegada Conversa , 17/5/1977, V�nd�vana)
O �r�la Prabhup�da
� o Nosso Guru Eterno
| Rep�rter: |
“O que ir� acontecer ao
Movimento nos Estados Unidos quando o senhor morrer?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Eu jamais morrerei.” |
| Devotos: |
“Jaya!
Haribol!” (risadas.) |
| �r�la Prabhup�da: |
“Eu viverei para sempre em
meus livros e voc�s os utilizar�o.” |
| (�r�la Prabhup�da
Entrevista em S�o Francisco, 16/7/1975) |
| Senhora Indiana: |
“... o mestre espiritual
permanecer� nos guiando depois da morte?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Sim, sim. Assim
como K���a
est� nos guiando do mesmo modo o mestre espiritual ir� nos guiar.” |
| (�r�la Prabhup�da
Palestra, 3/9/1971, London) |
“A alian�a eterna entre o mestre espiritual e o disc�pulo
come�a no dia que ele o escuta.”
(�r�la
Prabhup�da Carta para Jadurani, 4/9/1972)
“A
influ�ncia do devoto puro � tal que, se algu�m vem
associar-se
com ele com um pouquinho de f�, ele tem a chance de escutar
sobre
o Senhor das escrituras autorizadas como o �r�mad-Bh�gavatam
e o Bhagavad-g�t�.
Este � o primeiro est�gio da associa��o com o devoto puro.”
(N�ctar de Devo��o,
Cap�tulo 19, [Pre-1977 Ed.])
“Estes n�o livros comuns. S�o cantos gravados;
aquele que os l� est� escutando.”
(Carta para Rupanuga Dasa, 19/10/1974)
“A
respeito do sistema de parampara n�o h� nada para se maravilhar quando
se v� grandes espa�os de tempo [...] N�s temos que aceitar o �c�rya
proeminente e segui-lo.”
(Carta para to Dayananda, 12/4/1968)
| N�r�yana: |
“Ent�o, aqueles disc�pulos
que n�o t�m a oportunidade de ver ou falar com o senhor...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Ele estava falando sobre
isso,
v��� ou vapuh.
Mesmo se voc� n�o ver o seu corpo, voc� aceita suas palavras,
v���.”
|
| N�r�yana: |
“Mas como eles sabem que
est�o agradando o senhor? |
| �r�la Prabhup�da: |
“Se
voc� de fato segue as palavras do guru, isso significa que ele est�
satisfeito. E se voc� n�o segue, como ele pode estar satisfeito? |
| Sud�ma: |
“N�o
somente isso, mas sua miseric�rdia est� espalhada em todos
lugares, e se n�s nos beneficiarmos, como o senhor nos disse uma vez,
ent�o iremos sentir os resultados.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Sim.” |
|
Jayadvaita: |
“E se n�s tivermos
f� no que o Guru diz, ent�o n�s faremos isso automaticamente.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Sim.
Meu Guru-mah�r�ja abandonou o
corpo em 1936, e eu iniciei este
movimento em 1965, 30 anos depois. Ent�o? Eu estou recebendo a
miseric�rdia do Guru. Isto � v���.
Mesmo se o Guru n�o estiver fisicamente presente, se voc� seguir v���,
ent�o voc� est� recebendo aux�lio.” |
| Sud�ma: |
“Ent�o separa��o
est� fora de quest�o enquanto o disc�pulo seguir as instru��es do Guru.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“N�o. Cakhu-d�n dilo jei.
o que vem depois?” |
|
Sud�ma: |
“Cakhu-d�n dilo jei, janme janme prabhu sei.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“janme janme prabhu sei.
Ent�o, onde est� a separa��o? Aquele que abre seus olhos, ele �
seu
prabhu nascimento ap�s nascimento.” |
| (Caminhada matinal, 21/7/1975,
S�o Francisco) |
|
Madhudvi�a: |
“Existe
alguma forma para um crist�o alcan�ar o c�u espiritual , sem a ajuda de
um mestre espiritual, crendo nas palavras de Jesus Cristo e tentando
seguir seus ensinamentos?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Eu n�o compreendo.” |
| Tam�la K���a: |
“Pode um crist�o nesta
era, sem um mestre espiritual, mas lendo a B�blia, e seguindo as
palavras de Jesus, alcan�ar o...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Quando
voc� l� a B�blia, voc� segue o mestre espiritual. Como pode voc� dizer
‘sem mestre espiritual’? T�o logo voc� leia a B�blia, isso significa
que voc� est� seguindo as instru��es do senhor Jesus Cristo, o que
significa seguir o mestre espiritual. Ent�o, onde est� a
chance
de estar sem mestre espiritual? |
| Madhudvi�a: |
“Eu estou me referindo a
um mestre espiritual vivo.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Mestre espiritual n�o se
trata de... O mestre espiritual � eterno.
O mestre espiritual � eterno. Ent�o, a sua pergunta �: “sem um mestre
espiritual”. Sem um mestre espiritual voc� n�o pode estar em fase
alguma da vida. Voc� pode aceitar este mestre espiritual ou aquele.
Isso � outra coisa. Mas voc� deve aceitar. Como voc� disse que “lendo a
B�blia”, quando
voc� l� a
B�blia isso quer dizer que voc� est� seguindo o mestre espiritual
representado por algum sacerdote ou membro do clero na linha do Senhor
Jesus Cristo.” |
| (�r�la Prabhup�da
Palestra, 2/10/1968, Seattle) |
“Voc�
perguntou se o Mestre Espiritual permanece no universo at� que o
disc�pulo seja transferido para o c�u espiritual. A resposta � sim,
esta � a regra.”
(�r�la Prabhup�da
Carta para Jayapataka, 11/7/1969)
AP�NDICES
09 de Julho, 1977 Carta: “Para Todos GBC e Presidentes de
Templo”
A c�pia da a atual carta
A atual mat�ria da a carta
10 de Julho, 1977 Carta
A c�pia da a atual carta
A atual mat�ria da a carta
11 de Julho, 1977 Carta
A c�pia da a atual carta
A atual mat�ria da a carta
21 de Julho, 1977 Carta
A c�pia da a atual carta
A atual mat�ria da a carta
31 de Julho, 1977 Carta
A c�pia da a atual carta
A atual mat�ria da a carta
Declara��o de testamento de �r�la Prabhup�da (4 de Junho,
1977) & Codicilo (5 de Novembro, 1977)
A atual Testamento
A mat�ria no Testamento
Conversa no
Quarto, dia 22 de Abril, 1977, Bombay
| �r�la
Prabhup�da: |
“Eu
disse a ele que ‘voc� n�o pode fazer assim independentemente. Voc� est�
indo bem, mas n�o fa�a isso na revista.’ (pausa) As pessoas se
queixaram de Hamsadutta. Voc� sabia disso?”” |
| Tam�la K���a: |
“Eu n�o tenho certeza
sobre incidentes particulares, mas tenho escutado no geral...” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Na Alemanha. Na
Alemanha.” |
| Tam�la K���a: |
“Os devotos l�.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Muitas queixas.” |
| Tam�la K���a: |
“Portanto, mudar � bom.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Voc� se torna guru, mas
voc� deve estar qualificado primeiro. Ent�o voc� se torna.” |
| Tam�la K���a: |
“�, era este tipo de
queixa.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Voc� sabia
disso?” |
| Tam�la K���a: |
“Sim, eu escutei isso,
sim.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“De que vale produzir um
guru patife?” |
| Tam�la K���a: |
“Bem,
eu tenho estudado a mim mesmo e todos os seus disc�pulos, e est� claro
o fato de que n�s todos somos almas condicionadas, ent�o n�o podemos
ser gurus. Talvez um dia isso seja poss�vel...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Hm.” |
| Tam�la K���a: |
“...mas n�o agora.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Sim.
Eu produzirei alguns gurus. Eu direi quem � guru, ‘agora voc� se
torna �c�rya.
Voc� se torna autorizado’. Eu estou esperando por isso. Voc�s
todos se tornam �c�ryas.
Eu me aposento completamente. Mas o
treinamento deve ser completo.” |
| Tam�la K���a: |
“Deve haver um processo de
purifica��o.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“� sim, deve haver.
Caitanya Mah�prabhu deseja: �m�ra
�j��ya guru ha�� [Cc.
Madhya 7.128]. “Voc� se torna guru.” (risos) Mas deve
estar qualificado. Uma pequena coisa; seguidor estrito.” |
| Tam�la K���a: |
“Sem carimbos.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Assim voc�s n�o ser�o
efetivos. Poder�o enganar, mas isso n�o ser�
efetivo. Veja a nossa Gaudiya Math. Cada um queria se tornar
guru, um pequeno templo e “guru.” Que tipo de guru? Nenhuma
publica��o, nem prega��o, simplesmente trazendo alguma comida... meu
Guru Mah�r�ja costumava
dizer: “bagun�a aglomerada”, um lugar para
comer e dormir. Amar
amar ara takana: “bagun�a aglomerada”. Ele disse isso.” |
Conversa no
Quarto, dia 27 de Maio, 1977, V�nd�vana
| Bhav�nanda: |
“Haver� homens, eu sei.
Haver� homens que tentar�o se apresentar como gurus.” |
| Tam�la K���a: |
“Isso estava
acontecendo muitos anos atr�s. Os seus irm�os espirituais foram
pensando assim. Madhava Mah�r�ja...” |
| Bhav�nanda: |
“�, sim. �, preparados
para pular.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“� preciso uma
administra��o muito forte e observa��o vigilante.”
|
Conversa no
Quarto, dia 28 de Maio, 1977, V�nd�vana*
| Satsvarupa
dasa Goswami: |
“Ent�o,
nossa pr�xima pergunta diz respeito �s inicia��es no futuro,
particularmente quando o senhor n�o estiver mais conosco. N�s queremos
saber como a primeira e segunda inicia��es dever�o ser
conduzidas.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Sim.
Eu irei recomendar alguns de voc�s. Depois que isso estiver
estabelecido eu irei recomendar alguns de voc�s para agir como �c�ryas
representante(s).” |
| Tam�la K���a Mah�r�ja: |
“Isso � chamado �tvik
�c�rya?” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“�tvik.
Sim.” |
| Satsvarupa
dasa Goswami: |
“Qual � a rela��o daquela
pessoa que d� a inicia��o e...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Ele � guru. Ele � guru.” |
| Satsvarupa
dasa Goswami: |
“Mas ele age em
seu nome.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Sim. Isso � formalidade.
Porque na minha presen�a ningu�m deve se tornar guru, ent�o, em meu
nome, sob minha ordem, �m�ra
�j��ya guru
(ha��),
seja realmente guru, mas sob minha ordem.” |
| Satsvarupa
dasa Goswami: |
“Ent�o eles podem ser
considerados seus disc�pulos?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Sim, eles s�o disc�pulos,
mas considere... quem...” |
| Tam�la K���a Mah�r�ja: |
“N�o. Ele est� perguntando
que esses �tvik
�c�ryas, eles estar�o atuando, dando d�k��,
as pessoas para quem eles d�o d�k�� s�o
disc�pulos de quem?” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Eles s�o seus disc�pulos.” |
| Tam�la K���a Mah�r�ja: |
“Eles s�o seus disc�pulos.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Quem inicia ... disc�pulo
de seu disc�pulo...” |
| Satsvarupa
dasa Goswami: |
(Sim) |
| Tam�la K���a Mah�r�ja: |
(Isso est� claro) (Vamos
continuar) |
| Satsvarupa
dasa Goswami: |
“Ent�o n�s temos uma
pergunta a respeito...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Quando
eu ordenar voc�s se torna guru; ele se torna guru regular. Isso � tudo.
Ele se torna disc�pulo de meu disc�pulo. (� isso a�) (Veja s�).” |
* O conversa��o acima � composto por quatro hist�ricos diferentes
providenciados por GBC nas seguintes publica��es.
1983:
�r�la Prabhup�da-L�l�m�ta,
Vol. 6 (Satsvarupa dasa Goswami, BBT)
1985: Under My Order
(Ravindra-svarupa dasa)
1990: ISKCON Journal
(GBC)
1995: Gurus and
Initiation in ISKCON (GBC)
Conversa no
Quarto, dia 7 de Julho, 1977, V�nd�vana
| Tam�la K���a: |
“�r�la Prabhup�da?
n�s estamos recebendo um grande n�mero de cartas agora. Estas
s�o
pessoas que querem ser iniciadas. Ent�o, at� agora, uma vez que o
senhor est� ficando doente, n�s pedimos para que esperem.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“O sanny�s�s
s�nior no local pode fazer.”
|
| Tam�la K���a: |
“� o que est�vamos
fazendo. Quero dizer, previamente n�s est�vamos ... os sanny�s�s
GBC do local estavam cantando nas contas deles, e estavam escrevendo
para Sua Divina Gra�a, e o senhor dava um nome espiritual. Ent�o,
devemos continuar com este processo, ou devemos... quero dizer, uma
coisa � que se diz que o mestre espiritual aceita... o senhor sabe, ele
aceita... e tem que limpar o disc�pulo... ent�o, n�s n�o
queremos
que o senhor tenha que... j� que sua sa�de n�o est� muito boa, para que
n�o haja... � por isso que estamos pedindo a todo mundo que espere.
Simplesmente quero saber se devemos continuar esperando um pouco mais.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“N�o, os sanny�s�s
seniores...” |
| Tam�la K���a: |
“Ent�o eles devem
continuar a...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Voc� pode dar-me a lista
de sanny�s�s,
eu irei selecion�-los...” |
| Tam�la K���a: |
“Ok.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Voc� pode fazer.
Kirtanananda pode fazer. Satsvarupa pode fazer. Estes tr�s podem fazer.” |
| Tam�la K���a: |
“Ent�o, supondo algu�m
est� na Am�rica, eles simplesmente dever�o escrever para Kirtanananda
ou Satsvarupa?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“O mais pr�ximo.
Jayatirtha pode fazer.” |
| Tam�la K���a: |
“Jayatirtha.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Bhavanan..., er, Bhagav�n.” |
| Tam�la K���a: |
“Bhagav�n.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Ele tamb�m pode
fazer...Harikesa.” |
| Tam�la K���a: |
“Harikesa Mah�r�ja.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Cinco, seis homens podem
se dividir; quem estiver mais pr�ximo.” |
| Tam�la K���a: |
“Quem
estiver mais pr�ximo. Ent�o as pessoas n�o t�m que escrever para Sua
Divina Gra�a. Eles poder�o escrever diretamente para aquela pessoa?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Hmm.” |
| Tam�la K���a: |
“Atualmente eles est�o
iniciando no nome de Sua Divina Gra�a. As pessoas ser�o iniciadas ainda
por Sua...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Segunda
inicia��o, n�s temos que pensar na segunda.” |
| Tam�la K���a: |
“Isso � para a primeira
inicia��o. Ok, e para a segunda inicia��o, por enquanto eles
deveriam...” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Novamente, eles devem
esperar. A segunda inicia��o, esta deve ser dada...” |
| Tam�la K���a: |
“H�
alguns devotos que est�o escrevendo ao senhor pedindo segunda
inicia��o, e eu estou lhes escrevendo dizendo-lhes que esperem um
pouco, porque o senhor n�o est� bem. Devo continuar dizendo
isso?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Eles podem receber a
segunda inicia��o.” |
| Tam�la K���a: |
“Escrevendo ao
senhor.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“N�o, a estes homens.” |
| Tam�la K���a: |
“Estes
homens, eles tamb�m podem fazer a segunda inicia��o. N�o h� necessidade
de que os devotos escrevam ao senhor pedindo a primeira e segunda
inicia��o. Eles podem escrever para aquele mais pr�ximo deles. Por�m
todas estas pessoas ainda assim s�o seus disc�pulos. Qualquer pessoa
que d� inicia��o o far� em seu nome.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Sim.” |
| Tam�la K���a: |
“O senhor sabe aquele
livro que eu mantenho com os nomes de todos os seus disc�pulos?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Hmm.” |
| Tam�la K���a: |
“Ent�o
se algu�m der inicia��es, como Harikesa Mah�r�ja, ele deve
enviar- nos
os nomes das pessoas e eu farei seu registro no livro. OK. H� algu�m na
�ndia que o senhor gostaria que fizesse isso?” |
| �r�la Prabhup�da: |
“�ndia? Eu estou aqui.
N�s veremos. Na �ndia, Jayapataka.” |
| Tam�la K���a: |
“Jayapataka Mah�r�ja.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Voc� tamb�m est� na
�ndia.” |
| Tam�la K���a: |
“Sim.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Voc� pode anotar estes
nomes.” |
| Tam�la K���a: |
“Sim, eu os tenho.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Quem s�o eles?” |
| Tam�la K���a: |
“Kirtanananda
Mah�r�ja, Satsvarupa
Mah�r�ja, Jayatirtha
Prabhu, Bhagav�n
Prabhu,
Harikesa Mah�r�ja, Jayapataka
Mah�r�ja and Tam�la K���a Mah�r�ja.”
|
| �r�la Prabhup�da: |
“Est� certo.
Agora distribua.” |
| Tam�la K���a: |
“Sete. H� sete nomes.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Por enquanto sete nomes.
Suficiente. (Um pouco depois) Voc� pode escrever, Rame�vara.” |
| Tam�la K���a: |
“Rame�vara Mah�r�ja.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“E H�dayananda.” |
| Tam�la K���a: |
“�, Am�rica do Sul.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Ent�o sem esperar por
mim, quem quer que voc� considere que mere�a. Isso depender� de
discri��o.” |
| Tam�la K���a: |
“Com discri��o.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Sim.” |
| Tam�la K���a: |
“Isso � para primeira e
segunda inicia��es.” |
| �r�la Prabhup�da: |
“Hmm.” |
| Tam�la K���a: |
“Devo enviar o grupo de k�rtana,
�r�la
Prabhup�da?” |
Conversa no Quarto, dia 19 de
Julho, 1977, V�nd�vana
| Tam�la K���a: |
“Upendra e eu podemos ver
que... (interrompido).” |
| �r�la Prabhup�da: |
“E ningu�m ir�
perturbar voc� l�. Fa�a seu pr�prio campo e continue sendo um �tvik,
e atue sob minha ordem. As pessoas est�o se tornando simpatizantes
aqui. O lugar � muito bom.” |
| Tam�la K���a: |
“Sim. Ele diz: ‘a
introdu��o do Bhagavad-g�t�
est� sendo traduzida em Tamil, e terei o segundo cap�tulo feito em
seguida, ent�o publicarei um pequeno livreto para distribui��o.’” |
Conversa no Quarto, dia 18 de
Outubro, 1977,
V�nd�vana
| �r�la
Prabhup�da: |
“Hare K���a. Um
cavalheiro bengali veio de Nova Iorque?” (um homem havia viajado de Nova
Iorque para ser iniciado por
�r�la Prabhup�da). |
| Tam�la K���a: |
“Sim. O Sr. Sukamal Roy
Chowdury.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Ent�o, eu apontei alguns de
voc�s para iniciar? Hmm?” |
| Tam�la K���a: |
“Sim. Na verdade... Sim, �r�la Prabhup�da.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Ent�o, eu penso que
Jayapataka pode fazer isso se voc� quiser. Eu j� fiz as nomea��es. Diga
� ele.” |
| Tam�la K���a: |
“Sim.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Que alguns foram
nomeados; o nome de Jayapataka est� l�? ” |
| Bhagav�n: |
“Ele j� est� l�, �r�la Prabhup�da.
Eu nome estava nessa lista.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Ent�o, eu o apontei para
fazer isso em Mayapur e ele pode ir com ele. Eu parei por enquanto.
Est� certo?” |
| Tam�la K���a: |
“O qu�, �r�la Prabhup�da?” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Esta inicia��o; eu
apontei alguns dos meus disc�pulos, est� claro ou n�o?” |
| Girir�ja: |
“Est� claro.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Voc� tem a lista de
nomes?” |
| Tam�la K���a: |
“Sim, �r�la Prabhup�da.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“E
se pela miseric�rdia de K���a
eu me recuperar desta condi��o, ent�o eu
come�arei ou n�o, mas nesta condi��o iniciar n�o � bom.” |
Conversa no
Quarto, dia 2 de Novembro, 1977, V�nd�vana
(�r�la Prabhup�da
est� explicando o que foi discutido com os convidados)
| �r�la
Prabhup�da: |
“...
ent�o, “depois de voc�, quem tomar� a lideran�a?” e “(eu disse) cada um
tomar�. Todos meus disc�pulos; se voc� quiser voc� tamb�m
pode
tomar (risos). Mas se voc� seguir. Eles est�o preparados para
sacrificar tudo. Eles ir�o tomar a lideran�a. Eu posso partir. Mas
haver� centenas. Centenas ir�o pregar. Se voc� quiser voc�
tamb�m
pode ser l�der. N�s n�o temos tal coisa como ‘aqui est� o l�der’.
Qualquer um que seguir o l�der anterior, ele � l�der” |
| Tam�la K���a: |
“Hmm.” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“‘Indiano! N�s n�o temos
tal distin��o. ‘Indiano’, ‘Europeu.’” |
|
Devoto: |
“Eles querem um l�der
indiano?”
|
| �r�la
Prabhup�da: |
“Sim.
Todos, todos meus disc�pulos s�o l�deres. Uma vez que seguem
genuinamente, eles se tornam l�deres. Se voc� seguir, voc�
pode
se tornar l�der. Mas voc� n�o segue. Eu disse isso. (pausa).” |
|
Tam�la K���a: |
“Sim, eles provavelmente
queriam propor algu�m que iria tomar o nosso Movimento” |
| �r�la
Prabhup�da: |
“Sim. l�deres. Tudo
bobagem. L�der significa que algu�m se tornou um disc�pulo de
primeira classe. Ele � l�der, Eva�
parampar� pr�pta..., aquele que segue de forma perfeita...
Nossa instru��o � �ra n�
kariha mane ���. Voc� conhece isso? O que � isso? Guru-mukha-padma-v�kya,
cittete kariy� aikya, �ra n� kariha mane ���.
Quem � o l�der? um l�der..., tornar-se l�der n�o � muito dif�cil,
contanto que se esteja preparado para seguir as instru��es de um guru
fidedigno.” |
Confiss�es
de Tam�la
K���a na
Casa da Pir�mide, 3 de Dezembro de 1980
Tam�la K���a Mah�r�ja: “Eu
tive uma certa realiza��o h� uns poucos dias atr�s. [...] Existem
obviamente muitas afirma��es feitas por �r�la Prabhup�da que seu
Guru- Mah�r�ja
n�o nomeou ningu�m como sucessor [...] mesmo em seus livros �r�la Prabhup�da
disse que guru significa por qualifica��o.
A
inspira��o veio porque eu tinha uma pergunta pessoal, ent�o K���a
falou. Realmente,
Prabhup�da jamais apontou nenhum guru. Ele apontou
onze
�tviks; ele jamais os apontou como gurus. Eu e os outros
membros
do GBC causamos um grande dano a este Movimento nestes �ltimos tr�s
anos, porque n�s interpretamos o apontamento de �tviks
como sendo
apontamento de gurus.
Eu irei explicar o que de fato aconteceu.
Eu havia explicado, mas a interpreta��o estava errada. O que aconteceu
realmente foi que
Prabhup�da mencionou que iria apontar alguns �tviks,
ent�o o GBC se reuniu por v�rias raz�es, e eles foram at� Prabhup�da,
cinco ou seis de n�s (isso
se refere � reuni�o de maio de 1977);
n�s perguntamos: ‘�r�la
Prabhup�da, ap�s a sua partida, se n�s
aceitarmos disc�pulos, de quem eles ser�o disc�pulos, seus ou nossos?’
Mais
tarde havia uma lista de pessoas para receber inicia��o, e era grande.
Eu disse: ‘�r�la
Prabhup�da, certa vez o senhor mencionou sobre �tviks.
Eu n�o sei o que fazer. N�s n�o queremos abord�-lo, mas h� milhares de
devotos listados, e eu estou apenas segurando todas estas cartas. Eu
n�o sei o que o senhor quer fazer’.
�r�la Prabhup�da disse:
‘tudo certo, eu irei apontar alguns...’, e ele come�ou a
nome�-los [...] Ele deixou bem claro que eles seriam disc�pulos dele.
Neste ponto estava muito claro em minha mente que eles eram disc�pulos
dele. Mais tarde, eu fiz duas perguntas a ele, uma: ‘sobre Brahmananda
Swami?’ eu perguntei isso a ele porque eu tinha afei��o por Brahmananda
Swami. [...] Ent�o �r�la
Prabhup�da disse: ‘N�o, n�o a menos que ele
seja qualificado’. Antes de ir datilografar a carta, eu perguntei
a �r�la
Prabhup�da, dois: ‘�r�la
Prabhup�da, isso � tudo ou o senhor
deseja adicionar mais?’. Ele disse: ‘na medida do necess�rio, outros
mais podem ser adicionados’. Agora eu entendo que o que ele fez foi
muito claro. Ele estava fisicamente incapaz de executar a fun��o de
inicia��o; portanto, ele apontou sacerdotes representantes para
iniciar em seu nome. Ele apontou onze, e disse
muito
claramente: ‘Quem quer esteja mais pr�ximo pode iniciar’.
Isso �
muito importante, porque quando se trata de inicia��o, n�o � uma
quest�o de quem est� mais pr�ximo, e sim de quem est� em seu cora��o. A
pessoa na qual voc� p�e sua f�, voc� se inicia com ele. Por�m, quando
se trata de formalidade, � simplesmente quem estiver mais
pr�ximo, e isto estava muito claro. Ele nomeou- os. Eles estavam
espalhados ao redor de todo o mundo, e ele disse: ‘Quem quer que esteja
mais pr�ximo, voc� deve se aproximar dessa pessoa, e eles ir�o
examin�-lo. Ent�o, em meu nome, eles ir�o dar iniciar.’
N�o �
uma quest�o de ter f� nessa pessoa, nada. Esta � a fun��o do guru. Prabhup�da
falou: ‘A fim de administrar este Movimento, eu tenho que
formar um GBC, e eu irei nomear as seguintes pessoas. A fim de
continuar o processo para que as pessoas juntem-se ao nosso Movimento
e sejam iniciadas, eu tenho que nomear alguns sacerdotes para
me
ajudar [...] porque eu n�o posso lidar fisicamente com todos’.
E
isso foi tudo , e nunca foi mais do que isso, voc� pode apostar seu
�ltimo d�lar que Prabhup�da
esteve falando por dias, horas e semanas a
fio, sobre como configurar esta coisa com os gurus, porque ele j� havia
de fato dito isso um milh�o de vezes. Ele disse: ‘Meu Guru-Mah�r�ja
n�o
apontou ningu�m. Isso � por qualifica��o’. N�s cometemos um grande
erro. Ap�s a partida de
Prabhup�da qual � a posi��o destas onze
pessoas?” [...]
Prabhup�da
mostrou que isso n�o era
apenas para sanny�s�s.
Ele nomeou duas pessoas que eram grihastas, que
poderiam pelo menos ser �tviks,
mostrando que eles eram iguais a
qualquer sanny�s�.
Ent�o, qualquer um que seja espiritualmente
qualificado – � sempre entendido que voc� n�o pode aceitar
disc�pulos na presen�a de seu guru, mas quando o guru desaparece voc�
pode aceitar disc�pulos se voc� for qualificado e algu�m pode p�r sua
f�. Certamente, eles (os candidatos a disc�pulo) deveriam avaliar
plenamente para poder distinguir quem � um guru apropriado. Mas se voc�
� um guru apropriado, e seu guru n�o est� mais presente, este � o seu
direito. Assim como um homem pode procriar [...] Infelizmente o GBC n�o
reconhece este ponto. Imediatamente eles (assumiram, decidiram) que
essas onze pessoas eram os gurus selecionados. Por mim mesmo eu posso
dizer definitivamente, e pelo qual eu humildemente pe�o perd�o para
todo mundo, que havia definitivamente um certo desejo de
tentar
controlar [...] Essa � a natureza condicionada, e ela apareceu na mais
alta posi��o para todos: “Guru, �, maravilhoso! Agora eu sou guru, e h�
apenas onze de n�s”[...] Eu sinto que esta realiza��o ou este
entendimento � essencial se n�s queremos evitar que mais
incidentes futuramente aconte�am, porque, creiam-me, isso ir� se
repetir. Isso � uma quest�o de tempo, at� que as coisas tenham
desbotado um pouco, e novamente outro incidente ir� acontecer, seja
aqui em L.A., ou em algum outro local. Isso ir� acontecer continuamente
at� que voc�s permitam que a verdadeira for�a espiritual de K���a seja
exibida sem restri��es. [...] Eu sinto que o GBC, se eles n�o adotarem
este ponto muito rapidamente, se eles n�o adotarem esta
verdade:
Voc�s n�o podem me mostrar qualquer grava��o ou um escrito
onde
Prabhup�da diga: “Eu apontei este onze gurus”. Isso n�o
existe porque
ele jamais apontou nenhum guru. Isso � um mito [...] No dia que voc�
recebe a inicia��o voc� obt�m o direito de se tornar um pai quando seu
pai desaparecer, se voc� for qualificado. Nenhum apontamento. Isso n�o
requer uma nomea��o, porque n�o existe uma.”